Haddad anuncia 50 salas de cinema nas periferias


spcine-1000-aEspaços serão criados ou adaptados em equipamentos públicos e um dos locais definidos é o Teatro Flávio Império, na zona leste, reformado pela Prefeitura e entregue na noite deste sábado.

A Prefeitura de São Paulo implementará em espaços como teatros e auditórios de equipamentos municipais, salas públicas de projeção de cinema. De acordo com o prefeito Fernando Haddad, a busca por espaços foi iniciada em dezembro do ano passado e um dos locais definidos é o Teatro Flávio Império, na zona leste. O local foi completamente reformado pelo município e entregue na noite deste sábado (31).

“São cinemas municipais. Nossa ideia é que se tenha até 50 salas até 2016, com capacidade entre 200 a 400 lugares e a ideia é espalhar salas pela cidade, porque a gente vê que o circuito comercial é muito prisioneiro de uma lógica que acaba restringindo o número de títulos e filmes que são exibidos”, afirmou Haddad.

Segundo o prefeito, a ideia é valorizar filmes brasileiros e da América Latina, que tem menor espaço em salas comerciais. A medida faz parte de uma das ações da agência de fomento ao cinema criada pela Prefeitura, a SPCine. “A gente quer romper essa lógica da concentração e por meio de uma rede municipal de salas de projeção, a gente permitir que o cinema brasileiro, mas não só ele, o latino americano e argentino tenha salas para aproximar o público”, disse o prefeito.

Haddad afirmou que ainda não está definido se as exibições serão gratuitas, mas se houver cobrança, será por preços módicos, entre R$ 1 ou R$ 2 para contabilização da exposição do filme em contribuição ao trabalho. “Tem gente que defende o preço simbólico para fins de contabilização de pessoas que viram o filme. Quando você abre 100% gratuito, você acaba não contabilizando o filme ou o que ele angariou de público. Um filme muito assistido no Brasil acaba ganhando projeção fora”, afirmou.

Lorca, a morte de um poeta


Todas as coisas têm o seu mistério, e a poesia é o mistério de todas as coisas.
Federico Garcia Lorca*

garcia-lorca-khadzhi-murad-alikhanovVítima da Guerra Civil Espanhola, Garcia Lorca foi mais que poeta, foi poesia. Uma Pequena Infinita Poesia.

Foi ainda um excelente pintor, compositor precoce e pianista. Sua música se reflete no ritmo e sonoridade de sua obra poética. Como dramaturgo, Lorca fez incursões no drama histórico e na farsa antes de obter sucesso com a tragédia.

As três tragédias rurais passadas na Andaluzia,Bodas de Sangue (1933), Yerma (1934) e A Casa de Bernarda Alba (1936) asseguraram sua posição como grande dramaturgo.

Lorca nunca ocultou suas ideias socialistas e, suas fortes tendências homossexuais.

O assassinato de García Lorca em 19 de agosto de 1936 foi parte de uma campanha de assassinatos em massa promovida pelo General Franco que visava eliminar apoiantes da Frente Popular Marxista. Segundo algumas versões, ele teria sido fuzilado de costas, em alusão a sua homossexualidade.

#CINEMATECA DIÁLOGOS DO SUL

Lorca, a morte de um poeta é um documentário espanhol de 1987 dirigido por Juan Antonio Bardem e lançado Televisão Espanhola.

O documentário rastreia a vida do espanhol poeta, escritor e ativista Federico García Lorca, que foi executado em 1936 pelos partidários do futuro ditador, o general Francisco Franco durante a Guerra Civil Espanhola.

Assista o documentário>>>>

Encontro Internacional dos Direitos do Público – E-Book


Encontro-Internacional-680

Leia e faça o download gratuito do e-Book do I Encontro Internacional dos Direitos do Público.

http://culturadigital.br/encontrointernacionaldosdireitosdopblico/files/2011/10/LIVRO-TEXTO-FINAL-2.pdf

Roman Polanski: A Film Memoir


Comemorando os 83 anos de Roman, o Observatório compartilha um tocante relato da vida do cineasta pelo próprio Polanski, em entrevista para Andrew Braunsberg.

