Tsunami cineclubista no Pará


Jornal iTEIA

Chega a Belém na primeira quinta-feira de agosto (dia 6) as atividades do Projeto Circuito Cineclubista “Democratizando o Audiovisual“, com a projeção dos filmes “Patativa do Assaré: Ave Poesia“, do cineasta cearense Rosemberg Cariri e “Chama Verequete“, dos documentaristas Luiz Arnaldo Campos e Rogério Parreira.

patativa-do-assare_75O Circuito roda em 168 cineclubes e entidades brasileiras. Aqui em Belém, a organização fica a cargo do Cineclube Amazonas Douro, com o apoio dos Cineclubes Corredor Polonês e Rede Aparelho, além do Projeto Cinema de Rua.

Segundo Francisco Weyl, coordenador do Cineclube Amazonas Douro, aliar estes projetos, Democratizando o Audiovisual, que é nacional, com o Cinema de Rua, que é local, “representa re-significar conteúdos, potencializando necessariamente o acesso e a inclusão das comunidades periféricas às práticas artísticas de interesse social, ao mesmo tempo em que fortalece as ações de caráter cineclubistas como ferramentas de construção das consciências e das memórias audiovisuais amazônidas”.

Promovido pelo CNC – Conselho Nacional de Cineclubes Brasileiros /Filmoteca Carlos Vieira, a realização do Circuito conta ainda com o apoio e parceria do CBC – Congresso Brasileiro de Cinema, da ABDn – Associação Brasileira de Documentarista e da CBDC – Coalizão Brasileira Pela Diversidade Cultural e dos realizadores que disponibilizaram gratuitamente os direitos de exibição de suas obras ao CNC.

Não por acaso, a sessão destes filmes acontece exatamente no momento em que Weyl diz identificar uma forte onda – “e por que não dizer tsuname?” – cineclusbista no Pará: entre os dias 3 e 7 de agosto, o Pará sedia uma oficina regional do Cine Mais Cultura, que vai treinar , formar e equipar pontos de exibição audiovisual amazônidas.

Esta oficina qualificará os participantes para a realização de programação, divulgação e debates das sessões cineclubistas; apoiará a formação dos oficinandos com introduções à história do cinema e linguagem cinematográfica; e oferecerá informações sobre questões atuais relativas à atividade exibidora como direitos autorais e sustentabilidade.

“Queremos aproveitar esta onda, até porque nós também estamos organizando a Pré-Jornada de Cineclubes de Belém, que acontecerá na Casa da Linguagem, nos dias 7, 8 e 9 de agosto, e que vai ser definidora para a Jornada Paraense – que ocorrerá em setembro – e que vai fundar a Federação de Cineclubes do Estado” conclui.

Serviço
Circuito Cineclubista “Democratizando o Audiovisual”

“Patativa do Assaré: Ave Poesia”, de Rosemberg Cariri & “Chama Verequete”, de Luiz Arnaldo Campos e Rogério Parreira)
6 de agosto de 2009, 20 horas
Rua General Gurjão (Projeto Cinema de Rua).

Oficina Cine Mais Cultura: 3 a 7 de agosto de 2009, Instituto de Artes do Pará. Estados participantes: Pará, Amazonas, Amapá, Acre, Rondônia, Roraima, Tocantins

Pré-Jornada de Cineclubes de Belém, dias 7, 8 e 9 de agosto de 2009, na Casa da Linguagem

Encontro cearense de cineclubes


O 19.º Festival Ibero Americano Cine Ceará, em parceria com A Vila das Artes e o movimento cineclubista cearense “Artivismo em Rede”, convidam V. Sa. a participar do Encontro Cearense de Cineclubes – 2009, um encontro que reunirá diretores executivos do Conselho Nacional de Cineclubes Brasileiros, entre representantes de cineclubes locais, pontos de difusão digital, pontos de cultura, representantes de Prefeituras do estado e interessados em geral, com o objetivo de fortalecer o movimento cineclubista através da criação de um Fórum Permanente de Cineclubes do Ceará.

O evento que acontecerá entre os dias 29 de julho a 01 de agosto, no auditório da Vila das Artes, tem apoio da Secretaria da Cultura do Ceará – SECULT/CE, da Secretaria de Cultura de Fortaleza – SECULTFOR e do Conselho Nacional de Cineclubes – CNC, e contará com a presença de algumas das maiores representações cineclubistas do Brasil, e de Rafael Pereira Oliveira, Coordenador-Geral de Difusão de Direitos Autorais e de Acesso à Cultura do Ministério da Cultura, convidado especialmente para contribuir em discussões sobre Direitos Autorais X Direitos do Público.

Serviço
ENCONTRO CEARENSE DE CINECLUBES – 2009
De 29 de julho a 01 de agosto de 2009.
Local: Auditório da Vila das Artes
Horário: 14h às 18h.
VAGAS LIMITADAS!!!

Inscrições pelo e-mail: artivismoemrede@gmail.com

Mais informações: http://artivismoemrede.ning.com

FEPEC comemora um ano de atividades


No dia 16 de julho de 2008, nascia durante a programação do I Encontro de Cineclubes de Pernambuco, a Federação Pernambucana de Cineclubes. A fundação da entidade foi aprovada por representantes de 12 cineclubes de todo o Estado, que participaram de toda a programação do evento que durou 3 dias.

Federação Pernambucana de CineclubesO grupo de representantes, composto por cineclubistas do Recife, Nazaré da Mata, Aliança, Limoeiro entre outros fundou a FEPEC tendo como objetivo ajudar a organizar e fomentar o crescimento da atividade cineclubista em todo o estado, através da representação junto aos órgãos públicos e privados e da criação de políticas e diretrizes que defendam e consolidem o movimento cineclubista pernambucano. Na ocasião, foram escolhidos membros da diretoria da entidade. Houve ainda a elaboração da Carta de Triunfo dos Cineclubes Pernambucanos, dirigida ao Governador Eduardo Campos. (Ler a carta: http://fepec.blogspot.com/2008/12/carta-de-triunfo-dos-cineclubes.html )

O evento contou ainda com a participação de Frederico Cardoso, representante da Programadora Brasil (Sec. Audiovisual/MinC); João Baptista Pimentel Neto, secretário geral do Conselho Nacional de Cineclubes; Alexandre Figueirôa, crítico de cinema e professor da Unicap; e Cynthia Falcão, presidente da ABD-PE.

Atualmente, 19 cineclubes são filiados a FEPEC: Amoeda Digital, Aurora Filmes, AZouganda, Bom Jardim, Cabidela, Califórnia, CineMata, CineSete, Cocada, Coliseu, Dissenso, Graúna, Iapôi, Jurema, Kinestudo, Macaíba, Revezes, MAC, Vôo Livre.

Que mais anos venham e que Pernambuco nunca se esqueça.

Amanda Ramos
* Diretora de Comunicação da FEPEC
* Coordenação Cineclube AZouganda

www.cineclubeazouganda.blogspot.com
www.fepec.blogspot.com

MinC organiza oficinas em 9 estados


O Ministério da Cultura (MinC) iniciou esta semana série de nove oficinas para treinamento em audiovisual, direcionada aos Cines Mais Cultura apoiados no país. Além das 100 propostas de exibição não-comerciais Cine+Cultura - Principalcontempladas em edital divulgado em maio passado, o Cine Mais Cultura irá formar e equipar outros 133 pontos de exibição audiovisual que serão constituídos por meio de parcerias estabelecidas.

O Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) apoiará 12 Cines Mais Cultura nos Territórios da Cidadania, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan/MinC) implantará outras 30 unidades, o Conselho Nacional de Cineclubes Brasileiros (CNC) e o Fórum de Experiências Populares em Audiovisual (FEPA) apoiarão 30 cines, e a Associação Brasileira de Documentaristas e Curta-Metragistas (ABD) mais 27. A todos serão disponibilizados equipamentos com tecnologia digital (de exibição e câmera), mais de 300 títulos da Programadora Brasil para exibição semanal durante dois anos, oficina de capacitação cineclubista, e acompanhamento direto das atividades dos novos cines em seus três meses iniciais.

Os encontros serão realizados entre julho e agosto, com o objetivo de qualificar os participantes para a realização de programação, divulgação e debates das sessões; apoiar a formação dos oficinandos com introduções à história do cinema e linguagem cinematográfica; e oferecer informações sobre questões atuais relativas à atividade exibidora como direitos autorais e sustentabilidade.

