I Congresso TeleVisões / Inscrições


Está aberta até o dia 10 de agosto a chamada de resumos expandidos para o I Congresso TeleVisões.

O congresso será realizado no dia 27 de outubro na sede do Programa de Pós-graduação em Comunicação da UFF, Niterói-RJ. São bem-vindos pesquisadores e profissionais da Comunicação e de áreas afins, assim como estudantes e demais públicos interessados em participar das palestras e debates.

Sobre o congresso

A cultura televisiva vive um efervescente momento de reconfiguração que atinge todos os espaços de seu circuito comunicativo e que tem como importante mola-propulsora a popularização da cultura digital.

A internet, aliada aos avanços em torno da tecnologia televisiva, tem potencializado novos comportamentos por parte dos agentes vinculados à produção, à distribuição e ao consumo de conteúdos televisivos que, todavia, ainda carecem de compreensão.

O I Congresso TeleVisões propõe, então, um debate acerca do consumo televisivo e as reconfigurações pelas quais ele passou e ainda passa.

PRINCIPAIS EIXOS TEMÁTICOS:

– História da televisão
– Televisão e informação
– Televisão e entretenimento
– Ficção seriada televisiva
– Televisão e cultura sonora
– Televisão e mídia digital

SUBMISSÃO
Os resumos expandidos deverão ser formatados de acordo com as normas da ABNT e ter entre 5 e 10  mil caracteres, além das referências bibliográfica e de 5 palavras-chave.

Os trabalhos completos deverão ter entre 20 e 35 mil caracteres e utilizar a formatação do template que será divulgado em breve.

Envio dos trabalhos para o e-mail: eventotelevisoes@gmail.com.

Link para o site do evento (para informações gerais, inscrições e download do template): https://congressotelevisoes.com.br/

 

PRAZOS PARA INSCRIÇÕES
Envio dos resumos expandidos: até 10 de agosto de 2017
Divulgação dos resultados das avaliações: até 31 de agosto de 2017
Envio dos trabalhos completos: até 01 de outubro de 2017
*Haverá uma sessão especial para a apresentação de trabalhos de alunos de graduação.

Abertas as inscrições do Festival de Vídeo Plural+


Festival Vídeo Plural+1Jovens de todo o mundo de até 25 anos podem inscrever vídeos de até cinco minutos no Festival Plural+. Organizado pela Aliança das Civilizações das Nações Unidas (UNAOC) e a Organização Internacional para as Migrações (OIM), o Festival busca vídeos criativos sobre inclusão social, migrantes, respeito à identidade, à diversidade e aos direitos humanos. As inscrições podem ser feitas em inglês, francês e espanhol; prazo é dia 4 de junho.

O Festival de Vídeo Plural+ 2017 convida os jovens de todo o mundo a inscrever trabalhos criativos focados nos temas de migração, diversidade e inclusão social. Organizado pela Aliança das Civilização das Nações Unidas (UNAOC) e a Organização Internacional para as Migrações (OIM) e diversos parceiros, o Festival recebe inscrições até o dia 4 de junho de 2017.

Num mundo caracterizado pela intolerância e divisões culturais e religiosas, é imperativo que os jovens sejam reconhecidos como poderosos agentes de transformação social. O Festival encoraja que os jovens tratem de desafios e oportunidades relacionados a inclusão social, integração de migrantes, respeito a identidade, diversidade, direitos humanos e xenofobia.

O Festival é destinado a jovens de até 25 anos e os vídeos devem ter no máximo 5 minutos. A premiação é dividida em categorias etárias (até 12 anos, de 13 a 17 anos e de 18 a 25 anos) e os vencedores serão escolhidos por um júri internacional independente.

Os vencedores das três categorias receberão mil dólares e apresentarão seus trabalhos numa cerimônia de premiação em Nova Iorque com despesas aéreas e de hospedagem pagas. Prêmios adicionais de parceiros podem incluir equipamentos, viagens ou oportunidades profissionais – veja aqui premiações anteriores.

Conheça os vencedores de 2016 aqui. Acesse o regulamento do festival em inglês ou espanhol.

