EUA serão ditadores da Internet?


NSA-spy-us-everyday“Se Dilma deseja o mínimo de segurança, ela não pode utilizar Windows no computador”, diz Sérgio Amadeu sobre espionagem

Opera Mundi TV e TV Unesp lançam o terceiro programa da série “Aula Pública”. Na edição desta quinta-feira (21/11), Sérgio Amadeu, professor da Universidade Federal do ABC (UFABC) e especialista em tecnologia da informação, responde: “Os EUA serão os ditadores da internet?”

“Após manobra de espionagem, a empresa norte-americana que venceu uma licitação para controles de radares da Amazônia entregou equipamentos com o código fonte fechado. Ou seja, isso nos leva a crer que o controle de voo da Amazônia tem duas sedes: Brasília e Washington”, afirma. Sobre espionagem, Amadeu crava: “Se Dilma deseja o mínimo de segurança, não pode utilizar Windows no computador dela”.

Assista ao primeiro bloco:

Segundo Bloco:

Terceiro Bloco:

EBC divulga resultado do Banco de Projetos 2013/2014 e reabre inscrições para a edição 2014/2015


imagesA Empresa Brasil de Comunicação – EBC divulgou nesta terça-feira (15/7) o resultado do Banco de Projetos 2013/2014. Foram contemplados sete projetos, entre animações infantis, dramaturgia, séries documentais, além de uma série com foco em cidadania. Cada projeto vai receber da EBC um valor que corresponde a até 25% das propostas originais.

Para a seleção das propostas foram avaliados critérios como adequação à missão da empresa, modelo de negócios, possibilidades multiplataforma, caráter independente da obra, foco temático (sustentabilidade e cidadania, infanto-juvenil e História do Brasil), adequação do orçamento à proposta, ineditismo, parcerias e currículo da produtora. No total, a EBC vai investir R$ 2.640.000,00 nos sete projetos. As obras audiovisuais são: SOS Fada Madrinha (Animação), Plano B (Documentário), Vida de Estagiário (Ficção), Guerras do Brasil.doc (Documentário), O Oráculo das Borboletas Amarelas (Ficção), Brasil Ancestral (Documentário) e O Baú do Lu (Animação).

O Banco de Projetos é um sistema online para o cadastro de propostas de conteúdos audiovisuais, radiofônicas ou multimídia para as plataformas da EBC. É uma forma simples e democrática de poder investir na produção independente para a realização de conteúdos artísticos, educativos, culturais ou jornalísticos a serem vinculados na TV Brasil, da TV Brasil Internacional, TV Brasil Web, Rede Nacional de Comunicação Pública – RNCP, Portal EBC e Sistema Público de Rádios .

Seleção 2014/2015

Já estão abertas as inscrições para os projetos da edição 2014/2015. Os produtores independentes devem criar um login e senha no sistema online para cadastro de propostas, inserir os dados nos campos de identificação solicitados e submeter um arquivo em “.pdf” contendo as informações requeridas para análise de proposta.

gecom_banner_banco_de_projetos_agosto2013Banco de Projetos 2014/2015 ficará aberto até o dia 31 de dezembro de 2014, quando será encerrado para o início do processo de avaliação das propostas cadastradas. O resultado da seleção 2014/2015 será divulgado ainda no primeiro semestre de 2015. Entre os critérios 2014/2015 foram acrescentados aos já utilizados na avaliação da seleção anterior os focos temáticos Olimpíada e Paralimpíada.

Podem cadastrar projetos as pessoas jurídicas de direito privado, com ou sem fins lucrativos; as pessoas jurídicas de direito público; e as pessoas físicas ou jurídicas identificadas como produtoras independentes. Serão aceitas propostas para coprodução de obras audiovisuais, radiofônicas e/ou interativas digitais multimídia. As propostas serão avaliadas pelas áreas internas da EBC e encaminhadas para análise de deliberação do Comitê de Programação e Rede da EBC. 

FePeC: “Triunfos” cineclubistas e saudades


João Baptista Pimentel Neto*

Palmas. Nasce a Fepec. Triunfo

Palmas. Nasce a Fepec.
Triunfo

Cineclubista, participei intensamente  do processo de rearticulação do movimento iniciado em 2003. E foram mais de dez anos dedicados a reconstrução do CNC – Conselho Nacional de Cineclubes e ao resgate da relevância do movimento cineclubista brasileiro no processo de fortalecimento do cinema nacional, dos direitos culturais e dos direitos do Público.

Carla Francine, Cyntia Falcão e Pimentel. I Festival de Cinema de Triunfo.

Carla Francine, Cyntia Falcão e Pimentel. I Festival de Cinema de Triunfo.

Foram anos e anos percorrendo todo o país. Fomentando e estimulando a criação de novos cineclubes, articulando o ressurgimento de entidades estaduais e o fortalecimento do CNC, nacional e internacionalmente.

Foram anos bons, estes. E sinto até um certo “orgulho” dos resultados destas minhas andanças. E, quase sempre, uma baita saudades dos amigos e companheiros que encontrei durante a jornada.

