ABD Nacional lança Carta Aberta


Carta da ABD Nacional para a Sra. Ministra da Cultura, Marta Suplicy e o atual Secretário do Audiovisual, João Batista da Silva

Excelentíssimos Senhores,

ABDn 40 anosAo tempo em que apresentamos nossos votos de consideração e respeito, manifestamos que foi com surpresa que recebemos a notícia, publicada no Diário Oficial da União, sobre as mudanças efetuadas nos quadros da Secretaria do Audiovisual do Ministério da Cultura, a começar pela titularidade da pasta.

Surpresa pelo pouco tempo desde a última mudança, mas também por se tratar de mais uma ocasião na qual o Ministério da Cultura não se comunicou claramente com a sociedade civil, sobretudo conosco do setor audiovisual.

Se, desde o início da gestão da Presidente Dilma, já apontávamos a necessidade de continuidade das políticas públicas implementadas ao longo dos oito anos de governo do Presidente Lula – o que, infelizmente, não ocorreu -, agora nos cabe, mais ainda, apontar o imperativo de um diálogo mais próximo entre o MinC e a sociedade civil e, particularmente, entre a SAv e o setor audiovisual.

Da surpresa à preocupação; esta é a dinâmica que impulsiona esse nosso pronunciamento. Explicamos: recentemente, no dia 07 de outubro de 2013, a Secretaria do Audiovisual publicou seu Relatório de Gestão em boletim eletrônico – http://www.cultura.gov.br/noticias-sav – dando conta de programas e ações passadas, presentes e futuras. Citamos:

Reestruturação do CTAV; reestruturação da Cinemateca, com a implementação do Plano Nacional de Preservação; qualificação do núcleo para gestão dos programas de preservação, fomento a produção, difusão, formação, como: Programa Olhar Brasil; Núcleos de Produção Digital; Programadora Brasil; Central de Acesso ao Cinema Brasileiro; Cine Mais Cultura; e os novos projetos: Programa Ver Brasil; Sistema Brasileiro de Exibição Digital Sem Fins-Lucrativos e o Curso de Dramaturgia. Assim como a continuidade/retomada dos Editais: DocTV Brasil, DocTV Latinoamérica, por exemplo.

Sobre os editais, é de se lamentar o fato das minutas não terem sido apreciadas pelo Comitê Consultivo da SAv. Ou enviadas às entidades, para colaborações. Assim como a não realização de Consultas Públicas ou mesmo Audiências Públicas em busca de cooperações que poderiam evitar imprecisões, entre as quais destacamos:

1. Prazo de apenas 30 dias de inscrição, quando a Lei 8.666/93 exige que qualquer concurso tenha o seu edital publicado na imprensa oficial com antecedência mínima de 45 (quarenta e cinco) dias antes do prazo final para recebimento das propostas;

2. Metodologia de seleção sem previsão de encontro e debate do corpo de jurados ao final do processo;

3. Metodologia que possibilita a concentração regional por meio da seleção de projetos de apenas três das cinco regiões geográficas (caso do edital de curta-metragem) e de apenas duas das cinco regiões geográficas brasileiras (caso do edital de longa Documentário);

4. Redução do valor individual para cada projeto no edital de curta-metragem, a despeito da manutenção do mesmo número de contemplados do edital anterior;

5. A pouca clareza do texto que trata da disponibilização das obras contempladas para a exibição por TVs públicas, pois não determina a partir de quando se daria esse uso, nem a janela de tempo para a veiculação de cada filme, também a quantidade de vezes que poderão reexibir cada filme, entre outras possibilidades de exploração;

6. Os duvidosos critérios que determinaram pontuação extra para um grupo de estados em detrimento de outros, privilegiando unidades da federação com superior índice de IDH, maior produção audiovisual e superior captação de recursos via incentivos fiscais federais do que estados que não foram contemplados com a pontuação extra.

Afora as questões elencadas, salientamos a existência de pautas ABDistas já encaminhadas à SAv, que urgem por continuidade e definições: o projeto Curta em Todas as Telas, os Seminários Regionais ABD 40 Anos e a edição do Livro sobre os 40 anos da ABD.

Por estes motivos, além de clamarmos pela convocação da reunião do Comitê Consultivo da SAv – que ainda não se reuniu em 2013 -, solicitamos audiência com vossa senhoria em uma data existente nas próximas semanas, dado o pouco tempo que a gestão dispõe para implementar as ações que se fazem necessárias para o desenvolvimento do setor.

Com o objetivo e disposição de construirmos conjuntamente as políticas públicas para o cinema e audiovisual do Brasil, nos despedimos no aguardo de um breve retorno.