Informações completas em https://pluralplus.unaoc.org

29ª Jornada Nacional de Cineclubes inicia hoje na Ilha de Itaparica


Mesa 1A 29ª Jornada Nacional de Cineclubes será realizada de 1º a 04 de outubro, na Ilha de Itaparica e pretende reunir mais de 80 cineclubes de todo o Brasil, para discutir sobre os rumos do cineclubismo brasileiro, a democratização do audiovisual, direito do público, metas e encaminhamentos relacionados às políticas públicas que nortearão o movimento cineclubista brasileiro ao longo dos próximos anos.
Além da presença do Secretário do Audiovisual (SAV/MinC), Pola Ribeiro, o evento contará com a presença de, no mínimo, um representante de cada Estado do país.
Questões estruturais do movimento, que vêm sido pensadas há anos pelo Conselho Nacional de Cineclubes Brasileiros (CNC), serão trabalhadas como pontos de partidas pelos Grupos de Trabalhos (GT’s) que se debruçarão sobre elas a fim de analisar o movimento em sua contemporaneidade e planejar estratégias para a sua continuidade no decorrer dos próximos dois anos. Para tanto, serão contempladas pautas como: acervo e difusão; formação cineclubista; cineclubismo e educação; comunicação e relações públicas; cineclubismo, movimentos sociais e diversidade cultural; sustentabilidade cineclubista; memória do movimento cineclubista brasileiro, entre outros temas.
A Jornada é uma realização do Conselho Nacional de Cineclubes, União de Cineclubes da Bahia e conta com o apoio do Ministério da Cultura, através da Secretaria do Audiovisual (SAV/MinC), Fundação Pedro Calmon, Sindireceitas e emenda parlamentar da Senadora Federal Lídice da Mata. A Jornada Nacional de Cineclubes é produzida pela atual Diretoria Provisória/2013 do Conselho Nacional de Cineclubes Brasileiros.
Os cineclubes existem há mais de 100 anos, em 1913, foi o do registro primeiro cineclube na França, chamado de Cinema do Povo, que foi criado por operários do cinema, que resolveram debater e exibir suas próprias imagens. A coordenadora da Jornada Nacional de Cineclubes, Gleciara Ramos, explica que “à medida que o cinema se desenvolveu enquanto indústria do entretenimento acabou se tornando uma alienação, por isso o movimento do cineclubismo tem como proposta democratizar o acesso a conteúdos que abordem o multiculturalismo que é característico do nosso tempo somente garantido, com o respeito ao direito do público, por isto também discutiremos a importância deste direito para a soberania popular, a geopolítica da emancipação através do audiovisual, e a tecnologia brasileira de ponta nesta área de exibição, com a participação de Leopoldo Nunes, fundador da Programadora Brasil, e Guido Lemos, apresentando a tecnologia da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), nesta área”.
Esta edição da Jornada se pauta pelo respeito à diversidade, em um formato diferenciado, ela vai absorver a diversidade, seguindo o movimento que já existe hoje no Brasil e no mundo, por isso serão exibidos mais de 100 filmes, no BOX DA DIVERSIDADE com várias temáticas de dezenas de diretores de várias regiões do país.
A Fundação Pedro Calmon (FPC), é parceira nesta realização e traz o debate para uma leitura crítica desses conteúdos. Após a exibição de filmes selecionados destes Box, serão realizadas 8 Rodas de Leituras Transversais, essas Rodas levarão em 4 dias, mais de 80 cineclubistas  de várias partes do país para compartilhar estes debates com as Comunidades da Ilha de Itaparica, no Quilombo do Tereré e no Mercado Popular de Vera Cruz.
“Aqui no Brasil houve uma busca maior pelo reconhecimento da identidade cultural do povo brasileiro, sobre o que é cultura em seu aspecto antropológico, procurando identificar quem faz a cultura, neste aspecto o ex-ministro Gilberto Gil criou um marco, ele incentivou a formação de cineclubes, através do Cine Mais Cultura, com um formato diferente dos cineclubes do passado, antes os cineclubes eram direcionados para pessoas cinéfilas, com o objetivo de ver filmes antigos, mas agora eles são voltados para o fortalecimento dos valores étnico-culturais, levando acesso à cultura e a informação para lugares mais isolados”, destaca a coordenadora da Jornada Nacional de Cineclubes, Gleciara Ramos.

Encontro Internacional dos Direitos do Público – E-Book


Encontro-Internacional-680

Leia e faça o download gratuito do e-Book do I Encontro Internacional dos Direitos do Público.

http://culturadigital.br/encontrointernacionaldosdireitosdopblico/files/2011/10/LIVRO-TEXTO-FINAL-2.pdf

Roman Polanski: A Film Memoir


Comemorando os 83 anos de Roman, o Observatório compartilha um tocante relato da vida do cineasta pelo próprio Polanski, em entrevista para Andrew Braunsberg.

Veja também uma rápida biografia de Polanski

Roman_Polanski_2011Paris 18 de agosto de 1933, nasce Raymond Roman Thierry Liebling, filho de emigrantes judeus polacos. Seu pai, Ryszard Polański foi um pintor pouco notável, em 1932, mudou de apelido passando a chamar-se Ryszard Liebling, razão pela qual o registo de nascimento de Roman ter ficado Liebling em vez de Polański. Contudo, no dia 1 de Junho de 1936, de regresso a Cracóvia (Polónia), recuperou o seu apelido original polaco, passando a chamar-se Rajmund Roman Thierry Polański, respondendo por Romek, diminutivo de Roman. Sua mãe, com o nome de solteira Bula Katz, de origem russa, foi educada na religião católica, apesar de seu pai (avô materno de Polański) ser judeu.

Bula Katz estava divorciada quando se casou com Ryszard Liebling em 1932, tiveram apenas este filho. O casal instalou-se no número 5 da Rue Saint-Hubert, em Paris, onde Polański viveu até aos três anos de idade. Os pais de Polański não praticavam a religião judaica nem a católica, pelo que Polański não recebeu educação religiosa em Paris, nem mais tarde em Cracóvia.

Devido à sua ascendência judaica, experienciou ele próprio os malefícios da Segunda Guerra Mundial, pouco antes do início do conflito, mudou-se com os seus pais de Paris para Cracóvia, acreditando que aí se encontrariam mais seguros, o facto de se terem instalado na Polónia, ocasionou, infelizmente, o primeiro dos muitos infortúnios da sua vida. Durante a guerra perdeu a sua mãe, católica, mas “classificada racialmente” como judia, por parte do pai, no campo de concentração de Auschwitz, juntamente com outros familiares. Seu pai esteve preso durante dois anos, no complexo de campos de concentração deMauthausen-Gusen na Áustria, sendo um dos poucos polacos sobreviventes ao Holocausto.

À medida que a guerra avançava a Polónia ficava cada vez mais devastada, nestas condições, árduas, Polański, sobreviveu ao gueto de Cracóvia e, depois de viver como um mendigo na rua, conseguiu escapar aos nazis, vagueando pelos campos da Polónia, escondendo-se em celeiros e nas florestas, alimentando-se do que encontrava ou roubava, fingindo também ser um garoto católico a visitar os seus parentes, primeiro na família Wilk, em Cracóvia, e em seguida, nos Putek e na família Buchala, na aldeia de Wysoka, de julho de 1943 até a libertação pelo exército soviético em janeiro de 1945, conforme relatado nas suas memórias. Embora tenha conseguido sobreviver, foi muito maltratado, sofrendo um espancamento quase fatal, que lhe provocou um traumatismo craniano grave.[2]

Carreira

No fim da guerra, em 1945, reuniu-se com seu pai, que o mandou para uma escola técnica, mas o jovem Polański, já tinha abraçado outra carreira, começou a interessar-se pelo mundo do cinema, tendo-se iniciado como ator teatral. Mas tarde fez os estudos na Escola de Cinema de Łódź.[2] A sua primeira curta-metragem, Rower (A bicicleta, 1955) foi realizada aos 21 anos de idade, atuando Polański também como ator no papel principal.[3]

Durante as filmagens de Gdy spadają anioły (1959) (Quando os Anjos Caem) o jovem Polański, então com 26 anos, começou um romance com a actriz principal Barbara Kwiatkowska–Lass, de 19 anos, com quem se casou no mesmo ano, tendo-se divorciado em 1962.

