Falta onde exibir filmes no Brasil


Naira Sodré*

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O fim do cinema de rua atingiu em cheio o set no Brasil. A cultura cinematográfica mudou. Segundo números da Ancine, na década de 70, quando tínhamos muitas salas de cinema e quase a totalidade delas em cinemas de rua, os filmes nacionais que ultrapassavam a marca de 2 milhões de espectadores girava entre três a quatro por ano. Durante a década de 90, este número baixou para menos de um por ano, e só voltou a aumentar na década de 2000.

Para o exibidor de Cinema de Arte, Pedro Olivotto, o principal motivo da queda de público do cinema brasileiro foi realmente o período Collor, que acabou com todos os investimentos na área cinematográfica. Já hoje, o problema é a falta de telas: “É um país completamente vazio de telas. Por isso não se pode falar que o brasileiro não gosta de cinema brasileiro, que o brasileiro não gosta de cinema estrangeiro. Não gosta de cinema porque não tem acesso, não tem porque ir a cinema, não tem aonde ir ao cinema. O cinema brasileiro, além de enfrentar uma carência de telas, enfrenta uma concorrência muito maior do que existia antes, e com o Poder público começando a atuar há muito pouco tempo”, comentou.

A opinião de Olivotto faz sentido já que a pesquisa do Datafolha demonstra que 56% dos entrevistados avaliam os filmes nacionais de hoje como “ótimos/bons” e 62% acreditam que a qualidade desses filmes melhorou nos últimos anos. No entanto, enquanto a predominância de exibição for em salas nos  shoppings,  a preferência de exibição continuará sendo para filmes estrangeiros: “O shopping é uma cultura de colonizador. As redes que os operam são redes de capital estrangeiro. No Brasil, pouquíssimas redes de capital nacional operam em shopping”.

Quase 85% em shoppings

20130829100653_cine-glauber-rocha-460-angelo-pontesHoje, apenas 17% das salas de cinema do país não funcionam em shoppings  sendo que, neste percentual, além dos cinemas de rua, estão os que não têm localidade conhecida, como os cineclubes. Olivotto acredita que, atualmente, o cinema de rua só consegue se manter através do cineclubismo e de patrocinadores, mas tem esperança de que a lógica do shopping center esteja se esgotando:

“Acho que começa a haver, hoje, como por exemplo, na França, principalmente, certo cansaço da cultura do shopping. O cinema de rua volta aos poucos a aparecer e o processo cineclubista volta, aos poucos, a ganhar força no mundo inteiro”. Na Bahia existe a União de Cineclubes que reúne hoje em todo o estado 175 cineclubes espalhados em todos os territórios de identidade da Bahia.

Para o freqüentador de cineclube Walter Magno o cinema não é apenas diversão ou um contador de histórias é uma fonte artística questionadora. Capaz de mover reflexões que extrapolam o próprio espaço cinematográfico, comentou.

Mostra Competitiva de Pilotos do FITV 2013


flyer1Estão abertas as inscrições para a Mostra Competitiva de Pilotos do Festival Internacional de Televisão 2013, que acontece entre os dias 11 e 14 de novembro, no Oi Futuro Ipanema.  Os interessados devem se inscrever até o dia 15 de setembro pelo site do IETV.

Considerado o maior Festival de TV da América Latina e o único do Brasil totalmente dedicado ao assunto, a edição deste ano irá focar apenas nas categorias Ficção e Programas Documentais. A mudança na grade segue a linha do FITV ser a janela mais importante de exposição entre as produtoras independentes e as emissoras do país. Por isso, seguindo a lei 12.485 (Lei da TV Paga), a competição deste ano irá priorizar os produtos que cumprem a cota exigida pela a legislação em vigor.

Além da exibição dos pilotos para um selecionado time dos maiores executivos da indústria audiovisual, o evento ainda terá workshops de treinamento e aperfeiçoamento profissional em TV, Painéis de Linguagem e Experimentação e um Fórum Internacional de Inovação em Televisão.

Inscrições através do site: www.ietv.org.br/cadastro_mostra/

 

Carta de Repúdio ao Programa Amazônia Cultural


lanamento-de-edital-amazoniaArtista e trabalhadores da cultura lançaram e estão solicitando apoio a esta Carta de Repúdio ao Programa Amazônia Cultural. O Observatório Cineclubista Brasileiro apoia a iniciativa. Leia, assine e compartilhe você também.

CARTA DE REDÚDIO AO PROGRAMA AMAZÔNIA CULTURAL

Tendo em vista o total desconhecimento das especificidades dos fazedores de cultura da Região Norte do Brasil, demonstrado através de inúmeras incongruências encontradas no edital do programa Amazônia Cultural, nós, artistas, técnicos, produtores, pensadores, pesquisadores, mestras e mestres das culturas tradicionais e populares, que nascemos ou escolhemos o NORTE enquanto inspiração para o nosso fazer, repudiamos a publicação do referido edital, que se deu sem qualquer consulta publica, ocasião na qual poderíamos ter amenizado os ruídos ora apresentados. Dentre os quais, destacamos: 

1. A não aceitação de inscrição de projetos em formato físico. Entendemos que trata – se de um programa cujo objetivo principal é reparar a divida histórica do país com esta região, através do que se convencionou chamar de CUSTO/ VALOR AMAZÔNICO. No entanto, restringir suas inscrições ao falho sistema SALIC WEB, é excluir principalmente, mestres e mestras das culturas populares e tradicionais, cuja afinidade com tais recursos tecnologico é minima ou nula. Vale ressaltar que o Amapá, é a única unidade da federação não contemplada com o Programa Nacional de Banda Larga. 

2. Condicionar o repasse dos recursos ao selecionados no presente edital a disponibilidade orçamentária e financeira do Ministério da Cultura, caracterizando a seleção como apenas expectativa de direito do candidato. Pois bem, você tira dias para elaborar um bom projeto, contrata técnicos e consultores, e após ter seu projeto aprovado, não se tem garantia de que receberá os recurso, pois o MinC se isenta de tal responsabilidade. O texto acima, trata – se de uma grande armadilha contra os fazedores de cultura desta região! 

3. A não aceitação de inscrição de projetos propostos por proponente pessoa juríca. Lutamos os últimos anos de nossa vidas para alcançar a profissionalização de nossa arte, para alcançarmos a auto sustentabilidade de nossas ações, para evidenciar o trabalho em grupo e as atividades continuadas, e o MinC renega todos estes avanços impedindo grupos legalmente constituídos de pleitearem financiamento de seus projeto. Abrindo oportunidade para iniciativas meramente comerciais, isso sem contar na carga tributária a qual estaremos expostos enquanto pessoa física! 

