Curso de graduação em audiovisual da UEA pode ser extinto em Manaus


UEACaso a graduação seja extinta, a UEA trabalha com a alternativa de usar os equipamentos e estrutura do curso de audiovisual para a produção das aulas do ensino a distância.

Manaus – A graduação tecnológica em audiovisual da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), oferecida em caráter especial para este ano, pode ser extinta. Segundo o pró-reitor de Ensino de Graduação da UEA, Luciano Balbino, por enquanto não há previsão de uma nova oferta do curso até que a universidade tenha plena condição de ofertá-lo novamente.

“Este curso é de oferta especial e tem características diferentes dos cursos regulares. Para ele, não haverá vestibular este ano, nem ano que vem, até que a UEA tenha fundamentos e convicções de que pode torná-lo regular”, disse Balbino.

Nascido de uma parceria entre a UEA e a Secretaria de Estado da Cultura (SEC), com a qual laboratórios de informática e softwares seriam oferecidos pela Universidade e os equipamentos necessários às produções disponibilizados pela Secretaria, Balbino afirmou que atualmente a UEA tem assumido todas as responsabilidades do curso.

“Tanto a responsabilidade da parte técnica quanto a estrutural, a UEA tem assumido sozinha. Este curso nasceu de um acerto e uma parceria com a SEC e de lá para cá, não sei porque, não tivemos as respostas que esperamos e estamos assumindo”, enfatizou o pró-reitor.

O secretário de Cultura Robério Braga, através de sua assessoria, informou que a SEC criou todas as condições para que o convênio de cooperação com a UEA fosse firmado e, portanto, a infraestrutura de laboratórios existisse. Destacou, entre elas, parcerias com as universidades Uninorte e Martha Falcão e ainda com a Rede Amazônica de Rádio e Televisão. No entanto, não recebeu resposta positiva da UEA.

Segundo o coordenador do curso de audiovisual, Abrahim Baze Júnior, não existem parcerias com as universidades Uninorte e Martha Falcão. Porém, conforme Baze, o curso está em fase de fechamento de parcerias com institutos de cinema para dupla certificação.

“Estamos fechando vínculos, via reitoria, com o Forcine (Forúm Brasileiro de Cinema), ao Socicom (Federação Brasileira das Associações Científicas e Academicas de Comunicação), ao Instituo Darcy Ribeiro de Cinema e a ECA-USP (Escola de Comunicação e Artes – Universidade de São Paulo) visando formação profissionalizante e até uma especialização paralela ao curso”, disse Baze.

Atualmente a UEA destina R$ 1 milhão para aquisição de equipamentos e estruturação dos laboratórios e R$500 mil para pagamento dos professores, que assumem as disciplinas em módulos, conforme Balbino. Porém, segundo ele, os processos estão em trâmite no âmbito da UEA e a previsão é que, até dezembro de 2013, os alunos do curso já tenham condições efetivas para as aulas práticas.

Caso a graduação seja extinta, a UEA trabalha com a alternativa de usar os equipamentos e estrutura do curso de audiovisual para a produção das aulas do ensino a distância. “Até o momento, a UEA não tem domínio pleno do trabalho instrumento que ela utiliza nos cursos via televisão. Então, contratamos uma prestadora de serviço para estas aulas televisionadas acontecerem. Por essa razão, mesmo que o curso de Audiovisual não tenha uma nova turma, os equipamentos jamais serão perdidos”, explicou Balbino.

Segundo Baze, o Plano Pedagógico do Curso (PPC), o Plano de Diretrizes Institucionais (PDI) e um Festival Universitário de Cinema e Fotografia (UniCINE) estão em fase de planejamento.

“Este festival terá a curadoria feita pelo cineasta Willian Honestrosa, que é curador do Festival de Curtas de São Paulo. Fizemos reuniões com o mercado e vamos criar um calendário de oficinas para os alunos e para o mercado. Estamos ainda criando dois projetos do Núcleo de Produção Digital (NPD) e o Núcleo de Pesquisa em Audiovisual (Nupac)”, disse Baze.

Balbino ressaltou ainda que a UEA está buscando formas para que se encontre as “melhores” maneiras para oferecer ao curso. “Nós recentemente transformamos o curso especial em Tecnologia de Construção Naval em um curso regular deengenharia naval. Estudamos e vimos que tinha possibilidade de ser regular. É possível que aconteça com audiovisual, mas não posso firmar esse compromisso agora”, disse.

Para João Pedro Ribeiro, 17 anos, aluno de audiovisual da UEA, há uma expectativa que o curso seja reconhecido pelo Ministério da Educação (MEC) e que haja outras turmas. “É preciso sim que haja outras turmas, pois o Estado precisa de produtores audiovisuais. Seria importante também que o mercado de trabalho em Manaus se expandisse e com o curso pode haver esta contribuição”.

Hoje o curso de audiovisual tem 39 alunos matriculados. A reitoria da UEA, através de sua assessoria, informou ainda que a instituição está estudando a possibilidade de ofertar um curso em nível de especialização Lato Sensu em parceria com outras instituições de ensino.

Em nota, a SEC informa ainda que a secretaria continua à disposição de viabilizar condições para que o curso de audiovisual seja implantado, como também “irá lutar para que isso aconteça”.

12 Set 2013 . 09:29 h . Nathane Dovale . portal@d24am.com

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