Segundo o coordenador executivo do Cine Mais Cultura, Frederico Cardoso, “com essas práticas pretendemos estimular os responsáveis pelos Cines ao diálogo com a comunidade local para a participação efetiva nas atividades”. O trabalho será desenvolvido com apoio do CNC e os participantes receberão manual de capacitação produzido para o programa.

Abaixo, o calendário das oficinas:

Oficina 1 – Salvador/Bahia
Estados participantes: Bahia e Sergipe
Aulas: 20 a 24/7
Participantes: 27 Cines Mais Culltura

Oficina 2 – Belo Horizonte/Minas Gerais
Estados participantes: Minas Gerais, Distrito Federal, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul
Aulas: 20 a 24/7
Participantes: 30 Cines Mais Cultura

Oficina 3 – João Pessoa/Paraíba
Estados participantes: Paraíba e Rio Grande do Norte
Aulas: 27 a 31/7
Participantes: 19 Cines Mais Cultura

Oficina 4 – Rio de Janeiro/RJ
Estados participantes: Rio de Janeiro e Espírito Santo
Aulas: 27 a 31/7
Participantes: 27 Cines Mais Cultura

Oficina 5 – Belém/Pará
Estados participantes: Pará, Amazonas, Amapá, Acre, Rondônia, Roraima, Tocantins
Aulas: 3 a 7/8
Participantes: 29 Cines Mais Cultura

Oficina 6 – Porto Alegre/Rio Grande do Sul
Estados participantes: Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná
Aulas: 3 a 7/08
Participantes: 29 Cines Mais Cultura

Oficina 7 – São Paulo/SP
Estados participantes: São Paulo
Aulas: 10 a 14/8
Participantes: 19 Cines Mais Cultura

Oficina 8 – Recife/Pernambuco
Estados participantes: Pernambuco, Alagoas e Piauí
Aulas: 10 a 14/8
Participantes: 31 Cines Mais Cultura

Oficina 9 – Fortaleza/Ceará
Estados participantes: Ceará e Maranhão
Aulas: 17 a 21/8
Participantes: 22 Cines Mais Cultura

(Tatiana Sottili, SAI/MinC)

Grupo Kino-Olho é premiado pela CNN


Sexta-feira, 07 de Agosto de 2009, 16h24

Integrante do Grupo Kino-Olho, fruto da ação desenvolvida pelo CREC – Centro Rioclarense de Estudos Cinematográficos e pelo Ponto de Cultura Rio Claro Cidade Viva, João Paulo Miranda Maia foi o vencedor do Mobile Phone Movie Competition, concurso de filmes para celular promovido pelo programa “The Screening Room“, do CNN International.

Miranda é de Rio Claro, interior de São Paulo, faz mestrado na Unicamp e integra o Grupo de Pesquisa e Prática Cinematográfica Kino-Olho. Para produzir a história de suspense de dois minutos e meio intitulada “A Girl and a Gun“, o cineasta inspirou-se na frase do cineasta francês Jean-Luc Godard: “Tudo que você precisa para um filme é uma garota e uma arma”. No segundo e terceiro lugares, ficaram respectivamente os ingleses Chris Glover, Tom Robinson e Mark Wilkinson, por “Hidden Features”, e o também inglês Benjamin Borley, por “Memory of Childhood”.

Confira o filme:

http://www.youtube.com/watch?v=Gq7Lkqf4HYo&feature=player_embedded

Segundo João Paulo, este filme surgiu a partir de uma provocação destinada aos participantes do grupo Kino-Olho: “criar um filme com apenas uma garota e uma arma”. Os demais detalhes de produção (como a iluminação e o cenário) foram deixados de lado, contando apenas com os recursos já existentes nas instalações do Centro Cultural Roberto Palmari. Nada foi incluído e o grupo se submeteu às condições do Centro Cultural daquele específico momento de gravação (o filme foi realizado em apenas 1 dia de gravação durante o horário da reunião do Kino-Olho).

Este filme faz parte de uma metodologia singular de produção cinematográfica na cidade de Rio Claro que está sendo posta em prática. O grupo Kino-Olho de pesquisa e prática cinematográfica é uma instituição registrada sem fins lucrativos que luta para manter suas atividades e a produção de novos projetos que são oferecidos gratuitamente a toda população do município de Rio Claro. O Grupo nasceu a partir das atividades realizadas pelo CREC – Centro Rioclarense de Estudos Cinematográficos e do Ponto de Cultura Rio Claro Cidade Viva.

Confira abaixo a mensagem comunicando a premiação:

Congratulations!

CNN International would like to inform you that your short mobile film entry to the Screening Room’s Mobile Phone Movie Competition was voted one of the top five. A panel of judges voted on the approved entries last week and your film was voted number one. We will therefore be showing an extract of your film in the Screening Room’s Extra show which airs in August on CNN International, inviting viewers to view the full length version on CNN.com at CNN.com/ScreeningRoom.

In order to include your correct details, please let us know the full names of the people involved in your movie and their country of origin (or where they currently reside) as soon as you are able to. Simply reply to this message.

Many thanks for your entry and we hope you enjoy having your work shown to an international audience around the globe.

CNN International.

Show times:
Thursday 6 August: 0945, 1615
Saturday 8 August: 0945, 1815, 1145
Sunday 9 August: 1545
Monday 10 August: 0345
(all times GMT)

Abaixo um resumo das últimas atividades :

-O cineasta João Paulo Miranda Maria acaba de produzir um filme na cidade Porto Feliz. Trata-se de um épico sobre as monções realizado em parceria com a Prefeitura e Atores Locais. Maiores detalhes em breve…
fotos:
http://www.orkut.com.br/Main#Album.aspx?uid=4122135402220632000&aid=1247808133

-O segundo filme da trilogia Fernando Pessoa “ODES DE REIS” está em fase de finalização e será lançado no mês de agosto.

-Em breve a Revista Cinema Caipira do mês do agosto estará disponível.

Grupo Kino-Olho (informações nos seguintes endereços)
www.kinoolho.blogspot.com
www.youtube.com/jpmiranda82

João Paulo Miranda Maria
(19)96843064

Plenária celebra 18 anos de luta do FNDC


Celebrando 18 anos de luta, o FNDC realiza a sua Plenária anual nos dias 31 de julho e 1º de agosto, no Rio de Janeiro. No encontro, a entidade busca fortalecer a luta por políticas públicas para as comunicações e prepara-se para Confecom.

Nessas quase duas décadas a entidade obteve importantes conquistas como a Lei do Cabo, que criou os canais de televisão a cabo comunitários e públicos, e o Conselho de Comunicação Social. “O FNDC inaugurou a era das lutas por políticas públicas no Brasil“ considera o Coordenador-geral do Fórum, Celso Schröder. A entidade está presente em 11 estados e no Distrito Federal através dos seus 12 Comitês Regionais (saiba como organizar um comitê). Integram o FNDC 18 instituições nacionais e 162 regionais.

Pioneiro na luta pela realização da Confecom, o FNDC tem participado ativamente da organização e da mobilização para o evento, que se realizará nos dias 1º, 2 e 3 de dezembro em Brasília. As responsabilidades da entidade serão ampliadas, como assinala Schröder. “Ö FNDC se credencia praticamente como a única entidade da sociedade civil capaz de continuar monitorando e acompanhando a implementação das políticas que decorrerão da Conferência. Temos muito trabalho pela frente.”

A XV Plenária inicia-se com o painel Os 18 anos do FNDC e a Conferência Nacional de Comunicação. O evento, aberto ao público, será realizado na manhã do dia 31 de julho e terá a participação das organizações ligadas à entidade (confira a programação). No dia 1º de agosto serão realizadas as eleições da nova composição da Coordenação-Executiva e dos Conselhos Fiscal e Deliberativo do FNDC, restritas aos delegados credenciados (veja quem pode participar). Instrumento regular do FNDC, as Plenárias atuam como uma “oxigenação política” prevista no estatuto da entidade. As inscrições para a XV Plenária já estão abertas (saiba como se inscrever).

Candice Cresque / FNDC

Os 30 anos do Cineclube Cauim


O maior cineclube do país comemora 30 anos. O Cauim, de Ribeirão Preto, chega a três décadas de existência, talvez encontrando atualmente seu formato ideal por unir a produção de ideias com uma gestão responsável e apoiada por leis de incentivo e financiamento. Mas o projeto também é sustentado por uma rede de amizades entre pessoas que acreditam na inclusão social e na mudança por meio da cultura.