4. Atribuir como critério de desempate o menor orçamento. Este item demonstra claramente o respeito que o MinC tem pelos fazedores de cultura desta região, quando não nos avalia pela qualidade e viabilidade técnica de nosso projetos. Em síntese, o sentimento que cabe neste momento é que: “quanto menos se gastar nesta região, melhor pro MiNC.” 

5. O item 10.2.1 do presente edital, atribui plenos poderes para que peritos do Ministério da Cultura – MinC possam alterar os valores contidos nas planilhas orçamentárias dos projetos. Entendemos que só sabe onde o sapato aperta, quem o calça, neste sentido, solicitamos a exclusão de tal item.

Ressaltamos a necessidade de que tal edital se dê em formato de premiação, tendo em vista que aproximadamente 90% dos grupos, companhias, comunidades interessadas no presente edital não possuem condições de apresentar 20% dos custos do projeto em caráter de contrapartida. 

Por fim, ressalto a extrema necessidade de devolução dos R$ 10.000.000,00 (Dez Milhões de reais) que sumiram entre a divulgação/ elaboração do edital e sua publicação.

Os signatários

Plano de Diretrizes e Metas para o Audiovisual ganha versão impressa


AncineDocumento que apresenta a estratégia de desenvolvimento para o setor até 2020 também está disponível para download

A ANCINE acaba de publicar o “Plano de Diretrizes e Metas para o Audiovisual: O Brasil de todos os olhares para todas as telas”. O documento, que foi aprovado pelo Conselho Superior do Cinema em 2012, estabelece a estratégia para o desenvolvimento da indústria do cinema e do audiovisual no Brasil até 2020. A íntegra do documento está disponível para consulta e download aqui.

Formulado pela ANCINE, o Plano funcionará como um guia para as ações do poder público para o setor. A publicação parte de um diagnóstico detalhado da situação atual para definir as diretrizes para o fortalecimento da indústria, com destaque para a ocupação do mercado interno e atenção para a inserção internacional de conteúdos brasileiros. O documento trata de cinema, televisão, internet, mídias móveis e demais elos da cadeia produtiva do audiovisual.

Os principais desafios do Plano de Diretrizes e Metas para o Audiovisual são: uma estratégia de desenvolvimento que tenha como base a expansão do mercado interno; a universalização do acesso aos serviços audiovisuais, por meio de uma expansão uniforme e desconcentrada, voltada para um mercado de massas; e a transformação do Brasil em centro produtor e programador de conteúdos audiovisuais. A premissa é que a produção e circulação de conteúdos brasileiros devem constituir uma atividade econômica sustentável, competitiva e acessível a população.

Rico em gráficos e tabelas, o documento inclui ainda um anexo com metas concretas e mensuráveis para cada uma das 12 diretrizes definidas pelo Plano, com metas propostas para os anos de 2015 e 2020.

“Com Vandalismo” é exibido no lançamento do Comitê pela Desmilitarização da Polícia


15-07-2013.095300_desmilitarizacaoNesta terça-feira, foi realizado em São Paulo o ato de lançamento do Comitê pela Desmilitarização da Polícia. No mesmo evento foi também lançado o documentário “Com Vandalismo” , seguido de um bate papo com um dos seus diretores, Bruno Xavier, visando sobre ações que possam ser desencadeadas no sentido de construir uma campanha de massa, capaz de levar a desmilitarização da policia no Brasil.

A policia Militar no Brasil, nasceu com a ditadura militar como força auxiliar do exército, o Ato Institucional número 5, definiu a relação da PM com as forças armadas, definindo o chefe do exército, por aprovação, quem são os chefes das policias estaduais.

Essa característica da policia trás uma série de distorções, que vai da doutrina da segurança nacional e do inimigo a se combater, passando pelo reforço de ações violentas da policia, tendo na estrutura legal o manto da proteção, já que quem julga os policiais que cometem crimes é a própria corporação, não garantindo nenhuma isenção desses processos.

No último período agravou muito a atuação das policias, já que a política de segurança de forma geral é baseada no controle do povo, da classe trabalhadora, com base no Tolerância Zero, que tem inspiração na política de segurança nacional dos EUA!

Essa situação tende a se agravar, já que o estado brasileiro de forma ilegal atribuiu poder de investigação e ilimitado a Força de Segurança Nacional, podendo essa ser acionada , não só pelo governadores dos estados, mas ministros e outros e essa “Policia” , tem sido usada para reprimir as diversas lutas, na construção civil, indígenas , quilombolas etc

Outro aspecto agravante é a aprovação da lei antiterror que corre no congresso, que um dos aspectos é a criminalização dos movimentos sociais, criminalizando e  impedindo de vez que o povo lute por uma sociedade melhor

Logo entendemos que desmilitarizar a policia é muito mais que a desmilitarização da policia militar, mas é desmilitarizar e
despenalizar a vida, muito embora, desmilitarizar a policia e passar a gestão da segurança pública para o controle popular é fundamental!

Neste contexto, os organizadores do evento e os setores que tem discutido a repressão policial estão conclamando para que sejam compostos comitês semelhantes por todo o país, objetivando discutir a atual situação das polícias brasileiras e que modelo de segurança que de fato garante a segurança para o povo brasileiro.

Clique AQUI e assista ao Documentário “Com Vandalismo”

com-vandalismoSinopse: “SEM VANDALISMO!” repetiam gritando parte dos manifestantes que ocuparam as ruas de Fortaleza. Mas na multidão das manifestações, que explodiram no Brasil em junho de 2013, outros grupos empregaram métodos mais diretos. Tachados de “vândalos”, foram criminalizados por parte da grande mídia, antes mesmo de serem ouvidos. Este documentário vai à “linha de frente” para registrar os confrontos e entrevistar os manifestantes para mostrar as motivações dos atos de desobediência civil.

Documentário – 70min – junho de 2013 – COPYLEFT

Nigéria – http://www.facebook.com/nigeriafilmes / e-mail: contatonigeria@gmail.com

“Latitudes” será lançado em várias plataformas


latitudes“Latitudes”, rodado em oito cidades do mundo, será lançado no cinema, na televisão, para toda a América Latina através do canal TNT, e na internet, por meio de um canal exclusivo em parceria com o Google, neste dois últimos, dividido em oito partes.

Alice Braga e Daniel de Oliveira, que também são produtores associados do filme, interpretam uma executiva de moda e um fotógrafo que se encontram sempre por coincidência em destinos pela América Latina, Europa e Ásia.