Veja também uma rápida biografia de Polanski

Roman_Polanski_2011Paris 18 de agosto de 1933, nasce Raymond Roman Thierry Liebling, filho de emigrantes judeus polacos. Seu pai, Ryszard Polański foi um pintor pouco notável, em 1932, mudou de apelido passando a chamar-se Ryszard Liebling, razão pela qual o registo de nascimento de Roman ter ficado Liebling em vez de Polański. Contudo, no dia 1 de Junho de 1936, de regresso a Cracóvia (Polónia), recuperou o seu apelido original polaco, passando a chamar-se Rajmund Roman Thierry Polański, respondendo por Romek, diminutivo de Roman. Sua mãe, com o nome de solteira Bula Katz, de origem russa, foi educada na religião católica, apesar de seu pai (avô materno de Polański) ser judeu.

Bula Katz estava divorciada quando se casou com Ryszard Liebling em 1932, tiveram apenas este filho. O casal instalou-se no número 5 da Rue Saint-Hubert, em Paris, onde Polański viveu até aos três anos de idade. Os pais de Polański não praticavam a religião judaica nem a católica, pelo que Polański não recebeu educação religiosa em Paris, nem mais tarde em Cracóvia.

Devido à sua ascendência judaica, experienciou ele próprio os malefícios da Segunda Guerra Mundial, pouco antes do início do conflito, mudou-se com os seus pais de Paris para Cracóvia, acreditando que aí se encontrariam mais seguros, o facto de se terem instalado na Polónia, ocasionou, infelizmente, o primeiro dos muitos infortúnios da sua vida. Durante a guerra perdeu a sua mãe, católica, mas “classificada racialmente” como judia, por parte do pai, no campo de concentração de Auschwitz, juntamente com outros familiares. Seu pai esteve preso durante dois anos, no complexo de campos de concentração deMauthausen-Gusen na Áustria, sendo um dos poucos polacos sobreviventes ao Holocausto.

À medida que a guerra avançava a Polónia ficava cada vez mais devastada, nestas condições, árduas, Polański, sobreviveu ao gueto de Cracóvia e, depois de viver como um mendigo na rua, conseguiu escapar aos nazis, vagueando pelos campos da Polónia, escondendo-se em celeiros e nas florestas, alimentando-se do que encontrava ou roubava, fingindo também ser um garoto católico a visitar os seus parentes, primeiro na família Wilk, em Cracóvia, e em seguida, nos Putek e na família Buchala, na aldeia de Wysoka, de julho de 1943 até a libertação pelo exército soviético em janeiro de 1945, conforme relatado nas suas memórias. Embora tenha conseguido sobreviver, foi muito maltratado, sofrendo um espancamento quase fatal, que lhe provocou um traumatismo craniano grave.[2]

Carreira

No fim da guerra, em 1945, reuniu-se com seu pai, que o mandou para uma escola técnica, mas o jovem Polański, já tinha abraçado outra carreira, começou a interessar-se pelo mundo do cinema, tendo-se iniciado como ator teatral. Mas tarde fez os estudos na Escola de Cinema de Łódź.[2] A sua primeira curta-metragem, Rower (A bicicleta, 1955) foi realizada aos 21 anos de idade, atuando Polański também como ator no papel principal.[3]

Durante as filmagens de Gdy spadają anioły (1959) (Quando os Anjos Caem) o jovem Polański, então com 26 anos, começou um romance com a actriz principal Barbara Kwiatkowska–Lass, de 19 anos, com quem se casou no mesmo ano, tendo-se divorciado em 1962.

Polański fez a sua primeira longa-metragem, Nóż w wodzie (Faca na água) em 1962, sendo um dos primeiros filmes polacos, não associados com o tema da guerra, conseguindo em 1963, a nomeação ao Óscar de Melhor Filme Estrangeiro. Apesar de ser um grande cineasta na Polónia, Polański, decidiu deixar o país e partir para França, enquanto vagabundeava por Paris, fez amizade com o jovem roteirista Gérard Brach acabando este, por se tornar o seu primordial colaborador nos trabalhos cinematográficos seguintes. Assim, a realização dos filmes Repulsion (1965) e Cul-de-Sac (1966) feitos na Inglaterra, foram co-escritos por Brach, ganhando respetivamente O Urso de Prata e, em seguida o Urso de Ouro no Festival Internacional de Berlim.

