Edital de coprodução Brasil-Portugal


Serão investidos 600 mil dólares em quatro projetos de longa-metragem. Inscrições vão até o dia 19 de maio

Edital de coprodução Brasil PortugalA Agência Nacional do Cinema (Ancine) abre, nesta quinta-feira (3), as inscrições para o edital de apoio à coprodução com Portugal. Ação bilateral mais antiga mantida pela Ancine, que acontece desde 2005, o edital prevê um investimento equivalente a 600 mil dólares, em moedas locais, em quatro projetos de longa-metragem, dois majoritariamente brasileiros e dois majoritariamente portugueses. O prazo de inscrição se encerra no dia 19 de maio.

“Mantemos com Portugal a nossa mais antiga e duradoura parceria. Os editais atuam no sentido de estimular a coprodução em uma perspectiva de trocas culturais, de ampliação dos horizontes da criação artística, mas também de ampliação das oportunidades de financiamento e obtenção de mercados para essas obras”, afirma o diretor-presidente da Ancine, Manoel Rangel. Entre os filmes de destaque lançados recentemente com apoio da parceria estão “Tabu”, de Miguel Gomes, vencedor do Prêmio FIPRESCI no Festival de Berlim em 2012; e “Estrada 47”, de Vicente Ferraz, consagrado como melhor montagem no Festival do Rio 2013.

Elaborado no âmbito do Protocolo Luso-Brasileiro de Coprodução Cinematográfica, firmado entre a Ancine e o Instituto do Cinema e do Audiovisual – ICA/IP, de Portugal, o lançamento do edital é iniciativa que faz cumprir a competência legal da agência no que diz respeito a articular-se com órgãos e entidades voltados ao fomento da produção, da programação e da distribuição de obras cinematográficas e videofonográficas dos demais membros da comunidade internacional. O concurso prevê a concessão de apoio financeiro a projetos de produção de longas-metragens de ficção, documentário ou animação cujas filmagens não tenham sido iniciadas até a data de abertura das inscrições.

No Brasil, concorrerão os projetos apresentados por produtoras brasileiras registradas na Ancine que participem na condição de coprodutoras minoritárias. O regulamento do concurso exige que a empresa brasileira deva assegurar a titularidade de, no mínimo, 20% dos direitos patrimoniais da obra. Serão selecionados dois projetos que farão jus a apoio financeiro em valor equivalente a 150 mil dólares, cada um. Projetos de coprodução com participação majoritária brasileira devem ser apresentados pelos sócios locais em Portugal. Os projetos devem ser encaminhados em envelope lacrado, por portador ou serviço de encomenda expressa para o endereço do Escritório Central da Ancine.

Fonte: 

Agência Nacional do Cinema

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Instituto Buriti promove atividades de “alfabetização” audiovisual no MS


Nas atividades, os alunos aprendem conceitos básicos de produção: roteiro, câmera, edição

Nas atividades, os alunos aprendem conceitos básicos de produção: roteiro, câmera, edição

O Instituto Buriti, idealizado por Laís Bodanzky e Luiz Bolognesi com objetivo de promover a integração entre o audiovisual e a educação, começa as atividades em Campo Grande (MS), na Escola Estadual General Malan, de hoje (12) a quarta-feira  (14), das 18h às 22h.

Nas atividades, os alunos aprendem conceitos básicos de produção (roteiro, câmera, edição, entre outros), além de orientação para dividir grupos e tarefas para criação de curtas-metragens ao longo do ano.

Esse primeiro módulo tem como objetivo apresentar novos formatos de ensino e, ainda, engajar e aproximar alunos e professores para desenvolvimento de filmes de curta duração. A equipe do Instituto vai mostrar pra eles que é possível fazer isso com uma câmera fotográfica com filmadora ou até com telefone celular”, afirma o cineasta Luiz Bolognesi sobre as oficinas presenciais, que serão realizadas durante o primeiro módulo do projeto. 

Após esse período, todo o acompanhamento das atividades será realizado à distância, por meio do Portal Tela Brasil, onde alunos e professores poderão dar continuidade ao aprendizado, além de poder trocar experiências com educadores de outros estados. “O maior desafio do Instituto é manter as atividades e o engajamento dos alunos e professores. Por isso, a web é fundamental”, completa Luiz.

No segundo semestre, de agosto a novembro, as escolas públicas voltam a receber a equipe do Instituto Buriti por mais quatro dias para um novo ciclo de palestras e para finalização dos filmes produzidos nesse período. Para que todos possam conferir o resultado dos meses de trabalho de produção, será organizado um dia para exibição dos curtas-metragens, que será aberto para toda comunidade ao redor da escola.  

Com patrocínio da CCR e Fundação Telefonica Vivo, o programa do Instituto Buriti tem como meta atingir cerca de 250 alunos e professores até o final de dezembro de 2014.