Felipe Braga, um dos roteiristas das séries da HBO “Mandrake” e “Destino: São Paulo”, é o produtor e diretor do projeto. Na internet, “Latitudes” será exibido em uma versão de doze minutos. Já no canal TNT, cada episódio terá 22 minutos.

“Latitudes” estreia no dia 28 de agosto no Youtube e no dia 2 de setembro no TNT. Veja o trailer clicando…

http://www.youtube.com/watch?v=BGXK1ZLGUnQ#action=share

Amaldiçoados 2013


animaldiçoados_2013-468x661O Animaldiçoados é o festival internacional anual de animação de horror, terror e suspense destinado exclusivamente ao público adulto. A Competição Internacional de Curtas reúne filmes de animação, brasileiros e estrangeiros, cheios de suspense, gargalhadas e sustos.

Nesta quarta edição, o festival apresenta o Especial Azar em Dobro com 2 curtas de humor podre do animador francês Osman Cerfon: Chroniques De La Poisse e Comme Des Lapins. O Especial Fantasmas Se Divertem é assombrado pelos melhores curtas de animação com  fantasmas de todas as edições do Animaldiçoados. A morte é o tema das animações que serão exibidas no Especial Morte Lhe Cai Bem. E o Especial Horror Plástico faz uma viagem incrível no universo futurista do animador Faiyaz Jafri.

De 7 a 15 de setembro de 2013, no Cine Cultural Justiça Federal, Rio de Janeiro, e dias 19 e 20 de outubro, no Museu da Imagem e do Som de São Paulo – MIS SP.

“De todos os instintos rasteiros, o medo é o mais amaldiçoado” – William Shakespear

Maiores informações em:

http://www.animaldicoados.com/

Mostra de Cinema Memória em Movimento


1185002_515595168519253_701460681_nDe 28 de agosto a 01 de setembro no Rio de Janeiro, acontece a Mostra de Cinema Memória em Movimento, que integra as atividades da III Semana Fluminense de Patrimônio pela primeira vez.

A Mostra exibe documentários de curta, média e longa metragem que têm como tema central o patrimônio cultural brasileiro, principalmente o patrimônio material e imaterial fluminense. Os filmes buscam divulgar as diversas manifestações da cultura brasileira: música, dança, festas populares, rituais indígenas e afro-brasileiros, arte popular, etc.

Destacam-se a seleção Mestres da Arquitetura Brasileira Moderna dedicada a documentários sobre Niemeyer, Heidy e Lúcio Costa e a série Mesa Brasileira sobre a culinária praticada nas diferentes regiões do País.

ENTRADA FRANCA.

Confira a programação completa abaixo:

Local: Centro Cultural Justiça Federal – Av. Rio Branco, 241 – Centro, Rio de Janeiro / RJ. CEP 20040-009

28/08/2013 (quarta-feira)

14:30

Sessão Escolas

L.A.P.A | Direção: Cavi Borges e Emílio Domingos, documentário, 2007, 75 min.

O documentário aborda a Lapa, bairro boêmio do Rio de Janeiro, tradicional reduto de sambistas que hoje é ponto de referência para a cultura do RAP carioca. Os diretores entrevistaram Mcs, músicos e compositores, como Marcelo D2, BNegão, Black Alien, entre outros, que refletem ao longo do filme sobre o movimento do RAP e importância da Lapa na sua formação.

17:30

Mestres da Arquitetura Moderna Brasileira

Reidy: A Construção da Utopia Direção: Ana Maria Magalhães,documentário, 2009, 77 min.

Nascido em Paris e radicado no Rio, o urbanista Affonso Eduardo Reidy é pioneiro da arquitetura moderna no Brasil. Seus planos para um Rio de Janeiro moderno e amigável tiveram efeito duradouro. O filme apresenta a obra do arquiteto em projetos como o MAM, o Aterro e Parque do Flamengo, o Conjunto Habitacional Pedregulho, com os quais, realizou sua utopia urbana e que permanecem marcos da cidade até o dia de hoje.

 19:30

Fuloresta do Samba | Direção: Marcelo Pinheiro, documentário, 2004, 26 min.

Mostra a trajetória de Siba Veloso e integrantes dos mais tradicionais maracatus e cirandas da região da Zona da Mata pernambucana: músicos que saíram do corte da cana para se tornarem artistas “pop”.

O Mistério do Samba | Direção: Lula Buarque de Hollanda e Carolina Jabor, documentário, 2008, 88 min.

Retrata o cotidiano e as histórias da Velha Guarda da Portela e a pesquisa que a cantora Marisa Monte realizou recuperando composições dos anos 40 e 50, ainda não gravadas. A poesia, a musicalidade e a intimidade desses senhores e senhoras são desvendadas por meio da vida simples de um pequeno bairro da Zona Norte do Rio, Oswaldo Cruz.

29/08/2013 (quinta-feira)

14:30

Sessão Escolas

O Menino, a Favela e as Tampas de Panela | Direção: Cao Hamburger, ficção, 1995, 5 min.

Homenagem poética à favela. Garoto que rouba tampas de panela é perseguido e se esgueira por vielas que conhece muito bem. No final, em um parque de diversão abandonado, surpreende a todos.

Alma Carioca – um choro de menino | Direção: William Côgo, animação, 2002, 5 min.

Menino que vive na zona portuária do Rio de Janeiro da década de 20  testemunha o surgimento do Choro, quando encontra os grandes mestres pioneiros do gênero.

O Divino, De Repente | Direção: Fábio Yamaji, animação/documentário, 2009, 6 min.

Ubiraci Crispim de Freitas, personagem real conhecido por Divino, canta repentes e conta sua vida neste documentário animado com ficção experimental.

Maré Capoeira | Direção: Paolo Barreto Leblanc, ficção,  2005, 14 min.

Maré é o apelido de João, um menino de dez anos que sonha ser mestre de capoeira como seu pai, dando continuidade a uma tradição familiar que atravessa várias gerações.

MARANGMOTXÍNGMO MÏRANG: das crianças Ikpeng para o mundo | Direção: Kumaré Ikpeng , Karané Ikpeng, Natuyu Yuwipo Txicão, documentário, 2001, 35 min.

Quatro crianças Ikpeng apresentam sua aldeia, revelando suas famílias,  brincadeiras, festas e modo de vida.

17:30

Mestres da Arquitetura Brasileira Moderna

Niemeyer – a vida é um sopro | Direção: Fabiano Maciel, documentário, 2007, 90 min.

