Profissionais e alunos discutem rumos do audiovisual em evento na ECA


Visualizar e refletir sobre a produção audiovisual que é produzida pelos alunos da Escola de Comunicações e Artes (ECA), assim como complementar a grade curricular do curso são alguns dos objetivos da 11a  Semana do Audiovisual. Entre os temas do evento, que acontece entre os dias 12 e 16 de agosto, discussões atuais como a lei sobre conteúdo nacional nos canais fechados, e a influência do fomento na identidade do cinema brasileiro.

Feito por alunos

A Semana de Audiovisual é, tradicionalmente, um evento organizado pelos alunos do segundo ano da graduação e que ocorre anualmente. De acordo com Mariani Ohno, aluna do quarto ano do curso de audiovisual e uma das organizadoras do evento, a SAV  era organizada e elaborada por alunos do segundo ano por uma questão prática de disponibilidade na grade curricular – alunos do 1º ano, em teoria, seriam muito inexperientes e os alunos do 3º e 4° ano estariam envolvidos com projeto maiores e mais complexos, como os “cines”, exercício curricular que consiste na filmagem de curtas-metragens, além do trabalho de conclusão (TCC). Contudo, este ano, após 2 anos sem acontecer, a Semana volta a ocorrer e une em seu comitê organizador alunos de todos os anos.

O que desejam?

Para os alunos do curso, a SAV surgiu como uma possibilidade de ampliar as fronteiras da sala de aula, “uma vez que o ambiente universitário encontra limitações e não contempla todos os assuntos, temas e reflexões que os alunos do audiovisual necessitam”, afirma Mariani.

Outro objetivo da Semana é propiciar a visualização e a reflexão dos trabalhos audiovisuais que são produzidos no departamento. “É uma loucura, mas dentro do Audiovisual, os alunos não discutem e não assistem às próprias produções feitas no departamento”, revela Mariani. “A Semana tenta promover a reflexão sobre a atividade cinematográfica tirando os alunos das salas de aula e colocando-os em contato com o que é produzido, com o que produzimos, sempre estimulando a participação de professores e funcionários nas nossas atividades”, completa.

Também é um intuito da SAV promover o encontro dos alunos com filmes que normalmente eles não teriam oportunidade de ver, como produções do departamento de alunos e ex-alunos, assim como de personalidades que já se formaram, como é o caso da Juliana Rojas e Julia Zakia, ex-alunas do Departamento de Cinema, Rádio e Televisão (CTR), que exibirão filmes na segunda-feira, dia 12 de agosto.

Workshops e Palestras

A edição atual conta com algumas diferenças em relação às anteriores, como os workshops, que acontecerão todas as manhãs da semana, exceto na sexta. Mais uma novidade é a Mostra Livre, que aceitou produções de todo o Brasil, aumentando a diversidade e o alcance do evento, que tem aberto sua programação para além das fronteira do CTR. Essa semana também conta com eventos musicais, como o Concerto NME (Nova Música Eletroacústica), com um festival de bandas promovido pelo programa da Rádio USP “Rock s/ Dono”, na quinta-feira, 15 de agosto.

A SAV é dividida por sete comissões (Comissão de Produção, Mostras, Workshops, Curadoria, Audiovisual, Divulgação e Festas). A Comissão de Mesas, responsável pelo contato com os convidados, reuniu e discutiu os  temas que os interessavam. “A partir de intensas discussões, chegamos a quatro possibilidades de mesas de debate, das quais duas foram escolhidas”, conta.

A primeira mesa tem como tema “Indústria Cultural – Identidades e Mecanismo de Fomento”.  A intenção é analisar como esses fomentos podem contribuir ou não para a identidade cultural do cinema brasileiro. Participam da discussão os cineastas Alain Fresnot, Max Eluard,  Toni Venturi e o professor do CTR, Carlos Augusto Calil.

Já a segunda mesa procura discutir a televisão sob o viés da linguagem e do conteúdo. O tema possui entre seus tópicos principais os desdobramentos da Lei 12.485, que promove cotas em canais fechados para trabalhos audiovisuais brasileiros, incentivando a produção desse conteúdo.

Os convidados foram escolhidos com a proposta de entender os impactos que a nova lei tem causado em teóricos do audiovisual, caso do também professor do CTR Arlindo Machado, e em cineastas de pequenas e grandes produtoras, como Pedro Arantes e Fernando Meirelles. “À luz dessa lei, queremos saber se houve alguma adequação de linguagem ou conteúdo por meios das produtoras para que a produção pudesse ser passada em canais fechados. Saber se os novos programas tem buscado se aproximar da tradicional linguagens de seriados norte-americanos ou continuam na busca por uma linguagem brasileira”, explica Mariani.

Serviço

A SAV 2013 é voltada para estudantes em geral, profissionais do meio audiovisual e interessados no assunto. Todas as atividades são abertas ao público e com entrada franca.  Não há mais vagas disponíveis para os workshops.

Outras informações como a programação e a relação completa dos convidados também estão disponíveis noblog ou na página da SAV no Facebook.

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