Polański fez a sua primeira longa-metragem, Nóż w wodzie (Faca na água) em 1962, sendo um dos primeiros filmes polacos, não associados com o tema da guerra, conseguindo em 1963, a nomeação ao Óscar de Melhor Filme Estrangeiro. Apesar de ser um grande cineasta na Polónia, Polański, decidiu deixar o país e partir para França, enquanto vagabundeava por Paris, fez amizade com o jovem roteirista Gérard Brach acabando este, por se tornar o seu primordial colaborador nos trabalhos cinematográficos seguintes. Assim, a realização dos filmes Repulsion (1965) e Cul-de-Sac (1966) feitos na Inglaterra, foram co-escritos por Brach, ganhando respetivamente O Urso de Prata e, em seguida o Urso de Ouro no Festival Internacional de Berlim.

Em 1968, Polański foi para Hollywood, onde fez o thriller psicológico, Rosemary’s Baby. No entanto, após o brutal assassinato de sua esposa, Sharon Tate, pelo gangue Manson, em 1969, decide regressar à Europa. Depois de fazer vários filmes independentes, Polański voltou a Hollywood e em 1974, faz o lançamento do filme Chinatown para a Paramount Pictures com Robert Evans como produtor. Parecia o início de uma promissora e longa carreira em Hollywood, mas depois de sua condenação pelo estupro de uma adolescente de 13 anos, Polański fugiu dos Estados Unidos para evitar a prisão.[2]

Depois de Tess (1979), que foi premiado com o Globo de Ouro e com dois prémios César, os seus trabalhos entre 1980 e 1990 tornaram-se intermitentes e raramente possuíam o vulto de seus filmes anteriores. Apesar disso, e antes de voltar à plena forma, conseguido com o filme The Pianist (2002), onde granjeou os prémios mais importantes, ainda fez alguns trabalhos interessantes com ator, como por exemplo, no filme Pure Formality (1994), onde contracena com Gérard Depardieu.[4]

É casado desde 1989, com a atriz e modelo Emmanuelle Seigner, da qual tem dois filhos, a atriz participou em vários trabalhos dirigidos por Polański, nomeadamente, Frantic(1988), Bitter Moon (1992), The Ninth Gate (1999) e La Vénus à la fourrure (2013).[5]

Assassinato de sua esposa Sharon Tate

Sua mulher Sharon Tate (que estava grávida de oito meses do primeiro filho do casal) foi assassinada brutalmente no dia 9 de agosto de 1969 por integrantes da Família Manson, liderada por Charles Manson, num dos mais famosos e bárbaros crimes da história forense dos Estados Unidos.[6]

Condenação nos Estados Unidos

Polański foi condenado nos Estados Unidos, por relação sexual ilícita com Samantha Geimer, em 1977, tendo a adolescente somente 13 anos de idade, na altura em que ocorreram os factos. O próprio declarou-se culpado, pelo que foi preso, na situação: “em avaliação” durante três meses, mas onde, efetivamente, só esteve 47 dias, tendo saído em liberdade sob fiança.

Em 1978, o juiz que presidia à causa após uma reunião, com os advogados de Polański, deu a entender que iria ordenar de novo a sua prisão, Polański após tomar conhecimento da decisão, apanhou um avião para a Europa e desde então encontra-se fugido à justiça norte-americana.[7]

Em 26 de setembro de 2009, à chegada do aeroporto de Zurique, foi preso, a pedido das autoridades americanas, pela polícia suíça, Polański deslocava-se para receber o Golden Icon Award, do Festival de Cinema de Zurique. A Suíça, no entanto, recusou extraditar o realizador, alegando falta de provas conclusivas, mas o caso contra o realizador mantém-se em aberto, pelo que não pode entrar em território norte-americano, sob pena de ser detido.[8]

Em outubro de 2013, Samantha Geimer afirmou, durante a apresentação do seu livro de memórias, “The Girl: A Life in the Shadow of Roman Polanski” (“A rapariga: Uma vida na sombra de Roman Polanski”),em Paris, que há “muito tempo” perdoou o cineasta.[7]

Tv Brasil e SAv lançam editais do Programa CPLP Audiovisual


cplp-audiovisualA TV Brasil e a Secretaria do Audiovisual do Ministério da Cultura (SAv/MinC) lançam no país, em parceria com a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), o Programa CPLP Audiovisual com o objetivo de fomentar a produção e a teledifusão de conteúdos audiovisuais entre os países lusófonos. No dia 07 de agosto, às 16 horas, na Casa de Angola, em Salvador (BA), acontece o lançamento de dois editais, que fazem parte do Programa CPLP Audiovisual.

O Programa CPLP Audiovisual promoverá concursos para seleção de projetos de documentários e telefilmes de ficção também em Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Guiné Equatorial, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste.

O programa desenvolve-se em três eixos:

1 – DOCTV CPLP II – Fomento à Produção e à Teledifusão: está na sua segunda edição e prioriza sistematizar ações de capacitação, coprodução e teledifusão de documentários a partir de um modelo de operação em rede, por meio do qual, e de forma simultânea, cada país participante coproduza um documentário nacional e as respectivas emissoras de televisão promovam a teledifusão da série de documentários. Esta edição busca selecionar nove projetos inéditos de documentários de 52 minutos, com orçamento de 50 mil Euros cada, que ofereçam uma visão contemporânea das realidades sócio-político-culturais dos Estados Membros da Comunidade.

2 – FICTV CPLP I – Fomento ao Desenvolvimento, Produção e Teledifusão de Obras de Ficção, em primeira edição com duas linhas de ação:

FICTV CPLP I – Produção: realizado por meio de convocatórias nacionais em Angola, Brasil, Moçambique e Portugal, que objetivam selecionar quatro projetos inéditos para a produção de telefilmes de ficção de 52 minutos, com orçamento de 150 mil Euros cada, a serem elaborados a partir de adaptação de obra literária nacional.