O filme narra a história de Oscar Niemeyer, um mais reconhecidos arquitetos brasileiros. De forma descontraída trata de arquitetura, histórias do arquiteto, luta política e de sua paixão pelas mulheres. No documentário, são exibidas  imagens de muitas de suas obras: a Casa das Canoas, o Palácio do Planalto, a Sede do Partido Comunista Francês, a Universidade de Constantine, o MAC Niterói, entre outras.

19:30

Ovos de Dinossauro na Sala de Estar | Direção: Rafael Urban, documentário, 2011, 12 min.

Viúva de um colecionador de material paleontológico, a alemã radicada no Brasil Ragnhild Borgomanero, de 77 anos, dedica‑se a preservar a memória e o acervo do marido, que reuniu a maior coleção particular de fósseis da América Latina. Autodidata, ela aprendeu a manejar ferramentas tecnológicas para levar adiante sua missão, em torno da qual construiu um poderoso discurso. A obra explora a relação entre memória pessoal e história coletiva.

Terra Deu, Terra Come Direção: Rodrigo Siqueira, documentário, 2010, 88 min.

Pedro de Alexina, 81 anos, comanda como mestre de cerimônias o funeral de João Batista, morto aos 120 anos. Documentário, memória e ficção se misturam para tecer uma história fantástica que retrata um canto metafísico do sertão mineiro.

30/08/2013 (sexta-feira)

14:30

Sessão Escolas

Caçadores de Saci | Direção: Sofia Federico, ficção, 2005, 13 min.

A chácara da pacata família de Onofre vem sendo assombrada por um grupo de sacis: a pipoca não arrebenta, o ovo não choca, o leite sempre azeda, o feijão vive queimando na panela, entre outros estranhos acontecimentos.

Yansan | Direção: Carlos Eduardo Nogueira, animação, 2006, 18 min.

No Candomblé, Iansã foi mulher de Ogum (senhor dos metais) com quem teve nove filhos. Porém, mais tarde, se apaixonou pelo irmão mais novo de Ogum, Xangô (senhor dos raios), que foi seu verdadeiro amor.

As Bicicletas de Nhanderu | Direção: Ariel Duarte Ortega, Patricia Ferreira Keretxu, documentário, 2011, 48 min.

Uma imersão na espiritualidade presente no cotidiano dos Mbya-Guarani da aldeia Koenju, em São Miguel das Missões no Rio Grande do Sul.

17:30

Mestres da Arquitetura Brasileira Moderna

O Risco, Lúcio Costa e a Utopia Urbana | Direção: Geraldo Motta Filho, documentário, 2003, 76 min.

Narra, através da trajetória do arquiteto e urbanista Lucio Costa, o processo de “formação” da arquitetura moderna brasileira. O documentário traz cenas raras filmadas em 8 mm pelo arquiteto, com depoimentos do próprio Lúcio, de familiares e de outras personalidades.

19:30

Homenagem a Zózimo Bulbul

Alma no Olho | Direção: Zózimo Bulbul, documentário, 1973, 11 min.

Metáfora sobre a escravidão e a busca da liberdade através da transformação interna do ser, num jogo de imagens de inspiração concretista. Música de John Coltrane.

Negros | Direção: Mônica Simões, documentário, 2009, 52 min.

Documentário sobre a construção da imagem do negro na Bahia, por meio de filmes e vídeos de arquivo, público e privado, dos anos 20 até o ano 2000. O foco do roteiro não é a grande narrativa e nem a história oficial e sim as práticas do cotidiano que surgem por meio de uma câmera despretensiosa.31/08/2013 (sábado)

15:30

Praça Walt Disney Direção: Renata Pinheiro, Sergio Oliveira, documentário, 2011, 21 min.

Sem diálogos, a obra capta flagrantes do cotidiano da praça localizada no bairro de Boa Viagem, no Recife (PE), traduzindo por meio da poesia visual uma cultura de ocupação urbana que reflete a sociedade brasileira e mundial.

Christo Redemptor | Direção: Bel Noronha, documentário, 2005, 29 min.

Através de relatos de pessoas que viveram na época da construção e do diário do brasileiro que idealizou e executou a obra, o engenheiro-arquiteto Heitor da Silva Costa, o filme retrata o processo de concepção do projeto do Cristo Redentor e o envolvimento da sociedade na carioca na construção do monumento.

Rio de Memórias | Direção: José Inácio Parente, documentário, 1987, 32 min.

Rio de Memórias traz simultaneamente a história da fotografia e da cidade do Rio de Janeiro, de 1840 a 1930 através da evolução do ofício mágico dos fotógrafos, os pintores da luz, na sua incansável documentação dos costumes, dos tipos humanos e da arquitetura da época.

17:30

Nelson Cavaquinho | Direção: Leon Hirszman, documentário, 1969, 13 min.

Cenas da vida do sambista em Bangu no subúrbio carioca mesclam-se às memórias e improvisos, compondo um sensível panorama, ao mesmo tempo melancólico e alegre, do compositor e do seu povo à margem da sociedade.

Guilherme de Britto | Direção: André Sampaio, documentário, 2008, 20 min.

Passeio cinematográfico nas memórias e no universo de Guilherme de Brito: poeta, compositor, cantor e artista plástico, um dos maiores nomes da nossa música popular, autor de clássicos como A Flor e o Espinho, Quando Eu te Chamar Saudade dentre tantos outros.

Coruja | Direção: Márcia Derraik, Simplício Neto, documentário, 2001, 15 min.

Mostra a relação de Bezerra da Silva com seus compositores, anônimos garimpados por ele “onde a coruja dorme”, nos morros cariocas e na baixada fluminense. Daí surgem sambas feitos por trabalhadores, crônicas cáusticas mas bem-humoradas de gente simples que mora na favela e conta seu dia-a-dia nas músicas.

O Jaqueirão do ZecaDireção: Denise Moraes, Ricardo Bravo, documentário, 2004, 20 min.

Para escolher o seu repertório, o cantor e compositor Zeca Pagodinho organiza uma grande roda de samba. A reunião é uma grande festa que não tem hora para acabar e serve de deixa para que se conheça os sambistas que, em parceria com Zeca, ajudam a manter acesa a chama do samba de raiz.

19:30

Folia no Morro | Direção: Arthur Omar, documentário, 2008, 27 min.