Por um Novo Marco Regulatório para as Organizações da Sociedade Civil


Marco civil ongsReivindicamos a aprovação do Projeto de Lei 7168/2014, que rege os repasses de recursos públicos para as Organizações da Sociedade Civil (OSCs) e constitui um avanço importante na criação de um marco regulatório para as organizações que garanta segurança jurídica e transparência. O seu apoio será uma demonstração de sua confiança nas OSCs e reconhecimento destas como força imprescindível ao exercício da cidadania ativa e consolidação da democracia brasileira.

Leia, Assine e Compartilhe clicando no link abaixo:

Na luta por um Novo Marco Regulatório para as Organizações da Sociedade Civil

As Organizações da Sociedade Civil (OSCs) são valiosos recursos sociais do nosso país, de reconhecimento internacional e relevância social, cultural e política, tanto para o processo de democratização do país, quanto para o avanço na implementação, execução e acompanhamento das políticas públicas e a consequente consolidação da democracia brasileira.

As OSCs surgem da ação e consciência dos cidadãos que decidem se reunir para discutir a realidade em que vivem, demandar políticas públicas e promover ações concretas para mudar o mundo e a sociedade em que vivemos.

Apesar de toda contribuição prestada à democracia e à sociedade em geral, as OSCs, grupos e organizações populares se esbarram com uma legislação que dificulta a atuação das entidades e limita seu potencial transformador. As normas existentes são imprecisas em relação às parcerias e não deixam claras quais são as regras aplicáveis às organizações da sociedade civil. Isso gera um cenário de insegurança jurídica e institucional, tanto para gestores públicos quanto para as organizações.

Na prática, lei atual dificulta o trabalho das OSCs sérias e não é eficiente no combate a fraudes. O novo marco tornará essa relação mais segura e amparada em regras consolidadas.

O Projeto de Lei 7168/2014 modifica essa situação, criando regras mais transparentes e justas para os contratos entre Estado e organizações.

Entre outros pontos, o projeto:

> Reconhece o valor de uma sociedade civil organizada, autônoma e participativa;

> Estabelece regras claras para o acesso legítimo, democrático e transparente das OSCs aos recursos públicos;

> Estabelece regras para a prestação de contas, com responsabilização das OSCs e dos poderes públicos;

> Estabelece mecanismos potentes para coibir fraudes e o mau uso dos recursos públicos.

Marco civil ongs4A aprovação do PL 7168/2014 será um avanço na construção de um Marco Regulatório para as OSCs, que garanta segurança jurídica, autonomia e transparência às organizações.

É preciso criar uma nova arquitetura de sustentação, que inclua o acesso legítimo e transparente a recursos públicos.

Baseado nesses conceitos, o PL 7168/2014 recebe o apoio da Plataforma por um Novo Marco Regulatório das Organizações da Sociedade Civil (www.plataformaosc.org.br), articulação de redes que representam mais de 50 mil organizações brasileiras que atuam em defesa dos direitos econômicos, sociais, culturais e ambientais.

Participe dessa luta e fortaleça a sociedade civil brasileira!

Curta http://facebook.com/mrosc e acompanhe as novidades por lá!

1ª Semana Cineclubista Capixaba no Cine Metrópolis


Lívia Corbellari*

Semana Cineclubista Capixaba faceO cineclubismo em Vitória começou na década de 80 dentro da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes).

Uma das grandes conquistas do movimento foi a construção do Cine Metrópolis, em 1992, que se tonou um importante instrumento de valorização da cultura cinematográfica e videográfica destinadas à comunidade universitária e externa. De volta às origens, o movimento cineclubista realiza a 1ª Semana Cineclubista Capixaba, que começou nesta segunda (12) e segue até sexta-feira (16) no Cine Metrópolis.

A Semana é resultado de um projeto aprovado pelo Edital de Criação e Manutenção da Atividade Cineclubista, da Secretaria de Cultura do Estado, e tem à frente a Organização dos Cineclubes Capixabas (Occa), em parceria com os cineclubes Central, Filmes da Ilha, Fotoclube da Ilha, Cine Via e Cineclube Colorado. “Ao invés de realizarmos sessões espaçadas, decidimos concentrar tudo em uma semana. Cada dia vai abordar uma temática diferente, a fim de estudar o movimento cineclubista capixaba e questões estruturantes da prática cineclubista”, explica Leonardo Almenara, presidente da Occa.

Os temas foram pensados com o objetivo de atualizar o movimento e entender o seu papel diante de questões contemporâneas, como as novas tecnologias, que revolucionaram as formas de produção, exibição e distribuição. “O movimento cineclubista no Espírito Santo viveu um grande momento na década de 80 e começo dos 90 com a Federação Capixaba Cineclubista. Houve um hiato durante os anos 2000, mas as atividades foram retomadas em 2011, com a criação da Occa. Acredito que vivemos um novo momento agora e queremos entender essa nova fase e construir projetos de representação e mobilização”, explica Leonardo.

