Assistir para refletir


Larissa Leite*

ObervaCine

ObervaCine

Estima-se que Brasília tenha aproximadamente 40 cineclubes em funcionamento. A ideia dos espaços é divulgar a produção audiovisual brasileira e a brasiliense e proporcionar debates sobre os filmes

Sobem os créditos do filme. Ainda está escuro, mas o público se levanta rapidamente. Algumas pessoas checam os celulares, outras arriscam um despretensioso “você gostou?”.

Em meio ao burburinho, as respostas surgem sem esforço. Quantos estarão excitados com o que acabaram de assistir? E quantos outros se aborreceram, discordaram, concordaram, tiveram dúvidas, alimentaram sonhos, assumiram o papel do herói ou o do vilão?

Para um grupo de pessoas, assistir a um filme é apenas o início de uma experiência coletiva. Um pretexto para trocar ideias. Eles são cineclubistas, que ocupam com telas e projetores diferentes espaços da cidade e buscam ir além do entretenimento, ao instigar: reflita em voz alta.

A ideia é fazer com que o indivíduo que assistia ao filme passivamente ocupe um papel de sujeito consciente e participante na experiência audiovisual. A bandeira, vista como romântica e utópica por uns, é adotada com comprometimento por outros. “O cineclubismo é uma poesia que foi engolida pela modernidade, pela tecnologia”, avalia o cineasta Pedro Lacerda, presidente da Associação Brasiliense de Cinema e Vídeo (ABCV). Para Lacerda, a atual possibilidade de assistir a filmes gratuitos pela internet inibe a evidência dos cineclubes.

O cineasta, professor de cinema e programador do Cine Brasília, Sérgio Moriconi, defende o cineclube como um espaço com potencial de orientar o público. “A internet é um saco sem fundo, o indivíduo pode se mediocrizar. O cineclube serve para você não tatear às cegas. É elaborada uma programação com filmes para provocar o debate, uma compreensão melhor da vida.”

 

#TeiaCineclubista

#TeiaCineclubista

Enquanto se discute sobre o papel dos cineclubes na atualidade, eles seguem se reinventando. Em Brasília e no seu entorno, o programa filme com debate pode ser feito de graça, em projetos que têm como sedes escolas, universidades, associações, instituições públicas, organizações, bistrôs, bares, etc.

Apesar de ainda não ter filiado oficialmente os cineclubes da região, a União de Cineclubes do DF e Entorno (UCDF), criada em 2012, aponta a existência de aproximadamente 40 cineclubes em funcionamento. A maioria implementada a partir de uma política nacional, o Programa Cine Mais Cultura – criado em 2006, interrompido em 2010 e retomado ano passado.

 

De acordo com o Ministério da Cultura, o DF foi beneficiado com a implementação de 84 cineclubes. Os espaços receberam um kit com uma tela de projeção, um aparelho leitor de DVD, uma mesa de som, caixas de som e microfones sem fio.

Ao apoiar a exibição não comercial de filmes, a política nacional visa democratizar o acesso ao cinema nacional. Segundo dados da Agência Nacional do Cinema (Ancine), as exibições de filmes no país estão cada vez mais concentradas em shopping centers: de 2009 a 2012, o número de salas em shoppings cresceu 27,2%, enquanto os cinemas de rua reduziram em 14,6%.

O Ministério da Cultura pretende, com a retomada do Programa, fortalecer as redes locais, apoiar os cineclubes e a difusão da produção audiovisual brasileira. Atualmente, de acordo com a Secretaria de Educação do DF, de 77 escolas beneficiadas com o kit, apenas 35 oferecem sessões de cineclubes para a comunidade com periodicidade.

 

Cine+Cultura!

Cine+Cultura!

O Cineclube Cine-Teatro EIT é um dos espaços na ativa. Vinculado ao Centro de Ensino Médio EIT, em Taguatinga, o espaço é conduzido pela professora de sociologia Flávia Felipe.“A presença de um cineclube vai além de ver filmes. É desenvolver olhar crítico e reflexivo sobre o conteúdo de sala de aula. E é uma superferramenta de diálogo com a comunidade”, diz. O cineclube impulsionou atividades de teatro, dança, produção e edição de vídeos. “As pessoas ficam sabendo que a escola é um espaço que cultiva atividades culturais com os alunos e nos procuram”, conta.

A rede de cineclubes no DF será usada, este mês, na estratégia de exibição do filme Plano B, do diretor Getsemane Silva. O documentário foi uma das três produções do DF selecionadas para a mostra competitiva do 46º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro, de 2013.

Lançado no festival, Plano B conquistou o Troféu Câmara Legislativa do Distrito Federal como melhor longa-metragem. O filme conta a história do documentário Contradições de uma Cidade Nova (1967), censurado pelos próprios patrocinadores por mostrar os contrastes entre os subúrbios de Brasília e o projeto modernista de Lucio Costa. Por 10 dias, a partir de 21 de abril (aniversário de Brasília), o filme será exibido em cineclubes de todo o DF, com a expectativa de atingir um público de 5 mil pessoas.

Filmes são feitos para serem vistos

#FilmesSãoFeitosParaSeremVistos

“Acreditamos que o filme vai ter um alcance muito maior no circuito alternativo do que no comercial”, argumenta a produtora e programadora de mostras de cinema Ana Arruda. Segundo o diretor Getsemane, a obra incita o debate: “Quem assistir pela televisão, pode refletir. Mas, no cineclube, a oportunidade é mais rica. É como se fosse a continuação do filme. Ele não termina no último plano, e sim no diálogo após sessão”.

Um dos principais exemplos recentes de uso de cineclubes em estratégia de lançamento é o documentário Terra Deu, Terra Come, dirigido por Rodrigo Siqueira. O filme entrou em cartaz simultaneamente nos cinemas e no circuito cineclubista do país. No circuito comercial, o filme contabilizou 2.389 espectadores, enquanto os cineclubes registraram um público de 11.727. 
Para o diretor de comunicação da UCDF, Pablo Feitosa, um dos principais desafios do cineclubismo é evidenciar os espaços como grandes pontos de exibição: “Enquanto permanecer o pensamento de levar filme só para as salas comerciais, o cinema da região permanecerá sem a projeção que merece”.