Cordialmente,
ABD NACIONAL – Associação Brasileira de Documentaristas e Curtametragistas

O estímulo ao conteúdo na Lei do SeAC


Matheus Rodrigues Barcelos*

logo-observatorio1Encontram-se pendentes de julgamento pelo Supremo Tribunal Federal três ações diretas de inconstitucionalidade – ajuizadas pelo Democratas (ADI nº 4.679), pela Associação Brasileira de Radiodifusores – Abra (ADI nº 4.756 ) e pela Associação NEO TV (ADI nº 4.747) – que questionam a constitucionalidade da Lei nº12.485/2011, também conhecida como “Lei do SeAC”, que instituiu um novo e unificado marco regulatório para a TV por assinatura. Dentre os dispositivos de lei questionados pelos requerentes estão aqueles relacionados à promoção do conteúdo audiovisual nacional e independente veiculado nos canais da TV paga.

Embora o conteúdo nacional ocupe grande parte da grade de programação das redes de televisão aberta no Brasil, a situação na TV por assinatura é diametralmente inversa. Dados da Anatel de 2010 indicam que entre os canais de filmes e séries considerados mais importantes para a difusão da cultura, o conteúdo nacional respondia por apenas 1,23% da grade de programação, um número assustadoramente baixo.

tvs-pagaA explicação possivelmente está no fato de que, como em qualquer outro mercado, a possibilidade de fornecimento em escala é fator de diminuição do preço do produto final para cada destinatário individualmente, o mesmo ocorrendo no mercado da comunicação. O conteúdo estrangeiro que hoje é predominante na TV por assinatura brasileira é em verdade um produto global, sendo certo que seu produtor dilui os custos de produção na medida em que distribui o conteúdo mundialmente. É mais barato e seguro, portanto, exibir conteúdo estrangeiro – muitas vezes de aceitação já testada no mundo todo – do que conteúdo nacional e inédito para qualquer audiência.

Mais mercado

Ainda que não existam dados confiáveis acerca da participação da produção independente no volume do conteúdo nacional distribuído, podemos supor que a mesma não é significativa. É que, atualmente, o conteúdo nacional no espectro da TV por assinatura é em grande parte produzido pelas Organizações Globo, deixando pouco espaço para a produção nacional independente.

Adicionalmente, é comum que diferentes empresas, eventualmente de um mesmo grupo, mas atuantes em etapas diferentes do processo produtivo do conteúdo audiovisual (produtoras e empacotadoras, por exemplo) firmem acordos destinados a garantir o fornecimento de programação com caráter exclusivo. Embora a medida seja contratualmente interessante para as partes envolvidas, a mesma tende a excluir do mercado as produtoras independentes.

Os números da TV por assinatura no que diz respeito à penetração dos conteúdos nacional e independente devem ser vistos com seriedade. Ainda que o serviço tenha atualmente baixa penetração no Brasil, a experiência no estrangeiro indica que a TV por assinatura ganhará mercado no país, podendo em breve se equiparar à TV aberta nos níveis de penetração nos domicílios brasileiros e, por consequência, também na importância para a difusão da cultura e informação.

A intervenção regulatória

Em outras palavras, trata-se de um serviço que, se bem regulado, pode servir como alternativa à TV aberta, cujo marco regulatório anacrônico proporcionou a solidificação de um segmento marcado pela concentração de propriedade, clientelismo político e baixa diversidade de opiniões, características incongruentes com o que se espera de um modelo de comunicação social verdadeiramente plural e democrático.

Torna-se necessária, portanto, a atuação regulatória do Estado para fazer valer na TV por assinatura o disposto no artigo 221, II, da Constituição Federal, que estabelece como princípios orientadores da comunicação social a promoção da cultura nacional e o estímulo à produção independente.

Não se trata de uma faculdade outorgada pelos constituintes ao Estado. Sempre que o funcionamento desembaraçado do mercado não se mostrar suficiente para criar um cenário propício à satisfação de todos os interesses constitucionalmente protegidos para o setor da comunicação social – dentre os quais o pluralismo e a promoção da cultura nacional e da produção independente –, a intervenção regulatória para correção dos rumos do mercado é uma imposição da Constituição Federal.

Incremento da produção independente

Foi diante desse cenário que a Lei do SeAC estabeleceu determinadas regras tendentes a orientar o funcionamento desejável do mercado, notadamente (i) obrigações positivas de conteúdo; e (ii) regras de fomento à produção de conteúdo nacional independente.

Assim é que o artigo 16 da Lei do SeAC estabelece que, nos canais de espaço qualificado – assim entendidos como aqueles cuja grade de programação seja em sua maior parte composta por conteúdo que não tenha caráter esportivo, religioso, publicitário ou de televendas –, ao menos 3 horas e meia semanais dos conteúdos veiculados no horário nobre deverão ser ocupadas por conteúdo nacional. Desse montante, metade deverá ser ocupada por conteúdo nacional independente.