Acompanha a Folia de Reis no Morro de Santa Marta, bairro de Botafogo, ao longo de 13 anos (de 1995 a 2008), mostrando as suas variações e a permanência do seu imaginário. Investigação essencialmente audiovisual e sensorial sobre o arquétipo da Folia e  sua função na comunidade de uma favela do Rio de Janeiro, Destaque para a atuação do grande palhaço Ronaldo Silva, artista dramático popular.

Aboio | Direção: Marília Rocha, documentário, 2005, 73 min.

No interior do Brasil, adentrando as extensões semi-áridas da caatinga, há homens que ainda hoje conservam hábitos antigos, como o costume de tanger o gado por meio de um canto. Suas vozes ecoam lamentos improvisados e sem palavras, que se prolongam pelos campos do sertão.

01/08/2013 (domingo)

15:30

Shomõtsi Direção: Wewito Piyãko, documentário, 2001, 42 min.

Crônica do cotidiano de Shomõtsi, um Ashenika da fronteira do Brasil com o Perú. Professor e um dos videastas da aldeia, Valdete retrata o seu tio, turrão e divertido.

Baniwá | Direção: Stella Oswaldo Cruz Penido, documentário, 2005, 53 min.

As práticas tradicionais de cura estão no cerne da cultura Baniwa, povo indígena do Alto Rio Negro (AM). São os saberes míticos dos Baniwa que orientam suas concepções de saúde e doença e que direcionam as ações de cura dos conhecedores de plantas, dos pajés e dos benzedores. Qual é o espaço de reconhecimento destes saberes hoje? O documentário busca o sentido de permanência dessas práticas no atual contexto do contato.

17:30

Ori | Direção: Raquel Gerber, documentário, 1989, 91 min.

Ori significa “cabeça”, “consciência negra”, em língua youruba. O filme documenta os movimentos negros brasileiros entre 1977 e 1988, passando pela relação entre Brasil e África, tendo o quilombo como idéia central de um contínuo histórico e apresentando como fio condutor a história pessoal de Beatriz Nascimento, historiadora e militante, falecida prematuramente no Rio de Janeiro, em 1995.

19:30

Nobreza Popular | Direção: Beth Formaggini, documentário, 2003 48’

Nobreza Popular é protagonizado pelas congadeiras da comunidade de Chapada do Norte – Vale do Jequitinhonha – MG , que se divertem durante a Festa de Nossa Senhora do Rosário dos Homens Pretos.  Focaliza seus gestos, cantos e danças os rituais ligados å água quando pedem chuva e outras graças à Virgem do Rosário.

Uma Festa para Jorge | Direção: Isabel Joffily e Rita Toledo, documentário, 2009, 52 min.

O filme acompanha a trajetória de três devotos de São Jorge ao longo dos meses de preparação para o 23 de Abril, dia do Santo. Dona Ana luta para organizar as barracas da festa. Seu Jorge precisa manter a ordem na Igreja. Helinho se confronta com os seus orixás. A relação de cada um deles com o evento revela o universo da devoção ao Santo Guerreiro na cidade do Rio de Janeiro.

Local: Museu do Meio AmbienteRua Jardim Botânico, 1008 – Jardim Botânico.

28/08/2013 (quarta-feira)

19:00

Mesa Brasileira

O pão nosso de cada dia | Direção: Ricardo Miranda, documentário, 2002, 50 min.
A idéia central deste episódio (o primeiro da série) é a de introduzir o espectador em conceitos e idéias: O que é alimento? O que é comida? O que é cozinha? E o Brasil? E a alimentação? Os nossos hábitos alimentares: em casa, nas ruas, bares, restaurantes, fast-foods. Qual a origem dos nossos hábitos alimentares? Mercados e feiras no Brasil e em Portugal e o retrato desse mundo particular e complexo.

Farnel Lusitano Direção: Ricardo Miranda, documentário, 2002, 50 min.
Apoiado em extensa entrevista de Maria de Lourdes Modesto, uma das mais importantes conhecedoras da comida regional portuguesa, este episódio traz imagens sobre os nossos antepassados: a doçaria portuguesa, com os Pastéis de Belém, receita secreta dos monges do Mosteiro dos Jerônimos e a doçaria conventual do mosteiro da Conceição, destacando- se as várias regiões e alguns de seus pratos típicos.

29/08/2013 (quinta-feira)

19:00

Mesa Brasileira

Civilização do Couro| Direção: Ricardo Miranda, documentário, 2002, 50 min.

Este episódio destaca a particularidade da criação de uma infra-estrutura do ciclo do açúcar onde, para além do cultivo dos canaviais e do reabastecimento de mão de obra escrava, era necessário buscar os animais para o transporte à tração e para o próprio alimento. Daí surgem a carne de bode, carneiro, porco e galinha, com destaque para o preparo da Paçoca (farofa de carne seca), da Buchada de Bode e dos queijos do sertão.

Após a sessão haverá um debate com a presença do diretor Ricardo Miranda.

30/08/2013

19:00

Estrada Real da Cachaça | Direção: Pedro Urano, documentário, 2008, 98 min.

Trata-se de uma investigação histórica, antropológica, sócio-econômica e poética que procura, ao longo da chamada Estrada Real, articular fragmentos significativos da trajetória da nação. O filme propõe a reatualização de um percurso ancestral com o objetivo de mapear a presença da cachaça na cultura brasileira.

Lei do Programa Cultura Viva é aprovado pela Câmara Federal


culturaviva (1)Como tramitava em caráter conclusivo, proposta segue para análise do Senado, a menos que seja apresentado recurso para votação também no Plenário.

A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) aprovou nesta terça-feira (27) proposta que torna lei o programa Cultura Viva, do Ministério da Cultura (Minc). A medida está prevista no Projeto de Lei 757/11, da deputada Jandira Feghali (PCdoB-RJ).

A relatora na CCJ, deputada Sandra Rosado (PSB-RN), recomendou a aprovação da matéria na forma do substitutivoacatado anteriormente pela Comissão de Cultura com alterações feitas pela Comissão de Finanças e Tributação. O texto seguirá para o Senado, a menos que haja recurso para que seja analisado também pelo Plenário.

As emendas da Comissão de Finanças retiraram do substitutivo itens como a capacitação prévia de integrantes dos núcleos culturais, que seria oferecida gratuitamente, a fim de não criar despesas sem determinar a fonte de recursos, o que é proibido pela Lei de Responsabilidade Fiscal (Lei Complementar 101/00). A proposta original não implica aumento de despesas, pois o Minc já conta com reserva de recursos para o programa Cultura Viva.

Transferência direta
O substitutivo também determina que os recursos para financiar o programa sejam transferidos diretamente para as organizações responsáveis por suas ações. Assim, dispensa-se a realização de convênios, acordos ou contratos e o dinheiro é depositado na conta corrente do beneficiário.