O presidente da ABCV, Pedro Lacerda, afirma que os cineclubes podem ter um importante papel na distribuição de filmes. Mas, para isso, devem estar articulados com o setor produtivo. “O cineasta tem um empenho enorme em produzir um filme. Após esse processo, ele tem de ter um retorno palpável sobre a exibição, como uma estatística de público”, afirma. A Ancine não contabiliza dados de exibições em circuitos alternativos. “À medida que aumentamos oficialmente o público, aumentamos a nossa possibilidade de ter fomento para novas produções”, explica Lacerda.

#PelosDireitosDoPúblico

#PelosDireitosDoPúblico

A multiplicação de público para o audiovisual é um dos principais objetivos dos cineclubes. Mas, não raro, os envolvidos com os constantes debates transformam-se em produtores. É o que vem acontecendo com os integrantes do cineclube Jiló na Guela, há dois anos em atividade no Balaio Café, na 201 norte. Os exibidores filmam depoimentos de cineastas convidados do cineclube para um projeto sobre cineclubismo – entre eles, o documentarista Silvio Tendler – e iniciaram a produção de um documentário sobre o técnico-afinador de pianos Rogério Resende, fundador da Casa do Piano, no Núcleo Bandeirante. “O cineclube é uma escola. Quanto mais você vê os filmes, mais vai buscando conhecimento e fomentando a vontade de tornar o cinema mais do que um hobby. Foi natural começar a querer produzir”, conta Vitor Sarno, um dos seis integrantes do grupo. E, desde a estreia, o cineclube tem o diferencial de exibir apenas documentários. “Sempre achei o formato do documentário uma ferramenta interessante pra qualificar debates”, explica Thomas Patriota, um dos defensores da diretriz do espaço.

O debate aprofundado é buscado pelos integrantes do Cinebeijoca, no auditório do Memorial Darcy Ribeiro, na UnB. O professor de filosofia política e idealizador do cineclube, Alex Calheiros, esclarece que o cineclube foi aprovado como um projeto de extensão do curso universitário. “Além dos filmes, discutimos textos relacionados às obras e editamos uma revista especializada”, conta Alex. Parte dos sete estudantes da UnB envolvidos diretamente com a programação do cineclube começou a aprofundar o estudo do cinema por meio de projetos de mestrado.

#ObervaCine

#ObervaCine

A estratégia de adotar o cineclube como uma extensão também foi adotada pelo Cinefagia – Fome de Cinema, um dos poucos cineclubes que tem à disposição uma sala de cinema, localizada na unidade da 613/614 Sul do Instituto de Educação Superior de Brasília (Iesb). Ali, o debate costuma ir além da discussão pós-exibição. Estudantes que frequentam o cineclube costumam se revezar na elaboração de críticas dos filmes. “A disciplina está para além da sala de aula. O projeto é importante para o curso criar sua tradição”, afirma a professora de História do Cinema e coordenadora do cineclube, Patrícia Colmenero. Na programação, filmes contemporâneos.

Já os grandes clássicos são o foco de um novo projeto do Cine Brasília: a Cinemateca Livre. “Faremos sessões gratuitas, dedicada a filmes antigos, clássicos do cinema mundial”, explica o programador do espaço, Sérgio Moriconi. O projeto teve início no último mês com as obras de Federico Felini A Doce Vida e 8 e meio. Outra novidade, que teve início em dezembro, é o Cineme-se: filmes e música, que costuma encher o Club 906, no Clube da Asceb (904 Sul). O evento chega a reunir 400 pessoas por sessão. São dois curtas por dia, um do diretor brasiliense convidado, e outro de sugestão do cineasta. Além da exibição, o evento inclui uma balada, conduzida pelos DJs e produtores do evento, acompanhada por projeções de VJs.

Um dos espaços mais consolidados da capital, o Cineclube Bancário funciona há sete anos no Teatro dos Bancários (314/315 Sul). “O cinema é libertador”, resume José Garcia, idealizador do cineclube. “O que fazemos é dar uma ocupação a um espaço centralizado, capaz de beneficiar tanta gente com uma boa reflexão”, defende. No espaço, apenas filmes nacionais.

*Larissa Leite, Revista Encontro Brasília

Original > http://sites.correioweb.com.br/app/noticia/encontro/revista/2014/04/03/interna_revista,1016/assistir-para-refletir.shtml#.Uz7FQzRBkVY.facebook

Cineclubes do MS promoverão em maio Ciclo Pelos Direitos do Público


#DiaDoPúblico. ImagemBase. Pimentel Neto2Resultado da Campanha Mundial Em Defesa Dos Direitos do Público promovida desde 2008 pela FiCC – Federação Internacional de Cineclubes e que no Brasil é organizada pelo CNC – Conselho Nacional de Cineclubes Brasileiros, o movimento cineclubista comemora anualmente no dia 10 de Maio, o Dia do Público.

Nesta data cineclubes e cineclubistas de todo país promovem atividades especiais objetivando fortalecer a divulgação da campanha e da luta permanentemente desenvolvida para que os Direitos do Público previstos na Carta de Tabor sejam respeitados em todo o mundo.

No estado do Mato Grosso do Sul, cinco cineclubes campo-grandenses promoverão dentro do Projeto CineMis uma programação especial de exibições seguidas de debates sobre o tema. Segundo os organizadores, a realização deste ciclo objetiva fortalecer a divulgação e luta Pelos Direitos do Público no estado, especialmente na capital Campo Grande. E simultaneamente propriciar uma maior participação dos cineclubes e cineclubistas sulmatogrossenses na mobilização nacional organizada pelo CNC – Conselho Nacional de Cineclubes.