Em 1968, Polański foi para Hollywood, onde fez o thriller psicológico, Rosemary’s Baby. No entanto, após o brutal assassinato de sua esposa, Sharon Tate, pelo gangue Manson, em 1969, decide regressar à Europa. Depois de fazer vários filmes independentes, Polański voltou a Hollywood e em 1974, faz o lançamento do filme Chinatown para a Paramount Pictures com Robert Evans como produtor. Parecia o início de uma promissora e longa carreira em Hollywood, mas depois de sua condenação pelo estupro de uma adolescente de 13 anos, Polański fugiu dos Estados Unidos para evitar a prisão.[2]

Depois de Tess (1979), que foi premiado com o Globo de Ouro e com dois prémios César, os seus trabalhos entre 1980 e 1990 tornaram-se intermitentes e raramente possuíam o vulto de seus filmes anteriores. Apesar disso, e antes de voltar à plena forma, conseguido com o filme The Pianist (2002), onde granjeou os prémios mais importantes, ainda fez alguns trabalhos interessantes com ator, como por exemplo, no filme Pure Formality (1994), onde contracena com Gérard Depardieu.[4]

É casado desde 1989, com a atriz e modelo Emmanuelle Seigner, da qual tem dois filhos, a atriz participou em vários trabalhos dirigidos por Polański, nomeadamente, Frantic(1988), Bitter Moon (1992), The Ninth Gate (1999) e La Vénus à la fourrure (2013).[5]

Assassinato de sua esposa Sharon Tate

Sua mulher Sharon Tate (que estava grávida de oito meses do primeiro filho do casal) foi assassinada brutalmente no dia 9 de agosto de 1969 por integrantes da Família Manson, liderada por Charles Manson, num dos mais famosos e bárbaros crimes da história forense dos Estados Unidos.[6]

Condenação nos Estados Unidos

Polański foi condenado nos Estados Unidos, por relação sexual ilícita com Samantha Geimer, em 1977, tendo a adolescente somente 13 anos de idade, na altura em que ocorreram os factos. O próprio declarou-se culpado, pelo que foi preso, na situação: “em avaliação” durante três meses, mas onde, efetivamente, só esteve 47 dias, tendo saído em liberdade sob fiança.

Em 1978, o juiz que presidia à causa após uma reunião, com os advogados de Polański, deu a entender que iria ordenar de novo a sua prisão, Polański após tomar conhecimento da decisão, apanhou um avião para a Europa e desde então encontra-se fugido à justiça norte-americana.[7]

Em 26 de setembro de 2009, à chegada do aeroporto de Zurique, foi preso, a pedido das autoridades americanas, pela polícia suíça, Polański deslocava-se para receber o Golden Icon Award, do Festival de Cinema de Zurique. A Suíça, no entanto, recusou extraditar o realizador, alegando falta de provas conclusivas, mas o caso contra o realizador mantém-se em aberto, pelo que não pode entrar em território norte-americano, sob pena de ser detido.[8]

Em outubro de 2013, Samantha Geimer afirmou, durante a apresentação do seu livro de memórias, “The Girl: A Life in the Shadow of Roman Polanski” (“A rapariga: Uma vida na sombra de Roman Polanski”),em Paris, que há “muito tempo” perdoou o cineasta.[7]

Tv Brasil e SAv lançam editais do Programa CPLP Audiovisual


cplp-audiovisualA TV Brasil e a Secretaria do Audiovisual do Ministério da Cultura (SAv/MinC) lançam no país, em parceria com a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), o Programa CPLP Audiovisual com o objetivo de fomentar a produção e a teledifusão de conteúdos audiovisuais entre os países lusófonos. No dia 07 de agosto, às 16 horas, na Casa de Angola, em Salvador (BA), acontece o lançamento de dois editais, que fazem parte do Programa CPLP Audiovisual.

O Programa CPLP Audiovisual promoverá concursos para seleção de projetos de documentários e telefilmes de ficção também em Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Guiné Equatorial, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste.

O programa desenvolve-se em três eixos:

1 – DOCTV CPLP II – Fomento à Produção e à Teledifusão: está na sua segunda edição e prioriza sistematizar ações de capacitação, coprodução e teledifusão de documentários a partir de um modelo de operação em rede, por meio do qual, e de forma simultânea, cada país participante coproduza um documentário nacional e as respectivas emissoras de televisão promovam a teledifusão da série de documentários. Esta edição busca selecionar nove projetos inéditos de documentários de 52 minutos, com orçamento de 50 mil Euros cada, que ofereçam uma visão contemporânea das realidades sócio-político-culturais dos Estados Membros da Comunidade.