Para garantir “um mecanismo de controle para a transferência de recursos públicos”, a Comissão de Finanças e Tributação aprovou um Cadastro Nacional de Pontos e Pontões de Cultura, que deverá reunir dados das entidades interessadas em receber recursos do Cultura Viva.

O Ministério da Justiça ficará responsável pela coleta dos dados. Além disso, as instituições deverão assinar um termo de compromisso com informações sobre as ações a serem executadas, o cronograma de atuação e as metas de cada ação.

Programa

O programa Cultura Viva é desenvolvido pelo Minc desde 2005 e estimula a produção artística local, além de formar redes de mobilização em torno de projetos culturais. Ele é destinado a estudantes e jovens, comunidades tradicionais indígenas, rurais e quilombolas e agentes culturais, artistas e professores. Atualmente, o público prioritário do Cultura Viva é formado por populações de baixa renda.

A proposta mantém as ações atuais do programa, como:
– Pontos de Cultura, para articular os trabalhos culturais;
– Pontões de Cultura, para gerenciar regionalmente os Pontos de Cultura;
– Pontos de Mídia Livre, para desenvolver novas mídias e ferramentas de comunicação compartilhadas e colaborativas;
– Escola Viva, para articular os Pontos de Cultura e instituições de ensino;
– Ação Griô, para valorizar a tradição oral;
– Cultura Digital, para desenvolver plataformas de produção e difusão cultural nos ambientes da internet e suportes audiovisuais;
– Interações Estéticas, para promover diálogo entre artista e comunidade; e
– Agente Jovem de Cultura Viva, para estimular o protagonismo juvenil e difusão de bens e produtos culturais.

Íntegra da proposta:

Semana do Cinema Contemporâneo Brasileiro na Cinemateca Nacional do Ecuador


EcuadorComo acontece anualmente, a Cinemateca Nacional do Ecuador realiza a Semana do Cinema Contemporâneo Brasileiro.

A mostra apresenta uma seleção de algumas das mais atrativas produções do audiovisual brasileiro.

Nesta edição serão exibidos: O homem do futuro, Eu receberia as piores notícias de seus lindos lábios, Mutum Onde está a felicidade?, Chico Xavier e As melhores coisas do mundo.

A mostra inicia com a exibição do filme “O homem do futuro”, de Cláudio Torres.
As exibições acontecem a partir deste terça feira na Sala Alfredo Pareja e prosseguem até o próximo domingo, com sessões às 17h15 e 19h30. No domingo às sessões acontecem às 16h00 e 18h30.
A entrada é gratuita.
Acesse AQUI maiores informações sobre os filmes programados.
 

Cineclubes paulistas realizam reunião sobre 29 Jornada Nacional de Cineclubes


Teia CineclubistaOs Cineclubes Pac Lee (São Paulo, SP) e Cinema Digital (Diadema, SP) estão convidando cineclubes e cineclubistas paulistas para uma reunião objetivando debater a participação na 29 Jornada Nacional de Cineclubes, prevista para acontecer no próximo mês de novembro, em Salvador (BA)

A reunião será realizada no dia 26 de agosto, terça -feira, a partir das 14hs, no espaço do Cineclube Latinoamericano, no Pavilhão da Criatividade do Memorial da America Latina na cidade de São Paulo.

O Observatório Cineclubista apoia a iniciativa.

8ª Mostra Cinema e Direitos Humanos


livro-mostra-cinema-e-direitos-humanos-na-america-do-sul_MLB-O-131812301_9105A Mostra Cinema e Direitos Humanos na América do Sul é um evento que celebra há oito edições o aniversário da Declaração Universal dos Direitos Humanos, proclamada pela Assembleia Geral das Nações Unidas, em 10 de dezembro de 1948.

A Mostra dedica-se a apresentar filmes sul-americanos que discutem temas atuais de Direitos Humanos no nosso continente.

Realizado pela Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, com produção da Universidade Federal Fluminense / Ministério da Cultura e patrocínio da Petrobras e do BNDES, o evento acontecerá nas 26 capitais e no Distrito Federal. Pelo primeiro ano, a mostra será realizada também em até 1.000 espaços culturais pelo Brasil, assumindo um caráter descentralizador e democrático.

A programação compreende uma seleção de filmes contemporâneos que desde 2008 são também selecionados por meio de chamada pública, além de uma retrospectiva histórica, homenagens e programas especiais. A Mostra promoveu em edições anteriores homenagens ao projeto brasileiro Vídeo nas Aldeias, aos argentinos Cine Ojo (produtora) e Ricardo Darín (ator), ao documentarista Eduardo Coutinho, e suas recentes retrospectivas históricas tiveram por tema “infância e juventude”, “iguais na diferença” e “direito à memória e à verdade”.

Convocatória

A 8ª Mostra Cinema e Direitos Humanos na América do Sul, que irá ocorrer de 26 de novembro a 20 de dezembro, abre chamada para receber trabalhos audiovisuais. Os filmes, selecionados por prospecção e curadoria, serão exibidos em todas as capitais do país e no Distrito Federal. Esses concorrerão ao Prêmio Aquisição, da TV BRASIL, a partir da votação do público, nos valores de R$30.000,00 para o melhor longa-metragem, R$14.000,00 para o melhor média-metragem e R$8.000,00 para o melhor curta-metragem.

Para além da exibição nas capitais, em 2013 serão distribuídos até 1000 kits para locais de exibição habilitados em chamada pública própria (tais como cineclubes, pontos de cultura, universidades, etc), realizada para permitir uma maior disseminação do conhecimento em direitos humanos em seu formato cinematográfico. Para compor o kit, serão selecionados dois longa-metragens e um curta ou um média-metragem, que receberão o Premio Diferença, da TV BRASIL, como reconhecimento por sua importância para a formação cultural do público em Direitos Humanos. Os premiados receberão R$10.000,00 e R$5.000,00, respectivamente.

O evento será voltado à exibição de obras realizadas em países da América do Sul finalizadas a partir de 2011 cujo conteúdo contemple aspectos relacionados aos Direitos Humanos, tais como:

  • Direitos das pessoas com deficiência;
  • População LGBT;
  • Memória e verdade; crianças e adolescentes;
  • Pessoas idosas;
  • População negra;
  • População em situação de rua;
  • Mulheres;
  • Direitos Humanos, segurança pública e não-violência;
  • Proteção aos defensores de Direitos Humanos;
  • Prevenção e combate à tortura
  • Democracia e Direitos Humanos
  • Direitos do trabalhador
  • Juventude
  • Direito humano à moradia
  • Indígenas, quilombolas e povos de comunidades tradicionais.