Os eventos contam ainda com o apoio e parceria do CBC – Congresso Brasileiro de Cinema, do ObservaCine – Observatório Cineclubista Brasileiro e da Revista e Cinemateca Diálogos do Sul. Somos Nós!

nosConfira abaixo a programação de maio do Projeto CineMis – Pelos Direitos do Público.

DIA 12 – Cineclube Aliança Francesa
Filme: “O Amante”(L’Amant) (Jean-Jacques Annaud )
Mediador: Prof Herbert Covre

DIA 13 – Cineclube Cinema e Utopia
Filme: Hannah Arendt (Margarethe Von Trotta)
Mediador: Sebastião Lima

DIA 14: Cineclube Cine Cacos
Filme: Tudo Sobre Minha Mãe (Pedro Almodóvar)
Mediadores: Prof Aparecido Reis (Ciências Sociais/ UFMS) e Izabela Sanches (Acadêmica de Jornalismo / UFMS)

DIA 15: Cineclube Cinema (d)e Horror
Filme: Elefante (Gus Van Sant)
Mediador: Ravel Giordano Paz

DIA 16: Cineclube Transcine
Filme: Clube de compra dalas (Jean-Marc Vallée )
Mediador: Givago Oliveira

Leia também a Carta de Tabor – Pelos Direitos do Público e como participar da Campanha!

13ª Mostra do Filme Livre em Brasília


13ª Mostra do Filme Livre em BrasíliaEvento com 238 filmes de graça acontece desde o último dia 9.
Programação conta com debates, oficinas de vídeos e premiações

Termina neste domingo (27) a 13ª edição da Mostra do Filme Livre (MFL), no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB) de Brasília. Ao todo, serão exibidos 238 filmes, entre curtas e longas. A entrada é franca, mediante retirada de senha com uma hora de antecedência.Além de exibir os filmes, a programação previa debates, oficinas de vídeo e outras ações relacionadas à produção cinematográfica.

Nesta edição, o evento faz uma homenagem à cineasta Ana Carolina, que produziu obras como “Mar de Rosas”, “Sonho de Valsa” e “Das Tripas Coração”. O último trabalho foi tema de debate com o público no domingo anterior, com presença da própria artista e do crítico de cinema Sergio Bazi.

A mostra é realizada desde 2002 e acontece também no Rio de Janeiro e em São Paulo. Criado e organizada por Guilherme Whitaker, o evento tem curadoria de Marcelo Ikeda, Chico Serra, Christian Caselli, Gabriel Senna, Manu Sobral, Dácio Pinheiro, Carlos Eduardo Magalhães e do próprio Whitaker.

Dos 238 filmes em exibição, 198 foram selecionados pelos curadores, a partir de 1.060 inscrições. As outras atrações são produções cinematográficas de artistas convidados.

A expectativa da organização é receber 10 mil pessoas até este domingo. Nas 12 edições anteriores, 47 mil assistiram aos mais de 2.800 filmes exibidos. “Cada vez mais pessoas fazem mais filmes por todo o Brasil. Tal produção muitas vezes enfrenta dificuldades para chegar ao grande público e a MFL busca chamar atenção para estes filmes e seus realizadores, que muitas vezes fazem seus filmes sem nenhum tipo de apoio público”, afirma Whitaker.

Premiação e sessões especiais

mostra-do-filme-livre-640x336Outra atração da mostra foi o “Troféu Filme Livre!”. Os vencedores são convidados a participar da mostra no Rio de Janeiro e a conversarem com o público. Na edição de 2014, foram premiados os longas “Amor, Plástico e Barulho”, de Renata Pinheiro (PE), e “O Sol nos Meus Olhos”, de Flora Dias e Juruna Mallon (RJ).

Receberam o troféu também os curtas “A Eleição é uma Festa”, de Fábio Rogério (SE), “Camila Agora”, de Adriel Nizer (PR), “Em Trânsito”, de Marcelo Pedroso (PE), “No Interior da Minha Mãe”, de Lucas Sá (MA), “Relatório #1”, de Ricardo Mendonça (RJ), “Trans-Lucidx”, de Tamíris Spinelli (PR), e “Malha”, de Paulo Roberto (PB).

A programação tinha ainda sessões especiais. Para esta edição, a organização destinou os filmes “Orlando, ou O Impulso de Acompanhar Pássaros até o Fim do Mundo”, de Alexandre Rudáh, e o documentário “Cidade de Deus – 10 Anos Depois”.

Sessões com filmes raros, como “O Santo e a Vedete”, de Luiz Rosemberg Filho – comédia erótica censurada nos anos 1970, “Paixão e Virtude”, de Ricardo Miranda, “Poder dos Afetos” e “Feio, Eu?”, de Helena Ignez, e “O Tempo do Corte” e “Jimi Hendrix e a Fonoaudiologia”, de Fábio Carvalho, foram outras atrações.

As produções do Distrito Federal também têm espaço na mostra. Na primeira semana, nove curtas feitos na capital foram vistos, sendo quatro inéditos: “Fogo no Cerrado”, de Jimmy Christian, “Catracaço de Aniversário”, do Coletivo MPL-DF, “Duplo”, de Raquel Piantino, e “Monogamia”, de Tatiana Bevilaqua.

Debate
O público pôde ainda participar do debate “Regionalização das Políticas Audiovisuais”, no cinema do CCBB. A pauta de discussão foi sobre a lei de criação do Fundo Setorial de Audiovisual, que prevê que 30% dos recursos devem ser destinados a projetos das regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste.

O debate contou com  a presença do presidente da Associação Brasileira de Documentaristas (ABD-Nacional), André Leão, do representante da Secretaria do Audiovisual do Ministério da Cultura Leonardo Barbosa, e do articulador da Rede de Inovação Audiovisual (RiAV) e coordenador do Colegiado de Audiovisual do DF, Adriano de Angelis.

Outras atrações
A “Cabine Livre” é uma atração da mostra na qual são exibidos em “loop” vídeos de arte e filmes de linguagem mais experimental. O objetivo é oferecer ao público trabalhos que fogem do padrão das salas de cinema.