FICTV CPLP I – Desenvolvimento de Projetos: realizado por meio de convocatórias nacionais em Cabo Verde, Guiné-Bissau, Guiné Equatorial, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste, visando selecionar cinco projetos inéditos para Desenvolvimento de Projetos Técnicos de Realização de telefilmes de ficção, de 52 minutos, com orçamento de 40 mil Euros, a partir de adaptação de obra literária nacional.

3 – NOSSA LÍNGUA I – primeiro Programa de Intercâmbio e Teledifusão de Documentários da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, que fará uma seleção de quatro documentários, não inéditos, em cada um dos países integrantes da Rede CPLP, para montar uma série de 36 obras cuja temática esteja relacionada com uma visão contemporânea das realidades nacionais. A série, com orçamento de 240 mil Euros para custear a legendagem e remasterização, será exibida pela TV Pública de cada um dos países integrantes da rede, seguindo um modelo de operação por meio do qual, e de forma simultânea, cada país participante assegure a teledifusão das obras através de emissoras dos respectivos sistemas públicos de radiodifusão.

No DOCTV II e no FICTV I (linhas de Desenvolvimento e Produção) serão realizadas Oficinas de Capacitação de Desenho Criativo de Produção e Planejamento, além de acompanhamento mediante plantões online com profissionais de grande experiência em Direção e Produção Executiva para dar suporte ao aprimoramento artístico e de planejamento executivo aos realizadores contemplados nos concursos nacionais de seleção.

As inscrições para os Concursos Nacionais DOCTV II e FICTV I, no Brasil, estarão abertas a partir de 07/08/15 até 31/10/2015. Para acesso aos regulamentos e mais informações, consulte o site http://www.cplp.org ou entre em contato pelo email cplpaudiovisual@ebc.com.br O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo. .

Ancine recebe obras nacionais para Festival de Cinema de Havana


havana-qualquer-dataAté o dia 28 de agosto, a Agência Nacional do Cinema (Ancine) recebe DVDs de obras audiovisuais brasileiras para participação no 37º Festival Internacional do Novo Cinema Latino Americano, em Havana, Cuba, que será realizado entre os dias 3 e 13 de dezembro.

Interessados em enviar seus filmes para Havana devem ler atentamente o regulamento no site do festival, preencher e enviar o formulário pela internet e, em seguida, encaminhar o DVD da obra inscrita para o escritório da Ancine. A Assessoria Internacional da Ancine receberá o material e o remeterá para a organização, facilitando o contato dos realizadores brasileiros com os organizadores do evento. A Agência não fará qualquer tipo de seleção dos filmes, ficando esse trabalho restrito aos curadores do Festival. Inscrições nas competições de roteiros e de cartazes devem continuar sendo feitas diretamente junto ao evento, sem a participação da Ancine no processo.

A página do festival informa que as inscrições irão até o dia 30 de agosto, mas esse é o prazo final para recebimento do material em Cuba – a data de recebimento no Brasil precisa levar em conta o tempo da remessa entre os dois países. Assim sendo, materiais recebidos na Ancine após o dia 28 de agosto não serão encaminhados ao evento, sendo devolvidos aos realizadores.

Envie sua inscrição pelo correio, com aviso de recebimento, ou entregue junto ao protocolo do Escritório Central da Ancine no Rio de Janeiro, em envelope contendo todas as informações abaixo:

ANCINE – ASSESSORIA INTERNACIONAL
Ref: INSCRIÇÃO NO FESTIVAL DE HAVANA
Rua Graça Aranha, 35 – 11º Andar – sala 1101
Rio de Janeiro – RJ
CEP: 20030-002

O Festival de Havana faz parte da lista do Programa de Apoio à Participação de Filmes Brasileiros em Festivais Internacionais da Ancine. Produções selecionadas para a Seção Competitiva Oficial podem solicitar à agência o
apoio do tipo A, que consiste na confecção e envio da cópia legendada, e apoio financeiro para a promoção do filme.

Clique aqui e saiba mais sobre o programa
Para mais informações, envie uma mensagem para
assessoria.internacional@ancine.gov.br

Ancine
Ministério da Cultura

Congresso Brasileiro de Cinema será realizado em 2016


CBCRoteiristas, produtores e organizadores de festivais e de cineclubes, entre outros representantes do audiovisual brasileiro, participaram na tarde desta quarta-feira (22), em Brasília, de reunião com o ministro da Cultura, Juca Ferreira, e o secretário do Audiovisual do Ministério da Cultura (MinC), Pola Ribeiro. Na pauta, as principais dificuldades que vêm sendo enfrentadas pelo setor.

O principal tema tratado na reunião foi a realização, no próximo ano, do Congresso Brasileiro de Cinema. A ideia é que o evento ocorra a cada ano ou de dois em dois anos, para discutir temas relacionados ao audiovisual, como avaliações, distribuição e funcionamento do setor, entre outros.

O ministro Juca Ferreira se impressionou com a quantidade de entidades que participam do Congresso. “Esse processo de discussão para apresentar a proposta de repactuação do setor com a participação de todas as entidades é muito importante. O encontro vai servir para referendar as discussões”, destacou Juca. “O audiovisual é um grande instrumento pedagógico para revitalizar o conhecimento”, ressaltou o ministro.

Segundo a tesoureira do Congresso, Edina Fuji, a expectativa é que o evento seja realizado em abril em 2016. “Precisamos aglutinar mais pessoas do próprio mercado e associações para que elas venham às reuniões e a gente chegue a um denominador comum de que tipo de Congresso nós queremos e pretendemos”, afirmou. “Outra coisa é ter as pautas e os assuntos delineados e discutidos com cada grupo de trabalho de cada associação para que possa ser levado ao Congresso em abril”, completou.

Segundo os representantes do setor, os problemas do audiovisual brasileiro vão desde a regulamentação dos direitos autorais à falta de apoio para festivais. “O Brasil é o país da América do Sul com maior número de festivais. Estamos enfraquecendo os amparos aos festivais. Precisamos dar uma atenção a como voltar a fomentá-los”, apontou a presidente do Fórum dos Festivais, Marilha Naccari.