2 – FICTV CPLP I – Fomento ao Desenvolvimento, Produção e Teledifusão de Obras de Ficção, em primeira edição com duas linhas de ação:

FICTV CPLP I – Produção: realizado por meio de convocatórias nacionais em Angola, Brasil, Moçambique e Portugal, que objetivam selecionar quatro projetos inéditos para a produção de telefilmes de ficção de 52 minutos, com orçamento de 150 mil Euros cada, a serem elaborados a partir de adaptação de obra literária nacional.

FICTV CPLP I – Desenvolvimento de Projetos: realizado por meio de convocatórias nacionais em Cabo Verde, Guiné-Bissau, Guiné Equatorial, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste, visando selecionar cinco projetos inéditos para Desenvolvimento de Projetos Técnicos de Realização de telefilmes de ficção, de 52 minutos, com orçamento de 40 mil Euros, a partir de adaptação de obra literária nacional.

3 – NOSSA LÍNGUA I – primeiro Programa de Intercâmbio e Teledifusão de Documentários da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, que fará uma seleção de quatro documentários, não inéditos, em cada um dos países integrantes da Rede CPLP, para montar uma série de 36 obras cuja temática esteja relacionada com uma visão contemporânea das realidades nacionais. A série, com orçamento de 240 mil Euros para custear a legendagem e remasterização, será exibida pela TV Pública de cada um dos países integrantes da rede, seguindo um modelo de operação por meio do qual, e de forma simultânea, cada país participante assegure a teledifusão das obras através de emissoras dos respectivos sistemas públicos de radiodifusão.

No DOCTV II e no FICTV I (linhas de Desenvolvimento e Produção) serão realizadas Oficinas de Capacitação de Desenho Criativo de Produção e Planejamento, além de acompanhamento mediante plantões online com profissionais de grande experiência em Direção e Produção Executiva para dar suporte ao aprimoramento artístico e de planejamento executivo aos realizadores contemplados nos concursos nacionais de seleção.

As inscrições para os Concursos Nacionais DOCTV II e FICTV I, no Brasil, estarão abertas a partir de 07/08/15 até 31/10/2015. Para acesso aos regulamentos e mais informações, consulte o site http://www.cplp.org ou entre em contato pelo email cplpaudiovisual@ebc.com.br O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo. .

Rede CEUs de Cineclubes


#TeiaCineclubista

#TeiaCineclubista

A Universidade Federal do ABC (UFABC) em parceria com a Secretaria de Políticas Culturais do Ministério da Cultura (SPC/MinC) deu início ao Projeto “Rede CEUs de Cineclubes”. O projeto busca formar agentes cineclubistas, ou seja, profissionais capacitados para explorar o conteúdo cinematográfico nas cinco regiões do Brasil e realizar sessões de cinema com os equipamentos e infraestrutura disponível nos CEUs (Centros de Artes e Esportes Unificados) de todo o país.

“A intenção é trabalhar outras áreas do saber que ainda não tem representação na Universidade, como são as artes. O projeto “Rede CEUs de Cineclubes” acaba por impulsionar esse desejo. A Universidade está se preparando, cada vez mais, para ingressar em novas áreas, como a arte e tecnologia, e o cinema reúne justamente as duas.”, é o que conta o Pró-Reitor de Extensão, Prof. Dr. Daniel Pansarelli.

Nesse momento, foram selecionados pelo Ministério da Cultura dez municípios que atendem critérios como: localidade, ou seja, presentes nas cinco regiões do país e IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) mais carecido de políticas e atividades culturais. Cada município indicou dois agentes para receber a formação pela UFABC, além de um gestor de CEU.

Para o voluntário do projeto William dos Santos Pinheiro, de 25 anos, morador de Abaetetuba, no Estado do Pará, o bairro, anteriormente discriminado em razão do seu alto índice de violência, teve sua realidade mudada através dos serviços de assistência social, da chegada do CRAIS e pela construção do CEU, que veio contribuir para esse processo de transformação. Já o projeto de cineclubistas mobilizou a população e hoje atende um público bem diversificado, desde crianças até idosos, que acaba fazendo parte de todo os tipos de atividades. “Estamos realmente envolvidos no projeto”, diz Pinheiro.

