Escola Internacional de Cinema e TV de Cuba


Inscrições abertas para seleção de estudantes brasileiros

A Coordenação dos Exames de seleção para a EICTV no Brasil comunica a todos que estarão abertas até o dia 10 de março as inscrições para o Processo Seletivo 2010 / 2013. As provas serão aplicadas nos dias 12 e 13 de março, em cinco cidades: Belo Horizonte / MG, Recife / PE, Florianópolis / SC, Campo Grande / MS e Belém / PA.

Serão oferecidas sete especializações – Direção, Produção, Roteiro, Fotografia, Som, Documentário e Edição. Cada candidato deverá optar por uma destas especializações.

Do Brasil, serão selecionados de quatro a seis candidatos que irão fazer parte de um grupo de 40 estudantes de todo o mundo, principalmente da América Latina. O curso tem duração de 3 anos. O início está previsto para setembro de 2010 e término em julho de 2013.

Confira as condições e documentos exigidos.

Processo de seleção

Cada candidato responderá à 2 provas escritas: uma prova de conhecimentos gerais e uma prova correspondente à especialização que escolheu. Os candidatos aprovados nas provas escritas serão entrevistados no dia seguinte pela comissão julgadora, que realiza uma pré-seleção indicando os melhores candidatos em cada especialização. Caso haja necessidade, algumas entrevistas serão realizadas no domingo, dia 14 de março. Os candidatos que tenham vindo de outras cidades terão prioridade, na ordem das entrevistas. O Conselho Docente da EICTV, sediado em Cuba, faz a seleção final. Os nomes dos candidatos selecionados devem ser anunciados na segunda quinzena de junho. As provas escritas acontecem a partir das 8 h da manhã, do dia 12 de março.

Matrícula

A matrícula para os três anos tem um custo de cinco mil euros por ano. Forma de pagamento: à vista (em setembro) ou em duas parcelas (setembro e janeiro). Alunos brasileiros pagarão parte do valor, sendo que o restante será subsidiado pelo Ministério da Cultura, por meio da Secretaria do Audiovisual.

Os estudantes que ingressam no curso regular têm direito a hospedagem em quartos individuais, alimentação, transporte entre Havana e San Antonio de los Baños, assistência médica primária e de emergência, material escolar e produção integral dos trabalhos em cinema e vídeo.

Informações e inscrições:

As fichas de inscrição serão disponibilizadas pela internet através dos sites da Associação Curta Minas / ABD-MG (www.curtaminas.com.br), da Página 21 / PE (www.pagina21.com.br), do Instituto Selvino Caramori / SC (www.instselvinocaramori.org.br), e dos blogs da Associação de Cinema e Vídeo-MS / ABD-MS (acvms.blogspot.com) e da Associação Brasileira de Documentaristas e Curta-Metragistas / ABD-PA (eictvpara.blogspot.com).

Após o preenchimento, favor enviar por e-mail a ficha de inscrição para a cidade onde você pretende realizar os exames.

Belo Horizonte / MG

eictvbh@yahoo.com.br

Recife / PE

eictv@pagina21.com.br

Página 21

Florianópolis / SC

eictv@instselvinocaramori.org.br

Instituto Selvino Caramori (49) 3567-0011

Campo Grande / MS

candal.abdms@gmail.com

ACV-MS (67) 3306-8069 / (67) 9608-7066 (Cândido)

Belém / PA

eictvpara@gmail.com

MIS / PA (91) 4009-8817 / (91) 9143-5111 (Afonso Gallindo)

Escuela Internacional de Cine y Televisión de San Antonio de los Baños

Diretor Geral: Tanya Valette (República Dominicana)

Diretor Docente: Jerónimo Labrada (Cuba)

Coordenadora Acadêmica: Maria Julia Grillo (Cuba)

www.eictv.org

Coordenação Seleção EICTV 2010 – Brasil

Geral:

Guigo Pádua

eictvbh@yahoo.com.br / (31) 9635-1026

Belém:

Afonso Galindo (ABD e C/PA)

Belo Horizonte:

Guigo Pádua

(Associação Curta Minas – ABD/MG)

Campo Grande:

Cândido Alberto Fonseca (ABD/MS)

Florianópolis:

Caroline Marins (Instituto Selvino Caramori)

Recife:

Amaro Filho (Página 21)

eictv@pagina21.com.br

WWW.pagina21.com.br

Realização:

Prefeitura de Belo Horizonte

Fundação Municipal de Cultura de Belo Horizonte

Página 21 – Pernambuco

Instituto Selvino Caramori – Santa Catarina

Cinemateca Catarinense / ABD-SC

Associação de Cinema e Vídeo / ACV-MS

ABD e C / ABD-PA

Apoio:

Associação Curta Minas / ABD-MG

Centro de Referência Audiovisual de Belo Horizonte

Universidade Católica de Pernambuco

Universidade Federal de Santa Catarina

Universidade Federal do Mato Grosso do Sul

Fundação de Cultura do Estado (MS)

Fundação Municipal de Cultura de Campo Grande

Museu da Imagem e do Som / MIS-PA

Fundação Curro Velho / PA

Secretaria do Audiovisual / Ministério da Cultura

Cineclube Cascavél


apresenta

Uma Mulher é Uma Mulher

de Jean-Luc Godard


Abertura da sessão com os curtas

“Entre Trilhos O Princípio Feminino do Sol”


Terça-Feira 02 de março de 2010, 19h30
Centro Cultural Cara Vídeo, rua 83, n. 361, St. Sul, Goiânia

O Cineclube Cascavel começa o mês de março se antecipando nas comemorações do Dia Internacional da Mulher, propondo uma reflexão não apenas sobre a mulher, mas sobre a complexidade das questões de gênero em sua relação direta com a criação cultural.

Os curtas Entre TrilhosO Princípio Feminino do Sol abrem a sessão. Entre Trilhos, de Eloísa Fusco, apresenta uma abordagem lírica e atrevida da descoberta da mútua atração, através do cinema mudo em cores.

O Princípio Feminino do Sol, de Patrícia Bárbara, aborda o poder feminino sobre a Terra, no embate entre o Sol e o Vento, com Mercúrio entre eles. Entra em jogo uma encenação performática que procura escapar ao naturalismo.

E, finalmente, Uma Mulher é Uma Mulher, de Jean-Luc Godard, filme do início da sua carreira e que despontava o movimento chamado Nouvelle Vague. Uma Mulher é Uma Mulher é, segundo o próprio autor, uma “comédia musical neo-realista”. A obra se compõe de uma poesia sobre o comportamento da mulher que, como todas as outras, é apenas uma mulher. Trata-se de oportunidade única para conferir esta obra-prima de Godard numa tela grande em Goiânia.

A sessão será seguida de debate com o público presente. E na próxima terça-feira, dia 9 de março, teremos mais uma sessão especial finalizando as comemorações do Dia Internacional das Mulheres.

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Entre Trilhos | Eloísa Fusco, Fic., cor, 2003, SP, 6’

No passado, duas garotas resolvem fugir.

O Princípio Feminino do Sol | Núcleo Patrícia Bárbara, Exp., cor, 2002, RJ, 7’

Um dia, sol e vento fizeram uma aposta para ver quem era o mais poderoso e reinaria sobre os céus.

Uma Mulher é Uma Mulher (Une Femme est Une Femme) | Jean-Luc Godard, Fic., Itália/França, 1961, 85’

Um triângulo amoroso entre uma stripper, seu amante e seu amigo. Angela (Anna Karina) é uma dançarina que quer ter um filho. Para tanto, decide convencer o namorado, o ciclista Émile (Jean-Claude Brialy), que não dá bola para seus apelos. Diante da negativa, a bela decide recorrer a outro homem: Alfred (Jean-Paul Belmondo), seu vizinho e grande amigo. O que Angela não sabe é que o novo candidato a pai sempre foi apaixonado por ela e, com esse convite, uma série de confusões será desencadeada.

Classificação: 16 anos

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Realização – ABD-GO

Parceria – CARAVÍDEO

Apoio – ABD Nacional, Conselho Nacional de Cineclubes, Sebrae-GO, Cine Mais Cultura, Secretaria do Audiovisual/MinC

Contato: cinecascavel@gmail.com / 62 84532568

Visite: http://cineclubecascavel.blogspot.com

Siga no twitter: cinecascavel


Cineclube Cascavel
Goiânia – GO
http://cineclubecascavel.blogspot.com/

FILMES SÃO FEITOS PARA SEREM VISTOS!

Cineclubismo: 80 anos democratizando o audiovisual brasileiro!

NÓS SOMOS O PÚBLICO!