Simples assim. Senti orgulho e saudades ao ler a mensagem sobre as comemorações do sexto aniversário da Fepec – Federação Pernambucana de Cineclubes. Depois passei o dia feliz. Feliz e saudoso dos amig@s pernambucanos. De Triunfo e seu Festival. Triunfo e Minha história de amor. Dos inesquecíveis dias vividos em Moreno. De Recife e Porto de Galinhas!

Ao anoitecer a saudades se transformou em palavras e escrevi estas mal traçadas e revirei meu b@ú de imagens e saudades.

Triunfo, Uma História de Amor. Nascida da chicotada que quase senti….Por pessoas que se escondiam por detrás daquelas máscaras…

Ah! Triunfo.

E nem éramos tantos. Todos porém acreditavam e concordavam. Foi tão fácil. Sem dor. Sem disputa. Muitas bandeiras para poucas mãos. E foi assim…

Na Terra de Lampião, cinema, cineclubismo, novos amigos e a Fepec.

Na noite de despedida, quando subimos ao palco  – Gê Carvalho, Fred Cardoso e Eu – estávamos felizes como as crianças que lotavam pequeno teatro nas sessões do Festival. Teatro lotado e o “Guve” Eduardo Campos. Sentadinho ali na fila gargareiro. De repente uma chicotada…Ah, Cara amiga Carla FranCine. Nunca esquecerei…

Cine Guarani TriunfoDepois.Passado o susto.Um microfone. Uma fala. Uma fala cineclubista. E eu sabia muito bem o que tinha ido fazer e tinha feito nas terras de Lampião. E lembrei-me da frase de Glauber…

¨Se entrega Corisco. Eu não me entrego não!”

Era noite de lua cheia. Eu estava muito feliz.

Hoje posso dar vivas aos 6 anos da Fepec e ao Dia do Cineclubismo. E sentir saudades dos amigos…

Alô, Alô mana caetana Carla Fran Cine, GêCarvalho e Cia, beijos Prá Milena, prá Amanda e prá Rutinha, xeros Prá Catinha, prá Aninha e prá Syara. Um Axé manas Cyntia Falcão, Messel, Alice Gouveia, Isabela Cribari, Tarciana Portela. De repente passo por aí a caminho de Noronha. Que como ceis sabem ainda vou conhecer..

Sei que não conseguirei lembrar de todos. Mas do Fred não poderia esquecer. Pro cumpa carioca mando forte abraço, querendo agendar uma cachaça prum dia destes. De repente ele acaba  tal documentário que ele começou…

Vida longa a Fepec e ao cinema pernambucano.

João Baptista Pimentel Neto
cineclubista

 

Mulheres AfroDescendentes: Excluídas também no audiovisual


Mulheres negras2As mulheres negras e afrodescendentes não estão nas telas, nem atrás das câmeras dos filmes produzidos no Brasil. Pesquisa da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj) mostra que as mulheres negras e afrodescendentesn ão figuraram nos filmes nacionais de maior bilheteria.

Apesar de ser a maior parte da população feminina o país (51,7%), as negras apareceram em menos de dois a cada dez longas metragens que foram produzidos entre os anos de 2002 e 2012. Além disso, as atrizes negras e  pardas representaram apenas 4,4% do elenco principal de filmes nacionais. Nesse período, nenhum dos mais de 218 filmes nacionais de maior bilheteria teve uma mulher negra na direção ou como roteirista.

Influência de valores

Coordenada pelo Instituto de Estudos Sociais e Políticos (Iesp) da Uerj, um dos mais renomados centros de estudos de ciência política na América Latina, a pesquisa A Cara do Cinema Nacional sugere que as produções para as telonas não refletem a realidade do país, uma vez que 53% dos brasileiros se autodeclaram negros ou pardos, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O prejuízo, na avaliação das autoras do estudo, é a influência de determinados valores sobre a audiência.

“Pelos dados, a população brasileira é diversa, mas essa diversidade não se transpõe para ambientes de poder e com maior visibilidade”, disse uma das autoras, a mestranda Marcia Rangel Candido. Ela acrescenta que, além da “total exclusão” nos cargos técnicos, a representação no elenco está limitada a estereótipos associadas à pobreza e à criminalidade. “As mulheres brancas exercem vários tipo de emprego, são de várias classes sociais, a diversidade é maior”, destaca.

A doutoranda Verônica Tofte, coautora da pesquisa, diz que a baixa representatividade de mulheres em postos mais altos do cinema – elas ocupam 14% dos cargos de direção e 26% dos postos de roteiristas entre os filmes mais vistos -, além da invisibilidade das negras no elenco, são distorções da sociedade. “A ausência de mulheres, principalmente as negras, nesses papéis gera baixa representação e reproduz uma visão irreal do Brasil.” De acordo com a pesquisa, nenhuma das diretoras ou das roteiristas entre os filmes pesquisados era negra.