No que se refere ao fomento, a Lei do SeAC previu modificações na destinação dos recursos do Fundo Setorial do Audiovisual, regulado pela Lei nº 11. 437. O artigo 4º, §3º, II da referida lei passou a prever que pelo menos 10% dos recursos do fundo deverão ser destinados a produtoras brasileiras independentes, cujo conteúdo deverá ser veiculado primeiramente em canais controlados por programadoras brasileiras independentes, canais comunitários ou canais universitários. Trata-se de medida importante para o incremento da produção independente, que normalmente não obtém sucesso na tentativa de se financiar através dos mecanismos normalmente utilizados no setor privado, tais como a publicidade e o patrocínio.

Uma TV plural

Inobstante os questionamentos apresentados em face dos referidos artigos nas ações diretas de inconstitucionalidade que aguardam julgamento no STF, o marco regulatório instituído pela Lei do SeAC representa nada mais do que a utilização dos instrumentos autorizados pela Constituição para conformação de um mercado que sabidamente está funcionando em desacordo com a opção do constituinte para o mercado de comunicação social.

Ao julgar improcedentes as ações diretas de inconstitucionalidade, o Supremo Tribunal Federal estará dando relevante contribuição para a construção de uma TV por assinatura verdadeiramente plural, como exige a Constituição Federal de 1988.

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Matheus Rodrigues Barcelos é mestre em Direito Público pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro

VAI 2: projetos culturais na periferia terão mais incentivos


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O vereador Nabil Bonduki é o autor do projeto.

Em funcionamento desde 2003, o Programa para a Valorização de Iniciativas Culturais (VAI) fomenta a criação artística na periferia da cidade subsidiando os mais diversos tipos de expressão artística: música, cinema, literatura, teatro e artes plásticas.

Nesta quarta (16/10), a Câmara aprovou, o Projeto de Lei (PL) 453/2010, que estende o período pelo qual os coletivos participantes do VAI podem receber recursos do programa. Em dez anos de atuação, o VAI viabilizou a realização de cerca de mil projetos culturais na cidade.

Segundo o autor do projeto, Nabil Bonduki (PT), a mudança é uma solicitação do Conselho Municipal da Juventude e de participantes do VAI. Segundo eles, quando acaba o período de fomento pelo programa, os grupos têm encontrado dificuldades para manter suas atividades.

O texto aprovado divide o projeto em duas mobilidades, o VAI 1 e o VAI 2. O primeiro continuará a atender grupos de jovens de 18 a 29 anos, enquanto o último será destinado a coletivos que já tenham passado pela primeira etapa do programa ou tenham experiência com ações culturais.

Aprovado em segunda votação, o projeto ainda precisa da sanção do prefeito Fernando Haddad.

37ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo


header_mostra_37De 18 a 31 de outubro, acontece em São Paulo a tradicional Mostra Internacional de Cinema. Durante duas semanas, serão exibidos cerca de 350 títulos de variados países e diversas cinematografias em mais de 20 espaços, entre cinemas, espaços culturais e museus espalhados pela capital paulista. A seleção deste ano faz um apanhado do que o cinema contemporâneo mundial está produzindo, além das principais tendências, temáticas, narrativas e estéticas produzidas em todo o mundo.

A 37ª Mostra Internacional de Cinema é composta por cinco seções: Competição Novos Diretores – que exibe títulos de diretores que tenham realizado até dois longas (os mais bem votados pelo público serão vistos pelo Júri Internacional, que escolhe posteriormente os que vão receber o Troféu Bandeira Paulista); Perspectiva Internacional – que apresenta um panorama do recente cinema mundial;Retrospectivas – seção com obras de diretores importantes ou mesmo desconhecidos; Apresentações Especiais – exibição de clássicos ou de filmes de diretores que estão sendo homenageados pela Mostra; Mostra Brasil – títulos brasileiros inéditos em São Paulo.

Maiores informações e a programação completa você encontra AQUI!

NÓIA – Festival Brasileiro de Cinema Universitário 2013


NoiaNÓIA – Festival Brasileiro de Cinema Universitário 2013 está com inscrições abertas até o dia 07 de novembro. Podem se inscrever no evento, gratuitamente, estudantes regularmente matriculados em Faculdades e Universidades (Graduação e Pós-graduação), Institutos Federais de Educação Tecnológica e Escolas de Audiovisual vinculadas a quaisquer órgãos municipais, estaduais ou federais.

Os interessados devem acessar o blog do evento, ler o regulamento e preencher a ficha de inscrição, ambos disponibilizados no blog do Festival. Pela primeira vez, a inscrição de curtas-metragens para o evento será feita de forma completamente online. Serão aceitas para a seleção da Mostra Nacional Competitiva produções realizadas em quaisquer formatos de captação, nas categorias ficção, documentário, animação e experimental. Cada estudante pode realizar sua inscrição com, no máximo, dois trabalhos de temática livre e com duração máxima de 25 minutos. Os trabalhos não precisam ser inéditos e devem ter sido realizados e finalizados entre janeiro de 2012 e outubro de 2013.