Lan Houses


A Comissão Especial das Lan Houses (PL 4361/04) aprovou nesta quarta-feira o cronograma de trabalho. Estão previstas sete audiências públicas para ouvir especialistas em diversas áreas para ajudar na produção do relatório final.

Serão diversos especialistas que vão apresentar experiências e fazer exposições sobre segurança e uso da internet, educação e inclusão social, tecnologia e desenvolvimento e infraestrutura. Entre os nomes citados estão representantes dos ministérios da Justiça, da Educação, da Comunicação e da Ciência e Tecnologia.

De acordo com o relator e autor do cronograma, deputado Otavio Leite (PSDB-RJ), a aprovação do plano tornará mais ágil os trabalhos da comissão e permitirá aos integrantes extrair dos convidados o máximo de informação.

Vice-presidentes
A comissão também elegeu nesta quarta-feira os deputados Efraim Filho (DEM-PB), Colbert Martins (PMDB-BA) e Elismar Prado (PT-MG), como 1º,2º e 3º vice-presidentes, respectivamente.

A comissão instalada no início deste mês já definiu o deputado Paulo Teixeira (PT-SP) como presidente e o deputado Otávio Leite (PSDB-RJ) como relator. Os deputados vão discutir uma regulamentação nacional para as atividades das em rede ou que oferecem acesso à internet.

O Projeto de Lei 4361/04 prevê que as casas de jogos e diversões eletrônicas terão de informar, em local visível, a natureza dos jogos oferecidos e o público a que se destinam, de acordo com a classificação indicativa atribuída pelo Poder Público.

A próxima reunião está marcada para 9 de março, às 14 horas, em local a ser definido.

Acompanhe os trabalhos da comissão especial.

Íntegra da proposta:

Da Redação/ RCA
Colaboração – Laís Braz

Poesia e ancestralidade: J.Triste, poeta e homem do povo


Localizada na Rua 14 com a Avenida 52, na Vila Olinda, a praça que guarda o nome do poeta rio-clarense João Baptista Pimentel – J Triste é bem arborizada, conta com uma banca de jornais e é usada como local de encontro de moradores próximos e também usada por diversos comerciantes e carroceiros como ponto de parada.

A praça é uma das poucas que ainda guardam a placa com o nome do homenageado. O local recebeu o nome do poeta a partir de um pedido do então vereador Sérgio Guilherme. “Lembro que na festa tinha uma pessoa que sabia de cor as poesias do meu pai, foi uma festa muito bonita com música”, lembra o filho João Baptista Pimentel Júnior.

João Baptista Pimentel ficou conhecido por seu pseudônimo J Triste, embora o próprio filho afirme que o pai era uma pessoa alegre e brincalhona. “Na verdade, nunca soube por que meu pai usava o pseudônimo J Triste, pois ele era muito alegre, além de um grande charadista, cronista e dramaturgo”, fala.

O poeta nascido em Rio Claro atuou como gerente da Cooperativa dos Empregados da Companhia Paulista e, após uma cirurgia quando tinha cerca de 40 anos, ele perdeu a voz.

J Triste escreveu peças teatrais e publicou dois livros: No Meu Silêncio e Simplicidade. “Meu pai era um homem muito simples e humilde e os versos dele eram feitos para o povo. Ele tinha os versos bem lapidados”, lembra o filho.

João Júnior fala que fica feliz por saber que o pai recebeu essa homenagem. “Fico feliz não só por ser meu pai, mas por ser um homem simples, pobre, que não deixou fortuna, mas deixou os versos, e essa homenagem demonstra que Rio Claro também dá valor a isso”, fala.

“Essa homenagem foi um prêmio que envaidece, pois ele é o símbolo do homem humilde que foi exaltado”, fala.

O filho de J Triste conta que o pai gostava que lesse as poesias para que ele pudesse ouvir. “Ele tinha inspiração fácil, fazia muitas crônicas e tinha o prazer de escrever”, fala.

J Triste teve cinco filhos e morreu aos 82 anos.

Pré-Conferência do Audiovisual: Notícias de Roraima


Pré-Conferência Setorial do Audiovisual

Ministro diz que este é um momento excepcional para a cultura brasileira

Juca Ferreira_CBC“Não basta melhorar a renda do brasileiro. É preciso oferecer educação de qualidade e dar acesso a cultura”. Estas foram as palavras do ministro da Cultura, Juca Ferreira, durante a cerimônia de abertura da Pré-Conferência Setorial de Audiovisual, etapa da II Conferência Nacional de Cultura (II CNC).

A Pré-Conferência Setorial de Audiovisual iniciou oficialmente nesta quarta, às 9h30,  no auditório Hotel Nacional, em Brasília. Estavam presentes na cerimônia 75 delegados de vários estados brasileiros, divididos em sociedade civil organizada e poder público.

A mesa de abertura da Pré-Conferência foi composta pelo ministro da Cultura, Juca Ferreira; o secretário de Audiovisual, Sílvio Da-Rin; o diretor da Agência Nacional de Cinema (Ancine), Manoel Rangel; o secretário-geral do Conselho Nacional de Política Cultural (CNPC), Gustavo Vidigal; o coordenador geral das Pré-Conferências Setoriais de Cultura, Mauricio Dantas e o presidente do Congresso Brasileiro de Cinema (CBC), cineasta Rosemberg Cariri.

silvio-da-rin_CBCSilvio Da-Rin, secretário do Audiovisual, pasta vinculada ao Ministério da Cultura (MinC), disse que sua expectativa é que a Pré-Conferência produza uma agenda positiva, uma vez que foram protocoladas 160 propostas pelos estados. As propostas foram dividas por eixos temáticos, com os quais os grupos de trabalho deverão se basear e redigir duas propostas finais por cada eixo. As propostas serão encaminhadas à II CNC. Segundo o secretário, os encontros setoriais e a própria Pré-Conferência mobilizaram cerca de 50 entidades do segmento audiovisual.

“A II CNC ocorrerá entre os dias 11 e 14 de março, mas o trabalho não se esgotará. Este será apenas um passo importante para produzirmos o Plano Nacional do Audiovisual e o Plano Nacional de Cultura, que será encaminhado ao Congresso Nacional”, explicou Da-Rin.

MinC – Juca Ferreira, ministro da Cultura, iniciou seu discurso destacando a importância da produção de filmes brasileiros que contemplem conteúdos densos e que tenham como fundamento a dimensão simbólica. Esta baseia-se na idéia de que é inerente, a todo o ser humano, a capacidade de simbolizar, expressa por meio das diversas línguas, valores, crenças e práticas. Dotar a arte desta dimensão possibilita instituir uma política cultural que enfatiza, além das artes consagradas, toda a gama de expressões que caracterizam a diversidade cultural brasileira. “Vivemos um momento excepcional da cultura brasileira. Já anunciamos o Vale Cultura, que dispõe de um recurso de R$ 7 milhões e que vai beneficiar 14 milhões de brasileiros diretamente. Sendo assim, os realizadores do audiovisual deverão produzir e dialogar com o universo simbólico da sociedade para atrair este público”, alerta.

Juca criticou a forma de reivindicação baseada em interesses pessoais que muitas vezes é feita junto ao MinC, sem a preocupação de pensar na riqueza e complexidade da cultura brasileira. “É um momento de ouvir. O Brasil não tem a tradição de refletir sobre processos complexos. No entanto, na produção cultural brasileira, infelizmente, o ‘umbigo’ tem maior importância que a coletividade. Temos que avançar nisso. O conceito de participação tem que ir até o cidadão e a consulta é estratégica”, disse.

Ele afirmou que o século XXI tem outro alinhamento, no qual não deve haver a necessidade de imposição por parte do Estado na aplicação das políticas culturais. “Desde a queda do muro de Berlim, a desconstituição do Estado é um realidade, mas o Brasil resistiu a isso, porque o Estado ainda determina as dinâmicas da sociedade. É preciso, portanto, que ocorra a revitalização do Estado com a participação da sociedade”, ponderou.

Juca também apontou números importantes para contrapor os discursos de especialistas econômicos que especulam que o Brasil se tornará, em cinco ou dez anos, a quinta economia mundial e será um país rico. “Como avançar se ainda temas altas taxas de desigualdade e individualismo excessivos? Existem no Brasil, monopólios internos prejudiciais a cultura, assim como externos e temos que ter coragem de dizer isso. Outro fator é que 80% dos recursos da cultura vão para dois estados brasileiros. Destes, 60% vão para duas cidades e apenas 3% dos proponentes sempre ficam com estes recursos. A  mediocridade é um crime”, avaliou.