De acordo com o presidente do Congresso Brasileiro de Cinema, Frederico Cardoso, a pauta de reivindicações é extensa, mas com muitos consensos. Ele destacou como desafio a regulamentação da Lei do Curta-Metragem. “A única forma de o audiovisual estar nas salas de cinema é cumprir a Lei do Curta”, avaliou.

Gestão compartilhada

Reuniao CBC MinC SAv

O principal tema tratado na reunião foi a realização, no próximo ano, do Congresso Brasileiro de Cinema (Foto: Ascom/MinC)

O ministro Juca Ferreira e o secretário Pola Ribeiro anunciaram que o MinC está estruturando uma forma de a SAv, a Agência Nacional de Cinema (Ancine), a Cinemateca Brasileira e o Centro Técnico do Audiovisual (CTAV) trabalharem em um sistema de gestão compartilhada.

Segundo Pola, esse sistema marcará uma nova fase para o setor. “Estamos fazendo um diálogo mais amplo com todos os segmentos ligados ao audiovisual, com as secretarias, vinculadas e com todos os setores que trabalham de alguma forma com o setor audiovisual como linguagem, como expressão, como plataforma para constituição de toda essa rede, de todo esse sistema”, informou. “Este será um novo pacto para o audiovisual brasileiro para que o investimento que é feito possa ter mais qualidade e retornar para toda a sociedade”.

Karine Gonzaga
Assessoria de Comunicação
Ministério da Cultura

R$ 1 milhão para produção de conteúdo audiovisual


R$ 1 milhão para produção de conteúdo audiovisualA Prefeitura de Cuiabá lançou o Edital de Licitação Procine Cuiabá 01 que apoia propostas de projetos audiovisuais. As produções terão o investimento de R$ 1 milhão, sendo R$ 660 mil concedidos pela Agência Nacional do Cinema (Ancine) e outros R$ 340 mil pela Prefeitura.

Podem participar das inscrições apenas produtoras de cinema e vídeo (pessoa jurídica) com sede em Cuiabá. As inscrições são gratuitas e podem ser feitas até o dia 09 de setembro de 2015. O edital completo e a planilha de orçamento estão disponíveis no site da Prefeitura. O tema é livre.

Conforme o edital, o Procine vai viabilizar a produção de um telefilme no valor de R$330 mil, (duração entre 50 e 120 minutos), dois documentários de R$115 mil cada (duração de 52 minutos), dois curtas documentários com duração de 26 minutos, no valor de R$50 mil cada.

Além de um curta de animação de R$100 mil (duração de até 20 minutos) e outros três curtas de ficção no valor de R$ 80 mil cada. As produtoras terão o tempo de 12 meses para realizar as criações.

“Este é maior edital específico para o audiovisual da história de Cuiabá. Estamos iniciando outra realidade que engloba o incentivo as produções independentes e o fortalecimento dos setores econômico, turístico e cultural da nossa cidade”, destacou o secretário municipal de Cultura, Esporte e Turismo de Cuiabá, Alberto Machado.

A análise dos projetos será feita por uma comissão julgadora formada por 02 membros indicados pela Associação dos Profissionais de Cinema e outras Tecnologias Audiovisuais de Mato Grosso (AMAV/ABD) e 03 membros indicados pela Secretaria Municipal de Cultura, Esporte e Turismo.

Entre os requisitos estão criatividade, relevância cultural, eficiência do plano de produção, argumento de proposta de direção adotado, prospecção de mercado e currículo da empresa proponente, assim como dos diretores e equipe.

Para auxiliar as produtoras quanto ao funcionamento do edital, a Secretaria Municipal de Cultura, Esporte e Turismo, realizará na próxima quarta-feira (29), às 19h, uma oficina. O encontro será no Museu da Imagem e do Som de Cuiabá (Misc).

Outras informações : 8415-3907

Radicais e digitais


Orlando Senna*

Orlando-Senna.-Perfil-DiálogosDois acontecimentos encadeados me levaram, esta semana, a rever a pintura exponencial de Rembrandt e um filme essencial de Joris Ivens. Ou seja, me levaram para a Holanda dos séculos XVII e XX. De Rembrandt, que muita gente boa considera o maior pintor de todos os tempos, fui buscar os auto retratos. Como se sabe, ele fez cerca de 40 retratos de si mesmo, da juventude à velhice, mostrando a mutação da vida, o vendaval do tempo no próprio corpo, principalmente no rosto. É uma autobiografia pictórica e, sendo Rembrandt, realizada com técnica extraordinária, nenhuma auto piedade e sinceridade absoluta. 

Desde muito tempo pessoas juntam os auto retratos de Rembrandt, na ordem em que foram feitos, nesses caderninhos que criam a ilusão de movimento quando folheados em velocidade constante com a ponta do polegar, para ver cinematográficamente a ação do tempo sobre o rosto do pintor. Com o surgimento do próprio cinema essa ilusão foi aperfeiçoada, agora é fácil de fazer no computador: aquilo não é apenas a super detalhada superfície de um rosto em transformação, mais que isso é um espírito cruzando as alegrias e agruras da existência humana, uma alma em ebulição. Em outro dizer, imagens que mostram muito mais do que apenas o que você está vendo.

Une Histoire de VentDo outro holandês, Joris Ivens, o documentarista transbordante que retratou, ou captou, o século XX em 35 filmes, revi Une Histoire de Vent (Uma História do Vento). É o último filme de Ivens, realizado quando tinha 90 anos de idade, em 1988, na China. Ele sempre quis filmar o vento, não apenas na sua materialidade (espalhando sementes e furacões, por exemplo) mas principalmente na sua relação poética com o tempo. Em 1965 ele havia filmado Pour le Mistral, sobre o vento seco e frio que sopra no Mediterrâneo durante o outono. Em 1988 ele escolheu os ventos, no plural, como tema de sua última obra e como impulso para contar sua própria história.