O festival acontece entre os dias 16 e 20 de dezembro, das 19h às 21h, na Casa Amarela Eusélio Oliveira, em Fortaleza (CE). O evento tem o objetivo principal de divulgar a produção cinematográfica realizada por universitários de todo o Brasil, possibilitando com isso a troca de conhecimento sobre a realidade das produções audiovisuais de diferentes regiões do país. Além da Mostra de Cinema Universitário, serão realizados workshops e outras atividades ligadas ao audiovisual.

Saiba mais sobre

Circuito Tela Verde


tela verdeO Ministério do Meio Ambiente (MMA) já está recebendo vídeos de todo o Brasil para compor a 5ª Mostra Nacional de Produção Audiovisual Independente – Circuito Tela Verde, previsto para acontecer no primeiro semestre do ano que vem.

O objetivo é divulgar e estimular atividades de educação ambiental, participação e mobilização social por meio da produção independente audiovisual.

O material pode ser encaminhado por escolas, redes de meio ambiente e educação ambiental, estruturas educadoras, sociedade civil organizada, comunidades e produtoras até 14 de novembro.

Os vídeos podem ser curtas, vinhetas, animações e produzidos a partir de filmadoras, câmeras de celular, câmeras digital ou qualquer outro material que capture imagem e som.

Saiba como participar em:

http://www.mma.gov.br/educacao-ambiental/educomunicacao/circuito-tela-verde

Informações MMA

Produtores brasileiros e americanos firmam acordo


producers-guild-of-america-logoProdutores brasileiros estão animados com a assinatura do memorando de entendimento entre o Sindicato Interestadual da Indústria Audiovisual (Sicav) e a Producers Guild of America (PGA), associação sem fins lucrativos que reúne produtores de cinema, televisão e novas mídias dos Estados Unidos.

O acordo foi assinado pela presidenta do Sicav, Sílvia Rabello e o diretor do Comitê Internacional do PGA, Stu Levy. Na avaliação de Sílvia, a parceria vai representar para os produtores brasileiros a oportunidade de trocar conhecimento e tecnologia com os colegas de larga experiência como os americanos. “A gente vai ter a possibilidade de iniciar um intercâmbio com uma associação com quase 6 mil produtores. Eventos importantes com participações em mercados. Acho que vamos ter um belo trabalho pela frente. Com certeza, as coproduções são um grande viés muito importante dessa parceria”, disse à Agência Brasil.

Ela informou que já está em análise a participação de produtores brasileiros, em junho do ano que vem, no Produced By Conference. “É um evento importantíssimo, que a associação faz em Los Angeles [Estados Unidos], onde vai gente de peso do cinema americano para fazer palestras e apresentar tecnologia e novas formas de produção”, disse.

Para o produtor e um dos diretores do Festival do Rio, Marcos Didonet, o acordo é um salto produtivo. Ele explicou que até agora o sindicato era visto apenas como um local onde o produtor podia ter uma defesa jurídica, mas com o memorando a representação da categoria entrou na produção, com perspectivas de coprodução e de contatos com produtoras do mundo inteiro com possibilidade de financiamento. “Coloca o sindicato em outro patamar na relação com o associado. Muitas vezes o produtor está muito isolado no seu projeto. Com o sindicato fazendo esse tipo de coisa, acaba tendo a segurança de que a empresa dele faz parte de uma indústria que vai crescer com certeza”, disse em entrevista à Agência Brasil.

A produtora Gláucia Camargos avaliou que foi aberta uma porta. Ela explicou que, com as fusões das grandes corporações que ocorrem atualmente no mundo, os produtores americanos independentes também ficam, de alguma forma, com mais dificuldade de acessar o mercado em termos de financiamento para as suas produções. “Acho que isso democratiza de certa maneira as relações entre produtores brasileiros e americanos. Cabe a nós, juntos, formatarmos projetos que interessem aos mercados. Na verdade, quem vende um filme não é o produtor, mas o projeto. Se a gente conseguir formatar projetos interessantes, dentro dessa realidade, tem tudo para dar muito certo”, declarou.

O produtor americano Stu Levy disse que era a primeira viagem dele ao Brasil e estava muito bem impressionado. Destacou que o setor de audiovisual é significativo para a economia das Américas. Levy revelou que os membros da associação estão interessados em aprender sobre o Brasil e sobre o trabalho que é feito no país. “Produtores americanos e brasileiros se reuniram para discutir ideias a fim de se tornarem parceiros em projetos conjuntos. Estou muito orgulhoso de estar aqui e assinar este acordo com Silvia, que espero inicie uma produtiva relação no futuro”, ressaltou.