Clique aqui e veja a galeria de fotos dos projetos e ações do Cineclube Cauim

A primazia do cineclube ribeirãopretano não é oficial, já que não há dados oficiais sobre o movimento cineclubista no País. “Mas é o maior, o Paolo Minuto, que é presidente da Federação Internacional de Cineclubes já esteve aqui duas vezes e não acreditava no que ele via”, defende Fernando “Kaxassa” José da Silva, um dos criadores do cineclube e seu presidente desde o primeiro segundo de existência.

“Não há cineclube no mundo que abra todos os dias de graça com, no mínimo três sessões por dia, como faz o Cauim”, reforça Odônio dos Anjos, responsável pela gestão do cineclube.

Não há como negar que os números impressionam. No mês de maio, 60 mil pessoas passaram pela sala de cinema do cineclube que, há cinco anos, funciona na rua São Sebastião, no coração de Ribeirão. As 140 mil crianças que estudam na rede pública municipal já foram, pelo menos, duas vezes ao cinema, graças a um dos seus projetos; outras 14 mil da rede estadual também já estiveram no Cauim pelo menos uma vez. E mais 50 mil crianças de 26 cidades da região também já passaram pelo cinema.

Nascimento

Mas o cineclube de Ribeirão nasceu mesmo em Araraquara. “Fui fazer Ciências Sociais (na Unesp) e conheci o Zoom um cineclube importante na época e ai não consegui sair mais disso”, conta Kaxassa.

A ele se juntaram Marco Diamantino e Fernando de Souza. “Não foi uma coisa planejada”, diz Kaxassa. “Quando começamos a fazer um filme tinha um cara que estudava comigo, que era quem escrevia. Ele era de Barretos também, mas estudava comigo na Sociais e o Fê, que é fotógrafo. A gente começou a fazer um curta-metragem e o Fê foi morar com a gente em Araraquara. Aí começou o Cauim e começou a sair na imprensa”, conta.

O nome Cauim é uma obsessão de Kaxassa, que viu a palavra, nome de uma bebida indígena feita com raízes, quando tinha 8 anos, ainda morando em Barretos, sua terra natal. A partir daí tentou colocar o nome em tudo o que fazia, mas esbarrava na resistência dos colegas que achavam a palavra muito feia. Até que, finalmente, conseguiu, com ela, batizar um grupo de teatro que criou.

Dissidência

O grupo voltou para Ribeirão e foi integrar um cineclube que já existia, mas a vontade de fazer melhor acabou levando a um projeto próprio. “A gente passava o filme, passava o filme e eles (os cineclubistas) ficavam lá batendo papo, a gente ganhou a eleição e eles anularam. Então a gente decidiu fazer o cineclube Cauim porque todo equipamento com o qual a gente trabalhava era do Cauim mesmo”, conta Kaxassa.

Em Ribeirão Preto, Kaxassa se uniu a nomes como o de Bassano Vaccarini, criou um grupo de teatro, montou uma produtora de vídeo e começou a passar filmes em periferias e escolas, até conseguir alugar uma sala onde hoje funciona a sede do Ribeirão em Cena, um dos muitos braços culturais que nasceram no Cauim. Depois de dois anos foi para outra sala na rua Lafaiete até que, na década de 1990, durante o governo Collor, o Cineclube ficou praticamente inativo para exibição, mas atuou em outras áreas da cultura.

Projetos

Nesse tempo, na produtora, eram feitas muitas propagandas “que sustentaram o cineclube”, mas também alguns filmes, como um documentário da greve dos cortadores de cana-de-açúcar de Guariba, em 1984, um fato que marcou a história da região.

O projeto “Cauim Discute” levantou temas importantes como a constituinte, o índio, a mulher e o negro. “Tinha uma visão meio rápida, legal das coisas que dava samba. O ‘Cauim discute a constituinte’, na sala com 280 lugares, teve aqui Hélio Bicudo, Fernando Morais, Bete Mendes, Maluf, veio muita gente”, lembra Kaxassa.

Incentivo

Em 2004, com as leis de incentivo fiscal o movimento retomou com força. O Cauim conseguiu uma sala com 800 lugares de um cinema no centro da cidade, que tinha fechado e depois, como tantos outros, virou igreja. Por sorte, o dono, conhecido do cineclube, preferiu fazer uma parceria cultural a vender o prédio.

O cineclube renasceu com uma proposta diferente. “Antigamente, era mais filme europeu, filme brasileiro, filme alternativo, porque antes tinha muita sala no centro”, lembra Kaxassa. Agora, ‘blockbusters’ como “X-Man Origins”, “Wolverine”, “Se Eu Fosse Você 2”, “Uma Noite no Museu 2” ou “Quem Quer Ser um Milionário”, levam ao cinema mais de 60 mil pessoas por mês. De graça! Na semana passada, o Cauim conseguiu passar a “Era do Gelo 3”, antes dos cinemas comerciais da cidade. Resultado: até seis sessões por dia, todas lotadas.

Filho puxa orelha

“Meu filho Guilherme foi um dos motivos dessa nova fase da sala. Quando a gente abriu, ele tava com 10 anos e me perguntou o que eu ia passar aqui. Eu disse que filme de arte, aí ele me disse assim: ‘Eu posso ir ao cinema ver o filme que eu quiser, mas o cara que não tem dinheiro tem que assistir só ao que você quer?’. Aí eu comecei a mesclar tudo”, conta Kaxassa.

Mas para que tamanho sucesso ocorresse os cineclubistas do Cauim tiveram que convencer muita gente. Primeiro as distribuidoras dos filmes que olhavam com desconfiança aquela ideia de passar filme de graça em uma cidade com tantas salas de cinema.

Para conseguir esse feito que muitos achariam impossível, o Cauim usou o argumento contrário, o de que não tiraria público dos outros cinemas, mas formaria o público que tinha se desabituado, naquela época, a frequentar o cinema.

E aí vinha o segundo desafio: convencer o público a ir ao cinema. “No começou era difícil, tivemos que fazer um trabalho de conscientização grande: rádio, televisão, íamos nos bairros procurar pessoas.”, conta Kaxassa.

Os motivos eram muitos, muitas salas tinham fechado nos anos anteriores e as que sobreviveram eram caras e em shoppings centers. As pessoas não tinham roupa, dinheiro para pagar a entrada, a pipoca, o refrigerante, o transporte, diz o cineclubista.

Acessível

Era exatamente esse público que o Cauim queria atingir. Não foi possível encontrar uma solução para o problema de vestimenta, mas em todos os outros deu-se um jeito: a entrada começou custando R$ 3, depois R$ 1 e, por fim, ficou de graça – os ingressos são subsidiados pelos patrocinadores. “Eu considero que o povo paga porque é tudo dinheiro de imposto, é (lei) Rouanet e ProAC (Programa de Ação Cultural)”, diz Kaxassa.

O refrigerante e a pipoca são vendidos por um quarto do preço dos outros cinemas, mas se quiser, o espectador pode trazer o lanche de casa, e o transporte foi providenciado – pelo menos para todas as crianças que estudam na rede pública e participam dos dois programas de inclusão do Cauim: o ‘A Cidade vai ao Cinema’ e “A Escola vai ao Cinema’”.

O Cauim é totalmente democrático, pessoas de todos os tipos, condição social e escolaridade entram em sua sala, onde é possível ver cenas como famílias inteiras com crianças de colo chegando para ver um filme, senhoras de terceira idade que se emocionam ao ver um filme pela primeira vez e até pessoas que chegam com seus cachorros que, claro, ficam esperando pacientemente pelo dono na porta do cinema.

“Uma vez chegou um grupo que tinha uma senhora que nunca tinha subido uma escada na vida, ela tinha algum problema com escada. Não tivemos dúvida, passamos o filme no telão na parte de baixo só pra ela”, conta o cineclubista Pierre Catti.

Maior público

Por causa dessa atitude, Ribeirão Preto tem um índice de frequência ao cinema bem maior que a média nacional. “A média de frequentadores de cinema é de 7% da população das cidades, 13% foram ao cinema pelo menos uma vez, mas esse número chega a 30% em Ribeirão”, afirma Odônio dos Anjos.