Segundo o professor Pansarelli, trata-se de um projeto piloto que será aperfeiçoado e lançado em escala nacional. Os agentes selecionados receberão capacitações presenciais, mas na grande maioria à distância para permitir agilidade nas formações e uma imediata aplicação do conteúdo em suas localidades. “Os resultados são em tempo real. Não tem mais a lógica de você esperar o final de um curso, os CEUs existem e estão em atividade continuadamente. Então a ideia é que a cada novo ponto de aprendizado, o projeto aprimore e possibilite aplicação imediata dos novos conhecimentos, em sintonia com a educação e a cultura do século XXI.”

cineclubes“Este projeto aproxima atividades educacionais com as culturais, sendo algo fundamental já que não há educação sem cultura. É apenas com cultura que alcançamos a plenitude da educação no país. Torna-se, assim, algo fundamental tanto para a UFABC quanto para a sociedade.”, é o que afirma o reitor da Universidade Federal do ABC, o professor Dr. Klaus Capelle.

Entre os presentes estava o Coordenador Geral de Articulação, Formulação e Difusão da SAV/MinC, Lula Oliveira, que participou da abertura do encontro e destacou a importância de oficinas como esta, “por permitir a troca de experiências entre realidades distintas e por qualificar a exibição não comercial no país a partir de seus agentes. Agregando temas e pautas que interessam à comunidade, sejam elas quais forem, o cinema consegue fazer essa conexão entre as pessoas da comunidade. Uma possível ferramenta para juntar pessoas e discutir os melhoramentos, as vidas, os desejos no espaço.”

“O princípio estabelecido é o da diversidade, contemplando municípios de São Paulo, como Mauá, até Rio Branco, no Acre, exemplos de cidades que foram construídas, uma no meio de uma floresta e outra no meio de uma megalópole. Muitas vezes nós, que vivemos em grandes cidades, não temos ideia que apenas uma pequena minoria de municípios do país tem salas de cinema. Existem estados da federação que têm apenas 5 ou 6 salas. Diferente da realidade da grande São Paulo, onde cada shopping tem uma dezena de salas de filmes. Então acredito que, dependendo da região do país aonde esse projeto chegar, vai levar oportunidade de cultura, produção cinematográfica e teatral”, completa Pansarelli.

Todos os recursos empregados foram repassados pelo Ministério da Cultura à Universidade. A UFABC contribui com toda a infraestrutura, equipe de professores, de técnicos administrativos, de alunos estagiários em todas as partes estruturais do projeto, inclusive para gerir os próprios recursos.

Assessoria de Comunicação e Imprensa
29/07/2015

Ancine recebe obras nacionais para Festival de Cinema de Havana


havana-qualquer-dataAté o dia 28 de agosto, a Agência Nacional do Cinema (Ancine) recebe DVDs de obras audiovisuais brasileiras para participação no 37º Festival Internacional do Novo Cinema Latino Americano, em Havana, Cuba, que será realizado entre os dias 3 e 13 de dezembro.

Interessados em enviar seus filmes para Havana devem ler atentamente o regulamento no site do festival, preencher e enviar o formulário pela internet e, em seguida, encaminhar o DVD da obra inscrita para o escritório da Ancine. A Assessoria Internacional da Ancine receberá o material e o remeterá para a organização, facilitando o contato dos realizadores brasileiros com os organizadores do evento. A Agência não fará qualquer tipo de seleção dos filmes, ficando esse trabalho restrito aos curadores do Festival. Inscrições nas competições de roteiros e de cartazes devem continuar sendo feitas diretamente junto ao evento, sem a participação da Ancine no processo.

A página do festival informa que as inscrições irão até o dia 30 de agosto, mas esse é o prazo final para recebimento do material em Cuba – a data de recebimento no Brasil precisa levar em conta o tempo da remessa entre os dois países. Assim sendo, materiais recebidos na Ancine após o dia 28 de agosto não serão encaminhados ao evento, sendo devolvidos aos realizadores.