O presidente do Centro Latino-Americano de Treinamento e Assessoria Audiovisual, Steve Solot, informou que o acordo é pioneiro na América Latina e as negociações começaram, em maio, no Festival de Cannes, na França. “Este é um dia importante. Gostaríamos de agradecer a possibilidade de fazer a assinatura dentro do contexto do Festival do Rio”, disse.

Videoconferência sobre Vale Cultura e Editais de Fomento


minc_1A Secretaria de Cidadania e Diversidade Cultural (SCDC), a Secretaria de Fomento e Incentivo à Cultura (SEFIC) e a Secretaria Executiva do Ministério da Cultura convidam Pontos de Cultura, Cineclubes e Colegiados de Culturas Populares e Indígenas para participar da videoconferência sobre as ações de fomento do MinC, com ênfase no edital da Copa 2014.

O encontro será realizado no dia 18 de outubro, das 10h às 12h30, com a presença da secretária Márcia Rollemberg e do secretário Henilton Menezes. Toda a transmissão das videoconferências será realizada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), sendo replicado nas sedes em 25 estados do país.

Aproveitando a ocasião, no período da tarde, das 14h às 17h, o Ministério da Cultura dará continuidade às atividades, realizando atendimento específico sobre os Editais de Fomento do MinC com representantes da Palmares, da Secretaria Executiva e vinculadas responsáveis por editais em pauta. O objetivo principal da videoconferência visa atender uma demanda solicitada pelos Pontos de Cultura e Cineclubes sobre a possibilidade de inclusão desses segmentos no Vale Cultura, além de dialogar sobre o Edital da Copa 2014, incluindo a participação dos Pontos de Cultura no grupo H – Circuito Cultura Viva.

Curta Santos – Festival de Cinema de Santos


104_Capa_NPosicionamento crítico, transformação social e busca pela identidade do audiovisual caiçara. Estas foram as palavras de ordem na abertura do Curta Santos – Festival de Cinema de Santos, que inaugurou sua 11ª edição na noite desta terça-feira (15/out), no Teatro do Sesc Santos.

Após dez anos de existência voltada para o fomento do audiovisual da Baixada Santista, tornando-se referência nacional, o festival inicia sua segunda década com uma proposta essencialmente voltada para o “fazer” cinematográfico. Ao longo de cinco dias de programação totalmente gratuita, mais de 50 filmes serão exibidos, entre curtas-metragens, longas e videoclipes. Oficinas e debates também são parte da grade de atividades.

“Tivemos centenas de filmes que se inscreveram. Nós fizemos a seleção, então, o melhor do cinema brasileiro está aqui. Queremos que as pessoas venham, assistam, debatam. Esse ó nosso principal objetivo: dialogar e provocar”, afirmou o diretor geral do Festival, Ricardo Vasconcellos.

Em sua fala inicial, Ricardo lembrou as incertezas que envolvem a organização de um evento cultural deste porte e as dificuldades superadas ao longo da elaboração do projeto. “É muito difícil não saber se o nosso trabalho acontecerá ou não, por questões de verba. Hoje fazer cultura no nosso país e na nossa região é difícil, por isso queremos trazer a discussão, o pensamento e a identidade para a Baixada Santista”.

Na plateia, entre os presentes, realizadores e produtores culturais da Região, além do Prefeito de Santos, Paulo Alexandre Barbosa, o Secretário de Cultura Raul Christiano e a Deputada Estadual Telma de Souza.

Segundo o diretor artístico do Curta Santos, Junior Brassalotti, a noite de abertura é o momento de convocar o público para a reflexão: “O festival se dá com os filmes na tela do cinema, despertando reações nas pessoas. Hoje é apenas o começo, é uma celebração do audiovisual brasileiro. Mas quem vai dar o tom do festival é o público. Queremos tirar as pessoas do estado de inércia, dar uma chacoalhada, tanto em quem faz, como em quem consome essas obras”, disse.

No palco, ele lembrou alguns nomes que transformaram a cena cultural da região e projetaram-se nacionalmente, como Gilberto Mendes, Patrícia Galvão, Plínio Marcos, Toninho Dantas e Chorão. Outro momento marcante da Cerimônia de Abertura foi a homenagem ao ator Caio Blat, pelo conjunto de sua obra cinematográfica. “Caio Blat é um ator que sabe quem é. Isso é fundamental”, resumiu Brassalotti.

O ator, consagrado em produções como ‘Cama de Gato’, ‘Batismo de Sangue’, ‘O Dia Em Que Meus Pais Saíram de Férias’, ‘Carandiru’ e ‘Bróder’, falou sobre a importância do Festival: “Santos é um polo regional muito forte. Eu sou jovem e vejo nessa homenagem um incentivo para continuar trabalhando e buscando refletir sobre o nosso país e a nossa identidade”, comentou, ao receber o Troféu Cláudio Mamberti.