O ministro ainda colocou outros índices para reflexão do público presente. Ele afirmou que apenas 5% dos brasileiros já foram ou vão aos museus; 13% vão aos cinemas por mês; 17% compram livros e 90% dos municípios não tem cinema ou centro cultural. “Não basta melhorar a renda do brasileiro. É preciso ter uma educação de qualidade e dar acesso à cultura. Temos aqui o maior laboratório cultural do mundo”, explanou.

Juca Ferreira disse em tom otimista que, este ano, a Cultura contabiliza R$ 2,5 bilhões para investimentos. “Quando chegamos ao MinC havia R$ 3 milhões. Hoje há R$ 1,6 bilhão em renúncia fiscal, antes não havia 300 milhões. Mas ainda não chegamos a excelência de financiamento temos que melhorar muito”, apontou. O ministro finalizou dizendo que conversou como presidente Lula sobre os desafios do segmento do audiovisual, quando na oportunidade Lula afirmou que se houver consenso entre os agentes do setor ele está disposto a apoiar.

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“Sem a Região Norte, o cinema está incompleto no Brasil”, diz Rosenberg Cariri, da CBC

rosemberg-cariryO cineasta Rosemberg Cariri, eleito presidente do Congresso Brasileiro de Cinema (CBC), em janeiro de 2009, durante as atividades da entidade no 4º Festival de Atibaia Internacional do Audiovisual, participou de reunião com representantes de várias entidades ligadas ao audiovisual brasileiro, na noite de terça-feira (23), um dia antes de iniciar as discussões da Pré-conferência Setorial de Audiovisual, em Brasília (DF).

Cariri mantém o discurso voltado ao consenso de propostas e cooperação das entidades representações do segmento do audiovisual para obterem melhor resultado nas propostas a serem encaminhadas. Logo após a reunião informal, o presidente concedeu entrevista ao jornalista Éder Rodrigues, da delegação de Roraima. Confira.

O que o senhor tem a dizer desta breve reunião com cerca de 50 delegados que vão participar da Pré-Conferência?

Rosemberg Cariri Considero da maior importância por conta da diversidade. Todas as regiões estão aqui contempladas. Eu acho que só podemos falar em cinema brasileiro quando todas as regiões desse país começarem a produzir também o seu cinema, porque isso vai representar a diversidade, a riqueza e a profundidade da cultura brasileira.

O senhor chegou a falar sobre os resultados de uma reunião ocorrida entre o ministro da Cultura e diversas entidades do segmento, recentemente, na qual foi anunciado um aporte de 80 milhões para o audiovisual. Qual foi a finalidade do encontro?

RC – Esta ação pretende criar um fundo para o cinema cultural. Seria um fundo criado para os festivais, para a pesquisa, para a memória, para o curta metragem e acreditamos que é também um fundo que vai contemplar todas as regiões brasileiras, uma vez que é um fundo federativo, ou seja, tem a idéia da nação brasileira com um todo.

Como iniciou o diálogo para a criação do fundo?

RC – A ação iniciou-se a partir da própria necessidade das entidades. Como existe atualmente todo um convite voltado para o cinema mundial, ou dito de mercado, era preciso também que houvesse um fundo voltado para o cinema dito popular, para que este outro espaço seja integrado.

Como está o diálogo como o Ministério sobre este tema?

RC – Está muito bom. Logo será formado um Conselho Gestor, com representações das diversas entidades do cinema brasileiro.

O senhor falou sobre a importância das diversas regiões do Brasil estarem presentes aqui em Brasília. Que considerações o senhor tem a fazer sobre a região norte do país?

RC – O Nordeste a partir da década de 80 despertou e disse “vamos produzir”, e começamos a produzir um cinema significativo que tem conquistado espaço nacional e até mesmo internacional. Isso foi uma vontade e um resposta da região. O Centro Oeste também. O sul tem uma grande produção. Então a região que estão faltando integrar nesse esforço produtivo brasileiro é exatamente a Região Norte. Está faltando um pedaço do cinema: não sei se é a cabeça, o braço ou o coração, mas estamos incompletos. Daí esta grande luta para que o Norte esteja presente. Eu defendo, por exemplo, num primeiro momento, editais somente para aquela região, como forma de incentivar o surgimento local de curta e longa metragem. É muito importante que o Norte se agregue neste grande esforço brasileiro.

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Secretário-geral da CNC, João Baptista Pimentel Neto fala sobre expectativas para a Pré-Conferência Setorial do Audiovisual

Pimentel_200_CBCO secretário-geral do Conselho Nacional de Cineclubes Brasileiros (CNC) e diretor de articulação e comunicação do Congresso Brasileiro de Cinema (CBC), João Baptista Pimentel, convidou os diversos delegados e representantes do segmento de audiovisual que participam da Pré-Conferência Setorial do Audiovisual , para uma conversa informal na noite desta terça-feira (23), na qual foram explanadas expectativas em relação aos trabalhos na Pré-Conferência.

Nesta entrevista ping pong, Pimentel, que é jornalista e produtor cultural, fala um pouco da importância de avançar nas discussões e avaliou o clima inicial da Pré-Conferência.

Como o senhor avaliou a conversa com cerca de 50 delegados, além de representantes de entidades do audiovisual e poder público, antes de iniciarem os trabalhos?

João Pimentel – A reunião foi muito produtiva. A gente conseguiu ter uma noção de quem está presente e quem somos nós aqui. Acredito que o nosso diálogo não tem muitos ruídos. A maioria das pessoas se propõe no mesmo caminho. Agora temos que nos organizar porque a metodologia e o processo que nós estamos vivendo vai nos fazer ter um grande exercício de criatividade, já que, por exemplo, pelo regimento interno da Pré-Conferência vai sobrar uma proposta de cada eixo (são cinco). Então precisamos ter criatividade para que, ao construir as propostas, colocá-las no documento, até elas virarem uma só proposta. Todo mundo foi muito bacana neste primeiro contato. Não ouvi nenhuma voz dissonante na reunião. Acho que o encontro começa bem.

Em termos institucionais, temos que representações presentes?

JP – Nessa conversa nós tivemos muito forte a presença do Congresso Brasileiro de Cinema (CBC), Conselho Nacional de Cineclubes Brasileiros (CNC), da Associação Brasileira de Documentaristas (ABD Nacional), do Fórum de Festivais, da Coalizão da Diversidade Cultural Brasileira e a presença de representantes do poder público de vários estados, o que reforça muito as propostas. A sociedade civil deve entender que é a maioria nesta reunião e tem que fazer valer as suas propostas.

Foi comentado nesta conversa a importância da articulação e mobilização de estados mais distantes dos grandes centros, situados na reunião norte do país. O que o senhor tem a dizer desta participação?

JP – Bom, nós vivemos num país chamado Brasil, que é uma república federativa que tem 27 estados e que tem que tem uma política que deve ser justa. É óbvio que ela não deve ser igual para todo mundo, porque as realidades são diferentes: a realidade do Amapá é uma, a de Roraima é outra, a de São Paulo é outra. E isso em termos, porque alguém pode dizer “ah, o sul foi contemplado, São Paulo está uma maravilha”, mas eu digo que as periferias das grandes cidades não são contempladas.

Então, acho que nós temos que criar uma política de estado, não só para o audiovisual, mas de cultura, que respeite a constitucionalidade de vivermos numa república federativa, que respeite a diversidade cultural brasileira, a identidade cultura e as vocações locais também.

Não adianta você achar que a indústria do audiovisual é uma coisa que nasce no campinho de futebol da casa vizinha, Você não cria uma indústria cinematográfica como você cria craque de futebol no Brasil. Eu acho que o Governo Federal até tem construído políticas públicas de regionalização, equalização, respeito por essa diversidade. Mas temos muito que avançar, porque isso é um jogo pesado que envolve, no campo do audiovisual, interesse econômicos que são muitos claros e nem todos são tupiniquins. Tem muito interesse econômico estrangeiro que vai querer trazer seu ponto de vista aqui.

Então temos que ficar atentos. Eu costumo dizer que se para o império (americano) o audiovisual é uma questão de soberania e segurança nacional, e se a gente quer ser um país de primeiro mundo, buscar assento no Conselho de Segurança da ONU, etc e tal… se a gente quer sair realmente do subdesenvolvimento de terceiro mundo, nós temos que fazer o audiovisual ter o mesmo peso dentro da política de estado do Brasil.

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“A Conferência acorda um Brasil adormecido em 20 anos de ditadura”, diz presidente da ABD Nacional

Solange Lima_CBCA Associação Brasileira de Documentaristas e Curta-Metragistas Nacional (ABDN) está presente nas 27 unidades da federação e articulou-se para enviar seus representantes como delegados organizados por estados na Pré-conferência Setorial de Audiovisual.

A presidente da entidade, Solange Lima, conversou na terça-feira (23), um dia antes de iniciar as discussões, em Brasília (DF), com jornalista Éder Rodrigues, da delegação de Roraima. Confira.