Comparação de imagens

Para chegar ao perfil racial, a pesquisa comparou imagens de 939 atores, 412 roteiristas e 226 diretores de filmes, excluindo documentários e filmes infantis. “Usamos um modelo de identificação em que o pesquisador é que define o grupo racial ao qual pertence o sujeito”, esclareceu Marcia. Na classificação, para a comparação, foi utilizada uma escala de fotos de oito indivíduos, do mais branco para o mais preto, estabelecida em trabalhos científicos anteriores.

A lista dos filmes mais vistos no período é da Agência Nacional do Cinema (Ancine), organização que, na avaliação do premiado cineasta negro Joel Zito Araújo, deveria ter um papel ativo na promoção da diversidade no audiovisual. Ao avaliar a pesquisa do Iesp, ele disse que a agência precisa atuar. “Somente quem governa, que tem poder de criar políticas públicas, é que pode criar paradigmas para a nação e resolver essa profunda distorção”, disse.

Apesar de ter a função de fomentar e regular o setor, procurada, a Ancine informou que “não opina sobre conteúdo dos filmes, elenco ou qualquer coisa do tipo”.

Público 1 x 0 Multiplex


Freio de Arrumação>


públicoPermitida pela AnCine – que deveria zelar pelos direitos do público e respeito ao Código Nacional do Consumidor, apesar de ilegal, a prática de venda casada é comum nas salas de cinema localizadas em shopping centers de todo o país, quem impedem a entrada do público com alimentos comprados em outro lugar, acaba de sofrer uma derrota e está proibida, pelo menos, em Maracanaú (CE), onde a juíza Carla Susiany Alves de Moura determinou que o empreendimento São Luiz de Cinemas EPP (Centerplex) se abstenha da prática.

De acordo com a decisão a prática configura “venda casada”, o que é proibido pelo Código de Defesa do Consumidor. Segundo os autos, o Ministério Público do Ceará (MP-CE) ajuizou ação, com pedido de liminar, alegando que o Centerplex estava obrigando seus clientes a comprar os produtos vendidos em uma lanchonete mantida pela própria empresa. Argumentou que tal medida é prática abusiva, infringido o artigo 39 do CDC. Além disso, viola a liberdade de escolha.

A liminar foi deferida e o Centerplex a contestou. No último dia 7, no entanto, a magistrada confirmou a liminar. “A prática abusiva revela-se patente quando a empresa cinematográfica permite a entrada de produtos adquiridos nas suas dependências e proíbe os adquiridos fora”, aponta a juíza.

Além de permitir a entrada de quaisquer clientes, a empresa não poderá afixar qualquer aviso que iniba os expectadores de ingressar com produtos comprados em outros locais, sob pena de multa diária de R$ 5 mil.

Diante da decisão aguarda-se que outros MPs Estaduais também protocolem ações visando assegurar os Direitos do Público.

Com informações da Assessoria de Imprensa do TJ-CE.

Cinema e Solidariedade em Curitiba


Ensaio contra a Cegueira Marvada CarneMostra de cinema arrecada doações para desabrigados das enchentes

Ingressos custam 1 kg de alimento não perecível

A Cinemateca de Curitiba promove, de 17 até 23 de julho, a 1ª Mostra de Filmes Solidários, em prol das vítimas das fortes chuvas que ocorreram em junho, no Paraná. O ingresso é um quilo de alimento não perecível.

A Mostra exibe filmes de longa e curta metragem, selecionados pela documentarista e antropóloga Eveline Stella de Araújo. A lista inclui curtas e longas-metragens, como “Ensaio sobre a Cegueira”, de Fernando Meirelles, e “José Saramago e Pilar”, de Miguel Gonçalves Mendes, entre outros.

Confira a programação no Catraca Livre.

Mostra de Cinema Mudo Latino Americano


Mostra de Cinema Mudo Latino AmericanoDo dia 24 ao dia 30 de Julho durante o Festival de cinema Latino Americano,

Mostra, oficinas, palestras, e filmes mudos latino-americanos sonorizados ao vivo.

Confira a programação:

Dia 24 de Julho:
16h- Oficina Música papa Cinema Mudo com José Maria Serralde
20h-El hussar de la muerte- Pedro Sienna (Chile,1925)
Trilha sonora ao vivo: Allen Alencar, Daniel Brita, Ivan Gomes e Pablo Mendoza

Dia 25
16h- Oficina Música para Cinema Mudo com José Maria Serralde
20h-La Virgem de La Calidad- Ramón Peón (Cuba,1930)
Sonoplasta: Jorge Peña

Dia 26
10h-Oficina Música para cinema mudo com José Maria Serralde
16h-Conclusão da oficina Música para Cinema Mudo
19h- Da ditadura de Huerta a rendição de Pancho Villa. Apresentação de filmes recuperados com o prof. Aurélio de los Reyes e acompanhamento de José Maria Serralde.
21h-Yo perdí mi corazón en Lima
Trilha sonora ao vivo: Araticum