Só para ter uma ideia, o filme “Tapete Vermelho” teve só em Ribeirão Preto, 60 mil espectadores, mais que no Brasil todo, em que somou 52 mil.

Havia cinema para todos, mas a essência de um cineclube – a exibição de filmes de arte e a sua discussão – não tinha espaço em uma sala tão grande. Foi montado então, em 2006, o Cineclube Canarinho, na sala Débora Duboc, que também tem cursos ligados a cinema durante o fim de semana. O nome é uma homenagem ao enxadrista ribeirãopretano Vanderlei Gazon, conhecido como Canarinho e um dos fundadores do cineclube.

Ocupação

O enorme espaço da rua São Sebastião, aos poucos foi sendo ocupado. No prédio também funcionam um sebo e um bar. Durante a noite, enquanto centenas de pessoas estão na sala de cinema, outras tantas dividem o espaço na entrada que, ao mesmo tempo, abriga um telão que passa futebol ou filmes antigos e um palco que serve para que as bandas da cidade se apresentem pelo projeto “Será que dá certo”, lançado neste ano. Enquanto alguns escutam a música, outros conversam em mesas mais afastadas apenas curtindo a conversa e a cerveja. No balcão sempre tem algum dos cineclubistas. Outro corre de um lado para o outro resolvendo os problemas de som, acomodação ou dando as boas-vindas ao público.

O grupo não para e nos próximos meses o cineclube deverá lançar a sua revista “Cauim”, derivação da revista “O Terceiro Berro” (em homenagem a jornais militantes de Ribeirão); o prédio do cinema será ampliado e vai receber um café e ter o sebo ampliado e um festival permanente de filmes.

Inclusão

Fora do cinema a atividade continua. O Cauim não pode ser considerado mais apenas um cineclube, mas uma ONG cultural voltada à inclusão social, com diversos projetos relacionados às várias manifestações culturais, como música e teatro, que envolvem crianças e adolescentes.

O grupo grava dois programas de televisão, o “Papo com Doutor”, com o ex-craque do futebol, Sócrates; e o “Boca Livre”, que são produzido pelos estagiários de um dos cursos do Templo da Cidadania, um ponto de Cultura do Ministério da Cultura onde são desenvolvidos cursos de Educação e Cidadania e oficinas e de onde já surgiram duas bandas: a Banda Cauim e o Toque da Lata.

Na Vila Virgínia outro espaço – a Agência Cultural Banco Ribeirão Preto- que foi o primeiro projeto social do grupo, criado em 1999, oferece cursos de escultura, violão, inclusão digital, além de uma biblioteca.

O site www.cineclubecaium.org também é feito pelos garotos do projeto e exibe vídeos de cineastas da região.

O Cineclube Cauim é, segundo seus membros, a entidade que mais oferece oportunidade às pessoas que precisam cumprir pena alternativa, com o oferecimento de vagas de trabalho à noite e durante o fim de semana, evitando, assim que a pessoa fique prejudicada em seu trabalho normal.

Oportunidades

Agora, o Cauim está se voltando também para a família do público que atende e inicia no segundo semestre um curso de cozinheiros, que vai envolver importantes nomes da cozinha ribeirãopretana. Os alunos irão receber para fazer as aulas e não perder o dia de trabalho. O resultado da primeira turma deverá ser visto e saboreado na festa de comemoração dos 30 anos do Cineclube Caium, em outubro.

Política

Em seus 30 anos de existência o Cauim passou por quatro planos econômicos importantes e sete presidentes. A vida do cineclube sempre esteve ligada à política. Foi a política que fez com que, em 1979, em sua “pequena modéstia” um grupo se reunisse com a intenção de derrubar a ditadura militar “e se possível acabar com a fome e o analfabetismo junto”, se diverte Kaxassa lembrando a passagem.

Foi a política que fez com que o cineclube quase se extinguisse na década de 90 quando a política cultural de Collor resultou no fechamento de centenas de salas de cinema e dificultou a distribuição de filmes, além de reduzir a quase nada a produção nacional. “Desastre total. Nós fechamos. Todos os cineclubes do Brasil foram desativados”, relembra Kaxassa.

ONG

E foi a política que fez com que o cineclube voltasse a florescer como uma ONG cultural cada vez mais forte, após a criação das leis de incentivo cultural dos governos federal (Rouanet) e estadual (ProAC) e também do apoio do ex-ministro da Cultura, Gilberto Gil, que fez um programa para a retomada do movimento cineclubista no Brasil.

Os participantes do Cauim gostam de dizer que fazem política, mas não estão com ela. Tempos atrás era possível ver nas reuniões, o encontro de personalidades de partidos tão distintos como o deputado federal Antônio Palocci, o deputado estadual Duarte Nogueira e o ex-prefeito Welson Gasparini. “O que a política separa, a cultura une”, vangloria-se Odônio dos Anjos.

Patrocínio

De todo apoio político ocorrido direta e indiretamente ao cineclube, o mais importante foram as leis de incentivo fiscal que deram ao Cauim a luz para iluminar tantos projetos e deu estabilidade ao movimento. Mas para isso acontecesse, foi preciso profissionalizar a gestão.

As idéias que surgem, geralmente da cabeça de Kaxassa, tomam formato de projeto pelas mãos do empresário Odônio dos Anjos, que entrou no grupo como patrocinador quando atuava na Cohab, tornou-se apresentador do “Boca Livre” e acabou assumindo a gestão financeira dos projetos. A partir daí começa a romaria para a aprovação por alguma das leis de incentivo e mais tarde a captação de recursos.

Não é fácil, mas seria mais difícil sem as leis de incentivo. “É difícil entrar na sala deles (empresários). Mas depois que você conversa ele vê que está deixando uma parte do imposto dele aqui”, diz Kaxassa.

Apoiadores

Hoje, o Cauim tem 12 apoiadores e movimenta uma verba anual em torno de R$ 1 milhão. O cineclube não passou ileso pela crise, dois grandes patrocinadores deixaram o projeto este ano: o supermercado Gimenes, porque fechou suas portas; e a Usina SantaElisa Vale que retraiu os recursos para apoio cultural. Mas o cineclube tem patrocínios como a Petrobras, Banco do Brasil, Votorantim, Refrescos Ipiranga, além do primeiro apoiador, o banqueiro Nelson Rocha Augusto, do Banco de Ribeirão Preto que, em 1999, montou a Agência Cultural.

Para manter todos os projetos funcionando, o Cauim conta com 35 funcionários e está sempre se aprimorando para garantir que os resultados cheguem de forma adequada, tanto à população quanto aos apoiadores. A entidade será a primeira de Ribeirão a ser capacitada para fazer a avaliação de impacto dos projetos sociais, mais um passo na profissionalização da entidade.

“Nossos patrocinadores estão contentes. Falar que cultura não dá renda é bobagem”, diz Anjos.

Amigos

Tantas ideias e projetos nascem em reuniões quase diárias. Mas, ao contrário de se reunir em torno de uma mesa de escritório, elas são feitas, quase sempre, em torno de uma mesa de bar.

Entre os participantes há de tudo: banqueiro, ex-jogador de futebol, cientista, cervejeiro, usineiro e muita gente ligada à produção de imagem e amante de cinema.

A forma como cada um chegou até o cineclube é variada. Em alguns casos, eram arrebanhados por Kaxassa que ia atrás de quem se interessava pelo tema. Foi o que aconteceu com Pierre Catti, que abriu um cineclube na faculdade Moura Lacerda, onde estudava em 1985, foi convidado para o grupo e hoje dirige o cineclube Canarinho.

Em outros casos, a prática do cineclubista, a alegria de trabalhar com cultura e a vontade de fazer a diferença para as pessoas serviam de ímã para pessoas como Luiz Moura Tupynambá, que está há 14 anos no grupo e coordena o núcleo de produção e áudio do programa de Educação e Cidadania do Templo da Cultura e dirige os programas de TV com a galera do curso de imagem e som.

Nomes

Nomes que hoje estão no cenário nacional como Débora Duboc e Leopoldo Nunes passaram pelo grupo. Quem chega na cidade e pode agregar é convidado para bate-papos, conferências ou discussões. Caetano Veloso, por exemplo, já sentou nas cadeiras do Cauim e disse que queria lançar ali seu próximo filme; Xico Sá frequenta os almoços do Templo da Cidadania; durante a Feira do Livro deste ano, Marçal Aquino participou de uma exibição do filme “Os Matadores”, do qual é roterista.