A escolha do Cine Metrópolis para a realização do evento também foi simbólica. Segundo o presidente da Occa, o ambiente universitário foi fundamental para a articulação do movimento. Leonardo conta que o Cineclube Universitário, que também já foi chamado de Cineclube Claudio Bueno Rocha, começou em um pequeno teatro no Centro de Artes e só depois migrou para o cinema, hoje conhecido como Metrópolis. “Nossa intenção é atualizar esse espaço físico onde o movimento começou e torná-lo novamente um local de referência para o cineclubismo”.

Além de exibições de filmes durante toda a Semana Cineclubista Capixaba, também haverá debates sobre formação de público, agenciamento e mobilização de pessoas em tempos de mergulho das sociedades na internet, acesso a produções audiovisuais e distribuição de acervos, além do resgate da história do movimento.

Na segunda-feira (12), às 19h, haverá a sessão de estreia que vai resgatar a história do movimento cineclubista. Será exibido o filme O Encouraçado Potemkin, de Sergei Eisenstein. O debate será conduzido pelo cineasta Orlando Bonfim e por Claudino de Jesus, presidente da Federação Internacional de Cineclubes. Os dois vão tratar do movimento cineclubista na década de 1980, que ainda vivia os resquícios da ditadura militar e foi marcado pelas lutas por liberdades democráticas e autonomia de expressão.

Na terça-feira (13) haverá a Sessão Tecnologias Digitais, Agenciamento e Mobilização, com o filme Casagrande e as ruas do medo. Para o debate foram convidados representantes do  Laboratório de Estudos sobre Imagem e Cibercultura (Labic) e do Coletivo Região Jovem Formate (Viana). Na quarta-feira (14), terá a exibição de Pacific e a discussão será sobre a Organização de Acervo e Distribuição Audiovisual, com Juliana Gama, coordenadora de acervos da Occa;  Luiz Eduardo Neves, do site Panela Audiovisual; e Marcos Valério Guimarães, que participou da extinta Federação Capixaba de Cineclubes na época da distribuição de filmes em película.

Na quinta-feira (14) haverá a sessão de estreia do filme Plano B no Espírito Santo. O filme investiga o desaparecimento do filme Brasília – Contradições de uma Cidade Nova (1967), que revela as desigualdades sociais da cidade. O filme faz parte da Sessão Cineclubismo e Censura. O convidado Tião Xará irá discutir o cineclubismo como enfrentamento da censura e as lutas pela liberdade de expressão e em defesa do Cinema Brasileiro.

Para finalizar a semana, a Sessão Bota Fora e Deixa o Pau Quebrar vai exibir, também pela primeira vez, o documentário Afetos Cineclubistas. Nesse dia também haverá debate e apresentação do resultado das pesquisas. Os pesquisadores Fábio Gama, Leonardo Almenara e Wilberth Silva vão apresentar seus relatórios que abordam a história do movimento, acervo e distribuição e agenciamento e mobilização, respectivamente.

Serviço

A 1ª Semana Cineclubista Capixaba começa nesta segunda-feira (12), às 19h, no Cine Metrópolis.
O evento segue até a sexta-feira (16), sempre no mesmo horário.

Saiba+

10 de Maio: Dia do Público!


João Baptista Pimentel Neto*

#DiaDoPúblico. ImagemBase. Pimentel Neto2Hoje, 10 de maio, o movimento cineclubista internacional celebra em todo o mundo o Dia do Público!

Diretamente vinculada à Campanha Mundial Pelos Direitos do Público, a criação e celebração desta efeméride resultou de proposta apresentada e aprovada pela FICC – Federação Internacional de Cineclubes pelo cineclubista brasileiro Felipe Macedo durante o VI EIAC / Encontro IberoAmericano de Cineclubes, organizado pelo CNC – Conselho Nacional de Cineclubes Brasileiros em maio de 2010, em Atibaia (SP), dentro da programação do 6 FAIA / Festival de Atibaia Internacional do Audiovisual, promovido pela Associação de Difusão Cultural de Atibaia / Difusão Cineclube.

Impregnado pelos ideais, práticas e lutas desenvolvidas há mais de um século pelo movimento cineclubista internacional, o Dia do Público pretende ser muito mais do que apenas uma efeméride “comemorativa”, como tantas outras que recheiam os calendários nacionais e internacionais pelo mundo afora e neste sentido, é tratado pelos cineclubes e cineclubistas como um dia de reflexão e fortalecimento da Campanha Permanente pelos Direitos do Público previstos na Carta de Tabor.

Mas, porque 10 de Maio?