Que expectativas a ABD Nacional têm a partir das articulações e das conversas que antecederam a Pré-Conferência, uma vez que houve uma breve conversa com cerca de 50 delegados e a ABDN?

Solange Lima – Em primeiro lugar, como presidente de entidade que representa os documentaristas e curta-metragistas, eu senti que estamos bem representados na Pré-Conferência.

Em segundo, acredito que esta é uma Conferência única, que é ímpar porque é a primeira vez em que o Estado convoca a população, mas a população já vem trabalhando com o Estado, não só com a representação do Estado, mas com sua própria mobilização e que aqui vai encontrar a diversidade cultural brasileira justamente para a Pré-Conferência do Audiovisual para que em março tenhamos propostas muito mais coerentes na Conferência Nacional de Cultura (CNC) como um todo e que na balança não pese nem mais teatro, nem só a música ou a dança ou o cinema, mas que pese a cultura como um todo, sabendo que o audiovisual e outros segmentos da cultura são fundamentais para construir um Brasil mais forte.

Esta conferência acorda um Brasil que ao longo de 20 anos de ditadura militar adormeceu e que agora se levanta para lutar. Está de certa forma, meio solto por que não estava acostumado com estas discussões, mas a partir do momento em que temos este encontro, a gente consegue ver que o país é pulsante, está pensando e que os estado estão fazendo um trabalho de cultura que falta agora ser reconhecido no Congresso Nacional.

A nossa briga forte vai ser esta: elaborar propostas que sejam plurais e que vão atender nos cinco eixos, o Brasil como um todo. Isso é difícil. Sabemos que nosso papel principal é construir propostas para a formação de mão de obra, a distribuição, a exibição, a produção, temos que divulgar a cultura no mundo e o audiovisual, eu sempre digo, é o que congrega todas as vertentes da arte, como a dança, música, o teatro e outros. Ele apreende aquele momento do tempo e do espaço para posteridade, para outras gerações que estão vindo por aí.

O ex-presidente da CBC, Geraldo Morais disse que, quanto ao audiovisual, é hora de construir uma política de estado e não só de governo. O secretário-geral da CNC, João Pimentel também disse que é hora de redesenhar a sustentabilidade do audiovisual no Brasil com a mudança do modelo atual. Você acredita que há um alinhamento no discurso das representações?

SL – Sim, este grupo vem trabalhando em conjunto. O CNC, CBC, a ABDN e fechamos um convênio com o Fórum de Festivais. Este grupo está se encontrando em várias reuniões. Este momento é de refinar o discurso que temos nas entidades politizadas com  a massa. Temos que falar com o todo. Esse afinamento vai ficar mais claro nos grupos de trabalho. Vamos avaliar na noite seguinte o que foi discutido nos GTs e o que teremos que defender no Congresso e que o Congresso aprove. A sociedade tem que ficar vigilante com o Congresso. Muitas vezes o Congresso faz o que quer e não o que a sociedade quer. O alinhamento já existe com as entidades que são politizadas e estamos neste processo com os outros representantes e há um grande caminho pela frente.

Éder Rodrigues

Jornalista, abedista,

Delegação de Roraima na Pré-Conferência Setorial de Audiovisual

Software livre não é livre para países que EUA vetam


O Sourceforge, maior biblioteca de desenvolvimento de projetos de “software livre” – programas de computador que não exigem licensa e são de uso irrestrito – chocou os meios de informática do mundo inteiro ao bloquear o acesso de internautas de acordo com as listas negras expedidas pelo governo americano. São milhares de pessoas e empresas, de várias partes do mundo e simplesmente todos os internautas residentes em Cuba, na Síria, Irã, Coréia do Norte e no Sudão.

O detalhe é que o Souceforge nem sequer é proprietário dos softwares desenvolvidos ou em desenvolvimento ali, cujos teóricos direitos autorais pertencem a pessoas que, simplesmente usam o site como hospedeiro ou lugar de aprimoramento e troca de informações sobre o desenvolvimento do software que criam. Programas importantíssimos, porque são de livre uso e gratuitos. Quem já precisou comprar um programa de computador legalizado sabe que os preços são extorsivos.

Ou seja, a pretexto de cumprir o embargo americano a estes países, pessoes e entidades, o site trata a propriedade de terceiros como se fosse sua – e produto americano – e impede o acesso a ela. No comunicado que postaram no site parecem envergonhados e reconhecem os prejuízos que isso pode causar às pessoas, mas dizem que não podem agir de outro modo, pelo risco de serem fechados ou, até, terem seus responsáveis presos.

Depois do comunicado, o site registra centenas de protestos de seus próprios usuários cadastrados, vindos de todas as partes do mundo, inclusive o de um brasileiro:

“Para nós, na América Latina, o Souceforge.net sempre foi um serviço essencial por sua estabilidade e fácil acesso. A maioria das redes latinoamericanas atravessam primeiro os Estados Unidos, assim as ligações são sempre mais fáceis com vocês. Mas essa mudança de políticas é tanto um movimento muito prejudicial quanto nos fazem perceber que não podemos confiar mais em vocês mais, porque não compartilham os princípios do código aberto e software livre. É muito triste ver técnicos muito competentes sendo colocados de joelhos por interesses políticos dos quais nem eles participam.”

Onde está a moral dos Estados Unidos para falarem em censura à internet no Irã ou na China, depois disso?

16/02/2010 |
Brizola Neto*
Portal Vermelho

Cine+Cultura Bahia


Cine Mais Cultura realiza inscrições até 15 de março

IRDEB (BA) – 25/02/2010

http://www.irdeb.ba.gov.br/evolucaohiphop/?tag=cine-mais-cultura

Entidades privadas sem fins lucrativos abertas à execução de projetos cinematográficos podem concorrer ao edital do Ministério da Cultura “Cine Mais Cultura”, que visa à formação de novos consumidores e críticos do cinema nacional.

Os profissionais ou empresas da área, interessados em realizar projetos de exibições cinematográficas em zonas rurais ou regiões sem salas de cinema, são contemplados com kit contendo telão (4mx3m), aparelho de DVD player, projetor digital, dois microfones sem fio, mesa de som de quatro canais, quatro caixas de som, amplificador, dentre outros equipamentos.

Democratizando Brasília: Dúvidas sobre a Lei do curta


Dúvidas sobre a Lei do curta

Amigos,

O que falta para que a lei do curta seja revista, ou colocada em prática? Eu não sei! Convido a todos a começarmos um debate e buscarmos responsáveis para que nós estudantes e profissionais do audiovisual, possamos exibir nossos trabalhos, nas grandes salas de cinema e participar desse mercado perverso, dominado por Hollywood.

“Mesmo após a chamada Retomada do Cinema Brasileiro a partir do governo Itamar Franco, o “Sistema do Curta-metragem” não voltou a funcionar como no período 1987-89. Vários pareceres jurídicos indicam que o dispositivo previsto no Artigo 13 da Lei 6.281 permanece em vigor, mas carece de regulamentação. Tentativas de regulamentar a “Lei do Curta” através de novos projetos de Lei da Câmara e do Senado esbarraram nas Comissões Temáticas e não foram a plenário.

Em 2006, o Ministério Público determinou que a Ancine regulamentasse a “Lei do Curta” num prazo de 90 dias, mas a diretoria da Ancine respondeu que a exibição de curtas não seria de sua responsabilidade, e sim da SAV (Secretaria do Audiovisual).”

É fundamental que saibamos construir um pensamento e por em prática essa lei que nos favorece e fomenta a cultura do curta incutindo na sociedade oportunidades de assistir um pouco mais do cinema brasileiro. Vamos debatendo.

Encaminhe esse email para outras pessoas e autoridades do cinema no país.

Allex Medrado

postado por http://www.marcellobarra.com.br às 15:38

viaDemocratizando Brasília: Dúvidas sobre a Lei do curta.

ACENDA UMA VELA


ACENDA UMA VELA CHEGA NA FOZ DO RIO SÃO FRANCISCO NESTE FIM DE SEMANA
As sessões serão realizadas em Piaçabuçu e Pontal do Peba, a partir das 18h

Sexta-feira, 26 de fevereiro/2010

banner ano 5Céu estrelado, brisa do Atlântico, calmaria do rio ou da lagoa e filmes para todos os tipos de público. Este é o clima do projeto de cinema itinerante ACENDA UMA VELA, que chega a foz do Rio São Francisco neste sábado (27), em PIAÇABUÇU e domingo (28) no PONTAL DO PEBA, a partir das 18h, com a mostra infantil Acenda uma Velinha, seguida pela mostra geral de curtas-metragens. É cinema de graça na sua praia!