O evento também traz performances inspiradas nas obras dos artistas Hélio Oiticica e Flávio Carvalho. Um personagem perambula pela cidade à noite projetando em sua roupa filmes abstratos e vinhetas da mostra.

Retrospectiva Karim Aïnouz na Cinemateca Brasileira


Karim AïnouzO brasileiro é um dos mais importantes cineastas contemporâneos e realizou filmes como “Madame Satã” e “Praia do futuro”

A Cinemateca Brasileira, em São Paulo, apresenta, até o mês de maio, filmes de um dos mais importantes cineastas contemporâneos, Karim Aïnouz. Com uma filmografia iniciada em 1993, com o curta-metragem “Seams”, sua estreia na direção de longas-metragens foi com “Madame Satã”, um dos filmes mais impactantes dos anos 2000. Interpretado por Lázaro Ramos, o filme traz um protagonista em busca de transformação, a sexualidade como um pulso vital e um trabalho de grande beleza plástica – características que têm permeado seus filmes seguintes.

“O céu de Suely”, seu segundo longa-metragem, estreou no Festival de Veneza, obtendo recepção calorosa. No Brasil, recebeu os prêmios de Melhor filme, diretor e atriz para Hermila Guedes, no Festival do Rio de 2006. Com excelente fotografia de Walter Carvalho, “O céu de Suely” trabalha a paisagem do sertão de maneira original, incorporando-a à psicologia de sua personagem, que vive um eterno desejo de trânsito e reinvenção.

Em parceria com Marcelo Gomes, Karim realiza em seguida “Viajo porque preciso, volto porque te amo”.  Todo filmado a partir de uma câmera subjetiva, o filme reúne imagens documentais colhidas pelos diretores nos anos 1990, articuladas a uma narrativa ficcional contada em primeira pessoa pela voz do protagonista, interpretado por Irandhir Santos. Excelente exercício de montagem, foi premiado em diversos festivais brasileiros e internacionais, entre os quais o Festival do Rio de 2009 (Melhor direção e fotografia).

Inspirado na canção “Olhos nos olhos”, de Chico Buarque, Karim filma “O abismo prateado”, um longa de coração partido, numa bela parceria com Alessandra Negrini. O filme teve sua estreia no Festival de Cinema de Cannes na mostra Quinzena dos Realizadores em 2011.

Além dos longas, a mostra destaca outros trabalhos de Karim, como “Rifa-me”, curta-metragem inspirado num cordel e que deu origem a “O céu de Suely”; “Paixão nacional”, filme que encontra ecos em seu novo longa, “Praia do futuro”; e “Seams”, curta documental onde entrevista suas cinco tias e que marcou sua estreia como diretor.

Também excelente diretor de atores, seus filmes trazem marcantes atuações de seu elenco – como Lázaro Ramos e Marcélia Cartaxo, em “Madame Satã”; Hermila Guedes e João Miguel, em “O céu de Suely”; Irandhir Santos, em “Viajo porque preciso, volto porque te amo”; e Alessandra Negrini, em “O abismo prateado”. A eles, juntam-se Wagner Moura, Clemens Schick e Jesuíta Barbosa, em “Praia do futuro”, novo filme de Karim Aïnouz com estreia marcada para o dia 15 de maio.

Programação

Cinemateca BrasileiraSexta, 18 de abril
18h Seams | Sonneanallee | Rifa-me
20h Madame Satã

Sábado, 19 de abril
19h Hic Habitat Felicitas | Paixão Nacional
21h O Céu De Suely

Domingo, 20 de abril
18h Viajo Porque Preciso, Volto Porque Te Amo
20h O Abismo Prateado

Quinta, 24 de abril
20h Viajo Porque Preciso, Volto Porque Te Amo

Sexta, 25 de abril
20h O Abismo Prateado

Sábado, 26 de abril
17h Madame Satã
19h Hic Habitat Felicitas | Paixão Nacional

Domingo, 27 de abril
18h  Seams | Sonnenallee | Rifa-Me
20h O Céu De Suely

Quinta, 01 de maio
20h O Abismo Prateado

Sexta, 02 de maio
20h O Céu De Suely

Sábado, 03 de maio
19h Hic Habitat Felicitas | Paixão Nacional
21h Viajo Porque Preciso, Volto Porque Te Amo

Domingo, 04 de maio
18h Seams | Sonnenallee | Rifa-Me
20h Madame Satã

Fonte: 
Ministério da Cultura

Dedicarán a Gabo el 36 Festival Internacional de Cine de La Habana


Festival de Havana GaboEl 36 Festival Internacional del Nuevo Cine Latinoamericano de La Habana estará dedicado este año al recién fallecido escritor colombiano Gabriel García Márquez, quien fuera un apasionado del séptimo arte, informaron hoy los organizadores del certamen.

El director de la Casa del Festival, Iván Giroud, indicó que la decisión fue comunicada previamente a la viuda del novelista, Mercedes Barcha, y a sus hijos Rodrigo y Gonzalo García.

Giroud recordó a García Márquez y al intelectual cubano Alfredo Guevara, fallecido en 2013, y dijo que ambos “están muy unidos en la vida y en la historia del Nuevo Cine Latinoamericano, ambos fueron quizás sus dos más sólidas columnas”.

Dedicarán-a-García-Márquez-el-36-Festival-Internacional-de-Cine-de-La-HabanaDurante la presentación del libro “Homenaje a Alfredo Guevara”, el directivo del Festival consideró imposible homenajear a una de las figuras promotoras del cine latinoamericano sin resaltar “el papel descomunal” que García Márquez jugó en esa empresa fundacional, “en pos de un cine si no mejor, al menos diferente”.

García Márquez era un gran amante del cine, en el que participó como guionista de cintas como “El gallo de oro” (1964) y “Tiempo de morir”, entre otras, y fue también asistente de dirección y hasta actor, con un pequeño papel en la película “En este pueblo no hay ladrones”, dirigida por Alberto Isaac, en 1965.