O ex-jogador Sócrates está sempre presente ajudando a captar recursos, gravando programas para a TV e até como personagem de um filme ainda não concluído pelo grupo. O longa-metragem sobre a vida do craque está parado por falta de recursos, mas teve muita mídia e visibilidade quando começou. Isso porque teve como garoto-propaganda o presidente Lula.

Estrago

“O Lula é corintiano e quando começamos o filme fizemos um jogo lá em Brasília, entre os amigos do Sócrates e os amigos do Lula e ele, numa quarta-feira deu uma notícia no “Jornal Nacional” de que estávamos fazendo o filme e que ia ter o jogo. Aí juntou o mundo lá, imprensa da Itália, da Alemanha, de todo lugar. Isso acabou causando confusão porque todo mundo achava que a gente tinha muito dinheiro para fazer o filme, e a gente não conseguiu captar mais nada. Então estamos deixando o assunto morrer um pouco para depois retornamos ao filme”, conta Kaxassa.

Nomes como Kaxassa, Odônio, Pierre, Tupy e Sócrates são só alguns desse imenso grupo que tem ainda Cachorro Louco, Taturana, Tatu, Gilson, Édson e mais tantos outros que estão sempre na roda e na boca dos colegas. Para todos eles o cineclube Caium é uma forma de militância e sua forma de contribuir para um mundo melhor.

Ribeirão tem o maior cineclube do País e também o mais diferente. Ao contrário do conceito de cineclube, o grupo que ele reúne não discute seus interesses comuns, discute os interesses coletivos e como fazer com que a cultura se torne ainda mais coletiva. Não se trata de um clube, mas de um agente aberto a todos. E como fazer parte desse grupo? “É só chegar”, responde Kaxassa.

Um sussuro entre os fatos


Um sussurro entre os fatos

Cineclubes

por Lídia Amorim

Que o preço do cinema está nas alturas é fato. A cada dia é mais complicado pagar para ver um filme na telona, ainda mais para quem, como eu, não tem mais carteirinha de estudante para pagar meia entrada. E não é só esse o problema que faz do acesso ao cinema algo restrito. Além dos altos valores, milhares de cidades no país não possuem salas de exibição. É uma constatação triste, ainda mais quando paramos para pensar que não é só diversão. É cultura, cidadania e instrumento de transformação social.

Os cineclubes tem exatamente a intenção de preencher esse vazio que existe no Brasil. É uma alternativa bacana para ver filmes que geralmente não estão no circuito das salas comerciais e de graça. Opção interessante para quem gosta de cinema e quer assistir e debater. E se engana muito quem pensa que isso é coisa de nerd cinéfilo, de estudantes que não tem mais o que fazer ou apenas de panelinhas formadas por gente ligada à produção audiovisual.

Qualquer pessoa ou instituição que tiver vontade de montar um cineclube pode participar do evento que acontece esse final de semana em Goiânia, nos dias 17 e 18, no Centro Cultural Caravídeo. É a etapa estadual do Circuito em Construção – Seminários Estaduais para a Auto-Sustentabilidade Cineclubista. A intenção é instruir sobre como montar e sustentar um cineclube, já que não dá para manter sozinho – financeiramente – uma estrutura como essa. Existem incentivos inclusive do Ministério da Cultura.

Apesar de existirem pelo menos 12 cineclubes em Goiás, infelizmente, eles não funcionam regularmente, com exibições constantes. É o que afirma Luiz Felipe Mundim, Coordenador do Cine Mais Cultura da ABD-GO e do Cineclube Cascavel. Isso é porque, segundo Luiz Felipe, a galera em Goiás ainda não tem a mesma consciência dos cineclubistas dos grandes centros, como São Paulo e Rio de Janeiro. A atividade cineclubista, que completa esse ano 81 anos no Brasil, se fortalece cada vez mais e consegue se auto-manter. Para fortalecer esse movimento também em Goiás, basta se unir e se conscientizar sobre a força e poder de mobilização do cineclubismo.

O projeto Circuito em Construção – Seminários Estaduais Para a Auto-Sustentabilidade Cineclubista reuniu em junho de 2008 no Rio de Janeiro um representante do movimento de cada estado brasileiro. Cada representante se preparou para realizar o evento em seu estado. Goiás fechará a lista dos seminários estaduais com a presença de importantes nomes para o Cineclube nacional e internacional, como o Presidente do Conselho Nacional de Cineclubes e Vice-Presidente da Federação Internacional de Cineclubes Antônio Claudino de Jesus, o Coordenador-Geral de Difusão de Direitos Autorais e de Acesso à Cultura do Ministério da Cultura (MinC) Rafael Pereira Oliveira e o Coordenador Executivo da ação Cine Mais Cultura do MinC Frederico Cardoso.

Antônio Claudino, aliás, é uma pessoa super disponível, com anos de experiência em cineclubismo. Conversei um pouco com ele por telefone, mas infelizmente no Diário da Manhã saiu apenas uma notinha, porque as fotos não estavam muito boas e por esse motivo seria complicado dar destaque. Claudino explicou que para montar um cineclube e para fazer com que ele dê certo, é necessário que em primeiro lugar, exista um grupo de pessoas interessadas em ver e discutir filmes. É importante também que esse grupo possua uma identidade com a comunidade em que está inserido e que veja o cinema não apenas como diversão, mas como uma forma de exercer a cidadania. Outra dica interessante de Claudino é o site http://www.cineclubes.org.br para quem tem interesse se familiarizar mais com o tema.

Nos dois dias de seminário serão realizadas seis mesas-redondas que discutirão temas como: O panorama do cineclubismo no Brasil e no mundo; Cineclubismo e Memória em Goiás; Direitos Autorais; Programação e Distribuidores de Conteúdo; Cineclubes, uma rede em defesa dos direitos do público; Mecanismos de Financiamento da Cultura; Relatos de Experiências Locais.

Para quem quer saber mais:
Circuito em Construção – Seminários Estaduais para a Auto-Sustentabilidade Cineclubista

Quando? 17 e 18 de julho, das 9h às 18h
Onde? Centro Cultural CARAVÍDEO Rua 83, n.º 361, Setor Sul – Goiânia – GO
Inscrições gratuitas pelo: http://www.cineclubecascavel.blogspot.com
Vagas limitadas
Mais informações: (62) 3218-6895 (Delma ou Tatiane)

cinema negro & negro


Três diretores já confirmaram a suas presenças no seminário da V Mostra Produção Independente.

Para discutir o conceito de Cinema Negro, tema da 5ª Mostra Produção Independente, Vitória (ES) receberá três importantes nomes do cinema nacional que pensam e produzem esse tipo de cinematografia. Estamos falando dos cineastas Zózimo Bulbul, Joel Zito e Jeferson De. Os três estarão presentes na mesa “O que é Cinema Negro?” – primeira atividade do seminário que também faz parte da Mostra. A mesa acontecerá na manhã do dia 14 de outubro, no Cine Metrópolis, na Ufes. Abaixo, conheça um pouco da história de cada um dos palestrantes:

Zózimo Bulbul – No trabalho com a dramaturgia, Zózimo Bulbul foi o primeiro ator a ser um protagonista negro em uma novela brasileira e um dos principais atores do Cinema Novo. Bulbul, não é apenas um pioneiro na produção de obras cinematográficas sobre a temática racial, mas também um dos diretores brasileiros que mais produziu sobre esse tema.

Joel Zito Araújo – Doutor em ciência da Comunicação pela Escola de Comunicação e Arte da Universidade de São Paulo (ECA-USP), Joel Zito tematiza o negro na sociedade brasileira em suas produções cinematográficas. Em 2000, o diretor lançou o documentário “A negação do Brasil”, o filme é o resultado de uma pesquisa profunda sobre o percurso do negro enquanto personagem nas novelas brasileiras. Em 2005, Joel Zito ganhou com o longa metragem de ficção Filhas do Vento, oito Kikitos no Festival de Gramado, premio de melhor diretor, melhor atriz (Ruth de Souza e Léa Garcia), melhor ator (Milton Gonçalves), melhor ator coadjuvante (Rocco Pitanga), crítica e atrizes coadjuvantes (Thalma de Freitas e Taís Araujo). O cineasta está atualmente lançando nas salas de todo o país o documentário Cinderelas, Lobos e um príncipe encantado.