O ACENDA UMA VELA é realizado pela organização cultural IDEÁRIO com o patrocínio do MINISTÉRIO DA CULTURA (FNC) e proporciona lazer e debate sobre cinema para diversas localidades em Alagoas. Para maiores detalhes da programação e das cidades que integram a itinerância da 5ª temporada, acesse www.acendaumavela.blogspot.com.

Acender uma vela é uma atitude emblemática que chama a atenção para a necessidade de gerar ACESSO ao audiovisual com base nos DIREITOS DO PÚBLICO. As sessões são gratuitas e possuem um caráter político, poético e performático, sendo veículo para um cinema que fala da grande vida brasileira, que faz rir e chorar, distrai e faz pensar.

::: OS FILMES

A curadoria da itinerância é composta por filmes de realizadores de diversas regiões do Brasil, com espaço para todas as vertentes e gêneros – filmes de iniciantes, experientes, premiados em festivais, pouco exibidos, antigos ou recém-lançados. A proposta é traçar um panorama da diversidade da produção brasileira para um público que em sua maioria nunca freqüentou uma sala de cinema ou assistiu um curta.

::: NOVIDADES DA 5ª EDIÇÃO – 2010

Nesta edição, o Acenda uma Vela passará por duas localidades nunca visitadas pela vela: Jequiá da Praia e Japaratinga. Além dos filmes selecionados pelos curadores, videoclipes e o acervo da central de acesso ao cinema brasileiro, a Programadora Brasil, compõem as sessões gerais e o Acenda uma Velinha, que nesta edição será realizado em todos os eventos, sempre às 18h. Haverá também lançamento de um filme alagoano em Marechal Deodoro e a presença de realizadores nordestinos na sessão de Maceió.

Pela primeira vez será entregue o troféu VENTO NORDESTE para o filme de melhor avaliação crítica cineclubista e o mais bem votado pelo público em toda a itinerância do projeto. A premiação será realizada na sessão de Maceió, última da temporada.

::: ACENDA UMA VELA 5ª EDIÇÃO | sessão PIAÇABUÇU E PONTAL DO PEBA

Quando: SÁBADO, 27/02 e DOMINGO, 28/02 A PARTIR DAS 18h
Onde: Foz do Rio São Francisco, PIAÇABUÇU (centro) E PONTAL DO PEBA

Quanto: ENTRADA GRATUITA

Programação completa em www.acendaumavela.blogspot.com

Contato: cineideario@gmail.com


REALIZAÇÃO:
. IDEÁRIO COMUNICAÇÃO E CULTURA

PATROCÍNIO:
. SECRETARIA DO AUDIOVISUAL/ MINISTÉRIO DA CULTURA (FNC)
. PRÊMIO ARETÉ / PROGRAMA CULTURA VIVA / SECRETARIA DE CIDADANIA CULTURA

PARCERIA:
. PROGRAMADORA BRASIL
. ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE CINEMA DE ANIMAÇÃO

APOIO:
. CINE + CULTURA

. ALGÁS

. RÁDIO EDUCATIVA / INSTITUTO ZUMBI DOS PALMARES

—-
Produção Acenda uma Vela 5
www.acendaumavela.blogspot.com
www.ideario.org.br
cineideario@gmail.com

Cine+Cultura Ceará


Cine Mais Cultura:

Conheça a lista dos 41 novos cineclubes no Ceará


PostDateIcon fevereiro 17th, 2010 | PostAuthorIcon Author: Circuito Cultural

O edital contemplou projetos de 41 cidades, sendo três de Fortaleza e o restante do interior

A Secretaria da Cultura do Estado, em parceria com o Ministério da Cultura, selecionou 45 projetos para implantação e modernização de núcleos de exibição cinematográfica não comercial no Ceará, por meio do edital Cine Mais Cultura. A lista com os 45 selecionados e outros 25 suplentes já está disponível no site da Secult, na sessão de editais (http://www.secult.ce.gov.br/categoria1)

Com o objetivo de democratizar e regionalizar a difusão do audiovisual, o edital contemplou projetos de 41 cidades, sendo três de Fortaleza e o restante do interior (Ver relação completa abaixo). Além destes, outros 25 projetos foram selecionados como suplentes.

O objetivo do edital é ampliar a rede de exibidores não comerciais de filmes nacionais. Cada projeto selecionado receberá equipamentos de projeção digital, incluindo uma câmera MiniDV, obras do acervo da Programadora Brasil e oficinas de capacitação para a atividade exibidora.

Esses pontos selecionados serão os Cines Mais Cultura – ação que faz parte da Agenda Social do Governo Federal e atuará sobre o tripé tecnologia digital, conteúdo e capacitação cineclubista.

Os edital teve como foco pessoas jurídicas sem fins lucrativos e visam contemplar bibliotecas comunitárias, pontos de cultura, associações de moradores e até mesmo escolas e universidades públicas que favoreçam o encontro do público com a produção audiovisual nacional.

A lista com os selecionados está disponível no site da SecultCE – http://www.secult.ce.gov.br.

Cidades contempladas:

Itatira, Jardim, Antonina do Norte, Limoeiro do Norte, Russas, Nova Russas, Tauá, Irauçuba, Barro, Tabuleiro do Norte (2), Senador Pompeu (2), Tianguá, Morada Nova, São João do Jaguaribe, General Sampai, Ibiapina, Jaguaruana, Caucaia, Brejo Santo, Apuiarés, Independência, Icapuí, Fortaleza (3), Jaguaribara, Cariús, Milagres, Iguatu, Ocara, Cruz, Chorozinho, Pacatuba, Granja, Paraipaba, Hidrolândia e Trairi.

Tripé: Tecnologia Digital, Capacitação e Conteúdo

O edital disponibilizará para os novos 45 Cines Mais Cultura, contemplados por este edital de 2009, o equipamento necessário para instalar salas de exibição digitais. São eles: uma tela para projeção de 210 polegadas (4m X 3m), um projetor de vídeo com potência de luz de 2.200 ANSI Lumens, um aparelho leitor de DVD, uma mesa de som de 4 canais, quatro caixas não amplificadas de potência de 250 watts, um amplificador com 1200Wrms de potência, dois microfones sem fio de alcance de 150 metros e uma Câmera Filmadora Digital Mini DV 3CCD ( Panasonic – modelo NV-GS320PL-S) com função Photo shot para tirar fotos no Cartão SD e monitor LCD em cores de 2,7 polegadas wide.

Já as oficinas de capacitação cineclubista têm como objetivo qualificar de maneira prática os participantes para a realização de programação, divulgação e debates das sessões; apoiar a formação dos oficinandos com introduções à história do cinema e linguagem cinematográfica; e oferecer informações sobre questões relevantes e atuais relativas à atividade exibidora como direitos autorais e sustentabilidade. Outra meta é estimular os responsáveis pelos Cines Mais Cultura ao diálogo com a comunidade local para a participação efetiva nas atividades. Esse trabalho será desenvolvido com apoio de um manual de capacitação produzido para o programa, por meio de parceria com o Conselho Nacional de Cineclubes Brasileiros (CNC).

Após receber os equipamentos e a capacitação, os Cines receberão filmes e vídeos do catálogo da Programadora Brasil, programa realizado pela Secretaria do Audiovisual do Ministério da Cultura (www.programadorabrasil.org.br). Pela iniciativa, filmes e vídeos nacionais são encartados em DVD e licenciados para exibição pública, por meio de permissão de uso. A Programadora reúne hoje um acervo de 330 obras nacionais, organizados em 103 programas (DVDs). São filmes históricos e contemporâneos, curtas, médias e longas-metragens, de todos os gêneros. Ao longo de dois anos, cada Cine Mais Cultura poderá solicitar até 12 programas por trimestre de trabalho e fazer uma nova solicitação após a entrega dos relatórios das atividades. Os Cines terão que exibir por ano 60% de conteúdo nacional, podendo ser ou não da Programadora Brasil, com total liberdade de escolha dos títulos das suas sessões.

Fonte: http://www.secult.ce.gov.br/noticias/resultado-final-cine-mais-cultura-divulga-lista-de-1

AUDIOVISUAL E DIVERSIDADE CULTURAL


Texto de Rosemberg Cariry, presidente do Congresso Brasileiro de Cinema – CBC, lido na abertura da Pré-conferência Setorial do Audiovisual.

Rosemberg CaririAo trabalhar com o povo e a diversidade cultural brasileira, o Ministério da cultura pôs em movimento as forças da nação. Estas forças, uma vez postas em movimento, não param de avançar, independentes do Governo que iniciou o processo. Isto é um grande feito. Tudo passa a ter um sentido histórico. O povo está avançando, e é natural que, agora, esse mesmo povo queira dar as cartas e definir o jogo.