El insigne escritor fue jurado del Festival de Cannes en 1982 y en 1985 creó la Fundación del Nuevo Cine Latinoamericano, con sede en La Habana, que presidió hasta su muerte.

García Márquez dijo en su día que la Fundación tendría la misión fundamental de “unificar” el nuevo cine latinoamericano y su “fomento”, pero también fue la entidad patrocinadora de la Escuela Internacional de Cine y Televisión (EICTV), instalada en 1986 en la localidad habanera de San Antonio de los Baños.

En ese proyecto académico, el autor de “Cien años de soledad”, su novela cumbre, mantuvo hasta el año 2009 un espacio en el que por dos semanas era el profesor de estudiantes con los que elaboraba la estructura dramática, discutía la idea, trabajaba la sinopsis, el argumento y los personajes de futuros guiones.

CINE PE – Festival do Audiovisual


cine PE 2014A edição 2014 do Cine PE – Festival Audiovisual, que começa neste sábado (26) e vai até o dia 2 de maio, em Olinda (PE), traz novidades na programação. A competição será dividida em quatro segmentos, sendo dois deles abertos a produções internacionais. Ao todo, serão exibidos 27 filmes na programação do evento – 22 deles, brasileiros.

Os longas nacionais “O mercado de notícias”, de Jorge Furtado e “Corbiniano”, de Cezar Maia, estarão entre os filmes exibidos na Mostra Doc Internacional. A Mostra PE, apenas de curtas pernambucanos, programou seis filmes, e sete outros curtas-metragens de todo o Brasil serão exibidos na Mostra Curta Brasil. Na Mostra Competitiva de Longas-metragens de Ficção, há quatro brasileiros: “Mundo deserto de almas negras”, de Ruy Veridiano; “O menino no espelho”, de Guilherme Fiuza Zenha; “Romance policial”, de Jorge Durán; e “Muitos homens num só”, de Mini Kerti. O longa-metragem “Getúlio”, de João Jardim, será exibido fora de competição, em sessão especial. A programação completa do festival pode ser consultada no site do evento.

Premiação

O prêmio oficial do Cine PE, o Troféu Calunga, será entregue a cada um dos vencedores, escolhidos pelos júris técnico e popular. Os realizadores também concorrem a prêmios concedidos por associações, empresas parceiras e pela Federação Pernambucana de Cineclubes – FEPEC. Na cerimônia de encerramento do festival, além da premiação dos vencedores das mostras competitivas, também está prevista a realização de homenagens – nesta edição, os homenageados serão a atriz Laura Cardoso, com mais de 60 anos de carreira; o ator José Wilker, falecido no início deste mês; e o longa-metragem “Deus e o Diabo na Terra do Sol” (1964), do cineasta Glauber Rocha.

Seminários e oficinas

O Cine PE também prevê a realização de seminários sobre cultura e audiovisual, e também de oficinas de formação, até o mês de dezembro. A programação dos seminários e das oficinas será divulgada ao longo da semana de realização do festival. Os ingressos para as mostras competitivas variam entre R$ 5 (meia entrada) e R$ 10 (inteira). Atividades paralelas, como as entrevistas coletivas, têm entrada franca, e para a Mostrinha o acesso é somente para alunos da rede pública de ensino.

Fonte: 

Agência Nacional do Cinema

Inscrições abertas para o Edital Natura Musical


cultura é a mãe

naturamusicalNatura disponibilizará R$ 6,4 milhões de reais para projetos de música.

O programa de patrocínio da Natura, criado em 2005, tornou-se um importante incentivo ao cenário musical nacional, apoiando projetos de todos os formatos: de lançamento de trabalhos de novos artistas a nomes consagrados, de relevantes trabalhos de pesquisa a projetos de conteúdo em novos formatos.

É apaixonado por música e tem um projeto que representa a música brasileira e sua diversidade? Aproveite, o espaço está aberto para iniciativas comreconhecida excelência artística e relevância cultural.

A escolha dos projetos patrocinados será feita a partir da avaliação de uma consultoria especializada e por uma comissão técnica independente, que recomendará os melhores projetos para a escolha final da Natura. A análise dos projetos considera critérios como adequação ao Natura Musical, visibilidade, relevância, excelência, inovação, potencial de mobilização, democratização do acesso, abrangência, viabilidade e custo benefício.

Todos os detalhes sobre prazos, processo e critérios, estão disponíveis nos regulamentos dos Editais.

– Edital Nacional

De…

Ver o post original 20 mais palavras

Índios, Memória de Uma CPI, de Hermano Penna


Índios, Memória de Uma CPINeste 19 de abril, o ObservaCine compartilha este documentário do amigo, cineasta e cineclubista, Hermano Penna.

O filme “Índios, memória de uma CPI” é um média metragem de 32 minutos de duração que utiliza o material cinematográfico que documentou a histórica Comissão Parlamentar de Inquérito, realizada pela Câmara dos Deputados em 1968 e que investigou a situação dos povos indígenas.

A CPI do Índio, como na ocasião ficou conhecida essa iniciativa da Câmara Federal, foi a primeira Comissão de Inquérito (CPI) que saiu do prédio do Congresso para fazer suas investigações in loco. Inicialmente foram pensadas cinco viagens para regiões onde mais se agudizavam os conflitos entre índios e as frentes pioneiras.

Confira:

Índios, Memória de Uma CPI

Fala o diretor:

hermano pennaFui convidado por Olympio Serra, o antropólogo assessor da CPI, para documentar as viagens dos deputados. Contando com a colaboração direta da Universidade de Brasília, com uma câmera Arri/16, do Hospital Distrital de Brasília e um Nagra do Smithoniam Institute, eu, fotografando e dirigindo, e Fernando Almeida, fazendo o som, filmamos as duas viagens que a CPI conseguiu realizar até o fatídico dia de 13 de dezembro de 1968, dia do AI-5.

Na primeira viagem, aos estados do Pará, Goiás e Maranhão, contamos com a presença de Maurice Capovilla, que na época colaborava na reestruturação do Departamento de Cinema da Universidade de Brasília, e muito auxiliou nas primeiras filmagens do documentário.

