Curta Santos – Festival de Cinema de Santos


104_Capa_NPosicionamento crítico, transformação social e busca pela identidade do audiovisual caiçara. Estas foram as palavras de ordem na abertura do Curta Santos – Festival de Cinema de Santos, que inaugurou sua 11ª edição na noite desta terça-feira (15/out), no Teatro do Sesc Santos.

Após dez anos de existência voltada para o fomento do audiovisual da Baixada Santista, tornando-se referência nacional, o festival inicia sua segunda década com uma proposta essencialmente voltada para o “fazer” cinematográfico. Ao longo de cinco dias de programação totalmente gratuita, mais de 50 filmes serão exibidos, entre curtas-metragens, longas e videoclipes. Oficinas e debates também são parte da grade de atividades.

“Tivemos centenas de filmes que se inscreveram. Nós fizemos a seleção, então, o melhor do cinema brasileiro está aqui. Queremos que as pessoas venham, assistam, debatam. Esse ó nosso principal objetivo: dialogar e provocar”, afirmou o diretor geral do Festival, Ricardo Vasconcellos.

Em sua fala inicial, Ricardo lembrou as incertezas que envolvem a organização de um evento cultural deste porte e as dificuldades superadas ao longo da elaboração do projeto. “É muito difícil não saber se o nosso trabalho acontecerá ou não, por questões de verba. Hoje fazer cultura no nosso país e na nossa região é difícil, por isso queremos trazer a discussão, o pensamento e a identidade para a Baixada Santista”.

Na plateia, entre os presentes, realizadores e produtores culturais da Região, além do Prefeito de Santos, Paulo Alexandre Barbosa, o Secretário de Cultura Raul Christiano e a Deputada Estadual Telma de Souza.

Segundo o diretor artístico do Curta Santos, Junior Brassalotti, a noite de abertura é o momento de convocar o público para a reflexão: “O festival se dá com os filmes na tela do cinema, despertando reações nas pessoas. Hoje é apenas o começo, é uma celebração do audiovisual brasileiro. Mas quem vai dar o tom do festival é o público. Queremos tirar as pessoas do estado de inércia, dar uma chacoalhada, tanto em quem faz, como em quem consome essas obras”, disse.

No palco, ele lembrou alguns nomes que transformaram a cena cultural da região e projetaram-se nacionalmente, como Gilberto Mendes, Patrícia Galvão, Plínio Marcos, Toninho Dantas e Chorão. Outro momento marcante da Cerimônia de Abertura foi a homenagem ao ator Caio Blat, pelo conjunto de sua obra cinematográfica. “Caio Blat é um ator que sabe quem é. Isso é fundamental”, resumiu Brassalotti.

O ator, consagrado em produções como ‘Cama de Gato’, ‘Batismo de Sangue’, ‘O Dia Em Que Meus Pais Saíram de Férias’, ‘Carandiru’ e ‘Bróder’, falou sobre a importância do Festival: “Santos é um polo regional muito forte. Eu sou jovem e vejo nessa homenagem um incentivo para continuar trabalhando e buscando refletir sobre o nosso país e a nossa identidade”, comentou, ao receber o Troféu Cláudio Mamberti.

A abertura contou ainda momentos de surpresa para o público, com artistas falando sobre preconceito e reinvidicando melhores condições para realização de seus projetos. Depois, foi a vez de a própria plateia empunhar o microfone, compartilhando ideias e impressões sobre a cena cultural local e também acerca de outros setores fundamentais, como educação e sociedade. As atrações musicais foram as rappers do grupo Tarja Preta e o DJ Wagner Parra.

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