Dia 27
18h-Lançamento do livro A Música no Cinema Silencioso no Brasil, de Carlos Eduardo Pereira
20h-El Automóvel Gris- Enrique Rosas( México,1919)

Dia 28
16h-Oficina Como criar um Cineclube, com prof. Frank Ferreira.
20h- La Borrachera del Tango- Edmo Cominetti (Argentina,1928)
Trilha sonora ao vivo: Thadeu Romano e Pablo Mendoza

Dia 29
16h-Oficina Como criar um Cineclube, com prof. Frank Ferreira
20h-Lábios Sem Beijos- Humberto Mauro (Brasil,1930)
Acompanhamento Musical: Joel Lourenço
21h-Fragmentos da Vida- José Medina ( Brasil, 1929)
Trilha sonora ao vivo: Carlos Eduardo Pereira

Dia 30 de Junho
16h-Oficina Como criar um Cineclube, com prof. Frank Ferreira
20h-Bajo el cielo Antioqueño- Arturo Acevedo (Colômbia, 1925)
Trilha sonora ao vivo: Pablo Mendoza

Cineclube de Arouca abre concurso para “Curtas Criativas”


CurtasCriativas_ObservaCine.

CurtasCriativas_ObservaCine.

O Cineclube de Arouca abriu as inscrições para o concurso “Curtas Criativas”, que pretende distinguir filmes originais e inovadores com a duração máxima de cinco minutos.
As candidaturas decorrem até 8 de agosto e as obras premiadas serão depois exibidas na 12.ª edição do Arouca Film Festival, a realizar entre 12 e 14 de Setembro

As candidaturas decorrem até 8 de agosto e as obras premiadas serão depois exibidas na 12.ª edição do Arouca Film Festival, a realizar entre 12 e 14 de setembro.

“Pelo quarto ano consecutivo, o concurso de curtas-metragens promovido pelo Cine Clube de Arouca pretende proporcionar um novo impulso aos jovens realizadores, dando espaço e voz aos novos talentos do audiovisual”, lê-se num comunicado da instituição.

“Através desta competição é criado um espaço privilegiado para que os jovens expressem as suas opiniões e ideias”, acrescenta o documento. “São desafiados a desenvolverem um filme de forma original e inovadora, e cujo único critério [de seleção] se prende com a duração máxima de cinco minutos”, explica.

A iniciativa pretende ainda desenvolver e fomentar o gosto pelo cinema, incentivar a produção nacional de obras cinematográficas e valorizar a capacidade criativa e espírito de iniciativa dos cineastas portugueses.

Os prémios serão atribuídos às três melhores produções. Consistirão numa “Geobox” composta por serviços e experiências a usufruir no território do Arouca Geopark.

*Este artigo foi escrito ao abrigo do novo acordo ortográfico aplicado pela agência Lusa

Pelo menos 43 mil escolas brasileiras não têm equipamentos para exibir filmes


cinema na EscolaO número corresponde às instituições que não têm televisão, de acordo com o Censo Escolar de 2013.

Pelo menos 43 mil escolas brasileiras não estão preparadas para atender à nova lei que determina a exibição mensal de, pelo menos, duas horas de filmes produzidos no Brasil. O número corresponde às instituições que não têm televisão, de acordo com o Censo Escolar de 2013. O número aumenta quando se trata de aparelhos de DVD – do total de 190,7 mil colégios, mais de 48 mil não têm o equipamento. Em relação aos retroprojetores, que também podem ser usados na exibição de filmes, apenas um terço (63 mil) tem o equipamento.

A lei entrou em vigor no final do mês de junho. Pelo texto, a exibição de filmes de produção nacional constituirá componente curricular complementar integrado à proposta pedagógica da escola. “Infelizmente, a lei ainda vai permanecer como desafio, por mais que tenha a norma, ela não será implementada imediatamente. Somos um país gigante, com muita diversidade. Temos escolas que não dispõem de recursos mínimos como TV e vídeo. Elas terão que ser equipadas”, diz o vice-presidente da União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime), Alessio Costa Lima.

Cine escolasA maior deficiência está entre as escolas públicas, de acordo com a plataforma de dados educacionais QEdu, em que 74% têm TV e 71%, DVD. Entre as particulares as porcentagens aumentam para 90% e 88% respectivamente. As escolas municipais são a maioria no Brasil (119,9 mil) e são também as que apresentam as maiores deficiências. Entre esses centros de ensino, 69% têm TV e 66%, DVD.

Alessio Lima é também secretário de Educação de Tabuleiro do Norte (CE) e diz que no município o desafio de implementar o serviço está praticamente vencido. Das 23 escolas públicas do município, 22 têm TV e aparelho de DVD. “Já temos essa prática nas escolas, de exibir filmes. Mas, agora o incentivo será para planejar a aquisição de um acervo e orientar a prática de forma sistemática”. Uma das possibilidades é que os recursos transferidos para as escolas pelo Programa Dinheiro Direto na Escola sejam usados também para esse fim.