A CPI foi interrompida pelo AI-5, vários dos seus membros foram cassados, inclusive o seu relator o Dep. Marcos Kertzmann, e não concluiu os seus trabalhos.

O filme também sofreu as consequências da brutalidade política: os negativos e o som me foram tomados. Estava adiada a primeira tentativa do cinema brasileiro em colocar a questão do índio como problema social e político, antes toda a cinematografia indígena era etnográfica. Anos mais tarde viria o pioneiro “Terra dos Índios” de Zelito Viana, “Uirá” de Gustavo Dahll e mais tarde o “Mato Eles” de Sérgio Bianchi.

Ficou adiada também, a minha estreia num filme de fatura semi profissional.

Anos se passaram e nunca aceitei a violência política de que fomos vítimas.

Finalmente consegui, quinze anos depois, reaver os originais de imagem e som de forma rocambolesca, mas isso já é outro filme.

A colaboração da TV CÂMARA foi determinante na finalização do filme, em 1998, ano em que a Camapanha da Fraternidade tem a questão indígena como tema. E, que esse filme participe da continuada, diária, luta contra o preconceito e pelo respeito às diferenças étnicas.

* Hermano Penna, um cearense meio baiano, meio paulista. Brasileiro. Bom amigo e conselheiro. Cineasta e Cineclubista. Assim é Hermano Penna. Mi Hermano. Gente da melhor qualidade. De coração e alma grande. Militante e comprometido com muitas causas. Ambientais, culturais e políticas. Documentarista da melhor qualidade. Amigo dos índios.

Escola Livre de Cinema de Santo André é desalojada


Continua o embate entre Prefeitura e Escolas Livres de Santo André

ELCV Santo AndréNo final de 2013, a crise na ELT (Escola Livre de Teatro), que envolvia atrasos nos pagamentos de professores e dificuldades em dialogar com a Secretaria Municipal de Cultura, ganhou visibilidade. Paralelamente a isso, outra crise era deflagrada: a ELCV (Escola Livre de Cinema e Vídeo) enfrentava ameaças de desalojamento. Na época, a coordenação da escola negociou com a Secretaria de Cultura e o combinado foi que a ELCV permaneceria em sua sede, na Chácara Pignatari. Não foi o que aconteceu.

Na quarta-feira (16/04), a mando do Departamento de Cultura de Santo André, dois caminhões retiraram da ELCV todos os móveis, livros, equipamentos, DVDs, e transferiram os objetos para o prédio da Secretaria de Cultura e Turismo, no Paço Municipal. O ato aconteceu sem que a coordenação da escola tivesse conhecimento. Não foi negociado e nem informado a professores e alunos.

Na verdade, ficaria difícil informar os professores, já que a ELCV está sem nenhum. Os docentes não foram contratados e até agora os alunos continuam sem aulas. A previsão é que as atividades sejam retomadas por volta do dia 28 deste mês. 

O desalojamento aconteceu durante o processo seletivo dos novos alunos, no qual mais de 500 pessoas se candidataram as 50 vagas disponíveis.

“Além do absurdo que é a sensação de descaso e desrespeito, fica a impressão de que tudo foi feito na surdina. Não sabia que isso ia acontecer, não era esse o combinado. Sinto-me extremamante frustrado”, afirmou o diretor Milton Biscaro, que está à frente da escola há mais de dez anos, desde a primeira turma. 

Na tarde desta quinta-feira (17/04), depois de uma reunião com Silvia Costa, diretora do Departamento de Cultura de Santo André, Milton Biscaro entregou o cargo. “Não tenho mais o perfil para esse cargo. Sobrevivi ao Aidan, passei pelo Celso Daniel e nunca pensei que fosse lidar com tanto descaso e incompetência agora”, disse, ao comparar as últimas gestões administrativas da cidade.

Não há verbas para reforma do prédio 
Questionada sobre a mudança de planos para a ELCV, Silvia Costa afirmou que a medida é meramente administrativa e que alunos e professores estavam em recesso e por isso não foram avisados. “A ELCV estava em um espaço que necessita  de intervenções físicas emergenciais e estruturais. Neste momento não temos orçamento para tais intervenções”, disse, ao acrescentar que o prédio da secretaria foi reformado recentemente e pode acomodar a escola.

A ELCV é uma escola de cinema que trabalha com recursos digitais e com produções de baixo orçamento. O trabalho  é voltado para uma vivência prática e artística da linguagem cinematográfica por meio de um cronograma pedagógico que oferece visões diferenciadas e, ao mesmo tempo, acessíveis à comunidade por ser uma escola de alto nível e gratuita. “Em relação aos equipamentos, a escola sempre foi muito limitada, nunca tivemos muitos recursos para fazer cinema. Nossa maior grandeza é o material humano, as pessoas. E se não têm respeito pelos professores, não têm respeito pela cultura”, disse o ex-diretor da escola.

Original em http://www.abcdmaior.com.br/noticia_exibir.php?noticia=58557

Prá Sempre Charlie…


Genial artista, Sir Charles Spencer Chaplin, mais conhecido como Chalie Chaplin nasceu em 16 de abril de 1889.

Chalie Chaplin.

Chalie Chaplin.

Chaplin foi  ator, diretor, produtor, humorista, empresário, escritor, comediante, dançarino,roteirista e músico britânico. Chaplin foi um dos atores mais famosos da era do cinema mudo, notabilizado pelo uso de mímica e da comédia pastelão.

É bastante conhecido pelos seus filmes O ImigranteO GarotoEm Busca do Ouro (este considerado por ele seu melhor filme), O CircoLuzes da CidadeTempos ModernosO Grande DitadorLuzes da RibaltaUm Rei em Nova Iorque e A Condessa de Hong Kong.

