13ª Mostra do Filme Livre em Brasília


13ª Mostra do Filme Livre em BrasíliaEvento com 238 filmes de graça acontece desde o último dia 9.
Programação conta com debates, oficinas de vídeos e premiações

Termina neste domingo (27) a 13ª edição da Mostra do Filme Livre (MFL), no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB) de Brasília. Ao todo, serão exibidos 238 filmes, entre curtas e longas. A entrada é franca, mediante retirada de senha com uma hora de antecedência.Além de exibir os filmes, a programação previa debates, oficinas de vídeo e outras ações relacionadas à produção cinematográfica.

Nesta edição, o evento faz uma homenagem à cineasta Ana Carolina, que produziu obras como “Mar de Rosas”, “Sonho de Valsa” e “Das Tripas Coração”. O último trabalho foi tema de debate com o público no domingo anterior, com presença da própria artista e do crítico de cinema Sergio Bazi.

A mostra é realizada desde 2002 e acontece também no Rio de Janeiro e em São Paulo. Criado e organizada por Guilherme Whitaker, o evento tem curadoria de Marcelo Ikeda, Chico Serra, Christian Caselli, Gabriel Senna, Manu Sobral, Dácio Pinheiro, Carlos Eduardo Magalhães e do próprio Whitaker.

Dos 238 filmes em exibição, 198 foram selecionados pelos curadores, a partir de 1.060 inscrições. As outras atrações são produções cinematográficas de artistas convidados.

A expectativa da organização é receber 10 mil pessoas até este domingo. Nas 12 edições anteriores, 47 mil assistiram aos mais de 2.800 filmes exibidos. “Cada vez mais pessoas fazem mais filmes por todo o Brasil. Tal produção muitas vezes enfrenta dificuldades para chegar ao grande público e a MFL busca chamar atenção para estes filmes e seus realizadores, que muitas vezes fazem seus filmes sem nenhum tipo de apoio público”, afirma Whitaker.

Premiação e sessões especiais

mostra-do-filme-livre-640x336Outra atração da mostra foi o “Troféu Filme Livre!”. Os vencedores são convidados a participar da mostra no Rio de Janeiro e a conversarem com o público. Na edição de 2014, foram premiados os longas “Amor, Plástico e Barulho”, de Renata Pinheiro (PE), e “O Sol nos Meus Olhos”, de Flora Dias e Juruna Mallon (RJ).

Receberam o troféu também os curtas “A Eleição é uma Festa”, de Fábio Rogério (SE), “Camila Agora”, de Adriel Nizer (PR), “Em Trânsito”, de Marcelo Pedroso (PE), “No Interior da Minha Mãe”, de Lucas Sá (MA), “Relatório #1”, de Ricardo Mendonça (RJ), “Trans-Lucidx”, de Tamíris Spinelli (PR), e “Malha”, de Paulo Roberto (PB).

A programação tinha ainda sessões especiais. Para esta edição, a organização destinou os filmes “Orlando, ou O Impulso de Acompanhar Pássaros até o Fim do Mundo”, de Alexandre Rudáh, e o documentário “Cidade de Deus – 10 Anos Depois”.

Sessões com filmes raros, como “O Santo e a Vedete”, de Luiz Rosemberg Filho – comédia erótica censurada nos anos 1970, “Paixão e Virtude”, de Ricardo Miranda, “Poder dos Afetos” e “Feio, Eu?”, de Helena Ignez, e “O Tempo do Corte” e “Jimi Hendrix e a Fonoaudiologia”, de Fábio Carvalho, foram outras atrações.

As produções do Distrito Federal também têm espaço na mostra. Na primeira semana, nove curtas feitos na capital foram vistos, sendo quatro inéditos: “Fogo no Cerrado”, de Jimmy Christian, “Catracaço de Aniversário”, do Coletivo MPL-DF, “Duplo”, de Raquel Piantino, e “Monogamia”, de Tatiana Bevilaqua.

Debate
O público pôde ainda participar do debate “Regionalização das Políticas Audiovisuais”, no cinema do CCBB. A pauta de discussão foi sobre a lei de criação do Fundo Setorial de Audiovisual, que prevê que 30% dos recursos devem ser destinados a projetos das regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste.

O debate contou com  a presença do presidente da Associação Brasileira de Documentaristas (ABD-Nacional), André Leão, do representante da Secretaria do Audiovisual do Ministério da Cultura Leonardo Barbosa, e do articulador da Rede de Inovação Audiovisual (RiAV) e coordenador do Colegiado de Audiovisual do DF, Adriano de Angelis.

Outras atrações
A “Cabine Livre” é uma atração da mostra na qual são exibidos em “loop” vídeos de arte e filmes de linguagem mais experimental. O objetivo é oferecer ao público trabalhos que fogem do padrão das salas de cinema.

O evento também traz performances inspiradas nas obras dos artistas Hélio Oiticica e Flávio Carvalho. Um personagem perambula pela cidade à noite projetando em sua roupa filmes abstratos e vinhetas da mostra.

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