Entre os estados, o Acre é um dos que têm a pior infraestrutura para a exibição dos filmes. No estado, 41% das escolas têm TV e 37% DVD. “Não estamos preparados, não houve planejamento, até porque eles decidiram isso sem o conhecimento das escolas. O Parlamento brasileiro deveria ouvir mais a sociedade”, diz o diretor da Secretaria de Educação do Acre, Hildo Cézar Freire Montysuma. A maior dificuldade está nas escolas da área rural, onde não há equipamentos são muito antigos, conta o professor.

No Amazonas, 35% das escolas públicas têm televisão e 30% DVD. A Secretaria de Educação, por meio da assessoria, diz que está projetando estratégias para inserir a proposta no Plano Político Pedagógico nas escolas. “Por enquanto, as ações ainda estão sendo projetadas para futura execução”, informa o órgão.

O Ministério da Educação informa que desde 1996 tem políticas de disponibilização de conteúdos audiovisuais por meio da TV Escola, do Portal da TV Escola e do Portal do Professor, além da distribuição dos kits de DVDs da TV Escola, que poderão auxiliar as redes e escolas no cumprimento da lei.

Esses conteúdos audiovisuais, com exceção dos kits de DVD da TV Escola – que são enviados somente para as escolas –, estão disponíveis para livre acesso por todos os cidadãos brasileiros que tenham captação de imagem por meio de antena parabólica, TV a cabo e acesso à internet. Além disso, o MEC diz que vem articulando com o Ministério da Cultura mecanismos e orientações para ampliar o acervo de filmes nacionais, conforme as diretrizes curriculares nacionais.

Sobre os equipamentos, a pasta estimula a aquisição do Projetor Interativo Proinfo pelas licitações de registro de preços promovidas pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação. Por se tratar de uma compra nacional, os preços são inferiores aos praticados no mercado e aos obtidos em licitações em um único município ou estado. O projetor pode ser usado na exibição de películas.

Lei da mídia é aprovada… no México!


Altamiro Borges*

minguitoApós uma longa tramitação, finalmente o Senado do México aprovou, nesta sexta-feira (4), o novo marco regulatório das telecomunicações. O texto representa um duro golpe nos dois principais oligarcas do setor: Carlos Slim, do Grupo América Móvil, e Emilio Azcárraga, do Grupo Televisa.

Ele também gera constrangimentos aos barões da mídia da América Latina, que sempre bajularam o presidente Enrique Peña Nieto por suas políticas neoliberais e de servilismo aos EUA. A velha imprensa não terá como acusar o governante de “chavista” ou “bolivariano”, como costuma fazer para interditar todo o debate sobre a urgente democratização dos meios de comunicação no mundo.

carlos_slim_792345Como aponta Jan Martínez Ahrens, no jornal espanhol “El País”, a lei aprovada limita os poderes dos monopólios e permite “a entrada de novos concorrentes na telefonia e na televisão. O objetivo da reforma não é apenas clarear o campo legislativo para facilitar o desembarque de outros atores, mas que estes, uma vez instalados, tenham a sua sobrevivência garantida frente aos velhos e formidáveis leões que povoam o território”. É certo que o Senado até conseguiu diluir as ambições originais do projeto, ao limitar a capacidade da agência fiscalizadora do setor. Mesmo assim, a nova lei reduz o poder dos dois conglomerados e dará maior oxigênio à frágil e viciada democracia do México.

Por divergir de outro projeto de Peña Nieto, que prevê a privatização do setor energético, o PRD, de centro-esquerda, votou contra o pacote que incluía a regulação da mídia – apesar de defender a democratização do setor. Mesmo assim, a reforma foi aprovada com 80 votos favoráveis e 37 contra. “A pedra angular da regulamentação é o conceito de preponderância, com o qual se pretende evitar os abusos de posição dominante. Sob tal definição, fruto da reforma constitucional de junho de 2013, se encaixam as companhias que tenham direta ou indiretamente mais de 50% de audiência, tráfico, usuários ou assinantes em seus respectivos setores”, explica a reportagem do jornal El País.

O parlamento considerou que os monopólios midiáticos distorcem a livre concorrência e prejudicam a sociedade. Para fiscalizar o cumprimento deste princípio constitucional já havia sido criado um organismo autônomo, Instituto Federal das Telecomunicações (IFT), no ano passado. “Seu primeiro julgamento, em março passado, deu uma paulada em Slim e Azcárraga. O instituto estabeleceu que o primeiro, dono de uma das maiores fortunas do mundo e controlador de 84% do mercado de telefonia fixa e o 70% do de telefonia móvel, deveria compartilhar sua infraestrutura com os competidores. E a Televisa, com 60% do mercado, precisará oferecer gratuitamente o seu sinal às TVs pagas”.