Jeferson De – O mais jovem cineasta da mesa será Jeferson De. Ele é um dos autores do Dogma Feijoada. Trata-se de um movimento de cineastas que reivindicava uma maior participação dos negros no cinema brasileiro, tanto na sua representação como no acesso aos meios de produção, bem como questiona o modo como o negro é representado nessas produções. Neste ano, Jeferson De lança em 2010, o seu primeiro longa-metragem “Brodér!”, obra totalmente rodada na periferia de São Paulo.

A V Mostra Produção Independente, que tem como título “Cinema em Negro & Negro”, acontecerá de 13 a 17 de outubro de 2009, no Cine Metrópolis, na Ufes, Vitória-ES. O evento contará com uma Mostra Competitiva aberta para os realizadores locais com produções sobre qualquer temática. Na Mostra Paralela serão exibidas as produções audiovisuais que tratam da temática racial. As inscrições podem ser feitas por meio do site www.abdcapixaba.com.br até o dia 10 de agosto. A realização é da ABD&C-ES.

Saiba mais sobre os convidados da a mais sobre a V Mostra Produção Independente:

Zózimo Bulbul:
http://pt-br.wordpress.com/tag/zozimo-bulbul/

Joel Zito:
http://www.adorocinemabrasileiro.com.br/personalidades/joel-zito-araujo/joel-zito-araujo.asp

http://www.youtube.com/watch?v=_4X36GyKvJc&eurl=http%3A%2F%2Fwww.portalgera.com.br%2F%3Fq%3Dnode%2F87&feature=player_embedded

Jeferson De:
http://cinema.uol.com.br/ultnot/2008/06/12/ult4332u791.jhtm

http://www.jefersonde.blogspot.com/

João Baptista Pimentel Neto
Assessor de Imprensa da Mostra

distribuição audiovisual


Evento acontece no próximo dia 10 de julho na sede do Sindicato dos Bancários, em Porto Alegre, e contará com a  troca de experiências, apresentação de casos de sucesso e de iniciativas inovadoras de distribuição do produto audiovisual independente realizado no Rio Grande do Sul.

A Fundacine promove, no próximo dia 10 de julho, o “Encontro aberto de trocas de experiências sobre distribuição do produto audiovisual gaúcho”, a fim de apoiar e fortalecer as iniciativas de difusão do setor. O evento servirá para a troca de experiências, apresentação de casos de sucesso e de iniciativas inovadoras de distribuição do audiovisual produzido de forma independente no Rio Grande do Sul.

Os palestrantes do encontro serão os cineastas Beto Rodrigues, que falará sobre o case do filme Valsa para Bruno Stein; Carlos Gerbase, sobre a experiência de distribuição do filme 3 Efes; Juan Zapata, sobre Felcine; Luciana Tomasi, que apresentará experiências da Casa de Cinema de Porto Alegre; <b><i>Luiz Alberto Cassol</i></b>, sobre o <b>Conselho de Cineclubes Brasileiros</b>; Monica Schmiedt, sobre o documentário Extremo Sul, e Marta Machado, sobre Wood & Stock  Sexo, Orégano e Rock’n’roll. Também estão confirmadas as presenças da produtora Gisele Hiltl, que apresentará cases da NGM Produções, e do economista e pesquisador em Economia da Cultura pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Leandro Valiati.

A atividade é direcionada a profissionais e estudantes de cinema e audiovisual e acontecerá na sede do Sindicato dos Bancários (rua General Câmara, 424, Auditório 3 – 3º andar), em Porto Alegre, no horário das 14h às 18h.

Mais informações sobre o evento podem ser obtidas pelo telefone (51) 3226-3311 ou pelo e-mail fundacine@fundacine.org.br.

cinema e cineclubismo em Itabaiana


Você caro leitor, ao ler este título poderia perguntar: Como é que é? E ainda os mais jovens: Cinema aqui, onde? Desde quando?

Pois é isso mesmo, especula-se que o primeiro cinema em Itabaiana tenha sido inaugurado há mais de 60 anos, chegando ao ponto de existir pelo menos dois cinemas em plena atividade e outros que funcionaram durante pouco tempo.

Os mais conhecidos foram o Cine Stº Antonio e o Cine Popular, que com seus altos e baixos perduraram até o início da década de noventa. [leia um pequeno resumo da historia do cinema em Itabaiana no final da matéria]. Desde então pouca ou quase nenhuma atividade relacionada a cinema aconteceu, salvo algumas gincanas escolares que exibiram alguns filmes, os pouco conhecidos “cineminhas” e um evento em praça publica ocorrido há alguns anos atrás, nada mais foi feito em prol da cultura do cinema em nossa cidade.

Vendo que até o prédio onde funcionou um dos mais populares cinemas de Itabaiana também fora devorado pela ignorância de nossa memória com relação a valores culturais, e somado a total falta de incentivo e interesse em divulgar a 7ª arte, algumas pessoas resolveram arregaçar as mangas e fazer algum esforço para pelo menos tentar despertar a curiosidade desta geração, que em sua maioria desconhece esta que é uma das mais importantes manifestações de arte. O cinema. Assim, perceberam que a forma mais viável seria a criação de um cineclube, então em meados do mês de setembro de 2008, foi fundado o CINECLUBE SABOTAGEM. Mas o que é um cineclube? Como funciona isso?

O Cineclubismo começou antes mesmo do cinema chegar a ter o status de expressão artística, ainda nos idos dos anos 20, porém o termo cineclube já era usado em 1907 quando foi inaugurada a primeira sala sedentária de cinema em Paris. Nasceram como um espaço democrático de interação entre o público e a produção audiovisual, e o que caracteriza um cineclube são 3 espécies de `leis’, são elas: O cineclube não tem fins lucrativos. O cineclube tem uma estrutura democrática. O cineclube tem um compromisso cultural ou ético. Essas três “leis” do cineclube excluem todas as outras formas de atividade com cinema que o senso comum e a ausência de reflexão identificam como cineclubes. No Brasil o Movimento Cineclubista experimenta um processo de intensa rearticulação resultando na reorganização do CNC – Conselho Nacional de Cineclubes Brasileiros, entidade cultural sem fins lucrativos, filiada à FICC – Federação Internacional de Cineclubes.

Antes de acontecer a primeira mostra do Cineclube Sabotagem, houve uma mostra de cinema nacional na UFS Campus Itabaiana, organizada por pessoas envolvidas com cineclube na universidade, que mais uma vez devido a má divulgação somado a pouca e/ou total falta de interesse e curiosidade por parte dos alunos e da população em geral não teve um bom retorno, porém ficou ali plantada a semente que viria a ter continuidade com o Cineclube Sabotagem. Sua primeira mostra foi uma espécie de continuação da que foi realizada anteriormente na UFS Campus Itabaiana, dedicada ao Cinema Brasileiro dando destaque as novas produções tais como: A Concepção, Baixio das Bestas, Wood & Stock entre outros, houve também exibição de curtas e musicais. Durante a primeira mostra houve pausas para exibição de filmes de produção internacional, abrindo mais o leque de opções. Foi realizada sempre na Boate da Associação Atlética de Itabaiana, com quem firmamos parceria, além do inestimável e fundamental apoio da Itnet em divulgar e em especial Jamysson que é um parceiro e também fundador do Cineclube Sabotagem.

Depois de uma pausa de alguns meses, o Cineclube volta a suas atividades.

No próximo dia 10 de Julho (sexta-feira) o CINECLUBE SABOTAGEM irá exibir o curta ‘Dumbland’ do famoso e respeitado e inquieto diretor David Lynch , além do filme “La Leonera“, produção argentina de 2008 e dirigido por Pablo Trapero.

Programação:

CINECLUBE SABOTAGEM Apresenta:

20:00h – ‘Dumbland’

20:30h – ‘La Leonera’

Local: Boate da Associação Atlética de Itabaiana

ENTRADA FRANCA

Um pequeno resumo da historia do cinema em Itabaiana

A história do cinema em Itabaiana teve seu início há várias décadas, se estima mais de 50, talvez 60 anos atrás, já se apresentou em várias formas, algumas um tanto inusitadas a exemplo do popularmente conhecido pelos mais velhos como Cine Arrojado, propriedade de um antigo e porque não folclórico comerciante local, onde para você ter acesso bastava apenas ser um cliente de sua loja. Segundo um antigo cliente, “era só comprar uma banana ou um cacho de pitomba e você já podia entrar pra ver o filme sem comprar ingresso”, que em sua maioria eram filmes de classificação adulta.