Esperando ou seguindo os ventos, Ivens conta metaforicamente o que fez, o que queria, o que viu, o que entendeu e o que sonhou com sequências de imagens reflexivas, sem limites entre o real e a fantasia. Metaforizou a própria morte, inclusive. Durante a filmagem, ele se sentiu mal e desmaiou. Foi levado às pressas a Paris, hospitalizado e estabilizado. Voltou à China e encenou seu desmaio, montando-o com cenas das providências tomadas pela equipe quando o verdadeiro desmaio aconteceu, e que tinham sido gravadas. A sua queda da cadeira até o chão do deserto chinês está no filme. Outra vez em Paris, ele só teve tempo de terminar a edição e morreu de verdade.

Dos dois acontecimentos encadeados que me levaram a esses auto retratos verticais, realizados por artistas radicais, o primeiro foi uma conversa que tive com os participantes do II Encontro Nacional dos Técnicos de Cinema do Sesc (Serviço Social do Comércio), no Rio de Janeiro, onde falamos sobre as diferenças entre o comportamento humano analógico e o comportamento humano digital. Incluindo hábitos da Hiper Modernidade como as selfies e as pessoas buscando seguidores no Facebook. 

O outro foi uma mensagem de Antonio Mercado, o brasileiro diretor e professor de teatro radicado na Universidade de Coimbra e que gosta de divertir os amigos. A mensagem se intitula “Para as pessoas da minha geração que não compreendem realmente porque existe o Facebook”. Com todo respeito, como gostam de dizer os cronistas, reproduzo para vocês.

“Atualmente, estou tentando fazer amigos fora do Facebook enquanto utilizo os mesmos princípios. Portanto, todo dia eu ando pela rua e digo aos pedestres o que eu comi, como me sinto, o que fiz na noite anterior e o que farei amanhã. E então eu lhes dou fotos de minha família, do meu cachorro e minhas cuidando do jardim e passando o tempo na piscina. E também ouço as suas conversas e lhes digo que os amo. E isto funciona. Eu já tenho três pessoas me seguindo: dois policiais e um psiquiatra.”

*Orlando Senna é cineasta, documentarista, escritor e colabora com o Observa Cine.

Ficha Técnica:

Uma História do Vento
Direção: Joris Ivens, Marceline Loridan Ivens
Duração: 1h 20m
Música composta por: Michel Portal

Revivendo Cosme


Curta Metragem Gota da água / Water Drop


Sobre fotografia, cinema, histórias e afins

Nos últimos meses, a falta de água atingiu 15,6 milhões de pessoas em 70 municípios do Estado de São Paulo.

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Nem convidado, nem candidato: Mas tive um sonho…


João Baptista Pimentel Neto*

João Baptista Pimentel Neto. Perfil DiálogosInicio reafirmando o que já disse há muitos amig@s e companheir@s. Não fui convidado, nem tão pouco sou candidato à Secretaria do Audiovisual.  Aliás, por motivos familiares e profissionais, como já informado à quem de direito, neste momento, mesmo que convidado fosse, para este ou qualquer outro cargo no MinC, seria obrigado a agradecer a lembrança, reafirmar meu apoio ao companheiro Juca Ferreira e minha disposição de participar do processo coletivo que estou certo já foi restaurado. 

BastaReafirmo também que sou totalmente contrário a mobilizações com o objetivo de “indicar” nomes para cargos executivos de órgãos governamentais. Acredito que para além desta ser uma prerrogativa daqueles que foram eleitos ou por estes indicados para chefiar tais estruturas administrativas, a nomeação é de RESPONSABILIDADE dos mesmos. Ou trocando em miúdos, acertos e erros, devem ser creditados ou debitados nas contas daqueles que detêm a prerrogativa da escolha e nomeação, cabendo a sociedade um (desejável, mas nem sempre possível) papel participativo na elaboração das políticas públicas e fiscalizatório quanto a execução destas políticas e aplicação dos recursos públicos.

Reafirmo ainda que no que se refere a indicação e nomeação para cargos em Conselhos, Comissões, Grupos de Trabalho, enfim, para estruturas destinadas a garantir a participação popular na gestão pública, continuo sendo totalmente a favor de mobilizações públicas, amplas e democráticas. Mais que isso, acho profundamente lamentável que ainda existam políticos e gestores públicos contrários a existência destes canais de participação. Ou que apesar de admitir a existência destes canais, não acatem as indicações dos representantes indicados pela sociedade.

Feito estes esclarecimentos, informo que decidi escrever esta mensagem pelo desconforto e constrangimento que senti por conta das atuais “mobilizações” que objetivam indicar ao Ministro Juca Ferreira um nome para exercer a chefia da SAv – Secretaria do Audiovisual, um cargo para o qual Juca já teria recebido “367 indicações”, dentre as quais, surgiram como “favoritos” três pessoas pelas quais nutro não só respeito e admiração, mas carinho, amizade e companheirismo. E que portanto considero totalmente aptas e preparadas para exercer a função. Assim, neste contexto, comunico à eles que seja quem for o escolhido, podem desde já contar com meu apoio.

Por outro lado e diante da atual situação da SAv, quero aproveitar a ocasião (e a situação) para tornar público o sonho ao qual me referi no título desta matéria. Um sonho que sinceramente mais do que possível, julgo totalmente viável, bastando para tanto que tod@s nós decidamos seguir o conselho de um outro baiano genial, que para além de ter nascido a mil anos atrás, também há muito tempo já nos informou que “sonho que se sonha só, é só um sonho que se sonha só. Mas sonho que se sonha JUNTO É REALIDADE”.

Vai daí que sonhei que (finalmente) tod@s nós, havíamos chegado ao consenso que não basta apenas que o Ministro faça uma boa escolha quanto ao nome do futuro Secretário do Audiovisual para que a SAv consiga minimamente atender a todas as demandas dos setores que lhe são afetos e assim alcançar ao menos algumas das metas fundamentais para que o audiovisual brasileiro venha a consolidar os inegáveis avanços coletivamente até aqui alcançados.

Para tanto – e até acho que sobre isso tod@s nós concordamos – é imperioso que a SAv passe por um processo de total restruturação, ampliação e fortalecimento. Isso porque, mais do que apenas um bom Secretário, será necessário que se monte uma boa equipe, que no meu sonho seria composta não só pelos três nomes acima referidos, mas por muitos outros que penso serem os mais preparados para tirar do papel um sem número de propostas e tornar realidade ações que vem sendo demandas por vários segmentos do audiovisual desde o histórico 8 CBC.