A Revolta do Astor Place, ocorreu em 10 de maio de 1849, em Nova York.

A Revolta do Astor Place, ocorreu em 10 de maio de 1849, em Nova York.

A escolha do dia 10 de maio, segundo a proposta do cineclubista brasileiro Felipe Macedo, visa realimentar e fortalecer a Campanha Mundial pelos Direitos do Público, simbolizando estas lutas no episódio da Revolta do Astor Place, ocorrido em 10 de maio de 1849, em Nova York.

Conforme registros históricos, nesta data “aconteceu (em Nova York) uma grande revolta popular, que deixou pelo menos 22 mortos e uma centena de feridos. Foi a primeira vez que a milícia estadual foi mobilizada contra o povo. Essa revolta marca uma mudança, uma inflexão na história do espetáculo e do público”.

“O massacre teve sua origem trivial na rivalidade entre dois atores shakespeareanos: William MacReady, que naquela época era o grande astro inglês, tradicional e identificado com a hegemonia britânica no terreno artístico e cultural e Edwin Forrest, o maior ator americano, que era acusado de “tomar liberdades” com o texto do “divino bardo”, justamente por procurar aproximá-lo de um público mais popular.

Resumidamente, MacReady era a imagem não apenas da metrópole e da aristocracia, mas era o “queridinho” – pet of princes como dizia sua propaganda – da burguesia americana ascendente, que procurava emular a classe dominante inglesa. Forrest era a expressão de um patriotismo proletário, de um gosto das camadas médias e dos trabalhadores.

A Revolta do Astor Place,  tem, como nenhum outro acontecimento, as características que devem estar associadas à criação de um símbolo importante e permanente para unir e identificar uma comunidade – o público -, sua história e sua luta.

A Revolta do Astor Place, tem, como nenhum outro acontecimento, as características que devem estar associadas à criação de um símbolo importante e permanente para unir e identificar uma comunidade – o público -, sua história e sua luta.

No dia 7 de maio, McReady se apresentou na Astor Opera House diante de um público de fãs de Forrest que havia se organizado para vaiá-lo. O ator inglês decidiu, então, interromper sua turnê e voltar para a Inglaterrra, mas foi demovido da idéia por uma petição, assinada por 47 personalidades da alta sociedade. O próximo espetáculo, no dia 10, encontrou diante do teatro uma multidão de mais de 10 mil pessoas. A apresentação aconteceu, para um público seleto – depois de uma rigorosa triagem -, mas em condições muito difíceis, claro. MacReady saiu disfarçado, pelos fundos, ao final. Temendo perder o controle da cidade, as autoridades chamaram as tropas que, ameaçadas pela populaça, acabaram abrindo fogo à queima-roupa (7).

“Esse cisma entre cultura de elite ultra minoritária e cultura de massa certamente abriu caminho para o florescimento de artes “populares”, que pouco deviam ao gosto das grandes famílias do Leste do país que detinham de fato o poder financeiro, industrial e político. Mas as formas de espetáculo que então se desenvolveram numa esfera de entretenimento diferente das classes dirigentes não deixavam de servir também aos interesses destas”(8).

Neste contexto, para Macedo a Revolta do Astor Place, como ficou conhecida, tem, como nenhum outro acontecimento, as características que devem estar associadas à criação de um símbolo importante e permanente para unir e identificar uma comunidade – o público -, sua história e sua luta. O fato é consensualmente identificado com essa oposição – e tomada de consciência – da autonomia do público em relação aos poderes dominantes.

Cyneclubyst@ de carteirinha desde criancinha. Também militante do movimento em defesa dos Direitos Humanos e, portanto, dos Direitos do Público, convido hoje meus leitores a leitura e reflexão sobre o conteúdo da Carta dos Direitos do Público ou “Carta de Tabor”, que mesmo tendo sido elaborada e aprovada pela Assembléia Geral da FICC em 1987, continua ainda hoje, colocando em foco temas e a defesa de direitos cada vez mais importantes no contexto de um mundo cada vez mais globalizado e dependente da comunicação e da linguagem do audiovisual.

Leiam, reflitam, apoiem e participem desta campanha.

Afinal, o Público Somos Todos Nós!

Carta dos Direitos do Público ou “Carta de Tabor”

International Federation of Films Societes

International Federation of Films Societes

A Federação Internacional de Cineclubes (FICC), organização de defesa e desenvolvimento do cinema como meio cultural, presente em 75 países, é também a associação mais adequada para a organização do público receptor dos bens culturais audiovisuais.Consciente das profundas mudanças no campo audiovisual, que geram uma desumanização total da comunicação, a Federação Internacional de Cineclubes, a partir de seu congresso realizado em Tabor (República Tcheca), aprovou por unanimidade uma

Carta dos Direitos do Público

1. Toda pessoa tem direito a receber todas as informações e comunicações audiovisuais. Para tanto deve possuir os meios para expressar-se e tornar públicos seus próprios juízos e opiniões. Não pode haver humanização sem uma verdadeira comunicação.