Os dois cinemas mais conhecidos foram o Cine Santo Antonio e o Cine Popular que antes de ser famoso por exibir exclusivamente filmes pornôs, teve outros nomes e proprietários e já foi um ponto de encontro das famílias itabaianenses, nele eram exibidos filmes de longa metragem além de jornais semanais e desenhos animados tais como Tom e Jerry e afins. Já o Cine Santo Antônio, localizava-se onde hoje se encontra um supermercado na Praça João Pessoa, funcionava no Edifício PIO XII, a lei que criou o Auxílio em benefício ao Edifício Pio XII, que inicialmente era pra ser a sede do Centro de Ação Social Católica da Paróquia de Itabaiana, data de 10 de Julho de 1953. Sua estrutura era moderna pra época hoje seria uma construção histórica pelo seu valor cultural não fosse a má interpretação do significado do termo tombamento e/ou um misto de ignorância e ganância dos famigerados comerciantes locais. Pois bem, enquanto esteve de pé o Cine Stº Antonio exibiu heroicamente filmes até o início dos anos noventa, quando a invasão das vídeolocadoras e de videocassetes aniquilou completamente o público do cinema.

Desde então houve um hiato na história dos cinemas em Itabaiana, sabe-se que algumas pessoas criavam uma espécie de cinema caseiro onde se pagava uma taxa para assistir em TV de tela grande, a filmes que geralmente eram de orientação adulta e raramente os lançamentos dos filmes Hollywoodianos de ação que chegavam nas vídeolocadoras locais. Porém nenhum desses cineminhas como eram chamados teve grande relevância.

Outra manifestação de cinema na cidade se deu por meio de gincanas culturais promovidas por escolas particulares, mas que não atingiam um grande público. Há alguns anos atrás houve um evento aberto ao publico e gratuito onde foi exibido em praça publica, filmes nacionais, infelizmente isso não foi trabalhado de forma que despertasse a curiosidade das pessoas por cinema, sendo encarado apenas como um evento de puro lazer.

Para conhecer mais sobre CINECLUBES acesse os links abaixo.

http://cineclubesabotagem.blogspot.com

http://cineclubes.org.br/

http://pt.wikipedia.org/wiki/Cineclube#Brasil/

http://cineclube.utopia.com.br/

tal tv / catálogo de documentários on line


A TAL-Televisão América Latina acaba de lançar em seu site um Catálogo de Documentários Latino-americanos. Qualquer produtor ou diretor brasileiro (como de qualquer outro país latino-americano) pode postar um anúncio de seu documentário, com indicações de País, Diretor, Produtora, Título e uma Foto.

O catálogo está pensado para ser uma referência online para compradores do mundo todo.

O cadastro é simples, rápido e inteiramente gratuito. Você pode cadastrar quantas obras desejar. O caminho é o site da TAL (www.tal.tv) ou, diretamente, www.tal.tv/catalogo/index.asp

Mensagem enviada a documentaristas latino-americanos

Compañeros del Primer Encuentro de Documentalistas Latinoamericanos del Siglo XXI

En noviembre del año pasado, durante nuestra reunión en Caracas, TAL-Televisión América Latina aceptó la sugerencia de la asamblea de organizar y operar un Catálogo de Documentales Latinoamericanos en su sitio, con el propósito de crear una vitrina online de referencia para compradores del mundo entero.

El Catálogo ya está a la disposición de todos los documentalistas de América Latina, es gratuito y el registro es simple.

Registrense. El espacio es de ustedes.

www.tal.tv/catalogo/index.asp

Saludos.

Orlando Senna
Presidente
TAL-Televisión América Latina

festival de cinema de triunfo divulga selecionados


O documentário animado Dossiê Rê Bordosa é um dos curtas em competição.

A Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco (Fundarpe) divulgou ontem os filmes selecionados para o 2º Festival de Cinema de Triunfo, marcado para o período de 2 a 7 de agosto. Os 47 trabalhos somam boa amostra da recente produção brasileira, dividida nas categorias curta digital, curta 35mm e longa 35mm.

O evento será sediado no Cine Guarany, um dos cartões postais da cidade. Este ano, ele funcionará com equipamento próprio de projeção 35mm e digital, com som dolby stereo.

Durante os seis dias de atividades, o Guarany passa a ser a segunda sala mais antiga a funcionar no estado. Ele foi fundado em 1922 e o Cineteatro do Parque, na capital pernambucana, é de 1915.

A competição de curtas está bastante forte e representativa – onze estados estão presentes. Dos pernambucanos, Superbarroco eKFZ 1348 vêm de carreira premiada, inclusive no último Cine PE; Crítico e A vida é curta foram lançados ano passado, mas precisam ser mais exibidos; São, Eiffel, Rainha dos degredados, Confessionário e Nossos ursos camaradas praticamente não foram vistos no estado. Dos demais estados a disputar o Troféu Careta (nome do personagem característico do Ccarnaval da cidade) estão as animações Silêncios e sombras, Dossiê Rê Bordosa e A ilha.

De 146 inscrições, parte veio de cidades do interior pernambucano, como Afogados da Ingazeira, Garanhuns, Itapetim, Pesqueira, Serra Talhada e Triunfo. A seleção ficou a cargo de Cynthia Falcão, presidente da seção estadual da Associação Brasileira de Documentaristas (ABD-PE); Cátia Oliveira, assessora do MinC Regional Nordeste, e Carla Francine, da coordenação de cinema e vídeo da Fundarpe.

Organizadora do evento, a Fundarpe reservou R$ 26 mil em prêmios para os melhores filmes, a serem eleitos por um júri oficial e outro popular.

Este terá no mínimo 40 integrantes, e será parcialmente composto por estudantes do ensino médio, selecionados a partir de um concurso de redação feito nas escolas de Triunfo.

Outras categorias não contam com premiação em dinheiro: fotografia, trilha sonora, direção, produção, direção de arte, som, roteiro, ator, atriz.

Diferente do ano passado, quando ocorreu de forma paralela, o Festival de Cinema começa no dia em que termina a Festa do Estudante, tradicional evento de Triunfo.

Confira a lista completa dos selecionados.

Selecionados

Curta-metragem 35mm
– A distração de Ivan (RJ), de Cavi Borges e Gustavo Mello
– A maldita (RJ), de Tettê Mattos
– A vida é curta (PE), de Leo Falcão
– Com as próprias mãos (PR), de Aly Muritiba
– Confessionário (PE), de Leonardo Sette
– Dez elefantes (RJ), de Eva Randolph
– Dossiê Rê Bordosa (SP), de Cesar Cabral
– Esboço para fotografia (SP), de Bruno Carneiro
– La dolorosa (SP), de Odilon Rocha
– Menino aranha (SP), de Mariana Lacerda
– Nossos ursos camaradas (PE), de F. Spencer
– Os filmes que não fiz (MG), de Gilberto Scarpa
– Restos de Antônio (RJ), de Mariska Michalick São (PE), de Pedro Severien
– Silêncios e sombras (PR), de Murilo Hauser
– Superbarroco (PE), de Renata Pinheiro

Curta-metragem Digital
– A casa dos mortos (DF), de Débora Diniz
– A ilha (DF), de Alê Camargo
– A vermelha luz do bandido (SP), de Pedro Jorge
– Ave Sangria – Sons de gaita, violões e pés (PE), de Rayana Uchoa, Rebeca Venice e Thiago Barros
– Bartô (GO), de Luiz Botosso e Thiago Veiga
– Calango (DF), de Alê Camargo
– Depois do jantar (PE), de Alba Azevedo e Nana Viana
– DOC. 8 (RS), de Christian Schneider
– Eiffel (PE), de Luiz Joaquim
– Enfim dois (SP), de Thiago Vieira
– Feito algodão doce (PE), de Natali Assunção
– Instrumento detector de alguma coisa (PB), de Otto Cabral
– Linha de fogo (BA), de Uirá Meneses e Marcelo Góis
– Mãe (RJ), de Luis Antônio Pereira
– Maridos, amantes e pisantes (RJ), de Ângelo Defanti
– Na terra das monções (SP), de Marcelo Domingues
– O guardador (PB), de Diego Benevides
– O jumento do lua estrela (PE), de Wildes Sampaio
– O plano do cachorro (PB), de Arthur Lins e Ely Marques
– O troco (SP), de André Rolim
– Priarã Jô – Depois do ovo, a guerra(PE), de Komoi Panará
– Quintas intenções (RJ), de Mauricio Rizzo
– Rainha dos degredados (PE), de Tuca Siqueira
– Rua das tulipas (DF), de Alê Camargo
– SomoS SomoS (PE), de André Pyrrho e Paulo Leonardo
– Sweet Karolyne (PB), de Ana Bárbara Ramos
– Tebei (PE), de Gustavo Vilar, Hamilton Costa, Paloma Granjeiro e Pedro Rampazzo
– Teo e sua turma- O menino que não gostava de tomar banho (PE), de André Rodrigues

Longa-metragens 35 mm
– Crítico (PE), de Kleber Mendonça Filho
– KFZ 1348 (PE), de Gabriel Mascaro e Marcelo Pedroso
– O grão (CE), de Petrus Cariry

V mostra produção independente / inscrições


mostra-producao-independente_abd-capixaba

Já estão abertas as inscrições para a Mostra Competitiva da V Mostra Produção Independente da ABD&C/ES. Poderá participar qualquer obra audiovisual capixaba que não tenha sido selecionada em nenhuma das mostras anteriores da ABD&C/ES.