O mundo se agita, e o Brasil é um país importante neste mundo em convulsão. Já não somos apenas consumidores passivos de bens tangíveis ou intangíveis, impostos pelos mercados hegemônicos. As entidades, as ONGs, os movimentos sociais e de cidadania proclamaram que o modelo de globalização imposto não trouxe o progresso e o desenvolvimento prometidos. Pelo contrário, elevou os índices de pobreza e fez aumentar as desigualdades sociais e a violência. Perceberam também que, hoje, a grande guerra que se trava não é com mísseis e canhões, mas é por meio de cabos e satélites. As imagens e os sons, produzidos por uma mesma fonte, são impostos a todos os povos como bens de consumo modernos, como a universalização possível, como o modelo pelo qual devemos nos guiar, até a morte. Ficou comprovado, com a última crise do capitalismo, que a globalização, esse processo devastador de vidas e culturas, não é um processo inexorável. Resistir é preciso. Afinal, também temos o nosso capital simbólico, a diversidade cultural do povo brasileiro.

Em todo o mundo, como reação às tendências hegemônicas do mercado de entretenimento, busca-se a independência, a diversidade, a originalidade, a profundidade, a radicalidade, as novas posturas políticas, as novas estéticas e as novas éticas. À medida que aumentam as formas de controle das chamadas “indústrias de consciência” e a hegemonia dos seus produtos, como uma visão única do mundo, crescem também, na mesma proporção, as possibilidades de transgressão, de afirmação das artes e das culturas diferenciadas. As sociedades que sofrem com esse processo brutal de dominação terminam por criar formas de resistência e estabelecem novos paradigmas. A imaginação libertará o mundo, mas é sempre bom saber que os moinhos de ventos são reais, como cantou Alceu Valença, pernambucano de São Bento do Una.

A cultura brasileira, a partir dos povos originais e transplantados, é herdeira das principais culturas do mundo (européias, ibéricas, mediterrâneas, orientais, africanas, ameríndias e orientais…) e, por isso, traz em si um projeto de universalidade. O Brasil tem encontro marcado com as culturas dos povos do planeta. No Brasil, ensaia-se um novo processo civilizatório capaz de renovar o mundo, pela convivência do múltiplo e pela afirmação das convergências. O filme brasileiro capaz de “aparecer” no mundo, ou mesmo de conseguir um pequeno nicho de mercado setorizado, é o filme que tenha características culturais originais sem deter-se em um regionalismo fechado ou no folclorismo. Daí a necessidade de lapidarmos os diamantes dos arquétipos, trabalhar com as heranças milenares herdadas dos povos transplantados, doadas pelos povos autóctones e reinventadas pelos povos mestiços. Podemos ser agentes de um novo processo civilizatório, com profundo respeito e integração dos povos originais. Podemos nos integrar à modernidade, sem negar nossas tradições e sem desprezar as conquistas tecnológicas e as experiências de vanguarda da contemporaneidade. A nossa melhor arte será aquela que melhor traduzir a nossa diversidade e complexidade cultural e recriar a nossa herança de humanidade.

Não podemos dar um salto no futuro sem os pés firmes no nosso próprio chão. Não existe futuro sem a certeza do presente e o reconhecimento do passado. Não falo aqui de passado idealizado ou dos clichês nacionalistas que anulam a diversidade cultural e elegem-se como emblemas hegemônicos e autoritários. Não nos chamem de bárbaros, nem nos acusem de atrasados. Superamos a modernidade e, na convivência de todas as culturas e de todos os tempos históricos, revelamos os tesouros dos sambaquis imaginários da humanidade. Somos a pós-modernidade que se abre como um moitará de bens simbólicos. Não somos uma “aldeia global”, mas uma “aldeia de encontros”, uma comunidade de destino, abertas à diversidade e à reciprocidade com todas as outras aldeias e comunidades do planeta.

Acreditamos que é preciso realizar audiovisuais que trabalhem a universalidade no particular e a diversidade no singular. Uma arte que seja Brasil e, portanto, seja trezentos, seja trezentos e cinquenta, como disse Mário de Andrade, falando sobre o povo mestiço brasileiro. É este o audiovisual que precisamos conquistar e, com ele, ocuparmos um espaço decisivo nas telas de cinema e das TVs (abertas, por cabo ou digitais) do nosso país sem, no entanto, fecharmo-nos para as manifestações mais legítimas e mais profundas de outros povos e de outras nações. Precisamos pensar o nosso país como espaços de encontros e as nossas culturas como sentimentos em trânsito, vencendo fronteiras e preconceitos. São muitos países dentro de um país. São muitas nações dentro de uma nação. São muitas as culturas e as contradições que constroem uma “cultura” dita nacional. Brasil quer dizer plural, e brasileiro, em construção.

Esta pré-conferência do audiovisual, promovida pelo MinC e pelas forças vivas da nação brasileira, reveste-se de importância história. Apoiamos a nova Lei Rouanet, conforme o projeto original debatido pelo povo. Saudamos a criação do Fundo de Inovação Tecnológica e Audiovisual da SAV para as atividades não comerciais do cinema brasileiro, incluindo nesse guarda-chuva o cinema experimental e autoral, a difusão, a preservação e a pesquisa. Apoiamos, ainda, com a Secretaria de Políticas Culturais, a nova Lei do Direito Autoral, que traz conquistas importantes para a cultura do povo brasileiro. Apoiamos a ampliação, já em processo de implementação pela ANCINE, do parque nacional de exibição com a rede de cinemas populares. A ANCINE tem também o desafio de diminuir, consideravelmente, as desigualdades regionais e de buscar, junto com a SAV, colaborar com planos de desenvolvimentos da produção audiovisual nas diversas regiões do País, através de novos arranjos produtivos, objetivando um diálogo que consideremos positivo

Sim, reconhecemos o que os outros fizeram e, por isso mesmo, deveríamos também citar o que nós mesmos fizemos e penitenciar vocês com um longo rosário de realizações do CBC, neste último ano. Mas não, não faremos isto, posto que este relatório já circula na lista e no blog da entidade. Aqui, basta-nos agora dizer que estendemos a presença do CBC em todo o território nacional, inclusive no Norte e Nordeste, regiões, muitas vezes, marginalizadas nos processos de desenvolvimento, e conseguimos inserir a entidade em um amplo painel de discussões no Brasil e na latino América e Caribe. Caminhamos agora para a realização do VIII Congresso do Cinema e do Audiovisual Brasileiro, com a convocação de todas as entidades, sejam elas filiadas ou não ao CBC, marcado para Porto Alegre, no próximo mês de junho, em comemoração aos 10 anos do III Congresso Brasileiro de Cinema, que foi um acontecimento marcante do cinema nacional. O lema deste congresso é “repactuando o cinema brasileiro”, e a sua filosofia mais ampla parte do reconhecimento de que todos os povos têm direito a suas próprias imagens, à reciprocidade e à universalização dessas imagens. O evento contará com o apoio do MinC, por meio da SAV e da ANCINE, do Governo do Rio Grande do Sul e da Prefeitura Municipal de Porto Alegre, da Fundacine e de muitas outras entidades apoiadoras.

Propomos ainda manter todas as entidades mobilizadas em torno de uma agenda legislativa, composta dos seguintes pontos: aprovação do PL 29, no Senado, sem modificações no texto de lei aprovado na Câmara; aprovação da nova Lei Rouanet, segundo acordo pactuado; aprovação da lei de Cristovão Buarque que propôs a inserção do audiovisual brasileiro na rede pública de ensino; aprovação da lei Vicentinho – que propôs inserção da animação brasileira na TV; aprovação da lei Jandira – que propõe a regionalização da produção e a inserção dos produtos audiovisuais regionais nas programações de TV; Aprovação da PEC 150, com a destinação de recursos orçamentários da União, Estados e Municípios para a cultura, à semelhança do que já acontece na Saúde e na Educação; aprovação do projeto Vale Cultura, levando em conta a convenção da UNESCO sobre a Diversidade Cultural; aprovação e implantação do Sistema Nacional de Cultura – FNC e adequação da Lei 8.666 à área da cultura; ampliação da cota de tela.

Em junho, em Porto Alegre, esperamos todos vocês, Jucas, Silvios, Manueis, Antonios, Fernandos, Tarcianas, Pedros, Leões, Marcos, Anastácios, Joões, Batistas, Fujis, Rejanes, Solanges, Pimenteis, Assunções, Tetês, Nelsons, Barretos, Marias, Josés… O povo brasileiro representado pelos trabalhadores do audiovisual e pelos alquimistas da cultura.  Lá estaremos e mostraremos que grande e generosa é nossa cultura. Grande porque é uma cultura herdeira dos povos do mundo. Generosa porque é a alma de uma nação que sabe pertencer a uma comunidade bem maior, a comunidade dos homens do planeta terra.