A abertura contou ainda momentos de surpresa para o público, com artistas falando sobre preconceito e reinvidicando melhores condições para realização de seus projetos. Depois, foi a vez de a própria plateia empunhar o microfone, compartilhando ideias e impressões sobre a cena cultural local e também acerca de outros setores fundamentais, como educação e sociedade. As atrações musicais foram as rappers do grupo Tarja Preta e o DJ Wagner Parra.

6ª Mostra Luta


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De 18 a 27 de outubro no MIS Campinas.

O ano de 2013 marcou a história do Brasil com a retomada das grandes manifestações pelas ruas do país. O grito dos manifestantes incendiou as cidades de revolta, trazendo à tona a crise do sistema político-econômico que não representa a maioria da população. A Mostra Luta deste ano, em sua sexta edição, faz uma retrospectiva das principais mobilizações ocorridas nestes últimos meses, além de dar visibilidade às lutas históricas da classe trabalhadora, junto com uma importante homenagem ao grande fotógrafo-militante João Zinclar, falecido em janeiro deste ano e cuja memória permanecerá em cada luta por um mundo livre de opressões e desigualdades sociais.

Serviço

6ª Mostra Luta

18 a 27 de outubro de 2013

Filmes e debates no Museu da Imagem e do Som de Campinas

Endereço: Rua Regente Feijó, 859 – Centro – Campinas (SP)

(próximo ao Poupa-tempo, atrás da agência dos Correios

da Av. Francisco Glicério)

Debate após as sessões.

Entrada gratuita.

Programação em: http://mostraluta.org/
Evento no Facebook: https://www.facebook.com/events/616996848351262/?fref=ts
Transmissão todos os dias dos debates, via internet, no endereço socializandosaberes.net.br

Organização: 
Coletivo de Comunicadores Populares
http://comunicadorespopulares.org/

Convênio prevê implantação de 65 cineclubes no Piauí


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Paralisado há mais de três anos, Programa Cine Mais Cultura pode ser retomado a partir de convênio firmado entre MinC/Sav e a FUNDAC/Fundação Cultural do Piauí.

O Governo do Estado e a Secretaria do Audiovisual, do Ministério da Cultura (MinC), firmaram parceria para a instalação de 65 cineclubes no Piauí, através do projeto Cine Mais Cultura, que será executado pela Fundação Cultural do Piauí (Fundac). Serão investidos R$1,181 milhão nos cineclubes, na realização de Encontro Estadual de Audiovisual e na formação do Núcleo Digital de Produção do Piauí. O projeto tem como objetivo criar novos espaços de exibição audiovisual, fortalecimento da exibição de filmes brasileiros e da cultura nordestina.

Segundo o secretário, os recursos já estão empenhados e o convênio para formalização da parceria deve estar pronto em até 15 dias.

CNC apoia exibição simultânea do filme Domésticas


DomésticasO CNC – Conselho Nacional de Cineclubes Brasileiros está apoiando o lançamento do filme Doméstica de Gabriel Mascaro que acontecerá de forma simultânea dia 25 de outubro, às 20h, em diversos cineclubes do Brasil.

Para participar, basta se inscrever aqui: http://bit.ly/16KsUIh.

Neste link, você preenche um formulário simples e recebe o filme para download, além de material de divulgação. Qualquer cineclube do país pode se cadastrar!

Essa ação faz parte de um projeto de distribuição alternativa do filme DOMÉSTICA, financiado pelo Fundo Pernambucano de Incentivo à Cultura (Funcultura), e foi pensada para reconhecer o papel dos cineclubes na disseminação do cinema brasileiro, garantindo que obras cheguem a diferentes públicos e criando espaços de debate e reflexão em torno dos filmes.

Instalação colaborativa apresenta “Arte Cerebral”


arte cerebral 02.jpgNeurocientista e cineasta brasileiros transformam pensamento em arte em instalação audiovisual. A obra colaborativa usa o cérebro de espectadores para gerar imagens e sons.

Sofia Moutinho*

Na instalação audiovisual, as imagens obtidas a partir da atividade cerebral de voluntários são projetadas em uma tela de cinema, acompanhadas de sons de instrumentos musicais. (foto: Divulgação)

Chegou o tempo em que não é mais preciso pegar em um pincel ou mover um dedo sequer para fazer arte. Obras feitas com força do pensamento já são realidade e atingiram seu ponto alto no esforço criativo de um neurocientista e um cineasta brasileiros.

O neurocientista é Álvaro Machado Dias, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), e o cineasta é Fernando Meirelles, diretor de sucessos internacionais como Cidade de Deus e Ensaio sobre a cegueira. Juntos, com o apoio de outros cientistas e artistas, os dois criaram uma instalação de arte audiovisual na qual é o próprio público quem cria a obra, usando apenas o cérebro.