2. O direito à arte, ao enriquecimento cultural e à capacidade de comunicação, fontes de toda transformação cultural e social, são direitos inalienáveis. Constituem a garantia de uma verdadeira compreensão entre os povos, a única via para evitar a guerra.

3. A formação do público é a condição fundamental, inclusive para os autores, para a criação de obras de qualidade. Só ela permite a expressão do indivíduo e da comunidade social.

4. Os direitos do público correspondem às aspirações e possibilidades de um desenvolvimento geral das faculdades criativas. As novas tecnologias devem ser utilizadas com este fim e não para a alienação dos espectadores.

5. Os espectadores têm o direito de organizar-se de maneira autônoma para a defesa de seus interesses. Com o fim de alcançar este objetivo, e de sensibilizar o maior número de pessoas para as novas formas de expressão audiovisual, as associações de espectadores devem poder dispor de estruturas e meios postos à sua disposição pelas instituições públicas.

6. As associações de espectadores têm direito de estar associadas à gestão e de participar na nomeação de responsáveis pelos organismos públicos de produção e distribuição de espetáculos, assim como dos meios de informação públicos.

7. Público, autores e obras não podem ser utilizados, sem seu consentimento, para fins políticos, comerciais ou outros. Em casos de instrumentalização ou abuso, as organizações de espectadores terão direito de exigir retificações públicas e indenizações.

8. O público tem direito a uma informação correta. Por isso, repele qualquer tipo de censura ou manipulação, e se organizará para fazer respeitar, em todos os meios de comunicação, a pluralidade de opiniões como expressão do respeito aos interesses do público e a seu enriquecimento cultural.

9. Diante da universalização da difusão informativa e do espetáculo, as organizações do público se unirão e trabalharão conjuntamente no plano internacional.

10. As associações de espectadores reivindicam a organização de pesquisas sobre as necessidades e evolução cultural do público. No sentido contrário, opõem-se aos estudos com objetivos mercantis, tais como pesquisas de índices de audiência e aceitação.

Tabor, 18 de setembro de 1987

Confira também abaixo o documento final, entidades e pessoas que já subscreveram a Campanha Pelos Direitos do Público quando de seu lançamento no Brasil em 2008.

Campanha pelos Direitos do Público – Atualizada

C@us@s & Lut@s

Clique no link e participe da no facebook Campanha Pelos Direitos do Público

Boca do Lixo, Cineclubismo, Cinema e Seus Personagens


Marcos Madalena*

"Raf" de Marcos Madalena.

“Raf” de Marcos Madalena.

Em Homenagem ao Carlão. (Reichenbach)

Em meados dos anos 80 fui participar de um projeto, levei minha prancheta, meus pincéis, lápis, canetas, cuspes,…Era o projeto do Cineclube Oscarito, eu criaria a logo e a identidade visual. Tudo em uma sala lá na Rua do Triunfo, na Boca do Lixo, na esquina, na Rua Vitória ficava a Embrafilme, todas as distribuidoras de filmes ficavam ali. Os filmes chegavam por trem, por isto esta concentração do cinema naquele lugar.

Eu ia trabalhar de trem e, na maioria das vezes, voltava da mesma forma.

Meus amigos, Otavio TafnerJoão Claudio de SenaJoão Baptista Pimentel NetoFelipe MacedoEduardo DinizCarlos SeabraCacá MendesAndre SturmSerge Roizman,…entre outros e tantos, lembram bem daquele período.

Na “BOCA” onde é hoje a cracolândia, existiam drogas, prostituição e todos os policiais, civis e militares.

Mas tinha um ar boêmio, romântico até…

E os seus personagens que iam de uma mente genial como a de Carlos Reichenbach até sucateiros tão gentis, que parecia não haver distância nenhuma. Todos desfilavam juntos e tomavam cafés e drinks, uma certa harmonia que sociólogo, poeta, político, ou qualquer um pudesse explicar.

O desenho acima é um “raf”, que fiz – Na época e olhando da varandinha da minha sala estúdio – de um destes personagens, carroceiros de tração humana que levavam latas e cartazes de cinema em seus sonhos de comer e existir. A poesia não serve de alimento para o corpo.

Mas nossas almas sorriam juntas, em nossas existências miseráveis.

Foi uma boa lembrança, apenas isto!

* Marcos Madalena

Obs: Achei ao acaso perdido em coisas perdidas.

AnCine promove consulta pública sobre acessibilidade de conteúdo audiovisual


Para participar da consulta é preciso se cadastrar no Sistema de Consultas Públicas da ANCINE.

Para participar da consulta é preciso se cadastrar no Sistema de Consultas Públicas da ANCINE.