CharlieChaplin03

Cena de Tempos Modernos

Influenciado pelo trabalho dos antecessores – o comediante francês Max Linder, Georges Méliès, D. W. Griffith Luís e Auguste Lumière – e compartilhando o trabalho com Douglas Fairbanks e Mary Pickford, foi influenciado pela mímica, pantomima e o gênero pastelão e influenciou uma enorme equipe de comediantes e cineastas como Federico Fellini, Os Três Patetas, Peter Sellers, Milton Berle, Marcel Marceau, Jacques Tati, Rowan Atkinson, Johnny Depp, Michael Jackson, Harold Lloyd, Buster Keatone outros diretores e comediantes. É considerado por alguns críticos o maior artista cinematográfico de todos os tempos, e um dos “pais do cinema”, junto com os Irmãos Lumière, Georges Méliès e D.W. Griffith.

Charlie Chaplin atuou, dirigiu, escreveu, produziu e financiou seus próprios filmes, sendo fortemente influenciado por um antecessor, o comediante francês Max Linder, a quem dedicou um de seus filmes. Sua carreira no ramo do entretenimento durou mais de 75 anos, desde suas primeiras atuações quando ainda era criança nos teatros do Reino Unido durante a Era Vitorianaquase até sua morte aos 88 anos de idade. Sua vida pública e privada abrangia adulação e controvérsia. Juntamente com Mary Pickford, Douglas Fairbanks e D. W. Griffith, Chaplin fundou a United Artists em 1919.

Seu principal e mais famoso personagem foi The Tramp, conhecido como Charlot na Europa e igualmente conhecido comoCarlitos ou “O Vagabundo” no Brasil. Consiste em um andarilho pobretão que possui todas as maneiras refinadas e a dignidade de um cavalheiro (gentleman), usando um fraque preto esgarçado, calças e sapatos desgastados e mais largos que o seu número, um chapéu-coco ou cartola, uma bengala de bambu e – sua marca pessoal – um pequeno bigode-de-broxa.

Foi também um talentoso jogador de xadrez e chegou a enfrentar o campeão estadunidense Samuel Reshevsky.

Cena de O garoto

Cena de O garoto

Em 2008, em uma resenha do livro Chaplin: A Life, Martin Sieff escreve: “Chaplin não foi apenas ‘grande’, ele foi gigantesco. Em 1915, ele estourou um mundo dilacerado pela guerra trazendo o dom da comédia, risos e alívio enquanto ele próprio estava se dividindo ao meio pela Primeira Guerra Mundial. Durante os próximos 25 anos, através da Grande Depressão e da ascensão deHitler, ele permaneceu no emprego. Ele foi maior do que qualquer um. É duvidoso que algum outro indivíduo tenha dado mais entretenimento, prazer e alívio para tantos seres humanos quando eles mais precisavam.”4

Por sua inigualável contribuição ao desenvolvimento da sétima arte, Chaplin é o mais homenageado cineasta de todos os tempos, sendo ainda em vida condecorado pelos governos britânico (Cavaleiro do Império Britânico) e francês (Légion d ‘Honneur), pela Universidade de Oxford (Doutor Honoris Causa) e pela Academia de Artes e Ciências Cinematográficas dos Estados Unidos (Oscar especial pelo conjunto da obra, em 1972).

Assista Tempos Modernos, o favorito do ObservaCine:

Sinopse:

O clássico do genial Charles Chaplin, Tempos modernos, retrata a interligação da vida com um relógio. O tempo marca a vida de operários de uma fábrica onde se desenvolve boa parte da ação.

O filme começa com imagens de um rebanho de ovelhas que, na sequência, são substiuídas pela imagem de um grupo de operários saindo da fábrica. Pela cena inicial, nota-se a pressa em mostrar que a responsabilidade de massificação do proletariado corresponde ao processo de desumanização imposto pela máquina.

Tempos Modernos mostra um patrão em que ao mesmo tempo brinca de quebra-cabeça e lê gibi e paralelamente controla, de sua sala, através de um circuíto fechado de televisão o trabalho de seus empregados.

Em Tempos Modernos, Carlitos é um trabalhador da fábrica, em uma linha de montagem. O seu serviço é ajustar os parafusos a uma velocidade que não consegue nem se coçar, sem que haja quebra no ritmo de trabalho dos companheiros.

Encontro Nacional de Blogueiros e Ativistas Digitais


#RedeLivre #Encontros

B@ú do Pyment@s

ImagemNos dias 16, 17 e 18 de maio, em São Paulo, são aguardados 500 ativistas digitais de todo o país. A organização do encontro disponibilizará hospedagem para os 200 primeiros inscritos de fora da capital paulista e alimentação para os 500 participantes. O evento acontece no Hotel Braston (Rua Martins Fontes, 330 – Centro).

Na sexta-feira, 16 de maio, o Encontro Nacional promoverá um Seminário Internacional que se propõe a dar continuidade aos debates do 1º Encontro Mundial de Blogueiros realizado em outubro de 2011 em Foz do Iguaçu (PR). Seis conferencistas internacionais discutirão mídia, poder e América Latina, seguido de um debate sobre a luta pela democratização da mídia no Brasil.

No sábado, 17 de maio, a proposta é retomar a experiência do primeiro encontro nacional realizado em 2010 por meio das desconferêncas. As atividades iniciam com uma discussão sobre a juventude e a força das novas mídias e será…

Ver o post original 430 mais palavras

2º Festival Internacional de Cinema Ambiental – FINCA


FINCA2º Festival Internacional de Cinema Ambiental – FINCA está com inscrições abertas até o dia 2 de maio para curtas, médias e longas-metragens que tratem de problemas ambientais. O evento, que acontece entre os dias 23 e 30 de julho em Buenos Aires, na Argentina, tem como objetivo a conscientização ambiental.

As inscrições são gratuitas. Podem ser inscritos filmes sem restrição de gênero, desde que tratem de temas como alimentação e produção intensiva, desperdício e contaminação, minas e petróleo, mudanças climáticas e energia renovável. As obras devem ter sido realizadas a partir de 1º de janeiro de 2012 e devem ser legendadas em inglês ou espanhol.