O título da Mostra deste ano é “Cinema em Negro & Negro” e abordará a produção audivisual do cinema negro envolvendo o circuito cultural Brasil e África. O evento será realizado de 13 a 17 de outubro, no Cine Metrópolis-Ufes.

O prazo para enviar os trabalhos é o dia 10 de agosto (valendo a data da postagem). O Regulamento Geral da V Mostra Produção Independente e a ficha de inscrição já estão disponíveis no nosso site (www.abdcapixaba.com.br)

A lista com o nome das produções selecionadas para a Mostra Competitiva será divulgada no dia 17 de agosto de 2009 no site da ABD&C/ES. Os dois filmes premiados na V Mostra Produção Independente serão divulgados na última sessão da Mostra que acontecerá no Cine Metrópolis-Ufes, no dia 17 de outubro, a partir das 20h.

As produções selecionadas concorrerão ao prêmio de melhor filme capixaba e ao prêmio especial para obras audiovisuais que tratem do tema do evento. As obras da Mostra Competitiva também farão parte do DVD Coletânea, que será distribuído gratuitamente e sem fins comerciais, desde que os diretores e produtores autorizem. Os premiados estarão ainda automaticamente pré-selecionados para o V FAIA – Festival de Atibaia Internacional do Audiovisual que acontecerá em janeiro de 2010.

V Mostra Produção Independente

A V Mostra Produção Independente da ABD&C/ES, que acontecerá de 13 a 17 de outubro de 2009, traz como tema desta edição o cinema negro. Com o título “Cinema em Negro & Negro”, o evento exibirá em sua mostra não competitiva produções relacionadas com a temática produzidas no Espírito Santo, no Brasil e em países africanos. As exibições e o restante da programação da Mostra acontecerão no Cine Metrópolis, na Ufes.

Entre os destaques do evento, está o cineasta Zózimo Bulbul, que fará a curadoria da programação de uma das noites e estará presente para debater a sua cinematografia.

A V Mostra Produção Independente continua com a sua Mostra Competitiva. Os realizadores locais podem inscriver os seus trabalhos até o dia 10 de agosto através do nosso site www.abdcapixaba.com.br. Este ano, os filmes que trabalharem a temática racial concorrerão a uma premiação especial. O Regulamento Geral da Mostra e a ficha de inscrição também já estão disponíveis no site da ABD&C/ES.

Além das exibições, a Mostra terá em sua programação um seminário para tratar da produção audiovisual do cinema negro, envolvendo o circuito cultural Brasil e África. Para isso, contará com a presença de realizadores convidados que debaterão os seus filmes com o público.

Durante o evento, serão lançados a 2ª edição da revista Milímetros, que trará um panorama do cinema negro no Brasil, e o DVD Coletânea com as produções exibidas na Mostra Competitiva. Um seminário temático, oficinas de realização e cineclubismo também serão oferecidas para público do evento. Toda a programação da V Mostral Produção Independente é gratuita.

João Baptista Pimentel Neto
Assessor de Imprensa da Mostra

cbc e abdn apoiam circuito cineclubista


Realizado pelo CNC – Conselho Nacional de Cineclubes Brasileiros em parceria com várias entidades do audiovisual e apoio de realizadores o projeto objetiva democratizar o acesso da população a produção audiovisual brasileira.

Teve início na última quarta feira (01/07) as atividades do Projeto Circuito Cineclubista “Democratizando o Audiovisual“. O lançamento do projeto promoverá a exibição dos filmes “Patativa do Assaré: Ave Poesia”, do cineasta cearense Rosemberg Cariri e “Chama Verequete“, dos documentaristas Luiz Arnaldo Campos e Rogério Parreira, em 168 cineclubes e entidades que confirmaram participação. Com acesso gratuito, as exibições serão realizadas nos meses de julho, agosto e setembro nos cineclubes e entidades cadastradas.

Articulado pelo CNC – Conselho Nacional de Cineclubes Brasileiros /Filmoteca Carlos Vieira a realização do Circuito conta ainda com o apoio e parceria do CBC – Congresso Brasileiro de Cinema, da ABDn – Associação Brasileira de Documentarista e da CBDC – Coalizão Brasileira Pela Diversidade Cultural e dos realizadores que disponibilizaram gratuitamente os direitos de exibição de suas obras ao CNC.

Segundo o presidente do CNC, Antônio Claudino de Jesus o projeto objetiva democratizar o acesso da população à produção audiovisual nacional e fortalecer o movimento cineclubista brasileiro através da articulação de um circuito nacional de exibições. “Somamos hoje mais de 350 cineclubes filiados ao CNC. Todos atuando localmente e de maneira isolada, fato que apesar de sua inegável importância, não traduz para a sociedade o valor e a real dimensão do trabalho realizado. Desta forma, pensamos que a realização de uma atividade conjunta com a participação de cineclubes de todo o país além de dar visibilidade ao trabalho realizado por todos acabará ajudando na consolidação dos apoios locais necessários a manutenção das atividades dos cineclubes” – afirmou.

Já o presidente do CBC – Congresso Brasileiro de Cinema, Rosemberg Cariri afirmou que o apoio da entidade, bem como seu apoio pessoal, vincula-se a constatação da necessidade urgente de ampliação das salas e espaços de exibição no país. “A indústria do audiovisual brasileiro está produzindo atualmente cerca de 100 longas e centenas de documentários e curta-metragens que muitas vezes sequer encontram espaço para serem lançados publicamente. Este fato além de frustrar os realizadores, inibe o desenvolvimento e fortalecimento da indústria nacional. Assim, entendemos que qualquer ação, como é o caso, que objetive solucionar ou amenizar este problema merece total apoio do CBC” – registrou.

Também parceira e apoiadora da proposta, a presidente da ABDn – Associação Brasileira de Documentaristas, Solange Lima registrou que a atividade marcará também o lançamento do Circuito Nacional de Exibição da ABD e destacou a importância destes circuitos para a circulação e exibição dos documentários e curta-metragens produzidos no país. “Infelizmente, apesar da importância e da dimensão da produção documentarista e curtametragista, as obras produzidas nestes formatos tem janelas de exibição ainda menores do que as oferecidas às produções de longa metragem e estão praticamente restritas aos festivais e as exibições promovidas pelos cineclubes. Então não poderíamos ter outra postura que não fosse a de formalizar esta parceria com o CNC e apoiar a iniciativa” – destacou.

Coordenadores do Circuito, o secretário geral do CNC, João Baptista Pimentel Neto e a Diretora de Memória do CNC e da ABDn, Saskia Sá registraram a grande adesão dos cineclubes e das ABDs estaduais à iniciativa. Assim, segundo Pimentel “Considerando o tempo e os recursos que tivemos para organizar a atividade, acredito que a iniciativa recebeu um número de adesões e apoiamentos que superaram em muito nossas expectativas” – registrou. E para Saskia Sá “os resultados desta primeira atividade demonstram claramente que este é um projeto tem tudo para deslanchar e se consolidar num curto espaço de tempo”. – finalizou.

Maiores informações, datas e horários das exibições podem ser acessadas em: www.cineclubes.org.br

João Baptista Pimentel Neto

E-Mail: cbc.articulacao@cbcine.org.br