Envie sua inscrição pelo correio, com aviso de recebimento, ou entregue junto ao protocolo do Escritório Central da Ancine no Rio de Janeiro, em envelope contendo todas as informações abaixo:

ANCINE – ASSESSORIA INTERNACIONAL
Ref: INSCRIÇÃO NO FESTIVAL DE HAVANA
Rua Graça Aranha, 35 – 11º Andar – sala 1101
Rio de Janeiro – RJ
CEP: 20030-002

O Festival de Havana faz parte da lista do Programa de Apoio à Participação de Filmes Brasileiros em Festivais Internacionais da Ancine. Produções selecionadas para a Seção Competitiva Oficial podem solicitar à agência o
apoio do tipo A, que consiste na confecção e envio da cópia legendada, e apoio financeiro para a promoção do filme.

Clique aqui e saiba mais sobre o programa
Para mais informações, envie uma mensagem para
assessoria.internacional@ancine.gov.br

Ancine
Ministério da Cultura

Congresso Brasileiro de Cinema será realizado em 2016


CBCRoteiristas, produtores e organizadores de festivais e de cineclubes, entre outros representantes do audiovisual brasileiro, participaram na tarde desta quarta-feira (22), em Brasília, de reunião com o ministro da Cultura, Juca Ferreira, e o secretário do Audiovisual do Ministério da Cultura (MinC), Pola Ribeiro. Na pauta, as principais dificuldades que vêm sendo enfrentadas pelo setor.

O principal tema tratado na reunião foi a realização, no próximo ano, do Congresso Brasileiro de Cinema. A ideia é que o evento ocorra a cada ano ou de dois em dois anos, para discutir temas relacionados ao audiovisual, como avaliações, distribuição e funcionamento do setor, entre outros.

O ministro Juca Ferreira se impressionou com a quantidade de entidades que participam do Congresso. “Esse processo de discussão para apresentar a proposta de repactuação do setor com a participação de todas as entidades é muito importante. O encontro vai servir para referendar as discussões”, destacou Juca. “O audiovisual é um grande instrumento pedagógico para revitalizar o conhecimento”, ressaltou o ministro.

Segundo a tesoureira do Congresso, Edina Fuji, a expectativa é que o evento seja realizado em abril em 2016. “Precisamos aglutinar mais pessoas do próprio mercado e associações para que elas venham às reuniões e a gente chegue a um denominador comum de que tipo de Congresso nós queremos e pretendemos”, afirmou. “Outra coisa é ter as pautas e os assuntos delineados e discutidos com cada grupo de trabalho de cada associação para que possa ser levado ao Congresso em abril”, completou.

Segundo os representantes do setor, os problemas do audiovisual brasileiro vão desde a regulamentação dos direitos autorais à falta de apoio para festivais. “O Brasil é o país da América do Sul com maior número de festivais. Estamos enfraquecendo os amparos aos festivais. Precisamos dar uma atenção a como voltar a fomentá-los”, apontou a presidente do Fórum dos Festivais, Marilha Naccari.

De acordo com o presidente do Congresso Brasileiro de Cinema, Frederico Cardoso, a pauta de reivindicações é extensa, mas com muitos consensos. Ele destacou como desafio a regulamentação da Lei do Curta-Metragem. “A única forma de o audiovisual estar nas salas de cinema é cumprir a Lei do Curta”, avaliou.

Gestão compartilhada

Reuniao CBC MinC SAv

O principal tema tratado na reunião foi a realização, no próximo ano, do Congresso Brasileiro de Cinema (Foto: Ascom/MinC)

O ministro Juca Ferreira e o secretário Pola Ribeiro anunciaram que o MinC está estruturando uma forma de a SAv, a Agência Nacional de Cinema (Ancine), a Cinemateca Brasileira e o Centro Técnico do Audiovisual (CTAV) trabalharem em um sistema de gestão compartilhada.

Segundo Pola, esse sistema marcará uma nova fase para o setor. “Estamos fazendo um diálogo mais amplo com todos os segmentos ligados ao audiovisual, com as secretarias, vinculadas e com todos os setores que trabalham de alguma forma com o setor audiovisual como linguagem, como expressão, como plataforma para constituição de toda essa rede, de todo esse sistema”, informou. “Este será um novo pacto para o audiovisual brasileiro para que o investimento que é feito possa ter mais qualidade e retornar para toda a sociedade”.

Karine Gonzaga
Assessoria de Comunicação
Ministério da Cultura