Encontra-se em Consulta Pública, até o dia 21 de maio de 2014, a minuta de Instrução Normativa que irá dispor sobre normas e critérios de acessibilidade a serem observados por projetos audiovisuais financiados com recursos públicos federais geridos pela ANCINE – Agência Nacional de Cinema.

A acessibilidade é uma das matérias da Agenda Regulatória 2013/2014 da Agência, e tem por objetivo estimular a promoção do acesso ao conteúdo audiovisual por pessoas com deficiência. 

A minuta de regulamento colocada em consulta pública estabelece que as obras audiovisuais realizadas com recursos públicos federais contemplem, nos seus orçamentos, serviços de legendagem descritiva e audiodescrição direcionados a pessoas com deficiência auditiva e visual. 

Participe  

Para participar da consulta é preciso se cadastrar no Sistema de Consultas Públicas da ANCINE. Dúvidas sobre o funcionamento do sistema devem ser encaminhadas paraouvidoria.responde@ancine.gov.br. O texto da minuta pode ser consultado aqui, sem a necessidade de cadastro.

Olhar de Cinema – Festival Internacional de Curitiba 2014


Festival Internacional de Curitiba 2014 - Olhar de Cinema

Festival Internacional de Curitiba 2014 – Olhar de Cinema

A partir do dia 28 de maio ocorre o terceiro Olhar de Cinemafestival internacional de Curitibarealizado pela produtora de cinema Grafo Audiovisual- com patrocínio da VOLVO e do BNDES e apoio cultural do SESI-PR.

Além da exibição de filmes de diversos gêneros, estilos e nacionalidades, o evento conta com a realização de oficinas gratuitas paralelas ao festival. “O Som no Cinema”, “Introdução ao Universo da Direção de Arte” e “Preparação de Elenco” são as oficinas deste ano, e as inscrições podem ser feitas pelo site até o dia 2 de maio: olhardecinema.com.br/oficinas.

Este ano o Festival bateu o recorde de inscrições, com 2.525 filmes vindos de 97 países diferentes. Estes filmes devem ser exibidos no Shopping Crystal (Espaço Itaú de Cinema) e na Cinemateca de Curitiba, até o dia 5 de junho. Os ingressos podem ser adquiridos nestes mesmos locais a partir do dia 22 de maio, sendo R$5,00 a entrada inteira e R$2,50 a meia.

A programação do Olhar de Cinema 2014 estará disponível a partir do dia 15 de maio e poderá ser conferida no site oficial do evento: olhardecinema.com.br


#ObservaCine Perfil IIIGostou? Curta a página do Olhar De Cinema 2014 no Facebook e fique atento às novidades!

Quer ficar ainda mais perto deste grande festival de Cinema? A equipe organizadora do evento está procurando por voluntários! Saiba mais: Voluntários no Olhar de Cinema.

Ufólogos organizam Cineclube em Quixadá


 

O ufólogo Geovane Arruda, segurando estranho crânio encontrado na periferia da cidade em novembro de 2005, o que supostamente pode ser de um extraterrestre.

O ufólogo Geovane Arruda, segurando estranho crânio encontrado na periferia da cidade em novembro de 2005, o que supostamente pode ser de um extraterrestre.

Considerada por estudiosos de ufologia um dos locais onde há concentração de um grande número de se avistam Objetos Voadores Não Identificados (OVNIs), este município continua atraindo o interesse de um seleto público para debater o assunto.

Neste ano, o empresário Cláudio Saraiva, proprietário da locadora Fancine, resolveu criar juntamente com outro aficionado e estudioso do tema, Robisson Alencar, um cineclube especial e nele promover debates com a população acerca da ufologia. As reuniões ocorrem nas noites das segundas-feiras e a cada semana aumenta o número de interessados.

O espaço é aberto ao público de todas as idades. Conforme os idealizadores, não existe interesse financeiro. A iniciativa tem por objetivo questionar a existência de vida extraterrestre e trocar experiências. Nos encontros alguns relatam possíveis contatos imediatos, na maioria de primeiro e segundo graus. Mas também surgem moradores registrando contatos de quarto grau.

“No primeiro contato, há apenas o avistamento; no segundo, é provocada alguma interferência do OVNI em humanos, animais ou objetos; no terceiro grau há aparição de seres animados, extraterrestres e no quarto, os humanos são abduzidos”, explica Cláudio Saraiva.