Não há restrição quanto à duração, gênero ou suporte de captação/finalização. As exibições serão em suporte digital.

No período de 22 de agosto a 06 de setembro de 2013, A ficha de inscrição deve ser baixada no site http://culturadigital.br/cinedireitoshumanos/, preenchida, assinada e enviada com 1 foto por e-mail para: contatocinedireitoshumanos@vm.uff.br. Além disso, O DVD deverá ser enviado também, até 6 de setembro de 2013, com uma via da ficha impressa para:

8ª Mostra Cinema e Direitos Humanos na América do Sul
Universidade Federal Fluminense (IACS/KUMÃ)
Rua Lara Vilela, 126, São Domingos, Niterói
CEP 24210-590
Mais informações podem ser obtidas pelos telefones:
+55 21 26299763 (Universidade Federal Fluminense / IACS / Kumã)
+55 61 2025.3732 /3950 (Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República)

Portugal no Ceará


A 23ª edição do Cine Ceará muda de foco e visita a nova geração do cinema português em sua programação

A 23ª edição do Cine Ceará muda de foco e visita a nova geração do cinema português em sua programação
O Ceará é o ponto no território continental brasileiro mais próximo ao Velho Mundo. Nada mais justo do que ser, graças à localização geográfica, a ligação entre europeus e americanos. No que se refere a audiovisual, o solo alencarino já é anfitrião tradicional do Cine Ceará, o Festival Ibero-Americano de Cinema. Chegando à sua 23ª edição, de 7 a 14 de setembro, o festival apresenta novidades conceituais e espaciais. Deixando de lado as temáticas mais abrangentes que guiaram a programação dos anos anteriores do evento, a partir de 2013 o Cine Ceará se volta para as homenagens ao cinema contemporâneo de um país. “A gente resolveu dar uma guinada no foco do evento”, explica Wolney Oliveira, diretor do festival. “A ideia é que o Cine Ceará pegue esse sangue jovem que está aí em vários lugares do mundo e concentre homenageando a cinematografia contemporânea desse país a cada ano”.

Cine CearáA mudança, de acordo com Oliveira, também se deve à popularização gradual do fazer cinema, inclusive no Ceará, graças à evolução tecnológica e à presença de três cursos de realização audiovisual no Estado – dois dos quais são graduações.

O tributo que dá início a essa sequência é feito a Portugal, exibindo e discutindo filmes produzidos nos últimos 15 anos. Segundo o diretor, a escolha do país se justifica também pelo fato da cinematografia realizada em terras lusas ainda ser de difícil acesso aos cinemas comerciais brasileiros. A homenagem ao país ibérico se estende à atriz, cantora e cineasta portuguesa Maria de Medeiros, responsável pelo show de abertura do, cujos filmes serão exibidos em uma mostra especial. O cinema luso será tema do debate entre realizadores e público portugueses e brasileiros durante o Seminário Diálogos Visuais, na Casa Amarela Eusélio Oliveira.

Cine Ceará1Para Wolney, a maior vitória do festival é chegar à 23ª edição ininterrupta, principalmente por ser um evento em expansão e com dificuldades para financiamento. De acordo com ele, o orçamento de realização está na faixa de R$ 1,7 milhão.

Outra mudança é a sede do evento, que acontece pela primeira vez no Centro Cultural Dragão do Mar de Arte e Cultura. As duas salas de cinema do equipamento serão reinauguradas em 3 de setembro; a programação do festival começa a ocupá-las a partir do dia 7 e segue até 14 de setembro. De acordo com o presidente-diretor do Dragão do Mar, Paulo Linhares, a realização marca o retorno de uma parceria e faz parte do projeto de trazer os grandes eventos do Estado para o CCDM.

Oficinas, seminários e mostras alternativas e sociais serão realizados simultaneamente na Casa Amarela Eusélio Oliveira da Universidade Federal do Ceará (UFC), no Teatro Celina Queiroz da Universidade de Fortaleza (Unifor), na Caixa Cultural, na Vila das Artes e no Mercado dos Pinhões. Todas as atividades são gratuitas.

Mostras competitivas

Cine Ceará2Oito produções foram selecionadas para concorrer ao Troféu Mucuripe, durante a Mostra Competitiva Ibero-Americana de Longa-Metragem. Destas, sete são completamente inéditas no Brasil. Os indicados são os brasileiros “Se Deus Vier Que Venha Armado”, de Luis Dantas, “Olho Nu”, de Joel Pizzini, e “Solidões”, de Oswaldo Montenegro; o espanhol “Emak Bakia”, de Oskar Alegria; o uruguaio-português “Rincón de Darwin”, de Diego Fernández Pujol; o mexicano “El Paciente Interno”, de Alejandro Solar Luna; o cubano “La Película de Ana”, de Daniel Diaz Torres e o argentino “Mercedes Sosa, la voz de Latinoamérica”, de Rodrigo H. Vila. As categorias da disputa são melhor filme, direção, fotografia, edição, roteiro, som, trilha sonora original, direção de arte, ator, atriz e prêmio da crítica. O prêmio ao vencedor é de dez mil dólares.

A Mostra Competitiva Brasileira de Curtas-Metragens, por outro lado, premiará o vencedor com R$ 15 mil, através de financiamento do Canal Brasil. As categorias analisadas serão melhor filme, direção, roteiro, produção cearense e prêmio da crítica. Doze filmes concorrem: os pernambucanos “Au Revoir”, de Milena Times, e “Quinha”, de Caroline Oliveira; os cearenses “Mauro em Caiena”, de Leonardo Mouramateus e “O Melhor Amigo”, de Allan Deberton; o baiano “Jessy”, de Paula Lice, Rodrigo Luna e Ronei Jorge; os paulistas “O Pai do Gol”, de Luiz Ferraz, “O Pacote”, de Rafael Aidar, e “Pintas”, de Marcus Vinicius Vasconcelos; o carioca “Em Cartaz”, de Fernanda Teixeira; o gaúcho “ED”, de Gabriel Garcia; o alagoano “O Que Lembro, Tenho”, de Rafael Barbosa, e o mineiro “Sanã”, de Marcos Pimentel. Para Wolney, a presença forte dos candidatos nordestinos reflete o crescimento da produção da região. Segundo ele, 40% dos longas produzidos no Brasil são de PE, CE e BA. A Mostra Olhar do Ceará, como o nome explicita, é composta apenas por produções locais. Ao todo, 23 curtas, dentre documentários e ficções, foram selecionados para competir pelo prêmio de R$ 5 mil.