A votação no Senado trouxe, porém, perigosos contrabandos. A nova lei abre brechas para o fim da neutralidade na internet, permitindo que as empresas de telefonia cobrem tarifas diferenciadas pelos serviços. “Essa prática, que já foi proibida no Brasil, mas vigora nos EUA, motiva críticas por acabar com a ‘neutralidade’ da rede, ao sujeitar a qualidade do serviço à capacidade de pagamento do usuário. Outro aspecto polêmico da nova norma é a possibilidade de bloquear as telecomunicações numa determinada região em caso de ‘cometimento de delitos’. De acordo com organizações da sociedade civil, essa regra permitirá um apagão comunicacional para calar manifestações ou outras atividades de protesto”.

Fonte: Blog do Miro

RS terá Centro de Produção e Pós-Produção de Conteúdos Digitais Criativos


Centro será instalado no Tecnopuc Viamão. Foto: Bruno Todeschini/ASCOM-PUCRS.

Centro será instalado no Tecnopuc Viamão. Foto: Bruno Todeschini/ASCOM-PUCRS.

A PUC-RS, a Feevale, a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio Grande do Sul (Fapergs) e o Ministério das Comunicações assinaram nesta quarta-feira, 2, um convênio que formaliza a implantação de um Centro de Produção e Pós-Produção de Conteúdos Digitais Criativos.

Serão mais de R$ 7,5 milhões investidos na compra de equipamentos para compor estúdios de cinema e televisão, de som e motion capture, além de laboratórios voltados a aplicativos, jogos digitais e animação.

São apoiadores a TVE/RS, a Fundacine e o Arranjo Produtivo Local Audiovisual do Estado.

Instalado no Tecnopuc Viamão, o espaço será integrado ao Centro Tecnológico Audiovisual do Estado (Tecna), iniciativa articulada com o governo do estado e a Fundacine para a criação de um cluster na área da indústria criativa, atendendo a setores como cinema, TV, jogos digitais, aplicativos, música e som.

Aletéia Selonk

Aletéia Selonk

Aletéia Selonk, coordenadora do Tecna, aponta que o Centro de Produção atuará de forma integrada às pesquisas das universidades e às práticas dos setores audiovisual e criativo.

“Além de ambientes muito bem equipados, estão previstos programas para a formação profissional e de desenvolvimento de novos conteúdos digitais. Com isso, espera-se promover um adensamento da cadeia produtiva dos setores econômicos envolvidos”, explica Aletéia.

 

A PUC-RS e a Feevale podem ser consideradas duas das univerisdades mais avançadas no Rio Grande do Sul em relação a iniciativas para Indústria Criativa. O conceito do segmento ainda está sendo moldado, mas abrange novos empreedimentos em áreas como arte digital, audiovisual, jogos eletrônicos e moda.

A Feevale ofecere desde 2013 um mestrado em Indústria Criativa. Para eles, “a indústria criativa caracteriza-se por ter na criatividade e no capital intelectual seus principais valores. Sua natureza interdisciplinar exige processos de colaboração e cooperação que articulem habilidades criativas e habilidades de gestão”.

A prefeitura de Porto Alegre tem se engajado para promover o conceito. Em outubro, por exemplo, foi lançado o Comitê Municipal de Economia Criativa. O organismo é formado por secretarias municipais, entidades privadas e representantes da sociedade civil para criar diretrizes para o desenvolvimento do setor.

Uma das iniciativas que está em curso é o Polo de Indústria Criativa, no qual a prefeitura doou um terreno de 7 mil metros quadrados para a ESPM investir R$ 10 milhões em uma iniciativa voltada para a área.

Em maio, o Baguete relatou que o Ulbratech, parque tecnológico da Universidade Luterana do Brasil (Ulbra) em Canoas, pretende focar em iniciativas de indústria criativa para impulsionar o crescimento do parque. O foco em atrair companhias da área é ancorado na presença das estruturas da UlbraTV e da Rádio Mix (ex-Pop Rock) dentro do parque.

O Centro de Produção atuará de forma integrada às pesquisas das universidades e às práticas dos setores audiovisual e criativo

O Centro de Produção atuará de forma integrada às pesquisas das universidades e às práticas dos setores audiovisual e criativo

A Unisinos também tem trabalhado o segmento. Em março, lançou a Escola da Indústria Criativa. A iniciativa inclui desde cursos de comunicação como jornalismo e publicidade até gastronomia, passando por uma série de formações em design e os cursos de comunicação digital e jogos digitais.

Enquanto isso, o Centro Universitário Metodista (IPA) conta com um polo de economia criativa instalado na sua unidade do shopping DC Navegantes, na área do quarto distrito de Porto Alegre, focando nas áreas de moda, design e arquitetura.

Leia Também

 

 

SECULT/CE lança o XI Edital de Cinema e Vídeo


A QUE VAI PARA O BLOGA Secretaria de Cultura do Estado do Ceará – SECULT/CE, com o objetivo de contribuir para uma maior proximidade entre artistas e público e fomentar a produção, a formação e a difusão audiovisual na região, lançou o XI Edital de Cinema e Vídeo, destinado ao desenvolvimento de projetos audiovisuais.