A cada encontro são exibidos vídeos e fotografias relacionadas à ufologia. Em seguida começa o debate. Na semana passada Claudio e Robsson apresentaram aos expectadores e analisaram o registro fotográfico de suposto contato de primeiro grau, feito pelo casal Demir Drinks e Davinha Almeida, no distrito de Califórnia, a cerca de 20Km do Centro de Quixadá.

ufologia1As reuniões do grupo são realizadas todas as noites das segundas-feiras, e a cada semana, segundo os organizadores do encontro, aumenta o número de interessados. O espaço é aberto ao público de todas as idades

Indícios

Apesar de apontarem os reflexos estranhos, um deles inclusive aparentando ser um possível rastro do OVNI, como apenas um dos raios da iluminação de um poste, trata-se de uma imagem original, sem montagem. Mas não chegaram a uma conclusão final. Como na maioria dos casos, não apresentam boa qualidade e difícil assegurar a aparição.

Acerca dessas dificuldades, os dois ufólogos explicam ocorrerem porque geralmente quando os ONVIs aparecem, acabam surpreendendo as pessoas. “Assustadas, muitas não conseguem fazer os registros com precisão. O mesmo ocorre com quem passa por algum contato em grau maior”, acrescentam.

O servidor público Adriano Cruz é apaixonado pelo tema. Após tomar conhecimento do cineclube especial não perdeu mais um encontro. Para ele é a oportunidade para discutir com outras pessoas que levam as aparições e até os contatos com seres de outros planetas. Apesar de não ter passado pela experiência, acha impossível não existir algum outro tipo de vida além da Terra. “Somos tão especiais assim para sermos a única forma de vida em todo o cosmos ?”.

Encontro

ContatoNa próxima sexta-feira, segundo dia de maio, a Associação Gênesis, fundada em fevereiro de 2011 com a finalidade de estudar o relacionamento das civilizações extraterrestres, reunirá em Quixadá um grupo de ufólogos e admiradores de todo o Estado, no Encontro UFO Cearense. O evento será realizado na Câmara de Vereadores, a partir das 19 horas.

O piloto aeronáutico Weliston Paiva, considerado um dos mais conceituados nesse assunto, será o palestrante. Os temas debatidos serão abduções e discos voadores. Também serão apresentados vídeos, relatos e explicações sobre a existência de vida além da Terra.

Recentemente, no dia 17 deste mês, a revista norte-americana Science, divulgou uma descoberta feita por astrônomos, do primeiro planeta fora do Sistema Solar com um tamanho comparável ao da Terra e no qual a água poderá existir em estado líquido. A astrônoma Elisa Quintana, do Instituto de Pesquisa de Inteligência Extraterrestre, da agência espacial norte-americana (Nasa) foi quem anunciou.

Segundo a cientista, o planeta, batizado Kepler-186f, orbita a estrela anã Kepler-186 e se localiza na zona temperada, onde a água pode ser líquida. Ele encontra-se num sistema estelar situado a 490 anos-luz do Sol, com cinco planetas de tamanho próximo ao da Terra. Contudo, só o Kepler-186f está na “zona habitável”, os outros estão muito perto da estrela.

Em Quixadá, os registros mais famosos são do Caso Barroso, de abril de 1976, e o da Caveira do ET, um estranho crânio encontrado na periferia da cidade em novembro de 2005. Apesar da contestação de profissionais do mundo científico, principalmente quanto a ossada, atribuída a uma tartaruga marinha, o ufólogo Robisson Alencar assegura tratar-se de provas da existência de vida além da Terra.

Os dois casos ganharam repercussão internacional. Continuam sendo rebatidos nas rodas de conversas e principalmente nos encontros ufológicos da cidade, dividindo opiniões.

Mais informações:
Fancine Ufologia Quixadá
Telefone:(88) 9615.7099
Associação Gênesis, Fortaleza
Telefone: (85) 9963.7037

FONTE: http://diariodonordeste.verdesmares.com.br/

Cineclubes de Curitiba


Surya Amitrano*

Surya Amitrano é estudante de Cinema

Surya Amitrano tem 17 anos e mora em Curitiba. É estudante de Cinema

Os cineclubes me fazem lembrar dos grandes nomes da Nouvelle Vague, aquele movimento cinematográfico bonitinho dos anos sessenta. Jean-Luc Godard, François Truffaut, Claude Chabrol e tantos outros costumavam se reunir em cineclubes de Paris para apreciar filmes clássicos e discuti-los.

Para a alegria de nós cinéfilos, este costume ainda existe. Em Curitiba o Cine FAP, o Cineclube SESI e o Cineclube da Cinemateca funcionam a todo vapor. Toda semana há exibição de filmes clássicos e raros, contando com debates ao término de cada sessão.  As portas estão abertas para todos, sejam estudantes de Cinema, cinéfilos ou só alguém que sentiu vontade de assistir alguma coisa diferente. Se você já está meio cansado dos blockbusters dos “cinemas de shopping”, os cineclubes são uma ótima opção!

As sessões que acontecem no Cine FAP são gratuitas, assim como no Cineclube SESI e no Cineclube da Cinemateca (com raras exceções). Muitas das exibições são constituídas por produções paranaenses, incluindo filmes clássicos e contemporâneos, além de produções latino-americanas e  europeias.