Serviço

23º Cine Ceará.

De 7 a 14 de setembro, no Centro Cultural Dragão do Mar.
Fortaleza, CE.

Programação completa está no site http://www.cineceara.com/

Saiba +

Uma trajetória grandiosa

EusélioEm 1991 o cineasta Eusélio Oliveira e o diretor, produtor e roteirista Francis Vale lançaram o Festival Vídeo Mostra Fortaleza, realizado na Casa Amarela Eusélio Oliveira, equipamento vinculado à UFC. À época, talvez não imaginassem que o modesto evento transformar-se-ia em um dos maiores do tipo no País, o Cine Ceará – Festival Ibero-Americano de Cinema, realizado anualmente.

Rebatizado Cine Ceará em 1995, passou a ser fomentado pelo governo estadual, via Secretaria da Cultura. Da Casa Amarela, o evento migrou para o Cine São Luiz, no Centro, cujo prédio é tombado.

Ao longo de sua trajetória, o Cine Ceará passou a ser vitrine da produção cearense fomentada por então novos espaços de formação (como a Casa Amarela e o Instituto Dragão do Mar), tornando-se, ele mesmo, peça fundamental da equação que alavancou a cinematografia local. Em 2006, seguindo uma tendência natural, adotou caráter internacional, abrindo espaço em sua mostra competitiva para filmes da América Latina, Espanha e Portugal.

Com o fechamento e o futuro incerto do Cine São Luiz, em 2010 (mesmo após comprado pelo Governo do Estado), o festival transferiu-se para o Theatro José de Alencar, que sediou duas edições.

Neste ano, o Cine Ceará ganha novamente outra casa, as salas de cinema do Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura, cuja reforma deve ser finalizada neste mês. Em edições anteriores, o equipamento já recebeu parte da programação. Além da mostra de longas, o evento inclui mostra competitiva de curtas nacionais e um conjunto de mostras paralelas, além de encontros de realizadores, palestras, seminários e lançamentos.

O acesso ao Cine Ceará é gratuito, condição fundamental para que funcione também como espaço de formação de plateia. O credenciamento é feito em troca de alimentos.

Film Finance Forum Latin America


Film Finance ForumO Rio de Janeiro recebe em 21 de agosto a primeira edição do Film Finance Forum Latin America, no Copacabana Palace, com mais de 30 conferencistas de diversos países. O evento é organizado pela RioFilme e pela empresa norte-americana Winston Baker, e integra uma rede internacional de conferências sobre financiamento de projetos audiovisuais, com edições anuais em Los Angeles, Nova York, Cannes, Shangai e Zurique. O prefeito Eduardo Paes fará a palestra de abertura.

O evento foi criado para discutir estratégias e tendências de investimentos no mercado audiovisual, oferecendo aos produtores abordagens eficazes para a captação de recursos e discutindo formas de gerar receita a partir da produção de conteúdo de qualidade.

O tema central é o financiamento de filmes e outros produtos voltados para o mercado audiovisual. Estão confirmados mais de 30 palestrantes brasileiros e estrangeiros, entre produtores, investidores, distribuidores, agentes e autoridades.

Os principais assuntos a serem abordados na primeira edição latina do Film Finance Forum são: oportunidades de investimento em audiovisual no Rio de Janeiro e no Brasil; novas fontes de financiamento: para além de subsídios governamentais e incentivos fiscais; desenvolvimento de projetos, identificação de elementos chave e a importância dos agentes; elaboração de projetos de coprodução internacional; novas oportunidades de distribuição local e global; e o impacto da TV e das novas mídias no financiamento de filmes.

O evento terá no início uma palestra com o tema “Geração de receita através da distribuição de conteúdo digital na América Latina”, por Antonio Barreto, CEO da DLA. Antonio Barreto é CEO da DLA desde dezembro de 2004, quando a empresa foi adquirida pelo Grupo Claxson Interactive. Pioneiro no negócio de distribuição eletrônica, Barreto tem colaborado como executivo de primeiro nível com alguns dos grupos de telecomunicações mais importantes da América Latina, entre eles Hughes (Directv), Disney (ESPN), Telefónica e HBO.

O Film Finance Forum Latin America conta com o apoio da Variety e da LATC (Latin American Training Center – Centro Latino Americano de Treinamento e Assessoria Audiovisual).

Inscrições e mais imformações no site www.filmfinanceforum.com.

SAv lança dois editais de fomento à produção


editais savA Secretaria do Audiovisual do Ministério da Cultura lançou hoje, 19 de agosto, dois editais para produção de curtas-metragens; uma destinado à animações de até um minuto, e outro voltado à temática infantil, num total de 52 obras audiovisuais de curta-metragem que terão apoio à sua produção.

De acordo com a SAv, o lançamento dos editais está em consonância com a política da atual gestão da Secretaria, que tem o intuito de retomar seleções públicas que tiveram grande repercussão e impacto para o setor audiovisual e para o seu público.

O Edital Curta Animação 2013: Resíduos Sólidos em Um Minuto apoiará 40 obras audiovisuais brasileiras de animação, inéditas, de micrometragem, com duração de um minuto, no valor de R$ 15 mil reais cada. O período de inscrição é de 19 de agosto às 18h do dia 7 de outubro.

Já o Edital Curta Criança 2013 apoiará doze obras audiovisuais brasileiras inéditas, de curta-metragem, dos gêneros ficção, animação ou documentário, com temática voltada à infância, com duração de 13 minutos. O período de inscrição também é de 19 de agosto às 18h do dia 7 de outubro e o valor do apoio é de até R$ 60 mil reais para cada obra selecionada.

Deverá ser oferecido pelo proponente, a título de contrapartida, o montante de R$ 15 mil reais, que poderá ser apresentado em recursos financeiros ou bens e serviços economicamente mensuráveis, conforme disposto no art. 12 do Decreto nº. 5.761/2006.

savEm ambos os editais, as obras audiovisuais deverão ser inscritas por pessoas físicas, brasileiros natos ou naturalizados, que se apresentem obrigatoriamente como diretor ou produtor, sendo facultativo o acúmulo de outras funções.

Será permitida a inscrição em cada edital de apenas uma proposta por concorrente, seja diretor ou produtor. A proposta a ser considerada será a primeira inscrita no sistema SALICWEB.

O regulamento dos editais e informações para inscrições estão no site www.cultura.gov.br.