Bom trabalho para todos.

Brasília, 24 de fevereiro de 2010.

Ainda sobre a Pré-Conferência


Amig@s cineclubistas e do audiovisual brasileiro,

Agradeço inicialmente a atenção, empenho, seriedade, carinho e amizade demonstradas por tod@s durante a realização da Pré-Conferência Setorial do Audiovisual.

Guardarei para sempre dentre minhas melhores memórias. Afinal, vivemos momentos que considero vitoriosos para a cultura; o audiovisual; o cineclubismo; enfim, momentos vitoriosos do povo brasileiro.

Escrevo esta mensagem à tod@s, mas em especial, aos amig@s cineclubistas, cineclubista que sou!

Nela expresso meu entendimento e sentimentos em relação aos resultados alcançados pelo cineclubismo brasileiro.

Se isso lhe interessar leia. Se achares necessário, critique…se achares que vale a pena, elogie…se achares qualquer outra coisa, me diga….rsrsrrs

Vamos lá?

Entonces, considero como muito positivos os resultados da Pré-Conferência e, como ainda mais positivos e significativos os alcançados pelo CNC – Conselho Nacional de Cineclubes Brasileiros.

Após o encerramento do evento, tomando por base o pouco que ouvi e compartilhei, estou convicto de que tal avaliação é compartilhada pela grande maioria daqueles que também participaram e ofereceram suas contribuições ao evento.

Afinal, me parece consensual que, graças a nossa clareza de objetivos, organização e intensa participação de tod@s os companheir@s presentes, obtivemos a aprovação de nossas principais teses e propostas. E obtivemos várias outras vitórias que nos serão muito úteis no futuro.

Assim, creio que inicialmente merece registro o fato de termos sido diretamente contemplados em todas as cinco propostas aprovadas pela Pré-Conferência.

Aliás, tais propostas, no meu entendimento, atendem plenamente nossas principais teses e, em especial, as relacionadas ao direito de amplo acesso e garantia da difusão cultural sem fins lucrativos dos conteúdos audiovisuais (em especial os financiados com recursos públicos), ao fortalecimento e expansão dos circuitos cineclubistas e de exibição alternativa, à necessidade de ampliação da destinação de recursos e democratização do acesso aos acervos de cinematecas, filmotecas, etc, e finalmente, da viabilização da contabilidade do público do circuito não-comercial de exibição, que como era esperado, encontrou grande resistência por parte da ANCINE, mas que ao final foi vitoriosa.

Vou ainda mais longe. Acredito que o conteúdo integral de todas as 5 propostas aprovadas contemplam teses e objetivos perseguidos pelo movimento cineclubista e portanto, são merecedoras de total apoio da parte do movimento cineclubista. Mas confiram vocês mesmos e mandem suas opiniões.

Propostas GTs Prioritárias

Propostas GTs Complementares

Por outro lado, avalio que a atuação política do CNC foi competente e eficaz, como comprova a eleição de mais de um terço dos delegados à II Conferência Nacional de Cultura, bem como, a eleição do Vice-Presidente da entidade, Luis Alberto Cassol para a lísta tríplice de indicados ao CNPC – Conselho Nacional de Cultura.

Confira a lista de delegados e suplentes.

Gostaria ainda de registrar meu entendimento, de que nossas conquistas não se deram apenas pela força, organização e empenho demonstrados pelos cineclubistas presentes, mas também graças ao mútuo apoio e entendimento que coletivamente construímos junto à direção e aos representantes do CBC – Congresso Brasileiro de Cinema, da CBDCCoalizão Brasileira Pela Diversidade Cultural, da ABDn – Associação Brasileira de Documentaristas, do Fórum dos Festivais e da maioria esmagadora dos representantes da sociedade civil e dos órganismos governamentais participantes do evento.

Creio que sem tais apoiamentos, entendimentos e alianças, os resultados certamente poderiam ter sido outros.

Entonces, gostaria de poder agradecer em nome do CNC e dos cineclubes brasileros a todos os nossos parceiros….

Finalmente gostraia de dizer a tod@s que tais fatos me comprovam apenas meu entendimento e sentimento de que tod@s nós, representantes do verdadeiro audiovisual brasileiro, estamos no caminho certo. Que entendemos que a união faz a força. Que o caminho é longo e a luta apenas começou. Mas que existe esperança.

Como diria meu Mestre Rosemberg Cariri: “sonhar é preciso e por isso, não nos é dado o direito siquer de abrir mão desta possibilidade”.

Pelos Direitos do Público e pelo cineclubismo!

Pimentel

Pré-conferência do Audiovisual aprova 5 propostas para a II CNC


Cinco propostas, dentre as mais de 160 apresentadas, foram aprovadas nesta quinta-feira, 25 de fevereiro, durante o último dia dos debates do setor Audiovisual, realizados em Brasília.

Participaram do encontro, pelo Ministério da Cultura, o secretário do Audiovisual, Silvio Da-Rin, o presidente da Agência Nacional do Cinema, Manoel Rangel, e o coordenador da Pré-conferência Setorial do Audiovisual, James Görgen.

As proposições serão encaminhadas à II Conferência Nacional de Cultura, a ser realizada de 11 a 14 de março, também na capital federal, sob o tema Cultura, Diversidade, Cidadania e Desenvolvimento. Outras 90 serão encaminhadas pelas demais 18 Pré-conferências dos diversos segmentos culturais.

Confira abaixo as propostas do setor Audiovisual:

Eixo I – Produção Simbólica e Diversidade Cultural

A ideia é estabelecer ações que viabilizem a parceria entre a produção independente e regional do audiovisual brasileiro, e a televisão aberta, pública e privada, e a TV por assinatura. Segundo Gustavo Dahl, diretor do Centro Técnico do Audiovisual (CTAv), a proposta também prevê o cumprimento ao Artigo 221 da Constituição Federal, que diz que a televisão aberta deve respeitar patamares mínimos de 30% de conteúdos regionais e de produções independentes. “O combate da produção simbólica, se dá no universo midiático, e nele a presença mais emergente é na TV aberta ou fechada”, disse.

Eixo II – Cultura, Cidade e Cidadania

Para Ronaldo dos Anjos, membro da Comissão Executiva da Associação Brasileira de Preservação Audiovisual (ABPA), a palavra-chave da proposta é preservação. “Não adianta produzir, se não preservar. É preciso ter cuidado com a nossa memória, já perdemos muito. A memória é a vida e a identidade da história do Brasil”. A proposta prevê a implementação e consolidação de políticas públicas para o campo da preservação audiovisual de modo a criar e modernizar cinematecas estaduais e municipais, polos de restauração audiovisuais regionais e fortalecer instituições públicas.

Eixo III – Cultura e Desenvolvimento Sustentável

“Para que a cadeia do audiovisual possa ter sustentabilidade é preciso ampliar o mercado do setor e descentralizar, não só a produção, como também a exibição”, afirmou o assessor da diretoria da Agência Nacional de Cinema (Ancine), Felipe Maia Guimarães. A proposta objetiva ampliar as redes de distribuição e acesso, mediante a expansão, descentralização e a diversificação do parque exibidor nacional, por meio de programas de construção, implantação, modernização e digitalização de salas de exibição em direção a pequenas e médias cidades e periferia das grandes cidades com baixa concentração de salas de cinema.

Eixo IV – Cultura e Economia Criativa

Segundo João Batista Pimentel Neto, secretário-geral do Conselho Nacional de Cineclubes (CNC), a proposta se refere a criação de mecanismos, ações e programas voltados à implementação de pólos regionais e municipais visando a federalização da produção e ao desenvolvimento sustentável e econômico do audiovisuail dentro das novas perpectivas criadas mp contexto do Plano Nacional de Banda Larga. O texto pede ainda a formulação e implementação de uma Política Nacional de Conteúdos Digitais integrando e estimulando as cadeias produtivas dos setores do audiovisual – Cinema e TV, Animação, Jogos Eletrônicos, Música e Virtualização e a utilização de recursos dos fundos regionais constutucionais já existentes.

Eixo V – Gestão e Institucionalidade da Cultura

Visa criar, fortalecer e articular uma rede de instituições públicas (universidades, museus de imagem e som, sistemas estaduais e municipais de fomento e instâncias de participação social, dentre outras), para atuar em parceria com os órgãos gestores da política nacional do audiovisual, mobilizando a sociedade e o Congresso Nacional para a aprovação da PEC 150/2003, do PL do Sistema Nacional de Cultura e do Plano Nacional de Cultura.