Batizada de ‘Videowave’, a instalação tem por base três capacetes de eletroencefalografia, aparelho que capta sinais cerebrais. Conectados a um computador, a uma tela de cinema e a caixas de som, eles fazem a obra acontecer quando vestidos por pessoas determinadas a participar do processo criativo.

Cada voluntário-artista controla um elemento gráfico e um instrumento

Os capacetes captam a atividade cerebral dos voluntários e transmitem a informação para o computador. Um software especialmente criado para a instalação detecta os sinais cerebrais intencionais e, de acordo com a sua intensidade, projeta imagens na tela acompanhadas de sons de instrumentos musicais usados na canção ‘Pré-sal’, de Nando Reis. Quanto maior a atividade cerebral, mais imagens e sons são exibidos.

Cada voluntário-artista controla um elemento gráfico e um instrumento. Conforme se apoderam do processo, o caminho natural é intensificar a atividade cerebral e, por consequência, preencher a tela toda com imagens e atingir o volume máximo da música. Quando isso acontece, a obra fica completa e acordes de guitarra da música ‘Pré-sal’ marcam o momento derradeiro.

“Muito mais que tecnologia, a entrega profunda e a dependência mútua são o principal dessa obra”, diz Dias. “É uma obra que depende do lastro social estabelecido no momento. É como uma gangorra: ou todo mundo participa ou não há obra. Se uma pessoa não se empenhar, as outras duas ficam fazendo o esforço à toa e não se chega ao final.”

O neurocientista, que escreve poesia e tem interesse antigo por arte, acredita que a instalação quebra paradigmas. “Existe uma discussão muito profunda na arte sobre o espectador participante”, comenta. “Normalmente, as soluções propostas envolvem mexer em algo, apertar um botão ou transitar dentro da obra. Mas essas são falsas soluções, apenas mecânicas. Nossa instalação requer uma participação profunda, cerebral, uma maneira mais radical de superar a fruição passiva do espectador.”

Estado de êxtase

Por enquanto, a instalação só foi montada uma vez, no Instituto de Arte Contemporânea e Jardim Botânico Inhotim, em Minas Gerais. Na inauguração, o neurocientista Sidarta Ribeiro, que estuda a interface cérebro-máquina na Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), foi um dos voluntários-artistas.

“Inicialmente, duvidei da eficácia da interface entre computador e sinal biológico, mas, após alguns minutos de tentativas e erros, fui me convencendo de que efetivamente era meu cérebro que controlava o sinal”, conta Ribeiro. “Senti meu corpo se aquecer e principalmente vibrar; uma sensação completamente nova. Ultrapassei o limiar estipulado respirando intensa e intencionalmente, como nunca havia feito antes. A beleza desse momento e a emoção do esforço conjunto me levaram a uma catarse. Chorei e atingi um êxtase.”

A trilha sonora escolhida por Nando Reis ajudou a criar o clima. “Usei ‘Pré-sal’ como base porque ela fala de memórias da infância e me pareceu ter todos os elementos necessários para ser a trilha: um tema circular e mântrico que se repete”, explica o músico.

Ciência a serviço da arte

Por trás de toda a beleza estética da obra, há muito trabalho duro. Dias conta que foram necessários meses de estudo até que ele e sua equipe conseguissem detectar os sinais cerebrais correspondentes à intencionalidade e correlacioná-los no programa de computador com as imagens e a música. “Tivemos um trabalho científico de criação tecnológica enorme”, diz.

Segundo o neurocientista, a obra foi a primeira a usar mais de um aparelho de eletroencefalografia simultaneamente com o propósito de criar arte. “Vários aparelhos usados ao mesmo tempo não quer dizer nada, mas aqui temos uma só interface sendo controlada simultaneamente por várias cabeças e isso requer um programa de análise computacional muito sofisticado, pois um cérebro vai gerando interferência no sinal do outro”, argumenta. “O que fizemos foi a primeira demonstração de eletroencefalografia social da história.”

A instalação é um piloto para um projeto maior que está sendo desenvolvido para o Museu do Amanhã, em construção no Rio de Janeiro.

* Sofia Moutinho, Ciência Hoje On-line

Assista ao vídeo:

Geraldo Moraes ministra oficina de roteiro no IAP


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O cineasta Geraldo Moraes.

Dono de uma carreira sólida na produção e realização cinematográfica, além de ser um grande articulador de políticas públicas para o audiovisual brasileiro, o cineasta baiano Geraldo Moraes chega a Belém no próximo dia 21 de outubro para ministrar oficina de roteiro. Com carga horária de 44 horas, a oficina tem vagas limitadas, os interessados devem preencher a ficha de inscrição e aguardar a seleção dos currículos, cujo resultado será publicado no dia 18 no site do Instituto de Artes do Pará (IAP).

