Rede CEUs de Cineclubes


#TeiaCineclubista

#TeiaCineclubista

A Universidade Federal do ABC (UFABC) em parceria com a Secretaria de Políticas Culturais do Ministério da Cultura (SPC/MinC) deu início ao Projeto “Rede CEUs de Cineclubes”. O projeto busca formar agentes cineclubistas, ou seja, profissionais capacitados para explorar o conteúdo cinematográfico nas cinco regiões do Brasil e realizar sessões de cinema com os equipamentos e infraestrutura disponível nos CEUs (Centros de Artes e Esportes Unificados) de todo o país.

“A intenção é trabalhar outras áreas do saber que ainda não tem representação na Universidade, como são as artes. O projeto “Rede CEUs de Cineclubes” acaba por impulsionar esse desejo. A Universidade está se preparando, cada vez mais, para ingressar em novas áreas, como a arte e tecnologia, e o cinema reúne justamente as duas.”, é o que conta o Pró-Reitor de Extensão, Prof. Dr. Daniel Pansarelli.

Nesse momento, foram selecionados pelo Ministério da Cultura dez municípios que atendem critérios como: localidade, ou seja, presentes nas cinco regiões do país e IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) mais carecido de políticas e atividades culturais. Cada município indicou dois agentes para receber a formação pela UFABC, além de um gestor de CEU.

Para o voluntário do projeto William dos Santos Pinheiro, de 25 anos, morador de Abaetetuba, no Estado do Pará, o bairro, anteriormente discriminado em razão do seu alto índice de violência, teve sua realidade mudada através dos serviços de assistência social, da chegada do CRAIS e pela construção do CEU, que veio contribuir para esse processo de transformação. Já o projeto de cineclubistas mobilizou a população e hoje atende um público bem diversificado, desde crianças até idosos, que acaba fazendo parte de todo os tipos de atividades. “Estamos realmente envolvidos no projeto”, diz Pinheiro.

Segundo o professor Pansarelli, trata-se de um projeto piloto que será aperfeiçoado e lançado em escala nacional. Os agentes selecionados receberão capacitações presenciais, mas na grande maioria à distância para permitir agilidade nas formações e uma imediata aplicação do conteúdo em suas localidades. “Os resultados são em tempo real. Não tem mais a lógica de você esperar o final de um curso, os CEUs existem e estão em atividade continuadamente. Então a ideia é que a cada novo ponto de aprendizado, o projeto aprimore e possibilite aplicação imediata dos novos conhecimentos, em sintonia com a educação e a cultura do século XXI.”

cineclubes“Este projeto aproxima atividades educacionais com as culturais, sendo algo fundamental já que não há educação sem cultura. É apenas com cultura que alcançamos a plenitude da educação no país. Torna-se, assim, algo fundamental tanto para a UFABC quanto para a sociedade.”, é o que afirma o reitor da Universidade Federal do ABC, o professor Dr. Klaus Capelle.

Entre os presentes estava o Coordenador Geral de Articulação, Formulação e Difusão da SAV/MinC, Lula Oliveira, que participou da abertura do encontro e destacou a importância de oficinas como esta, “por permitir a troca de experiências entre realidades distintas e por qualificar a exibição não comercial no país a partir de seus agentes. Agregando temas e pautas que interessam à comunidade, sejam elas quais forem, o cinema consegue fazer essa conexão entre as pessoas da comunidade. Uma possível ferramenta para juntar pessoas e discutir os melhoramentos, as vidas, os desejos no espaço.”

“O princípio estabelecido é o da diversidade, contemplando municípios de São Paulo, como Mauá, até Rio Branco, no Acre, exemplos de cidades que foram construídas, uma no meio de uma floresta e outra no meio de uma megalópole. Muitas vezes nós, que vivemos em grandes cidades, não temos ideia que apenas uma pequena minoria de municípios do país tem salas de cinema. Existem estados da federação que têm apenas 5 ou 6 salas. Diferente da realidade da grande São Paulo, onde cada shopping tem uma dezena de salas de filmes. Então acredito que, dependendo da região do país aonde esse projeto chegar, vai levar oportunidade de cultura, produção cinematográfica e teatral”, completa Pansarelli.

Todos os recursos empregados foram repassados pelo Ministério da Cultura à Universidade. A UFABC contribui com toda a infraestrutura, equipe de professores, de técnicos administrativos, de alunos estagiários em todas as partes estruturais do projeto, inclusive para gerir os próprios recursos.

Assessoria de Comunicação e Imprensa
29/07/2015

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