Para Beto Rodrigues, diretor da Panda Filmes, o objetivo é criar uma ação coordenada para evitar a concentração de produções audiovisuais a fim de induzir desenvolvimento das regiões para que todos os municípios tenham o poder de competição das grandes cidades.

Confira as propostas.

Eleições

Na parte da tarde, foi aprovada a lista dos dez delegados que farão parte da etapa nacional. São eles: Maria de Fátima Mendes Santos (MT), Carolina Ribeiro (DF), Duarte Ferreira de Sousa (CE), Cátia Patrícia de Oliveira (PE), Cláudio Lavor (RR), Francisco Weyl (PA), Jorge Luis Saes Moreno (MG), Gustavo Corga Acioli Lopes (RJ), César Cavalcanti (SC) e Luiz Alberto Cassol (RS). Participaram desta pré-conferência cerca de 160 delegados. A votação foi realizada pelos próprios delegados que escolheram dois por cada macrorregião brasileira.

Confira a lista de delegados e suplentes.

A eleição dos indicados para a lista tríplice do Conselho Nacional de Políticas Culturais (CNPC) também foi realizada nesta quinta-feira (dia 25). Mas o resultado só será divulgado na próxima segunda-feira, 1º de março, no site do Ministério da Cultura (www.cultura.gov.br) e no Blog da Pré-Conferência Setorial do Audiovisual.

Leia, também, a seguinte matéria: Solenidade de abertura da Pré-conferência Setorial do Audiovisual.

(Texto: Narla Aguiar, Ascom SAv/MinC)
(Fotos: Rodrigo Coimbra, Comunicação Social/MinC)

Abertura da Pré-Conferência Setorial do Audiovisual


Os trabalhos da Pré-conferência Setorial do Audiovisual foram abertos na manhã desta quarta-feira, 24 de fevereiro, pelo ministro da Cultura, Juca ferreira, no Hotel Nacional, em Brasília. Também compuseram a mesa o secretário do Audiovisual, Silvio Da-Rin; o presidente da Agência Nacional do Cinema, Manoel Rangel; o secretário-geral do Conselho Nacional de Políticas Culturais, Gustavo Vidigal; o coordenador da II Conferência Nacional de Cultura, João Ribeiro; o presidente do Conselho Nacional de Cinema, Rosemberg Cariri; e o coordenador da Pré-conferência Setorial do Audiovisual, James Görgen.

O ministro Juca Ferreira avaliou a Pré-conferência Setorial do Audiovisual como estratégica e de suma importância para o setor. Segundo ele, é uma forma de representantes se manifestarem com sugestões, que muitas vezes não chegam aos gabinetes do Ministério da Cultura. Considerou positivas as três mil reuniões que precederam a II Conferência Nacional de Cultura em vários municípios do país.

Lembrou dos números do último censo, que para ele são um escândalo para a Cultura do país. “Cerca de 80% dos recursos ainda são destinados a duas cidades brasileiras, sendo designado para 3% dos proponentes. Nem 13% dos brasileiros vão ao cinema, pelo menos uma vez ao mês”.

E continuou: “o povo brasileiro é prisioneiro da TV aberta, o acesso aos outros canais não chegam a 20%”.

Reiterou que para construir uma sociedade justa é preciso investir em Educação e Cultura. O ministro Juca Ferreira lembrou da última reunião com o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, que, segundo ele, se mostrou interessado e favorável em investir no setor audiovisual. Ao final de seu discurso, assegurou a importância do 8º Congresso Brasileiro de Cinema a ser realizado este ano.

O secretário Silvio Da-Rin afirmou que a presença de todos no evento e as discussões nas etapas municipais, estaduais e livres são consequências de uma mobilização nacional do setor. “As mais de cem propostas já apresentadas nesse processo preparatório demonstram um amadurecimento da reflexão sobre o audiovisual. E esses próximos dois dias de discussão podem significar um avanço ainda maior na elaboração de uma agenda positiva, que será nossa grande contribuição à II Conferência Nacional de Cultura.”

Considerou que as discussões da Pré-conferência também vão significar um passo importante para a formulação de um Plano Setorial do Audiovisual, que representará a contribuição do audiovisual na formulação do primeiro Plano Nacional de Cultura. Lembrou das principais políticas do audiovisual, que são a criação de um sistema transparente de editais, a desconcentração das estruturas de produção do audiovisual no eixo Rio-São Paulo, a internacionalização da produção audiovisual, por meio dos programas de promoção à exportação – Cinema do Brasil e Brazilian TV Producers, a formação profissional por meio de oficinas de capacitação, a inclusão seja por meio de cotas para estreantes ou de editais voltados a estreantes, como também difusão e preservação de conteúdos audiovisuais.

Por sua vez, o presidente da Ancine/MinC afirmou que este é um momento de reflexão sobre a política pública do audiovisual, que tem como objetivo sinalizar para onde começar nos próximos períodos. “Não podemos nos dar como natural o falta da produção independente na TV privada”. Manoel Rangel falou, ainda, da iniciativa do Ministério da Cultura em iniciar as discussões sobre a Comunicação no Brasil e ter acendido o debate sobre a TV pública, o que rendeu frutos para a construção da TV Brasil, da Empresa Brasil de Comunicação.

Gustavo Vidigal sugeriu a criação do Colegiado Setorial do Audiovisual, segmento cultural que ainda não conta com seu colegiado, e afirmou ser um dia importante para os delegados presentes pensarem no que é relevante para o audiovisual brasileiro para os próximos dez anos.

Segundo James Görgen, a Pré-conferência Setorial do Audiovisual, assim como as 19 que acontecem até março, além de ouvir a sociedade, tem como objetivo debater e refletir o audiovisual e harmonizar com os demais segmentos culturais. Dentre as propostas apresentadas, cinco serão encaminhadas à II Conferência Nacional de Cultura e dez delegados serão escolhidos para a etapa nacional.

Participam da Pré-conferência Setorial do Audiovisual cerca de 80 delegados de 25 estados brasileiros para debater em torno de 160 propostas para apresentação na II Conferência Nacional de Cultura, a ser realizada de 11 a 14 de março, Brasília.

Também estão presentes mais de 150 observadores de diversos órgãos como a Casa Civil da Presidência da República, Agência Nacional do Cinema (Ancine), Empresa Brasil de Comunicação (EBC), Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), Conselho Superior de Cinema (CSC), Comitê Consultivo da SAv/MinC, Associação Brasileira das Emissoras Públicas, Educativas e Culturais (Abepec), Associação Brasileira de Cinematografia (ABC), Associação Profissional de Técnicos Cinematográficos (APTC), Associação Brasileira de Radiodifusão Comunitária (Abraço), Associação Brasileira de Preservação Audiovisual (ABPA), Federação Interestadual dos Trabalhadores em Radiodifusão e Televisão (Fitert) e Cineclubes, dentre outras organizações e instituições.

Depois da solenidade de abertura, ainda pela manhã, foi votado o regimento interno da Pré-conferência Setorial do Audiovisual. Na parte da tarde, iniciaram-se as palestras e os debates entre grupos de trabalhos e convidados, em torno dos cinco eixos temáticos: Produção Simbólica e Diversidade Cultural; Cultura, Cidade e Cidadania; Cultura e Desenvolvimento Sustentável; Cultura e Economia Criativa; e Gestão e Institucionalidade da Cultura.

(Texto: Narla Aguiar, Ascom SAv/MinC)
(Fotos: Pedro França, Comunicação Social/MinC)

Delegados eleitos para a Pré Conferência


nova-imagem-264x136A Secretaria do Audiovisual do Ministério da Cultura divulga os nomes dos delegados estaduais e do Distrito Federal que participarão da Pré-Conferência do Audiovisual, a ser realizada entre 23 e 25 de fevereiro de 2010, no Hotel Nacional, em Brasília-DF.

Os delegados foram escolhidos conforme os critérios estabelecidos no Regulamento das Pré-Conferências Setoriais de Cultura, aprovado pela Portaria nº 04/2009, da Secretaria de Articulação Institucional do Ministério da Cultura, publicada no Diário Oficial da União no dia 07 de dezembro de 2009, e na Resolução nº 07/2010, do Comitê Executivo Nacional da II Conferência Nacional de Cultura, de 25 de janeiro de 2010, que dispõe sobre a escolha dos delegados do Poder Público para as etapas das Pré-Conferências Setoriais. Convém salientar que diversos candidatos não foram selecionados por não terem enviado dentro do prazo a documentação exigida no Regulamento. Dessa forma, em algumas Unidades da Federação não foi possível selecionar 3 delegados da sociedade civil e 1 do poder público local, conforme previsto.

Para ver a lista de delegados selecionados para a Pré-Conferência do Audiovisual, clique aqui:Lista de Delegados