Programação

Entre abril e maio, o Cine FAP exibe uma mostra de cinema francês moderno. Acompanhe o restante da programação no blog Cinema em Curitiba.

Já o Cineclube SESI conta exibições das obras do cineasta James Gray, com os filmes “Fuga Para Odessa”, “Caminho Sem Volta”, “Os Donos da Noite” e “Amantes”. Veja a programação completa no site SESI PR.

O Cineclube da Cinemateca exibe filmes de diversos gêneros e estilos, incluindo o documentário paranaense “Um Olhar sobre o Passeio Público”, a biografia do pintor paranaense Miguel Bakun (“Auto Retrato de Bakun”) e ainda o projeto “Animações para Crianças” com a exibição de sete curta-metragens para crianças. Confira o restante da programação na Agenda da Cinemateca.

Informações

Cinemateca de Curitiba

Cinemateca de Curitiba

Cine FAPAuditório Antônio Melilo (R. dos Funcionários, 1.357Cabral). Toda segunda-feira, às 19 horas.

Cineclube SESISala Multiartes do Sistema Fiep (Av. Cândido de Abreu, 200Centro Cívico). Toda quinta-feira, às 19h30. Em maio, haverá o ciclo Cinema Maneirista.

Cineclube da CinematecaCinemateca de Curitiba (R. Pres. Carlos Cavalcanti, 1.174São Francisco).Aos sábados, a cada 15 dias.


Está afim de rever clássicos do cinema, conhecer novas produções e ainda participar de debates sobre tudo isso? Visite um cineclube e conheça um mundo inteiro de cinema!

*Surya Amitrano tem 17 anos e mora em Curitiba. É estudante de Cinema e tem o incrível dom de ser amadora: é atriz amadora, musicista amadora e escritora amadora. Ama todos os tipos de arte e tomate.

O filme além da tela


Denyze Nascimento*

Professora Sandra Godinho. Foto Prefeitura de Macaé

Professora Sandra Godinho. Foto Prefeitura de Macaé

Com mais de 80 anos de história, cineclubes promovem cada vez mais discussões e reflexões sobre cinema

Com mais de 80 anos de história, os cineclubes de todo Brasil continuam com seu grande intuito, levar conhecimento, reflexão e discussão sobre temas atuais por meio da sétima arte. Não importa se o tema é política, meio ambiente, sexualidade, moda ou outros, existe sempre uma produção cinematográfica pertinente para o cidadão fazer seus questionamentos como mostra o artigo.

Um bom exemplo é o projeto “História e Cineclube”, da professora Sandra Godinho. Após assistirem os filmes, os estudantes fazem um parlamento dentro de sala e, baseado nos próprios debates e discussões acerca do que compreenderam dos filmes relacionados à matéria dada, escrevem uma análise crítica.

Esta semana, os alunos do 9º ano, do Colégio Estadual Elisiário Matta, assistiram “ Os Bestializados” e o “Rio de Janeiro e a República que não foi”, ambos tratam da República Velha no Brasil. Para a professora , filmes devem ser bem mais que diversão, afinal, é uma arte.  Ainda de acordo com Sandra, os cineclubes foram muito bem pensados  para que películas pudessem ultrapassar o grau emotivo.

Histórico dos Cineclubes

1929 - Rio de Janeiro - Cineclub Chaplin

1929 – Rio de Janeiro – Cineclub Chaplin

A tradição dos cineclubes surgiu em  1.920, na França. O primeiro estatuto de um cineclube organizado com bases definidas saiu na revista Francesa Ciné Club, organizada pelo diretor cinematográfico Louis Delluc. Em 1.925, ainda na França, nasce a Tribuna Libre do Cinema, inaugurando a tradição de sessões semanais seguidas de debates.

Brasil,  no final da década de 20, 1.929, o Chaplin Club, no Rio de Janeiro, foi o primeiro cineclube que manteve uma atividade sistemática e um estatuto coerente. O Chaplin Club publicava a Revista O fã, que, junto com a programação do cineclube, promoveu uma grande discussão a respeito do cinema. Na época, o cineclube apresentava inúmeros filmes internacionais, posteriormente esses tiveram um importante papel na produção cinematográfica brasileira.

Com o fim da Segunda Guerra Mundial, os cineclubes se multiplicaram rapidamente por toda a Europa. Durante o Festival de Cannes de 1.947, foi construída a  Federação Internacional de Cineclubes (FICC), com participantes da Argentina, Bélgica, Inglaterra, Itália, França, entre outros. A FICC estabeleceu alguns princípios gerais aos  cineclubes, como seu caráter não comercial e a disposição de criar  uma rede internacional de filmes.

Fonte : FIC