A ficha de inscrição encontra-se no site oficial do festival e pode ser enviada online, juntamente com um link para visualização da obra em sites como Vimeo ou Youtube. Caso o responsável opte pelo envio por via postal, deverá remeter duas cópias do filme em DVD e um CD com três fotos da obra e duas fotos dos diretores em alta qualidade para o endereço que consta no regulamento. Para mais informações sobre o processo de inscrição e o endereço para envio, consulte o regulamento.

Um júri oficial distribuirá prêmios de melhor longa-metragem e de melhor curta ou média-metragem, e menções honrosas. Após o festival, as obras podem ser incluídas em mostras itinerantes sem fins lucrativos. Além das exibições de filmes, o evento também promove mostras de arte, espetáculos e mesas de debates com profissionais e organizações ambientalistas.

Fonte: 

Agência Nacional do Cinema

Mostra Audiovisual de Cambuquira


mosca-9-mostra-audivisual-cambuquira-800-x-491Estão abertas, até 30 de abril, as inscrições para a 9ª Mostra Audiovisual de Cambuquira – MOSCA. O evento acontecerá entre os dias 13 e 17 de agosto na cidade de Cambuquira (MG). Curtas-metragens de ficção, documentário, animação, experimentais, infantis e coletivos podem ser inscritos gratuitamente.

Não há limite de inscrições por realizador. Os filmes devem ter sido concluídos a partir de janeiro de 2013, devem ter limite de duração de 30 minutos e podem ter sido captados em qualquer formato. Para realizar a inscrição do filme, é necessário o envio da ficha de inscrição juntamente com uma cópia em DVD por via postal ou um link privado com senha para o endereços (postal e eletrônico) que constam no regulamento. No momento da inscrição, o responsável deve indicar a classificação indicativa da obra. O Manual da Nova Classificação Indicativa do Ministério da Justiça encontra-se disponível no site do festival, assim como a ficha de inscrição.

A MOSCA 9 tem caráter competitivo e os vencedores serão escolhidos pelo público. O evento é dividido nas mostras Competitiva Brasileira e Infanto-juvenil, e seus respectivos serão concedidos à empresa produtora ou produtor responsável pela inscrição de cada filme vencedor, para que sejam utilizados na próxima produção da equipe. O evento, que acontece desde 2005 no Espaço Cultural Sinhá Prado, apoia a produção audiovisual brasileira e é focada na formação de público crítico.

Além da exibição de filmes brasileiros, a programação conta com mostras paralelas, debates, oficinas e mostras itinerantes. A programação, para um público de todas as idades, tem entrada franca. Os filmes selecionados também serão exibidos no Benedita Cineclube (cineclube regular mantido em Cambuquira), e no projeto Mosca na Escola, sem fins lucrativos.

A lista dos selecionados estará disponível no site da MOSCA a partir de 20 de junho. Para mais informações, acesse o site oficial da9ª Mostra Audiovisual de Cambuquira – MOSCA.

Fonte:

Agência Nacional do Cinema

Olhares Indígenas


imgaem_1_siteCom o objetivo de aproximar a sociedade curitibana sobre as culturas indígenas do Brasil, a I Mostra Audiovisual – Olhares Indígenas ocorre entre os dias 14 e 19 de abril em diversos espaços culturais da capital paranaense, com o intuito de pluralizar o acesso e a divulgação de 16 filmes produzidos em diversas regiões do país e com entrada gratuita em todas as exibições.

Além dos filmes em formato, longa e curta-metragem, o evento recebe ainda palestras e apresentações culturais. A Mostra ocorre paralelamente ao Abril Indígena, evento nacional em alusão ao Dia do índio, que ocorre no dia 19 com uma programação especial na Cinemateca. Além dos eventos nas outras regiões do país, em Curitiba, pela primeira vez a capital paranaense recebe nove estreias sobre a temática indígena. E vale ressaltar que todas as películas foram premiadas nos principais festivais nacionais e internacionais.

Como parte das comemorações, a Articulação dos Povos Indígenas da Região Sul – ARPIN SUL, realizadora da I Mostra Audiovisual – Olhares Indígenas, promove O bate-papo com o cineasta e secretario executivo da ONG Vídeo nas Aldeias,Vincent Carelli. Reconhecido e premiado internacionalmente pelos filmes dirigidos por ele ao longo de quase trinta anos na divulgação das culturas indígenas.

A I Mostra Audiovisual – Olhares Indígenas é realizada com o apoio e parceria das produtoras Vídeo Nas Aldeias, Pajé Filmes, Filmes de Quintal, Vitrine Filmes e Movimentto Marketing Produções. E os respectivos órgãos, Prefeitura Municipal de Curitiba, Fundação Cultural de Curitiba, Secretaria de Estado da Cultura do Paraná, Cinemateca de Curitiba e Biblioteca Pública do Paraná.

Confira AQUI a Programação Completa.

Parlamento Europeu também aprova neutralidade da rede


B@ú do Pyment@s

Felipe Bianchi*

Pilar fundamental da liberdade na redePilar fundamental da liberdade na rede

Após o Marco Civil da Internet ser aprovado pela Câmara dos Deputados no Brasil, foi a vez da Europa reafirmar a necessidade de garantir o princípio da neutralidade da rede.

Em votação no Parlamento Europeu, realizada em Bruxelas, na Bélgica, foi decidido que o setor de telecomunicações não poderá dar prioridade diferenciada para determinados tráfegos na Internet. Para sacramentar o tema, o Conselho Europeu deve tomar a decisão final ainda este ano.

O episódio representa mais um duro golpe nos conglomerados privados de telecomunicações, que têm empreendido esforços em todas as partes do mundo para derrubar a neutralidade da rede. O conceito consiste, basicamente, na não-interferência dos proprietários da infra-estrutura da Internet no fluxo de conteúdos que por ela transita. Em outras palavras, o princípio garante os direitos à liberdade de expressão e à privacidade na rede.

As teles europeias devem reagir…

Ver o post original 539 mais palavras