O edital de 2014 terá um investimento total no valor de R$ 7,66 milhões, sendo R$ 4,45 milhões oriundos de recursos da SECULT/CE e R$ 3,21milhões do Fundo Setorial do Audiovisual. Interessados podem se inscrever até o dia 15 de agosto, por via postal ou presencialmente, na sede da Secretaria da Cultura.

Serão investidos mais de R$ 5 milhões em projetos audiovisuais cearenses independentes, em caráter de produção, desenvolvimento e difusão, nas modalidades de Desenvolvimento de Roteiro de Longa Metragem, Produção de Longas, Produção de Curtas-metragens, Projetos para TV e Novas Mídias; R$ 662 mil para a categoria Desenvolvimento de Cineclubismo; e mais de R$ 1 milhão para a categoria Projetos de formação em audiovisual, nas modalidades de técnico profissionalizante, eventos de formação em audiovisual, exibidores e cineclubistas.

Para se inscrever, o proponente deve residir no estado do Ceará, ser maior de 18 anos, e o projeto deve se enquadrar nos termos propostos pelo Fundo Setorial do Audiovisual.

Fonte:
Agência Nacional do Cinema

I Festival Luz de Cinema Latino-Americano


Logo Festival Luz de Cinema_mBuscando servir como vitrine para realizadores de audiovisuais, bem como incentivar aqueles que têm vontade de produzir, a Escola de Comunicação e Artes da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR), em parceria com a Associação de Vídeo e Cinema do Paraná (AVECPR), realizará em Curitiba o I Festival Luz de Cinema Latino-Americano. O evento, que acontecerá de 20 a 24 de outubro, tem apoio da FTD Digital Arena (local do evento, no campus da PUCPR) e da Red Inav, rede ibero-americana de narrativas audiovisuais.

Procurado pela Avecpr para realizar um evento em parceria, o curso de Jornalismo da PUCPR, tem tradição na produção de audiovisual. “Unimos aquilo que fazemos bem à possibilidade de realizarmos um grande evento com mostras paralelas, competição e inclusão de materiais produzidos para o formato full dome”, explica o coordenador do curso de Jornalismo da PUCPR, Julius Nunes.

O festival será composto por quatro mostras de filmes em curtas-metragem, duas delas competitivas: Mostra Livre – aberta a filmes de realizadores,  atuantes no mercado ou não, cuja produção tenha sido realizada fora do âmbito acadêmico, em qualquer país da América Latina; Mostra Universitária – aberta para filmes realizados por alunos de cursos universitários, de qualquer país da América Latina.
As mostras não competitivas serão: Mostra AVEC – aberta apenas a realizadores paranaenses, convidados pela entidade do audiovisual no estado; II VideMusi – também com artistas convidados e composta por audiovisuais que unem música e tecnologia, para exibição no formato full dome.  Conheça o site do festival em http://www.festivalluzdecinema.com.br

Além disso, o festival contará com eventos paralelos, como exposições, oficinas, palestras e debates, que prometem adicionar positivamente à área audiovisual do Paraná. “Temos uma grande produção e precisamos criar meios de mostrar o que é produzido aqui, de divulgar os nossos talentos, formar público e novos produtores”, comenta Nunes.

Tecnologia digital

O diferencial do evento é a sua realização na FTD Digital Arena, primeiro espaço digital com tecnologia 4D Full Dome da América Latina. O local ocupa uma área de 980 metros quadrados, possui uma cúpula de 14 metros de diâmetro e sete metros de altura. A estrutura é formada por uma tela em formato semiesférico, que possibilita a projeção em 180 e 360 graus, permitindo que o espectador tenha uma visão completa e imersiva do filme.

“Alguns filmes estão sendo totalmente pensados para o espaço, utilizando a cúpula do local, como é o caso do II VideMusi; outros serão convertidos para que possam ser assistidos no formato tradicional, wide screen”, explica o coordenador. A mostra livre, por exemplo, será em wide screen. A mostra universitária, por sua vez, está programada para o hall do fulldome.

A expectativa do evento é atrair o público curitibano e poder mostrar filmes representantes de diversos lugares da América Latina. “Será muito bacana recebermos cineastas, produtores de audiovisual e ter estudantes de diferentes países circulando pelo evento. Queremos que o Festival Luz de Cinema Latino-Americano entre no calendário oficial dos eventos de cinema do Brasil”, finaliza Nunes.

contato: festival.luzdecinema@hotmail.com

29º Festival Internacional de Cinema de Mar del Plata


29º Festival Internacional de Cinema de Mar del PlataAs inscrições, gratuitas, vão até o dia 31 de julho para curtas-metragens, e 29 de agosto para longas-metragens. O evento acontece em novembro, na Argentina

Estão abertas as inscrições para o 29º Festival Internacional de Cinema de Mar del Plata, na Argentina, que acontece entre os dias 22 e 30 de novembro. O evento propõe a exibição de longas-metragens de todo o mundo, acompanhados de seus representantes, para promover encontros e, assim, contribuir com o desenvolvimento da indústria cinematográfica latino-americana.