Daí – e sem medo de ser feliz – ouso tornar público alguns dos nomes que estavam no meu sonho, pedindo desde já desculpas a muitos companheir@s que apesar de não terem participado do meu sonho, estou certo estão também totalmente preparados para cumprir as tarefas relacionadas.

Assim é que digo que na equipe dos meus sonhos, as tarefas relacionadas ao intercâmbio internacional – logicamente focado da América Latina e diálogos sul-sul – seriam comandadas pelo mestre Orlando Senna e pelo Guigo Pádua. Já o amigo e companheiro Pola Ribeiro, auxiliado pelos compas Adriano de Angelis e James Gorgen seriam responsáveis pelas questões afetas as Tvs Públicas e Comunitárias e implantação do Canal da Cultura.

Carla Francine, Saskia Sá, Claudino de Jesus, Rodrigo Bouillet e Caio Cesario cumpriam as tarefas afetas a retomada do Programa Cine Mais Cultura, implantação do Projeto Cineclubismo e Educação e consolidação da Programadora Brasil. Para resolver e tirar do papel as propostas relacionadas aos festivais, foram convocados a dupla dinâmica Antonio Leal e Xikino.

Já a Cinemateca Brasileira era comandada pela nossa embaixadora Edina Fujji em parceria com o Carlos Magalhães e o CTAv pelos mestres paraibanos e pernambucanos que hoje representam o que de mais avançado conseguimos (Nós brasileiros) elaborar quanto as novas tecnologias.

Leopoldo Nunes e Cia estavam responsáveis pela retomada do DOC Tv, pela consolidação do Programa Olhar Brasil e pela almejada federalização dos editais de curta metragem. Luciana Druzina, Ale Machado e Cia cuidavam das questões relacionadas à animação, enquanto Newton Canitto e a Aninha tornavam possíveis o atendimento das legitimas e fundamentais demandas desde sempre apresentadas pelos roteiristas.

Fundamental era também a participação do amigo Silvio Da-Rin – que penso ser o melhor nome para coordenar o processo de implantação da tão sonhada Fundação do Cinema Brasileiro, assim como as presenças do Geraldo Moraes e do Jorge Alfredo Guimarães para definitivamente resolver as pendengas relacionadas aos direitos de autor.

Já o fortalecimento do relacionamento da SAv com os movimentos sociais, indígenas, quilombolas, minorias religiosas e com os brasileiros e brasileiros do Norte e do Nordeste estava sendo cuidado com amor e poesia pelos companheiros Rosemberg Cariry e Arthur Leandro, que conhecem como poucos a alma e as necessidades destas gentes. E cuidando da formação e pesquisa, estavam lá trabalhando André Gatti e Cia.

Enfim, neste meu sonho apareceram ainda muitas outras pessoas, mas acredito que já falei – até demais – sobre o tal sonho. E é melhor passar aos “finalmentes…”

Assim, devo confessar que acordei profundamente triste. E, angustiado, tive que encarar a realidade, de que, com ou sem equipe, alguém terá que ser o novo secretário do Audiovisual. E acabei lembrando de que no final do meu sonho, como se fora eu o Ministro havia feito o convite para aquele que julgo talvez fosse o melhor nome para assumir o cargo e coordenar toda esta incrível galera. E que, para minha infelicidade, meu convite, por motivos de força maior, não fora aceito pelo escolhido.

gustavo-dahlE mais uma vez chorei a precoce morte do Gustavo Dahl…

Finalmente quanto a minha participação no processo, sonhei que continuava exercendo o papel de “líder do Povo” – nomeado que fui para este cargo imaginário pelo Manoel Rangel – e desta forma continuar tentando convence-lo (o Manoel) de que para que este meu sonho se torne realidade, bastaria que a ANCINE repassasse à SAv mínimos dez por cento dos valores hoje disponíveis no Fundo Setorial do Audiovisual. E que isso talvez seja o melhor investimento que a ANCINE faria ao longo de toda a sua trajetória.

E é isso…

Quem sabe, agora com um baiano no comando do MinC, o Manoel entenda o Raul…

Sonho que se sonha junto, é mesmo realidade!

Pelos Direitos do Público!
Filmes São Feitos Para Serem Vistos!
Viva o Cinema e a Cultura Brasileira!

E seja muito bem vindo companheiro Ministro Juca Ferreira!

* João Baptista Pimentel Neto é jornalista, editor da revista Diálogos do Sul, cineclubista e presidente do CreC – Centro Rioclarense de Estudos Cinematográficos. Ex-Presidente e atual conselheiro do CBC – Congresso Brasileiro de Cinema

Laboratórios de Desenvolvimento de Projetos


labANCINE credencia empresas para realização de laboratórios de desenvolvimento de projetos em ficção e animação

Empresas especializadas na prestação de serviço de desenvolvimento de projetos podem se inscrever no Edital de Credenciamento da ANCINE

O Edital de Credenciamento nº 03/2014 da ANCINE, para seleção de empresas especializadas na prestação de serviço de desenvolvimento de projetos, teve primeira demanda das empresas selecionadas já apresentada, com o resultado do PRODAV 04/2013 (http://ancine.gov.br/sala-imprensa/noticias/programa-brasil-de-todas-telas-investe-r-41-milh-es-em-desenvolvimento-de-pro), no último dia 18 de novembro. Essa primeira demanda implica a realização de laboratórios para  projetos de longas-metragens e obras seriadas de ficção e animação. Cada laboratório terá duração máxima de 18 meses, com dinâmica de encontros presenciais e supervisão à distância.

08_Centro de formacao desenvolvimento e inovacao para aplicativos moveis_24Foram selecionados pelo PRODAV 04/2013 44 projetos de seis estados e do Distrito Federal para recebimento de recursos a serem aplicados em sua fase de desenvolvimento. O investimento da linha totaliza R$ 4,01 milhões. As empresas especializadas na prestação de serviço de desenvolvimento de projetos devem atender às condições propostas pelo edital para estar habilitadas a realizar laboratórios dirigidos a projetos contemplados nessa linha e nas demais chamadas públicas do Programa Brasil de Todas as Telas que apresentem essa demanda.

