do Acaso uma ova


Aline Bei*

li_cunxin-300x298Esse roteiro vai pra todos aqueles que não acreditam em coincidência, mas sim em desTino ou em qualquer coisa que fique entre sentir-se em sintonia com o mundo e estar de ouvido atento à inTuição.

Se temos algo de sagrado no Corpo,

essa Coisa é

 

por certo

a Intuição.

Eu sempre tentei ouvir a minha. E toda vez que consegui, prometo, milagres aconteceram. Não do ponto de vista da grandiosidade externa, claro,

mas

muito mais

da perspectiva da inTerna. É preciso

urgentemente

saber Perceber.

 

O ACASO UMA OVAComprei o DVD do filme O último dançarino de Mao em um momento totalmente atípico. Um dia de crise tremenda. Eram umas onze horas da manhã de uma quarta feira. Eu tinha acabado de ter uma discussão terrível com a minha mãe. Terrível mesmo,

uma das piores. Não por causa do volume ou da intensidade, mas

simplesmente

porque eu estava muito fraca naquele dia. Já não aguentava mais viver numa casa tão diferente de mim. Cheguei no meu limite e, no meio da confusão, decidi sair para tomar um ar. Fui a pé.

Eu estava me sentindo bastante mal. Revirada, agonizante.  Não conseguia suportar nem o olhar dos Estranhos da rua. Saí completamente sem rumo e acabei descendo a esquina da minha casa.  Parei na frente da locadora de filmes.

Cacete.

Isso

Só pode ser meu corpo

Tentando me ajudar. Explico:

Os filmes

sempre me acalmaram. Nos momentos mais sufocantes eles me deram a resposta, nunca fácil, de seguir em frente. São como verdadeiras

bússolas

pra mim.

Dito isso,

prossigo: Eu parei na frente da locadora. E entrei, claro,  por tudo o que disse antes à vocês.  Comecei a dar uma olhada nos filmes pra vender e O último dançarino de Mao caiu na minha mão. Ou eu caí na dele, não

sei. Sei que,

no instante em que olhei pra capa e li a frase

 

Antes de poder voar,

você tem que ser livre.

 

cara,

nesse momento

eu soube que o filme

era pra mim. Estava ali me esperando, porra, absolutamente pra mim. E assim foi. Aprendi uma vida com ele.

O longa conta a história verdadeira do bailarino chinês Li Cunxin, que deixou o seu país Comunista para dançar nos EUA e lá

virou estrela.

Li se apaixonou pela liberdade que a América oferecia.  O filme

é inspirado na biografia do bailarino, escrita por ele mesmo, pra contar essa história tão bonita. Os conflitos políticos e ferrenhos, as diferenças culturais e o seu relacionamento com a família criaram diversos problemas pra ele, mas o seu amor pelo Balé o fez enfrentar tudo para conseguir estar aonde ele realmente queria.

Daí eu percebi o quanto a vida é feita de metáforas. E o quanto as história dos outros pode ajudar

Tremendamente

A nossa própria.

Não foi fácil para o Li, tão pouco será pra mim. Mas

como o Mestre do bailarino dizia,

devemos fortalecer nosso corpo. Só assim ele se tornará leve o suficiente para voar.

Fonte: Oitava Arte

http://www.oitavaarte.com/?p=2014

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