As inscrições, gratuitas, vão até o dia 31 de julho, para curtas-metragens, e 29 de agosto, para longas. Os filmes inscritos devem ter sido finalizados após novembro de 2013. Para submeter uma produção à seleção do festival, é necessário preencher a ficha disponível no site do festival e encaminhar um DVD para o endereço indicado no regulamento.

O Festival de Mar del Plata é competitivo. Os filmes brasileiros selecionados para a Seção Oficial podem concorrer na Competição Internacional de Longas-metragens, desde que não tenham sido publicamente exibidos na Argentina; na Competição Latino-americana de longas-metragens, desde que além de comercialmente inéditos na Argentina, também não tenham sido exibidas em outros festivais; na Competição Latino-americana de Curtas-metragens, para filmes com até 15 minutos de duração; além de seções paralelas sem caráter competitivo e retrospectivas.

Filmes brasileiros selecionados poderão solicitar apoio à ANCINE por meio do Programa de Apoio à Participação de Filmes Brasileiros em Festivais Internacionais e de Projetos de Obras Audiovisuais Brasileiras em Laboratórios e Workshops Internacionais. O contempla produções nacionais oficialmente convidadas a participar 80 festivais internacionais e  projetos audiovisuais convidados para 27 laboratórios ou workshops ao redor do mundo. O apoio para o Festival de Cinema de Mar del Plata consiste na confecção de cópia legendada para o festival, no envio da cópia e em um subsídio financeiro para promoção do filme. Para mais informações, acesse a página do Programa de Apoio.

O festival é organizado pelo INCAA – Instituto Nacional de Cinema e Artes Audiovisuais da Argentina,  credenciado pela FIAPF – Federação Internacional das Associações dos Produtores de Filmes. Para mais informações sobre o evento, acesse o site oficial do 29º Festival Internacional de Cinema de Mar del Plata.

 

Morreu André Setaro


Tristeza. Um sentimento de perda com danos colaterais. Perdeu a Bahia e o Brasil. Perdeu o  cinema. O nosso Cinema, o baiano e o brasileiro. A Jornada da Bahia, o jornalismo, a crítica. Morreu um bom brasileiro baiano – apesar de ser carioca. Um amigo. Companheiro de tantas lutam houveram para serem lutadas por aqueles que contribuíram para o fortalecimento do nosso audiovisual. Baiano, brasileiro, nacional, latino-americano. Morreu André Setaro.

João Baptista Pimentel Neto*

João Baptista Pimentel Neto. Perfil DiálogosSetaro havia sofrido um infarto no miocárdio na madrugada de quarta-feira, 9, e estava internado desde então. Não resistiu. Partiu. Foi visitar Glauber Rocha. Ou não, já que costumava dizer que era anarquista e ateu. Cardíaco e fumante inveterado. Irreverente, irônico e amante da polêmica. Setaro andava preocupado. Principalmente depois da morte do também crítico de cinema, João Carlos Sampaio, vítima de infarto. Em sua coluna no Terra Magazine do dia 5 de maio, Setaro comparou o infarto fulminante sofrido pelo amigo com o de seu pai, que morreu com a mesma idade. “O enfarte fulminante, que tirou a vida de João Carlos Sampaio, é traiçoeiro, e a morte não manda aviso nem recado.Desde criança, ficava apreensivo quando alguém morria do coração. Os médicos sempre diziam que o fator genético é importantíssimo”, registrou.

André Setaro.

André Setaro.

Depois em posts de seu perfil do facebook, insistiu no assunto e enumerou as vezes que teve problemas do coração e precisou ser operado, até terminar dizendo: “Oito anos já se passaram e continuo carregando minha ‘barca’, ainda que em companhia do inseparável Marlboro e dos goles gulosos na cerveja aos fins de semana”. Parecia preocupado. Parecia quase saber. E assim foi, se foi… Adeus companheiro!

Um pouco sobre

Natural do Rio de Janeiro, Setaro se formou em Direito na Universidade Federal da Bahia. Professor adjunto da Faculdade da Comunicação da Universidade Federal da Bahia (Ufba) por 35 anos, Setaro era também crítico de cinema do jornal Tribuna da Bahia, uma coluna no Terra Magazine e editor do seu famoso seu Setaro´s Blog.

O crítico analisa o cinema no baiano e nacional e elege Glauber Rocha e sua obra-prima Deus e o Diabo na Terra do Sol como o melhor diretor e respectivamente maior obra cinematográfica do país.Tendo também atuado como assistente de direção e ator em algumas produções baianas, nesta entrevista ao programa Visão de Mundo falou sobre a arte que ele diz ter aprendido a gostar com prazer e sofrimento. “Você não pode só ter prazer, você precisa sofrer para conhecer”, afirmou.

Confira:

Entrevista de Setaro a Sandro Santana publicada no Caderno de Cinema:

úLTIMO pOST

A escalada do cinema enquanto linguagem

por André Setaro

Vazio

terramagazine