Dentre as condições para a inscrição no Edital de Credenciamento destacam-se a indicação da metodologia, da estruturação dos laboratórios e supervisão a distância, bem como da equipe técnica, e a comprovação da experiência pela empresa proponente e pelo profissional designado como gestor. Estas informações devem guardar coerência com a indicação do perfil de laboratório, dentre as opções ‘obra seriada de ficção’, ‘obra seriada de animação’, ‘obra seriada de documentário’, ‘obra não seriada de ficção’, ‘obra não seriada de animação’ e ‘formato de obra audiovisual’.

As propostas de credenciamento poderão ser encaminhadas durante todo o prazo de vigência do edital, que é de 24 meses, contatos a partir do dia 13 de novembro de 2014. Uma vez credenciadas, as empresas estarão aptas a participar de sorteio que definirá o prestador de serviço selecionado na modalidade específica de desenvolvimento, para a qual houver demanda. As empresas firmarão contrato com o Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) (http://www.brde.com.br/fsa/). O valor global do contrato será de R$ 400 mil para cada serviço, acrescidos de R$ 10 mil por cada projeto participante, incluídas todas as despesas necessárias para a sua execução integral.

Para mais informações, clique aqui e consulte o Edital de Credenciamento nº 03/2014 e seus anexos.

ANCine lança editais para Tvs Públicas e Comunitárias


ancine camANCINE anuncia o lançamento das cinco Chamadas Públicas regionais da Linha de Produção de Conteúdos destinados às TVs Públicas, do Programa Brasil de Todas as Telas

Investimentos fomentarão a produção de conteúdos, em atendimento à demanda de programação das TVs do Campo Público

A Agência Nacional do Cinema – ANCINE anuncia nesta quarta-feira, 17 de dezembro, o lançamento das cinco Chamadas Públicas regionais da Linha de Produção de Conteúdos destinados às TVs Públicas, do Programa Brasil de Todas as Telas. Para esta Linha, serão aportados recursos do Fundo Setorial do Audiovisual (FSA) no montante de R$ 60 milhões, distribuídos pelas cinco regiões do País. Os investimentos fomentarão a produção de 103 obras audiovisuais brasileiras independentes, que corresponderão a 260 horas de programação.

A Linha de Produção de Conteúdos destinados às TVs Públicas tem como objetivo a regionalização da produção de conteúdos audiovisuais independentes para destinação inicial ao campo público de televisão (segmentos de TV Universitária, Comunitária e Educativa). A Linha será operada através de parceria entre a ANCINE, a Secretaria do Audiovisual do Ministério da Cultura e a Empresa Brasil de Comunicação (EBC), contando com o apoio da Associação Brasileira de Televisão Universitária (ABTU), Associação Brasileira de Canais Comunitários (ABCCOM) Associação Brasileira de Emissoras Públicas Educativas e Culturais (ABEPEC).

A primeira licença das obras que compõem a programação será destinada para exibição inicial pelos canais do campo público de televisão (universitários, comunitários e educativos), de forma não onerosa, pelo período de 1 ano no Território Brasileiro, com exclusividade de seis meses. A EBC distribuirá a programação que tem estreia prevista para o segundo semestre de 2016.

Antes do lançamento das Chamadas Públicas da Linha foi realizado um estudo georreferenciado que relacionou grades de programação de 218 emissoras e canais de programação do campo público de televisão com vocações de produção regionais de 1.440 empresas produtoras independentes. Foi realizado ainda um Seminário de Programação, com a participação presencial e remota dessas tvs, que determinou a demanda de programação do campo público de televisão, para os públicos infantil, jovem e adulto, sob forma de 90 obras seriadas (ficção, animação e documentário) e 13 não seriadas (documentário) a serem financiadas pela nova Linha. Essa demanda de programação é agora enunciada pelas cinco Chamadas Públicas regionais.

A linha prevê o financiamento do valor integral da produção das obras na modalidade de investimento (aplicação de recursos com participação do FSA nos resultados comerciais dos projetos) a projetos de empresas produtoras brasileiras independentes registradas na ANCINE que tenham sede na região em que se inscrever, por no mínimo 02 (dois) anos, ou comprovada atuação de sócio nesta região, por igual período. Serão oferecidas oficinas para formatação de projetos em cada uma das regiões, com apoio de tvs educativas e culturais.

As Chamadas públicas regionais poderão ser encontradas a partir de sexta-feira, dia 19 de dezembro, no site fsa.ancine.gov.br.

Pacote do FSA reúne R$ 162 milhões

ancineAlém do resultado final da linha para obras autorais que investirá quase R$ 20 milhões em 17 projetos, o diretor-presidente da Ancine, Manoel Rangel, em coletiva no Rio, na manhã desta quarta-feira, dia 17, detalhou a divisão dos R$ 162 milhões que a agência disponibilizará em novas chamadas do Programa Brasil de Todas as Telas.

Grande novidade do pacote, a Linha de Produção de Conteúdos Destinados às TVs Públicas abarcará R$ 60 milhões na criação de obras audiovisuais de 33 TVs culturais e educativas e mais de cem canais comunitários e universitários. As demais cinco chamadas são relançamentos de linhas que funcionam sob regime de concurso público.

Com R$ 50 milhões reservados, as chamadas Prodecine 01 e 05 têm como foco a produção de longas-metragens, sendo a segunda para obras de linguagem inovadora. Já as chamadas Prodav 03, 04 e 05, com volume de investimento da ordem de R$ 47 milhões, têm como alvo o desenvolvimento de projetos, seja de longas ou obras seriadas, com núcleos criativos ou laboratórios de capacitação.

Fechando o pacote, Rangel ainda anunciou a chamada Prodav 07/2014, a nova denominação do Programa Ancine de Incentivo à Qualidade (PAQ), com reserva de R$ 5 milhões para filmes com bom desempenho em festivais. As inscrições para esta última chamada estarão abertas a partir do dia 5 de janeiro.