Voltada para roteiristas, estudantes de cinema e interessados em cine-dramaturgia com experiência comprovada, a oficina “Técnica de Roteiro para Cinema – Eneagrama: Uma ferramenta do roteirista”, vai trabalhar as linguagens e técnicas do cinema, etapas de realização do filme, estrutura do roteiro, incluindo suas fases de desenvolvimento, formatação, questões técnica, escaleta e análise técnica, tudo isso contando com exercícios práticos e análise de roteiros e filmes.

Diretor e roteirista dos longas: “No Coração dos Deuses”, “A Difícil Viagem”, “O Círculo de Fogo”, e “O Homem Mau Dorme Bem”, além de vários curtas e documentários, Geraldo Moraes foi professor de cinema e televisão da Universidade de Brasília e é professor convidado da Escola Internacional de Cinema e TV de Cuba; há vários anos atua em diversos estados brasileiros na formação de roteiristas e diretores. Estudou roteiro em várias instituições, tendo sido aluno de Jean Claude Carrière e Syd Field.

Sua carreira inclui, ainda, crítica de cinema e cineclubismo, tendo criado cineclubes em vários estados brasileiros. Publicou os roteiros dos filmes “No Coração dos Deuses”, e “O Homem Mau Dorme Bem”, e os livros “Teoria e Prática Do Roteiro” (esgotado) e “Eneagrama: Uma Ferramenta da Dramaturgia”. Também é organizador e co-autor dos livros “O Cinema de Amanhã” e “A Diversidade Cultural e a Convenção da Unesco” (com João Baptista Pimentel Neto, Débora Peters e outros).

Foi, ainda, presidente e é membro do Conselho Consultivo do CBC – Congresso Brasileiro de Cinema. Atualmente preside a Coalizão Brasileira pela Diversidade Cultural. Fez parte do Conselho Diretor da Federação Internacional das Coalizões e é diretor do Centro Brasileiro da Diversidade Cultural. Foi membro titular do Conselho Superior de Política Cultural e Secretário do Audiovisual do Ministério da Cultura.

Serviço:

Oficina de roteiro para cinema com Geraldo Moraes – De 21 a 26 de outubro no Instituto de Artes do Pará, das 14h às 18h. Inscrições até 17 de outubro no sítio do IAP: http://www.iap.pa.gov.br. Divulgação dos selecionados, dia 18 de outubro.

Texto:
Dani Franco – IAP
Fone: (91) 4006-2918 / (91) 8889-3639
Email: iapcomunicacao@gmail.com
Instituto de Artes do Pará
Praça Justo Chermont, 236. Belém-PA. CEP: 66035-140
Fone: (91) 4006-2922 / 2923 / 8352 2524
Site: http://www.iap.pa.gov.br Email: gabinete@iap.pa.gov.br

Federação de cineastas europeus apela ao cumprimento da lei do cinema em Portugal


CINE-PORTA federação, que representa perto de 20.000 realizadores de cinema e televisão de toda a Europa, reuniu-se em assembleia-geral no final de Setembro em Londres, tendo abordado a aplicação da legislação do sector em diversos países, em particular em Portugal e na Grécia.

No caso destes dois países, a federação alertou que os operadores de televisão estão “a ser autorizados por governos fracos a desprezar abertamente as leis que foram feitas para suportar a produção cinematográfica e a cultura, o que está na origem de uma dizimação do sector”, lê-se na nota de imprensa divulgada.

A Federação de Realizadores Europeus de Cinema (FERA) apelou, em assembleia-geral em Londres, ao cumprimento da lei do cinema e audiovisual em Portugal e que os agentes do sector “assumam a suas responsabilidades sociais”.

No que toca a Portugal, em causa está a aplicação da lei do cinema e audiovisual, aprovada em 2012 e que não está a ser pelos operadores de televisão por subscrição, que deviam ter pago até julho um total de cerca de 12 milões de euros por uma taxa anual (de 3,5 euros por cada novo subscritor).

“Estas empresas [os operadores Zon/Optimus, Cabovisão, PT e Vodafone] recusam-se a pagar um cêntimo que seja. Este é o poder do dinheiro a desafiar leis elaboradas em democracia perante governos que são fracos ou talvez cúmplices”, acusou a organização, que apelou à “responsabilidade social” dos incumpridores.

A federação recordou que na Grécia, por exemplo, as empresas de televisão e de telecomunicações não estão a contribuir, como diz a lei, para um fundo de produção cinematográfica e que, por isso, “o cinema grego está virtualmente morto”.

No entender do presidente da federação, Hakan Bjerking, “os realizadores têm de estar preparados para defender a sua visão e os seus direitos, mesmo contra os mais poderosos”.

A federação representa 39 associações de realizadores, de 29 países europeus, incluindo a Associação Portuguesa de Realizadores.